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Marco Matias (Vitória SC / SC Freamunde)


Devido à grande competitividade e equilíbrio entre os plantéis, a Liga Orangina é o campeonato ideal para a evolução e para a maturação dos jovens jogadores, sendo que vários clubes da primeira liga têm já debaixo de olho alguns valores deste campeonato, tendo em vista a preparação da próxima época. Depois de assistir a alguns jogos do Freamunde acredito que o jovem Marco Matias tem tudo para poder regressar ao Vitória de Guimarães, clube detentor do seu passe, e assim mostrar todas as suas qualidades no principal escalão nacional.

Marco Matias iniciou a sua carreira no Barreirense, mas cedo se mudou para o Sporting. Completou todo o resto da formação na academia leonina e, apesar de ter jogado com Daniel Carriço, André Santos e Rui Patrício, foi sempre uma peça fulcral nas suas equipas. O ponto alto da sua formação seria no seu último ano como júnior, onde viria a apontar 25 golos, sendo importantíssimo para a conquista do campeonato nacional de juniores.


Nome: Marco André da Silva Lopes Matias
Nascimento: 10/05/1989 (21 anos)
Naturalidade: Barreiro
Altura: 177 cm
Peso: 67 kg
Posição: Avançado
Clube: Vitória SC (Emprestado ao SC Freamunde)
Percurso: Barreirense (1998-1999); Sporting (1999-2008): empréstimos a Varzim (2008-2009), Fátima e Real Massamá (2009-2010); Vitória de Guimarães (desde 2010): empréstimo ao Freamunde (2010-2011)
Nº Camisola: 18


Apesar da excelente campanha ao serviço das escolas do clube, Marco Matias foi cedido no seu primeiro ano de sénior ao Varzim. Devido às poucas oportunidades, o jovem acabaria por não convencer os dirigentes varzinistas e assim, no início da temporada 2009/2010, foi novamente emprestado, desta vez ao Fátima. A sua estadia no conjunto fatimense durou apenas até Janeiro, uma vez que seria novamente cedido pelos leões ao Real Massamá.

Acabada a temporada e o vínculo que o ligava ao Sporting, os dirigentes do Vitória de Guimarães viram uma oportunidade de ouro para arrecadar uma jovem promessa a custo zero, adquirindo assim os serviços do internacional luso. Com um longo percurso de adaptação ao futebol profissional ainda por decorrer, o Vitória viria a ceder o jovem ao Freamunde, clube com o qual mantém uma boa relação e onde aproveita para fazer rodar alguns dos seus jogadores.

Marco Matias foi conquistando aos poucos o seu espaço na equipa e agora é já uma peça-chave no conjunto nortenho e uma das grandes revelações da liga. Com quatro golos já apontados no campeonato, o jovem é o segundo melhor marcador dos capões, sendo apenas superado pelo carismático jogador da casa Bock. A continuar desta forma, Marco Matias não só ajudará a formação da Capital do Móvel a conquistar os seus objectivos, como também acabará por convencer o técnico vimaranense Manuel Machado a chamá-lo para a próxima temporada.

Marco Matias é um jogador que se adapta a qualquer posição da frente, mas é na ala que mais desequilíbrios cria às defensivas adversárias. Detentor de uma velocidade invejável e de uma garra invulgar neste tipo de jogadores dotados tecnicamente, o jovem, que em tempos foi equiparado a Cristiano Ronaldo, tem tudo para vir a brilhar no principal escalão português e, quiçá, ambicionar a um pouco mais na sua ainda curta carreira.

Pedro Nogueira
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Miguel Rosa (SL Benfica / CF Os Belenenses)

Tido como um dos clubes históricos do futebol português, o Belenenses não começou da melhor forma a sua nova aventura no escalão secundário do nosso país, tendo inclusivamente já registado uma mudança no comando técnico após alguns maus resultados. Ainda assim, e com a entrada de José Mota, a equipa de Belém ganhou um novo fôlego, amealhando vários pontos nas últimas jornadas, tendo o médio Miguel Rosa um papel proeminente nesta louvável recuperação do emblema da Cruz de Cristo.

Tendo realizado toda a sua formação no Benfica, Miguel sempre foi rotulado nos escalões de base como uma jovem promessa dada a sua evidente qualidade futebolística. Prova disso mesmo é o considerável número de golos que obteve durante a sua fase de evolução no clube da Luz e que lhe valeu chamadas regulares às selecções jovens nacionais. Conhecedores do inegável talento do jovem, os responsáveis benfiquistas decidiram propor-lhe a assinatura de um contrato profissional, sendo igualmente integrado nos trabalhos de pré-época no seu primeiro ano como sénior.


Nome: Miguel Alexandre Jesus Rosa
Nascimento: 13/01/1989 (21 anos)
Naturalidade: Lisboa
Altura: 174 cm
Peso: 67 kg
Posição: Médio-Ofensivo
Clube: SL Benfica (Emprestado ao CF Os Belenenses)
Percurso: SL Benfica (1998-2008): empréstimos a Estoril (2008-2009), Carregado (2009-2010) e CF Os Belenenses (2010-2011)
Nº Camisola: 7


Contudo, e visando poder corresponder da melhor maneira às exigências inerentes a uma competição profissional, o médio seria cedido ao Estoril em 2008/2009 e ao Carregado na temporada seguinte, acabando nestes clubes por conseguir ultrapassar algumas dificuldades decorrentes da transição do futebol de formação para o futebol sénior. Este período de maturação não poderia ser mais rico, uma vez que foi sempre opção em ambas as equipas, tendo mesmo um registo interessante de golos nas duas épocas, somando um total de dezasseis tentos.

Já para esta temporada, chegou a ser ventilado na imprensa o interesse de clubes da principal liga no empréstimo do jovem, acabando, ainda assim, por rumar ao Belenenses. Esta mudança tornou-se uma mais-valia não só para os azuis, que procuram o regresso ao primeiro escalão, como também para o jovem, que tem a possibilidade de se valorizar ainda mais no panorama nacional. Embora a actual carreira da formação do Restelo não seja condizente com o seu palmarés, pois está em zona de despromoção, o lisboeta tem sido um dos jogadores mais inconformados com esta fase cinzenta do clube, contabilizando até ao momento cinco golos.

Actuando nas costas dos avançados ou esporadicamente sobre o corredor direito, Miguel destaca-se pela sua admirável componente técnica, pela capacidade de descobrir linhas de passe e pelo facto de ser presença constante em situações de finalização. Estas são as principais características do jovem luso e que lhe têm permitido ter um registo considerável de golos ao longo da sua ainda curta carreira.

Com contrato com o Benfica até ao final da temporada, Miguel Rosa pretenderá aproveitar a estadia no Estádio do Restelo para provar aos dirigentes encarnados que tem valor suficiente para, num futuro próximo, integrar o plantel principal benfiquista. Assim sendo, a próxima etapa do seu percurso passará, provavelmente, pela cedência a um clube da primeira divisão, de modo a completar de forma definitiva o seu processo de amadurecimento competitivo, especialmente a nível táctico.

Filipe Jesus
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Wilson Eduardo (Sporting CP / SC Beira-Mar)


De regresso à I Liga e apesar de estar mergulhado em grandes problemas financeiros, o Beira-Mar tem-se exibido a muito bom nível, encontrando-se na primeira metade da tabela classificativa, fruto dos bons resultados conseguidos, inclusivamente, frente a clubes grandes do futebol português, sendo disso exemplo o empate frente ao Sporting e a vitória surpreendente frente ao Sp. Braga em pleno Estádio AXA.

Para este sucesso da turma aveirense muito tem contribuído o extremo Wilson Eduardo, que, mesmo não sendo um titular absoluto, tem-se evidenciado pelo registo de remates efectuados às balizas contrárias, sendo apenas suplantado pelo fantástico portista Hulk.

Atleta de origens angolanas, Wilson Eduardo apaixonou-se pelo futebol desde tenra idade, bastante influenciado pelo seu tio que actuava na equipa sénior do Desportivo de Vilar, formação dos arredores de Vila do Conde, e que resolveu levar o jovem para as camadas jovens desta colectividade. Ciente do valor do miúdo e após uma época de iniciação e aprendizagem no modesto clube vilacondense, os familiares de Wilson decidiram levá-lo a treinos de captação no FC Porto, tendo os responsáveis técnicos dos escalões de formação dos portistas ficado agradados com os seus atributos técnicos.



Nome: Wilson Bruno Naval da Costa Eduardo
Nascimento: 08/07/1990 (20 anos)
Naturalidade: Pedras Rubras
Altura: 176 cm
Peso: 72 kg
Posição: Avançado
Clube: Sporting CP (Emprestado ao SC Beira-Mar)
Nº Camisola: 8


A estadia nos azuis e brancos estava a correr-lhe de feição, sendo já, por esta altura, apontado como um atleta a ter em conta a médio/longo prazo dado os inúmeros golos que apontava. No entanto, a sua vida acabaria por conhecer um novo capítulo devido à separação dos seus pais, mudando-se juntamente com a sua mãe para Lisboa, uma situação que o deixou bastante descontente dado que já se encontrava plenamente adaptado à equipa portista.

Apesar desta forçada mudança e sabedora do enorme gosto e talento do seu filho para o futebol, a progenitora de Wilson entendeu levá-lo para o Sporting, deixando os responsáveis leoninos extremamente satisfeitos dado já serem conhecedores do valor deste miúdo. Na formação sportinguista, o jovem deu seguimento aos bons apontamentos deixados na Cidade Invicta, sagrando-se inclusivamente campeão nacional do escalão de juvenis e juniores.

O sucesso e o protagonismo no conjunto verde e branco proporcionaria ao extremo a chamada às selecções jovens nacionais, tendo iniciado o seu percurso internacional na categoria de sub-16, constando o seu nome, ao longo dos últimos anos, em convocatórias de outros escalões. Perante tudo isto, o Sporting não hesitou em oferecer-lhe um contrato profissional extensível até 2012 e blindou o jovem com uma cláusula milionária de vinte milhões de euros, antes mesmo de terminar o seu percurso nas camadas jovens.

Assim, e a exemplo de outros jovens talentosos que actuavam na mesma equipa de juniores que se sagrou campeã nacional, o internacional luso foi cedido por empréstimo ao Real Massamá da II Divisão, numa medida que possibilitava à turma leonina acompanhar de perto a evolução destes atletas, dada a proximidade que une os dois clubes. No seu primeiro ano de sénior, Wilson seria um dos destaques da equipa da região de Lisboa, levando os responsáveis sportinguistas a indicar a sua mudança para o Algarve em Janeiro último, com o intuito de se mostrar noutro patamar competitivo ao serviço do Portimonense.

No conjunto algarvio, o extremo mostraria todas as suas potencialidades, explorando bem os corredores laterais através da sua admirável velocidade, ultrapassando, deste modo, o estilo mais físico e agressivo que caracteriza o segundo escalão do futebol português, que não lhe era muito favorável. O jovem vestiria mesmo a pele de herói do Portimonense dado ter sido o autor do tento decisivo na última jornada da II Liga frente à Oliveirense que carimbaria a subida e o consequente regresso dos algarvios ao campeonato principal após largos anos de ausência.

Apesar deste marco histórico no conjunto do Algarve, Wilson prosseguiria o seu percurso de crescimento futebolístico no Beira-Mar, tendo até ao momento realizado uma temporada bastante agradável na equipa liderada por Leonardo Jardim. Embora não seja actualmente uma das opções iniciais no conjunto aveirense, o jovem é visto como o "ás de trunfo" lançado pelo técnico madeirense em fases adiantadas das partidas, onde o desgaste das defensivas contrárias é notório, tentando, desta forma, aproveitar a rapidez e a profundidade que o extremo confere à equipa.

Vídeo:

Pese embora este estatuto de suplente, Wilson Eduardo tem sido uma das surpresas desta edição da Liga ZON Sagres, acabando as suas actuações por já fazerem eco além-fronteiras, tendo sido noticiado recentemente na imprensa inglesa um hipotético interesse do Manchester United. Ainda assim, o jovem avançado deverá amadurecer um pouco mais o seu futebol, passando essa melhoria por situações de finalização, onde ainda se denota uma falta de clarividência em algumas jogadas, apesar de já contar com dois golos na prova. Comparado a Liedson pela sua enorme entrega ao jogo e por "proporcionar" o erro adversário, o jogador dos aveirenses quererá certamente realizar uma boa época, de forma a poder pensar num regresso ao Sporting e fazer parte de futuras convocatórias da selecção nacional de sub-21.

Filipe Jesus
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Sílvio (SC Braga)


Fruto do belíssimo campeonato no ano passado e do excelente início desta temporada, o Sporting de Braga passou a ser considerado o quarto grande de Portugal e um dos sérios candidatos ao título nacional. Em comparação com os seus concorrentes directos, o clube minhoto foi o que gastou menos dinheiro durante o período de transferências, construindo, no entanto, um grupo compacto e de grande qualidade, capaz de dar garantias ao técnico Domingos Paciência em todas as provas em que estão envolvidos.

Enquanto Benfica, FC Porto e Sporting fartaram-se de gastar balúrdios em contratações, na sua maioria provindas do estrangeiro, os arsenalistas preferiram concentrar-se no mercado interno, tirando proveito dum menor investimento e de uma maior empatia dos jogadores com o campeonato nacional. Assim, nomes como Leandro Salino, Lima e Sílvio deixaram já convencidos os adeptos braguistas, demonstrando aos três grandes que de facto existe grande talento aquém-fronteiras.

Natural de Lisboa, Sílvio começou a sua carreira aos 6 anos de idade, quando realizou provas de captação no Benfica. O jovem acabaria por convencer os dirigentes encarnados, vindo a completar toda a sua formação de águia ao peito. Em 2006, no seu primeiro ano de sénior, o lateral português desvinculou-se do clube da Luz e ingressou no Atlético de Cacém. A passagem seria fugaz, uma vez que na temporada seguinte, Sílvio transferiu-se para o Odivelas, que militava na 2ª Divisão B.



Nome: Sílvio Manuel Azevedo Ferreira Sá Pereira
Nascimento: 28/09/1987 (22 anos)
Naturalidade: Lisboa
Altura: 178 cm
Peso: 72 kg
Posição: Lateral Direito / Lateral Esquerdo
Clube: SC Braga
Nº Camisola: 28

O seu potencial parecia destinado a perder-se pelos escalões inferiores, até que num encontro para a Taça de Portugal, diante do Rio Ave, o jovem português deixaria boas indicações a Carlos Brito, acabando por mudar-se, no final da temporada, para o emblema nortenho. Tapado por Miguel Lopes na lateral direita, o jovem pegou de estaca a oportunidade dada pelo técnico na esquerda, relegando para o banco a experiência de Rogério Matias. Sílvio assumir-se-ia como um dos pilares da defesa vilacondense, mas seria na segunda época que se afirmaria em definitivo e se tornaria peça fundamental do puzzle montado por Carlos Brito.

Tirando proveito da transferência de Miguel Lopes para o FC Porto, o lateral lisboeta voltou à sua posição de origem e logo despertou a atenção de outros clubes. Com o forte interesse do Sporting, o jovem esteve perto de regressar à sua terra natal, contudo os dois clubes não chegaram a acordo e este permaneceu até final da época em Vila do Conde.

No final da temporada, voltou-se a especular bastante sobre o futuro do futebolista português, vindo este a rumar ao Sporting de Braga. No clube do Minho, Sílvio voltou a deparar-se com uma forte concorrência – desta feita, Miguel Garcia –, tendo de aguardar por uma oportunidade. Essa chegaria na primeira mão do encontro com o Sevilha, no play-off da Liga dos Campeões. Sílvio substituiu Garcia ao intervalo e logo se viu outra dinâmica no corredor direito minhoto. O jovem conquistou a confiança de Domingos Paciência e daí em diante não mais largou a titularidade.

No Sánchez Pizjuán, ajudou a sua equipa a fazer história ao garantir uma presença na maior prova europeia a nível de clubes; em solo luso ia brilhando. Logo na sua estreia para o campeonato pelos arsenalistas, Sílvio apontou um excelente golo que lhe valeria a chamada à Selecção portuguesa para os encontros com Chipre e Noruega. Frente aos cipriotas, o jovem não chegou a entrar; na Noruega, alinhou como titular e, não se deixando abater pela fraca prestação portuguesa, foi um dos melhores da nossa Selecção.

Vídeo:

Sílvio é visto como um lateral de topo e com características surpreendentes para um atleta tão jovem. José Mourinho, aclamado por muitos como o melhor treinador do mundo, já teceu rasgados elogios ao jovem luso, afirmando que Sílvio é o jogador que mais lhe enche as medidas no campeonato português. As excelentes exibições do lateral não têm deixado ninguém indiferente e recentemente foi associado a um possível interesse do FC Porto. Vivendo, com certeza, o melhor momento da sua carreira, Sílvio tem tudo para prolongar esta excelente forma, podendo, eventualmente, começar a sonhar com outros voos.

Gonçalo Nuno Oliveira
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Caetano (FC Paços de Ferreira)


Conhecem Agostinho Caetano? Sim, esse que, em tempos, brilhou ao serviço de Penafiel e Tirsense. Pois bem, Agostinho largou o futebol muito precocemente e, desde então, dedicou-se de corpo e alma ao mundo empresarial. Cerca de uma década depois, um outro Caetano surgiu nos relvados portugueses e rapidamente se revelou como uma das boas surpresas do presente campeonato. De seu nome Rui, o jovem de apenas 19 anos parece ter herdado as qualidades do seu progenitor, superando, para já, a difícil tarefa que é afirmar-se no escalão máximo no seu primeiro ano como sénior.

Sendo igualmente um jogador de baixíssima estatura, o miúdo pretenderá igualar ou, porventura, superar o estatuto do seu pai no futebol português. Para isso, precisa de demonstrar todo o seu potencial nos relvados nacionais, tendo esta época uma boa oportunidade para explodir ao serviço do Paços de Ferreira, uma formação sem complexos em apostar em jovens jogadores.

Chegado ao FC Porto no escalão de iniciados, Caetano alternou entre a primeira e a segunda equipa, conquistando no mesmo ano o título nacional e distrital do escalão. Ao longo da formação, o jovem actuou também no Padroense, designado clube satélite dos dragões, através de um protocolo celebrado entre as duas instituições e que prevê que os atletas que estejam no primeiro ano de um determinado escalão rodem no clube matosinhense de forma a continuar a sua evolução.



Nome: Rui Miguel Teixeira Caetano
Nascimento: 20/04/1991 (19 anos)
Naturalidade: Paredes
Altura: 165 cm
Peso: 56 kg
Posição: Extremo
Clube: FC Paços de Ferreira
Nº Camisola: 11


Já no escalão de juniores, o extremo foi uma das figuras da sua equipa, tendo mesmo sido o melhor marcador no campeonato nacional da última época, contrastando com a fraca prestação do conjunto azul e branco. O nível exibido no FC Porto levaria o jovem a ser convocado para as selecções nacionais, sendo internacional pelos sub-17, sub-18 e sub-19. Apesar de ser presença assídua nas selecções jovens, Caetano acabaria por ser preterido das escolhas do técnico Ilídio Vale para o Europeu de sub-19, para surpresa de todos os que, até então, haviam-no acompanhado com a camisola das Quinas.

Depois de não ver o nome incluído na convocatória portuguesa, o extremo ficaria igualmente a saber que os portistas não estariam interessados em prolongar o seu vínculo, apesar das suas boas actuações nos escalões de formação. Nada abalado com a situação e apostado em consolidar uma carreira notável a nível profissional, Caetano decidiu rumar ao Paços de Ferreira. Assim sendo, a ausência do Europeu acabaria por trazer-lhe algumas vantagens, na medida em que lhe permitiu integrar-se mais cedo na pré-época da equipa da Capital do Móvel e entrosar-se mais rapidamente com os seus colegas.

Esguio, bastante veloz e com facilidade em jogar com os dois pés, o atleta luso teria desde logo uma estreia de fogo frente ao Sporting, tendo rubricado uma exibição de sonho, após ter causado enormes calafrios ao lateral João Pereira. Titular nas três primeiras jornadas da Liga ZON Sagres, o jovem mostra-se igualmente um jogador bastante útil ao técnico Rui Vitória, pois para além de actuar em ambas as alas, pode ainda funcionar como um falso ponta-de-lança.

Empenhado em concluir um curso superior ligado à vertente económica, o pequeno velocista tentará aproveitar este ano de aprendizagem na Mata Real da melhor forma, sendo mesmo encarado na imprensa como uma das grandes promessas a revelar-se esta época na Liga principal. Tendo por base as excelentes arrancadas e a assinalável velocidade de execução demonstradas neste início de temporada, Caetano parece ter um talento incontestável que lhe poderão abrir as portas para um eventual salto na carreira.
Filipe Jesus
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João Aurélio (CD Nacional)

A polivalência de um atleta é, geralmente, uma grande vantagem quer para o treinador de uma equipa quer para o próprio jogador. Se por um lado faz com que o atleta seja uma opção regular nas opções iniciais, dada a sua versatilidade posicional, por outro permite ao treinador alterar no decorrer dos jogos o sistema táctico sem que tenha que efectuar qualquer substituição, fazendo assim uso da polivalência do jogador.

Esta conjuntura é deveras aproveitada pelo Prof. Manuel Machado, que moldou João Aurélio num autêntico "todo-o-terreno", pois se na altura da sua chegada era visto como um bom médio ala direito, o alentejano tem-se revelado um jogador multifunções, tendo em conta as várias posições que já ocupou no terreno.

Natural de Beja, João Aurélio cumpriu grande parte da sua formação em duas equipas da sua cidade natal, tendo actuado, primeiramente, no Desportivo e, posteriormente, no Despertar. No entanto, uma incursão realizada pelo Vitória de Guimarães por terras alentejanas possibilitou-lhe a mudança para a Cidade Berço, tal como já havia acontecido com o seu conterrâneo Tiago Targino, realizando os dois anos de júnior com as cores vitorianas. Terminada a formação em 2007, o conjunto de Guimarães entendeu não celebrar um contrato profissional com o atleta, dado não estar muito interessado em pagar os direitos de formação aos dois clubes alentejanos.



Nome: João Miguel Coimbra Aurélio
Nascimento: 17/08/1988 (21 anos)
Naturalidade: Beja
Altura: 185 cm
Peso: 75 kg
Posição: Lateral-Direito / Médio Ala Direito
Clube: CD Nacional
Nº Camisola: 23

Perante isto, o jovem preferiu seguir a velha máxima futebolística - dar um passo atrás na carreira de forma a poder dar dois em frente -, prosseguindo o seu trajecto ao serviço do Penalva do Castelo. Na turma que alinhava na II Divisão, João Aurélio ganhou uma notável dimensão por força das suas exibições, valendo-lhe a chamada à selecção nacional de sub-20 e a cobiça por parte de emblemas prestigiados como o Benfica ou o Sp. Braga.

Ainda assim, o alentejano declinaria os convites apresentados ambas as equipas, decidindo rumar ao Nacional da Madeira, na medida em que poderia jogar com maior regularidade e, desta forma, atingir maior projecção a nível nacional. Na formação madeirense, o jovem seria sujeito a uma verdadeira "revolução táctica", pois, sendo um originário médio ala direito, actuaria noutras zonas, demonstrando ainda assim uma grande eficácia em todas as suas situações.

Na sua primeira época na Liga Sagres, o português seria utilizado com alguma intermitência, não sendo uma aposta constante do seu técnico que o utilizaria com maior frequência no final da temporada. Já esta época, o jovem tem-se destacado na turma alvinegra, fazendo parte das escolhas iniciais do mister Manuel Machado e igualmente dos técnicos interinos José Augusto e Jokanovic aquando da doença do treinador principal. Esta afirmação consolidou-se logo no início da temporada com os tentos obtidos frente ao Sporting e ao Zenit, em encontros que acabariam com resultados moralizadores para os insulares.

Sendo bastante rápido e competente nas suas funções, o jovem alentejano mostra-se sempre disponível em se sacrificar em prol do colectivo, sendo muitas vezes utilizado num esquema de 3-5-2 como lateral esquerdo ou, face à ausência do capitão Patacas, como lateral direito, para além de ter já actuado, inclusivamente, como avançado.

Irmão de Luís Aurélio, jogador do Moreirense, o jovem luso mereceu igualmente a atenção do seleccionador das esperanças portuguesas, que o incluiu no lote de atletas que representaram Portugal no Torneio de Toulon em 2009. As suas prestações iam agradando aos responsáveis federativos, acabando por ser convocado para a selecção de sub-21, estreando-se da melhor maneira com a obtenção de um golo frente à Lituânia, em encontro relativo à fase de qualificação do Europeu da categoria.

Com a boa prestação do Nacional na Liga Europa, os atletas da turma insular ganharam mais valorização e maior reconhecimento internacional, tendo inclusive alguns deles dado o salto para equipas mais ambiciosas. Tomando como exemplo os seus antigos companheiros Nenê e Rúben Micael, também eles apostas pessoais de Manuel Machado, o jovem tem todas as possibilidades de deixar em breve a Madeira e de singrar numa equipa com outros pergaminhos europeus, como de resto tem acontecido com o actual jogador do FC Porto. Assim, João Aurélio tentará dar sequência à boa réplica que vem preconizando, com o intuito de poder cumprir um objectivo comum a todos os futebolistas.

Filipe Jesus
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Pizzi (SC Braga / FC Paços de Ferreira)


A reabertura do mercado neste mês de Janeiro acaba, muitas vezes, por ter um efeito agridoce para alguns clubes pois, se por um lado, esta janela de transferências permite enriquecer o plantel com novas soluções, faz, simultaneamente, com que algumas equipas sejam tentadas a vender os seus principais atletas por forma a realizar um essencial encaixe financeiro.

Esta situação seria vivenciada este mês pelo Paços de Ferreira que vendeu um dos seus principais activos, nomeadamente o brasileiro Cristiano que se mudou para o Paok de Salónica. Para colmatar esta importante lacuna, o conjunto pacense decidiu recorrer ao empréstimo de Pizzi junto do Sp. Braga, que vinha protagonizando notáveis performances ao serviço do Sp. Covilhã na primeira metade desta época.

Transmontano de gema, Luís Miguel Afonso Fernandes acabaria por ser tratado meramente por Pizzi dado que nas tradicionais futeboladas de rua usava sempre a camisola do antigo atleta argentino que passou pelo Barcelona e FC Porto, apesar de este não ser o seu ídolo futebolístico. Formado no clube da sua terra natal (Bragança), o jovem sempre se evidenciou dos restantes companheiros nos escalões de base, sendo chamado, ainda com idade de juvenil, para ajudar a equipa sénior a subir à II Divisão.

Face a esta precoce integração de um atleta jovem num escalão sénior, foi com naturalidade que alguns clubes ficaram atentos à evolução de Pizzi, acabando o Sp. Braga por contratar este prodígio após realizar um espectacular torneio internacional presenciado pelo então técnico dos juniores arsenalistas António Caldas, que ficou impressionando com as suas qualidades.



Nome: Luís Miguel Afonso Fernandes - "Pizzi"
Nascimento: 06/10/1989 (20 anos)
Naturalidade: Bragança
Altura: 172 cm
Peso: 66 kg
Posição: Extremo
Clube: FC Paços de Ferreira (Emprestado pelo SC Braga)
Nº Camisola: 31



Assim, o extremo luso concluiria a sua fase de formação na turma bracarense, completando aí o último ano de júnior, participando em algumas partidas da Liga Intercalar e sendo regularmente chamado para os trabalhos da selecção nacional de sub-19. Visto como um jogador com grande margem de progressão, Pizzi seria cedido ao Ribeirão juntamente com outros jovens da cantera dos minhotos, com o objectivo de actuar com regularidade e de atingir uma maior maturidade, acabando por realizar um interessante final de época.

Com contrato até 2011, o jovem ia percorrendo etapas essenciais na sua ainda curta carreira, mudando-se no início desta época para o Sp. Covilhã a título de empréstimo, acompanhando o guardião Diego, igualmente vinculado ao clube minhoto. No clube da Serra da Estrela, o transmontano assumiria um papel de enorme destaque, cotando-se como um atleta imprevisível nos duelos individuais, fazendo uso da sua fantástica componente técnica que lhe possibilita penetrar com eficácia nas defensivas contrárias. Podendo actuar em ambas as alas, apesar de ser destro, seria eleito pelos treinadores da Liga Vitalis como a maior jovem promessa do segundo escalão do futebol português dadas as excelentes actuações e os quatro golos obtidos na primeira volta do campeonato.

No entanto, a sua passagem pela Liga Vitalis seria curta pois a excelente forma demonstrada nos serranos levaria o Paços de Ferreira a possibilitar-lhe o salto para o principal campeonato luso, ingressando no plantel pacense com a missão de fazer esquecer Cristiano, figura de proa nos últimos anos dos castores.

Na Capital do Móvel, o médio ala passaria, num ápice, do anonimato para as "luzes da ribalta" após as partidas frente ao FC Porto e Nacional da Madeira. No Estádio do Dragão e fruto da sua velocidade e frieza, assistiria com preceito o seu colega Maykon para o golo que permitiria arrancar um ponto no terreno de um dos candidatos ao título, estreando-se assim da melhor forma na Liga Sagres. O repentino êxito nos nortenhos prosseguiu na recente eliminatória da Taça de Portugal, frente ao Nacional, sendo o herói da partida após ter obtido o golo da vitória já perto do final do encontro, selando assim a passagem à próxima fase da competição e alimentando o desejo do Paços de Ferreira de voltar ao Estádio do Jamor no final da temporada.

O jovem pretenderá, desta forma, dar seguimento a este excelente trajecto em sentido ascendente na sua carreira, acalentando realizar um vistoso fim de época nos castores para que o sonho de integrar o plantel do Sp. Braga no próximo ano se torne uma realidade e, por outro lado, convencer o técnico Oceano a convocá-lo para a selecção de sub-21.

Filipe Jesus
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André Santos (Sporting CP / UD Leiria)

Após a mudança técnica ocorrida no Sporting, tem sido vaticinado na imprensa desportiva que Carlos Carvalhal prepara uma reconfiguração no plantel leonino com o objectivo de enriquecer o plantel com maiores e melhores soluções. Depois da saída do espanhol Angulo, o regresso de André Santos parece ser mais uma "consequência" desta reestrutuação pretendida pelo novo técnico, sendo o jovem acompanhado de perto pelos responsáveis sportinguistas.

André Santos é mais um atleta com enorme talento saído das escolas do Sporting, que, reconhecidamente, tão bons valores têm fornecido ao futebol português nos últimos anos. Este jovem ingressaria na Academia verde e branca na categoria de infantis (proveniente do Lourinhanense), acabando por se sagrar campeão em todos os escalões, vincando assim a superioridade dos leões ao nível da formação. Apesar de ter começado a ponta-de-lança, recuaria no terreno, tendo-se imposto de forma admirável a médio centro, desenvolvendo da melhor maneira todos os seus recursos futebolísticos.

Finda a formação, os dirigentes do Sporting entenderam, na última época, ceder o jovem ao Fátima, que actuava na II Divisão B, de forma a proporcionar-lhe uma integração mais sustentada ao futebol sénior e adquirir maior experiência, essencial para poder bilhar, futuramente, nos grandes palcos. Contudo, em Janeiro de 2009, o médio seria colocado a rodar na União de Leiria devido às boas relações existentes entre o Sporting e o treinador Manuel Fernandes, antigo jogador leonino, que substituia por esta altura Paulo Alves na equipa técnica leiriense. Sabedor das qualidades de André Santos, o carismático "Manel" aconselhou desde logo o empréstimo do português dada a sua irrepreensível disciplina táctica e a sua reconhecível versatilidade.



Nome: André Filipe Bernardes Santos
Nascimento: 02/03/1989 (20 anos)
Naturalidade: Sobreiro Curvo
Altura: 178 cm
Peso: 72 kg
Posição: Médio Centro
Clube: Sporting CP (Emprestado à UD Leiria)
Nº Camisola: 8



O centrocampista seria mesmo preponderante para a espectacular recuperação da equipa leiriense, que culminaria com o regresso da equipa à primeira liga. Após o excelente contributo do jovem para este marco da turma do Lis, o atleta formado no Sporting seria esta temporada novamente cedido, sendo um dos pilares do meio-campo que tão "boa conta do recado tem dado". Mesmo com a troca no comando técnico - saída de Manuel Fernandes e a entrada de Lito Vidigal -, André Santos continua a ser uma das peças fundamentais no esquema da U. Leiria, sendo um dos totalistas da equipa, cumprindo até ao momento os noventa minutos de todas as partidas da Liga Sagres.

Os seus bons desempenhos têm acabado por acalentar na comunicação social um iminente regresso a Alvalade, sendo este visto como uma solução viável para o esquema táctico utilizado por Carlos Carvalhal. Apesar de ainda não ter facturado na liga, o médio destaca-se pelo seu bom remate de meia-distância, acabando esta falta de tentos por ser um dos aspectos a rever na sua forma de jogar, contrapondo com o equilíbrio fantástico que o seu sentido posicional confere à sua equipa.

O seu progresso futebolístico incluiu também passagens pelas selecções nacionais jovens, estando actualmente com a selecção de sub-21 na luta pelo apuramento para o Europeu da categoria, tendo actuado a titular nos últimos desafios das esperanças portuguesas.

Assim, e tendo contrato até 2012 com os leões, resta ao médio esperar pela reabertura do mercado em Janeiro para poder concretizar o sonho de retornar ao Sporting e assim representar, finalmente, o clube do seu coração.

Filipe Jesus
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Tiago Cintra (Leixões SC)

Estando a viver a melhor fase da sua ainda curta carreira, coroada recentemente com a chamada à selecção de sub-21, Tiago Cintra é, sem dúvida, um dos grandes destaques da Liga Sagres dadas as boas actuações exibidas ao serviço do Leixões.

Tendo nascido no problemático Bairro da Biquinha em Matosinhos, este jovem decidiu "contornar" todos os perigos inerentes a uma vida tradicionalmente complicada para os moradores destas zonas e enveredar por aquilo que sabe e lhe dá prazer : jogar futebol. Contudo, Tiago Cintra iniciou-se no futsal, representando a Ass. Cultural da Biquinha, colectividade do seu bairro. Com uma considerável apetência para a prática desportiva, o extremo português decidiu mudar-se para o futebol, ingressando nos escalões de formação do Leixões. Nos "bebés" de Matosinhos, Tiago acabaria mesmo por se evidenciar dos seus colegas, sendo inclusivamente chamado à selecção nacional de sub-17.

A sua evolução não seria descurada pelo departamento de prospecção do FC Porto que o definiria como um jovem com enorme margem de progressão. Assim, o matosinhense mudar-se-ia para os dragões aos 17 anos a troco de, consta-se, cem mil euros. No entanto, e face à qualidade dos jovens portistas, Tiago seria cedido no primeiro ano de júnior ao Leixões, de forma a poder jogar regularmente. Já na sua última época ao serviço das camadas jovens, voltaria aos portistas, actuando juntamente com outros jovens promissores como André Pinto e Tengarrinha. Ainda assim, o médio ala não seguiria o "rumo" dos seus companheiros, não prolongando, desta forma, o vínculo à turma azul e branca.



Nome: Tiago Manuel Pinto Cintra
Nascimento: 05/07/1989 (20 anos)
Naturalidade: Matosinhos
Altura: 185 cm
Peso: 82 kg
Posição: Médio Ala Direito / Esquerdo
Clube: Leixões SC
Nº Camisola: 21



Perante esta situação e sendo Tiago Cintra um jogador livre, o Leixões decidiu apostar no regresso de uma das pérolas da sua formação, de forma a proporcionar ao jovem a exploração de todas as suas virtudes. Assim, e preenchendo mais uma fase da sua evolução, Tiago no seu primeiro ano de sénior, rodaria no Amarante, que competia na II Divisão B, onde seria uma das referências da equipa, terminando a época com dez golos obtidos.

Após o ano proveitoso na formação amarantina, o jovem seria incluído no plantel leixonense para esta temporada, que havia efectuado uma época surpreendente na edição 2008/2009 da Liga Sagres, onde chegou a ser líder durante várias jornadas. Sendo visto inicialmente como segunda escolha do técnico José Mota, o extremo luso estrear-se-ia a titular em pleno estádio do dragão, de onde a sua equipa sairia vergada a uma goleada de 4-1. Apesar do resultado, Tiago foi um dos atletas que mais tentaram contrariar a superioridade portista, acabando a sua atitude por convencer o seu treinador, que a partir desse jogo o utilizou em todas as partidas realizadas até ao momento na principal liga portuguesa.

Tendo como principais concorrentes o veterano Zé Manel e a figura da temporada transacta Braga, o jovem não se intimida com tudo isto, mostrando ser um autêntico quebra-cabeças para as defensivas contrárias e exibindo um forte remate em lances de bola parada, atributos que acabaram por levar os responsáveis do Leixões a estender o seu contrato por mais quatro anos, com o objectivo de segurar um dos seus principais activos.

Apesar de ainda não ter facturado no escalão maior do futebol português, as suas actuações têm merecido a atenção de Oceano, que decidiu convocar o extremo matosinhense para os recentes jogos decisivos da selecção de sub-21, actuando, inclusive, frente à Inglaterra no mítico estádio de Wembley.

Com um futuro bastante risonho pela frente, Tiago Cintra pretenderá tornar-se uma referência no futebol português e espalhar toda a sua magia pelos relvados, de forma a poder tornar-se um grande exemplo para os jovens que vivem no Bairro da Biquinha e ajudá-los a escolher "uma vida melhor".

Filipe Jesus
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Fábio Faria (Rio Ave FC)


Aqui temos o homem do momento em Vila do Conde. Falo-vos de Fábio Faria, um atleta que tem andado "nas bocas do mundo" nos últimos tempos após ter sido vaticinado na imprensa desportiva um eventual interesse do Benfica na sua contratação.

Filho de Chico Faria, antigo jogador do Rio Ave e do Belenenses, o jovem, numa fase inicial da sua vida, curiosamente não seguiu as pisadas do seu pai, preferindo enveredar pela prática do basquetebol numa colectividade da sua cidade. No entanto e após um convívio entre a sua família e a de Hélder Postiga, que por essa altura eram vizinhas, o progenitor do actual jogador do Sporting considerou que Fábio Faria tinha uma apetência especial para jogar futebol, tentando desde logo incentivá-lo à mudança.

Posto isto, o miúdo natural de Vila do Conde ingressou nos infantis do F.C. Porto, actuando a médio esquerdo e evidenciando uma técnica assinalável. Contudo, o percurso deste talentoso jogador na formação azul e branca terminaria no escalão de juvenis, após a sua mudança para o clube da sua terra natal, o Rio Ave.

Já na sua nova equipa, o jovem proporcionaria um episódio peculiar, dado ter pensado abandonar o futebol e regressar ao basket pois não lhe agradava o facto de "se tornar" defesa-central, uma adaptação idealizada pelo Prof. Francisco Costa, seu treinador nas camadas jovens e actual preparador físico da equipa sénior vilacondense. Ainda assim e com a ajuda e força dos seus pais, Fábio decidiu continuar a praticar o desporto-rei, acabando a sua opção por ser a mais ajustada pois tornar-se-ia um dos principais destaques dos escalões de formação do Rio Ave nos últimos anos.



Nome: Fábio do Passo Faria
Nascimento: 24/04/1989 (20 anos)
Naturalidade: Vila do Conde
Altura: 186 cm
Peso: 75 kg
Posição: Defesa-Central / Esquerdo
Clube: Rio Ave FC
Nº Camisola: 23



O seu valor não era apenas reconhecido no seu clube, já que os responsáveis federativos estavam atentos à evolução do jovem, acabando por ser chamado para representar a selecção de sub-19. No entanto, o ponto mais alto da sua ainda curta carreira aconteceria aos 18 anos após ter treinado durante uma semana à experiência no Chelsea, então orientado por José Mourinho. O técnico português ficou agradado com as prestações do central e o acordo esteve quase selado, até que, à última hora, acabaria por não se concretizar, nunca se conhecendo as verdadeiras razões para o falhanço nas negociações.

Apesar deste duro revés, Fábio Faria não desanimou e continuou a mostrar todo o seu potencial, sendo assim promovido com naturalidade ao plantel sénior que haveria de conseguir o regresso à Liga Sagres, participando em somente duas partidas durante a temporada. Já na primeira época no escalão maior do futebol português, o jovem teria poucas oportunidades para brilhar, aparecendo apenas a competir em partidas da Taça da Liga, servindo esta fase como de adaptação a uma nova realidade bem mais exigente.

Com o começo da temporada 2009/2010 e já com Carlos Brito, um profundo conhecedor das suas qualidades, ao leme da turma vilacondense, o papel do atleta tem vindo a aumentar, já que neste momento é um dos totalistas da equipa, formando parelha no eixo defensivo com o veterano Gaspar, sendo mesmo uma das defesas menos batidas do campeonato. Por tudo isto, a direcção do seu clube não demorou a propor-lhe um novo contrato, ficando o jovem ligado ao conjunto verde e branco até 2013 e com substanciais melhorias em termos salariais.

Tendo como principais virtudes a sua capacidade de desarme, uma segurança defensiva considerável e ainda o facto de poder alinhar também como lateral-esquerdo, o jovem tem merecido também a confiança de Oceano Cruz, técnico da selecção de sub-21, que o utilizou no recente empate frente à Macedónia, a contar para o apuramento para o Europeu da categoria.

Face ao excelente início de época quer a nível individual quer em termos colectivos, Fábio Faria certamente pretenderá continuar a realizar boas actuações com o intuito de se transferir para uma formação com objectivos superiores aos do Rio Ave, de forma a provar que a experiência vivida no Chelsea não aconteceu por acaso mas sim pelo mérito e talento deste valioso jogador.

Filipe Jesus
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João Mendes (SC Braga / Varzim SC)


Cá está mais uma promessa do futebol português, também ele a evoluir no segundo escalão do nosso futebol. Trata-se de Mendes, um extremo bastante rápido e que tem provocado o pânico nas defensivas contrárias, dada a enorme imprevisibilidade que imprime no seu jogo, "apanhando", muitas vezes, de surpresa os defesas contrários.


Produto da formação do Ermesinde, o jovem haveria de suscitar o interesse de Benfica, Porto e Sp. Braga após ter alinhado pela equipa sénior e de ter marcado um golo decisivo para a manutenção da sua formação na 3º divisão quando tinha apenas 16 anos. Apesar da maior projecção oferecida pelos dois grandes, o extremo optou pela equipa arsenalista, impondo-se desde logo nos juniores minhotos, acabando por passar grande parte da segunda época de júnior a treinar na equipa principal. O jovem ia-se tornando uma promessa a ter em conta, sendo, inclusivamente, chamado para integrar o estágio da selecção nacional de sub-19. Os responsáveis do futebol bracarense não quiseram perdê-lo de vista e decidiram assinar um contrato profissional com a duração de cinco anos, demonstrando total confiança no seu valor.



Nome: João Pedro Moreira Mendes
Nascimento: 22/03/1988 (21 anos)
Naturalidade: Valongo - Portugal
Altura: 175 cm
Peso: 67 kg
Posição: Médio Ala
Clube: SC Braga (Emprestado ao Varzim SC)
Nº Camisola: 17


Terminado o seu processo de formação, Mendes seria cedido ao Merelinense, tendo, no entanto, uma época para esquecer devido a uma arreliadora lesão que o impediria de participar em várias partidas da sua equipa. Na última temporada, o jovem actuaria por empréstimo no G.D. Ribeirão, juntamente com outros atletas oriundos da formação bracarense, justificando durante toda a época a assinatura de contrato com o Sp. Braga e o facto de ser representado pelo conceituado empresário Jorge Mendes. Desconcertante no um-para-um e caracterizando-se pelo excelente drible e finta curta, o ala português realizou uma excelente temporada na turma ribeirense, cotando-se mesmo como um dos melhores elementos da equipa.

A sua capacidade de entrega ao jogo e o facto de ser um especialista em lances de bola parada, conjugada com a tremenda humildade e profissionalismo, possibilitaram-lhe ser cedido ao Varzim, subindo, desta forma, mais um degrau no seu processo de evolução.

Na equipa varzinista, o jovem nortenho tem sido uma das primeiras escolhas do técnico Eduardo Esteves, tendo já marcado um golo nas seis partidas já disputadas na Liga Vitalis. Numa liga onde a agressividade e combatividade são, regra geral, uma prática recorrente, Mendes tentará adaptar-se rapidamente à competição profissional e, com isso, melhorar alguns condicionalismos ainda existentes no seu futebol, como o seu aspecto físico franzino, bem como a sua resistência, em muito influenciada pela enorme capacidade lutadora, não lhe permitindo aguentar toda a partida a um nível constante e regular.

Assim, o médio ala pretende fazer uma boa época na turma poveira, com o propósito de regressar ao Sp. Braga e afirmar-se ao serviço dos arsenalistas, sabendo, de antemão, que não será uma tarefa fácil integrar o conjunto minhoto na próxima época, dada a enorme valia existente no plantel às ordens de Domingos Paciência.

Filipe Jesus

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João Silva (CD Aves)


Atendendo ao actual estado da economia que tem proporcionado esta grave crise, à qual os clubes não são alheios, a formação de jovens jogadores deve ser vista pelas direcções das equipas como o passo a ser seguido dados os menores custos inerentes e o facto de se extrair bons valores da formação. Esta acabou por ser uma das matrizes implementadas pelo D. Aves, que decidiu apostar no jovem talentoso João Silva, que se tem evidenciado na Liga Vitalis.

Produto das escolas do emblema avense, o jovem sempre foi um dos destaques dos escalões de formação, sobressaindo recorrentemente dos seus companheiros pela sua estatura física. Contudo, seria ao serviço dos juniores que o atacante atingiria o seu pico de forma, ajudando (e de que maneira!) a sua equipa a subir à II Divisão Nacional da categoria, facturando dezenas de golos ainda no seu primeiro ano de júnior. Sendo a principal referência na frente de ataque, o jovem tornou-se na temporada transacta o principal destaque da sua formação, mostrando ser um óptimo ponta-de-lança, jogando bem de costas para a baliza, de forma a possibilitar a entrada dos extremos para zonas frontais á baliza. Forte em termos físicos, João Silva destaca-se ainda por ser um atleta que se entrega bastante ao jogo e que luta arduamente em todos os lances, não se limitando apenas a marcar golos, o que o torna assim um jogador completo.



Nome: João Pedro Pereira Silva
Nascimento: 21-05-1990 (19 anos)
Naturalidade: Vila das Aves - Portugal
Altura: 189 cm
Peso: 80 kg
Posição: Avançado-Centro
Clube: CD Aves
Nº Camisola: 19


Todos estes atributos seriam tidos em conta por Henrique Nunes, treinador avense na época anterior, que decidiu incorporá-lo nos treinos da equipa profissional, com o objectivo de aperfeiçoar as suas capacidades. O técnico pretendia ainda ver este possante atacante em competição depois das boas indicações dadas por este nos treinos, incluindo-o nos jogos da Liga Intercalar, onde haveria de marcar alguns golos, comprovando assim toda a sua valia.

Já na nova época e apesar da mudança no comando técnico da turma avense, com a entrada de Micael Sequeira para o cargo, João Silva integrou o plantel principal, concretizando desta forma o desejo de se tornar futebolista profissional. Com alguma surpresa, tem sido uma das apostas do treinador, tendo-se estreado no encontro frente ao Estoril referente à Carlsberg Cup, entrando a poucos minutos do final. Já na Liga Vitalis, o jovem foi até ao momento titular nas três partidas realizadas pelo D. Aves, acabando por merecer a confiança do seu timoneiro dadas as suas excelentes exibições, sobretudo nos encontros frente ao D. Chaves, onde obteve um golo e na partida que opôs a sua equipa ao Trofense, tendo sido mesmo fundamental para o empate a duas bolas, pois, para além de ter "sacado" uma grande penalidade, conseguiu novamente "molhar a sopa" e contribuir com um tento para a igualdade no terreno de um dos candidatos à subida, sendo, nesta altura, o marcador de serviço do clube da Vila das Aves.

Tendo em conta as performances do talento avense, prevê-se que este possa tornar-se um caso sério no futebol português, sendo que, eventualmente, se o jovem prosseguir com estas excelentes prestações, poderá "dar o salto" já no final da temporada e abraçar o projecto de um clube da primeira divisão, e, talvez, ser chamado para representar a selecção nacional de sub-21.

Filipe Jesus

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Fredy (CF Os Belenenses)

Após a realização das duas jornadas inaugurais da Liga Sagres, entendi que deveria dedicar este post a um jovem que se tem revelado uma das boas surpresas da competição e que promete criar enormes calafrios às defensivas contrárias. Falo-vos de Fredy, a nova coqueluche dos adeptos belenenses dadas as excelentes indicações mostradas nas partidas frente ao Leixões e à Naval, onde evidenciou todas as suas qualidades, saindo, desta forma, do anonimato e do desconhecimento dos adeptos do futebol português.

Nascido em Angola, Alfredo Ribeiro, seu nome próprio, cedo veio para o nosso país, iniciando a sua formação futebolística nos Pescadores da Caparica, onde actuava como guarda-redes. No entanto, com a mudança da sua família para a zona de Seixal e incentivado pelos seus pais, ingressou nos infantis dos azuis, acabando por se adiantar no terreno, passando a jogar na frente de ataque. E haveria de ser nesta posição que o jovem se destacaria, revelando ser um avançado bastante eficaz ao nível da finalização, acabando por ser chamado para actuar pelas selecções jovens portuguesas.

Após uma grande época nos juniores sob o comando técnico do ex-sportinguista Rui Jorge e de ter evoluído na Liga Intercalar, Fredy veria o seu valor reconhecido por Jaime Pacheco que decidiu utilizar o atacante no encontro frente à Académica decisivo para a luta pela manutenção. Até ao final da temporada e já com Rui Jorge ao leme da equipa sénior, este talentoso jogador participaria em mais três partidas como suplente utilizado, mostrando desde logo ser um jogador bastante rápido, móvel e com uma boa capacidade de drible.



Nome: Alfredo Kulembe Ribeiro
Nascimento: 27/03/1990 (19 anos)
Naturalidade: Luanda - Angola
Altura: 169 cm
Peso: 67 kg
Posição: Médio Ala/Avançado
Clube: CF Os Belenenses
Nº Camisola: 22


Contudo, não conseguiria evitar a descida do seu clube pela via desportiva para a Liga Vitalis, sendo que, no entanto e devido ao incumprimento salarial do Estrela da Amadora, o Belenenses acabaria por se manter no principal escalão. Apesar da mudança no comando técnico e do facto do seu clube se manter na primeira divisão, o jovem acabou por ser incluído no plantel principal juntamente com outros atletas da cantera como André Pires, Pelé e André Almeida.

Numa fase inicial, poucos apostariam que este versátil jogador se integrasse nas primeiras escolhas do mister João Carlos Pereira dada a sua juventude e inexperiência. Ainda assim, afirmar-se-ia neste início de época, surpreendendo os adeptos pela positiva, actuando na frente de ataque juntamente com o camaronês Yontcha. Estes jogadores têm mesmo formado uma dupla bastante interessante, sendo este jovem um autêntico "vagabundo" no ataque, contrapondo com a menor mobilidade posicional do seu colega. O bom entendimento entre ambos ficaria bem evidente na última partida frente à Naval, onde o luso-angolano assistiria com "conta, peso e medida" para o golo de Yontcha para gáudio dos adeptos dos azuis do Restelo.

As boas exibições e os credenciais mostrados neste início de temporada poderão assim catapultar Fredy para uma boa época ao serviço da equipa da Cruz de Cristo, de forma a que o seu nome conste no término da Liga na lista das principais revelações da competição e para que possa, eventualmente, num futuro próximo ser incluído nas convocatórias do técnico Oceano para a selecção sub-21.

Filipe Jesus
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Roderick Miranda (SL Benfica)

Depois de ter falado do sportinguista Rabiu Ibrahim, torno a dar destaque a mais um jogador a brilhar nos campeonatos de formação portugueses. Refiro-me a Roderick Miranda, um jovem a singrar nas escolas do Benfica e que deixou “água na boca” dos adeptos benfiquistas que acompanharam o seu desempenho ao longo da recente pré-temporada com a equipa de Jorge Jesus.

Descendente de uma família com alguma tradição no mundo do futebol (note-se que o pai e o irmão foram futebolistas profissionais), Roderick Miranda iniciou a sua carreira no clube da terra, o Odivelas, quando tinha sete anos. A sua primeira experiência futebolística foi um tremendo desastre, mostrando mesmo grande incompatibilidade com a bola, e um ano mais tarde o jovem voltou a procurar a sorte no mesmo clube. Dos sete aos oito anos o luso-brasileiro teve uma incompreensível evolução, e desta vez acabou por ser integrado na equipa sub-10. Afirmando-se como um avançado goleador, cedo despertou o interesse de grandes clubes nacionais, nomeadamente o Benfica e o Sporting, que foram acompanhando o percurso do jovem ao longo do seu primeiro ano como jogador. Numa grande disputa entre os clubes da capital, acabou por ser o clube da Luz a conseguir convencer o atleta, que num curto espaço de dois anos, passou de leigo no futebol a jogador com potencial.




Nome: Roderick Jefferson Gonçalves Miranda
Nascimento: 30/03/1991 (18 anos)
Naturalidade: Odivelas
Altura: 193 cm
Peso: 85 kg
Posição: Defesa-Central / Médio-Defensivo
Clube: SL Benfica
Nº Camisola: 15


Desde esta mudança para a capital, Roderick venceu vários títulos com o Benfica e foi recuando cada vez mais no terreno. Ao longo dos anos os treinadores foram-no experimentando no meio-campo e no último ano de juvenis foi testado como defesa-central. A sua adaptação no centro da defesa perspectivava-se difícil, no entanto, sendo ele um atleta inteligente e tacticamente evoluído, acabou por se adaptar com alguma facilidade. Aliás, foi mesmo nesta posição que Roderick teve o seu maior sucesso, tendo sido chamado pela primeira vez à selecção portuguesa para a categoria de sub-17. Quanto à eventual participação nas selecções brasileiras, essa foi logo colocada de parte, uma vez que Roderick se sentia completamente português. Desde então, as suas chamadas à selecção foram constantes, integrando neste momento a equipa de sub-19.

Apesar de ter sido chamado por várias vezes por Quique Flores a participar no treino dos seniores na época passada, a verdade é que Roderick não havia participado em qualquer jogo do principal plantel. Com a chegada de Jorge Jesus o jovem viu ser-lhe dadas várias oportunidades para demonstrar o seu verdadeiro valor e as suas actuações não desiludiram o técnico encarnado. Roderick contabilizou vários jogos completos na recente pré-época e foi uma das figuras de proa da excelente campanha das águias. Durante este período Roderick mostrou a sua maturidade e serenidade dentro de campo (características que o fizeram comparar-se ao inevitável Mozer), aliadas a uma grande elevação e qualidade de passe, ao mesmo tempo que ia adquirindo mais experiência profissional. Foi uma campanha brilhante do atleta, brindada com um contrato profissional de cinco temporadas.

Com Luisão, Sidnei, David Luiz e Miguel Vítor no plantel, era difícil dar minutos ao jovem nos jogos oficiais e os dirigentes encarnados decidiram não queimar-lhe etapas na carreira, voltando a integrá-lo no plantel júnior. Apesar de tudo, Jorge Jesus decidiu inscreve-lo na lista B para a Liga Europa, moralizando uma vez mais o jovem. Com apenas mais um ano de júnior pela frente, espera-se que Roderick evolua ainda mais para que no futuro se torne numa aposta válida na equipa principal do Benfica.

Vídeo:

Rotulado como um defesa-central bastante talentoso e com uma técnica apuradíssima, parece que as águias não terão muito com que se preocupar no futuro quanto ao centro da defesa. Uma grande prova disso mesmo são as imagens deste golo, que realmente valem por mil palavras.

Pedro Nogueira

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Diego Silva (SC Braga / SC Covilhã)


Numa altura em que as competições profissionais estão de regresso, entendi falar-vos de um jovem guardião que se evidenciou na primeira mão da primeira eliminatória da Carlsberg Cup. O guarda-redes parece assim arrancar para uma época a grande nível ao serviço do Sp. Covilhã, para que na próxima temporada possa, eventualmente, ser incorporado no plantel principal bracarense.

O "keeper" assumiu as redes pela primeira vez no modesto clube Os Andorinhas, um emblema barcelense que recebeu o atleta que nasceu no Brasil e que se instalou no nosso país desde muito cedo. Com uma envergadura física impressionante para um miúdo da sua idade, Diego destacava-se dos restantes colegas, acabando assim por despertar o interesse do Sp. Braga. A mudança para a formação arsenalista concretizou-se e desde logo o guardião revelou atributos bastante apreciáveis, numa equipa onde a formação de boas individualidades na baliza tem sido uma constante nos últimos anos, com bons exemplos no futebol português como Quim ou Eduardo, dois internacionais portugueses.

Já no patamar superior das camadas jovens, Diego alternou a titularidade da baliza com o também valioso Ricardo Ferreira, que na última época subiu à Liga Sagres ao serviço da Olhanense. As suas performances nos juniores do Sp. Braga chamariam a atenção dos responsáveis das selecções jovens de Portugal, que propuseram ao jovem representar a nossa selecção apesar de não ter nascido em Portugal. Também aqui o guardião demonstrou ser bastante seguro, possuindo reflexos e agilidade bastante apurados.



Nome: Diego Martins da Costa e Silva
Nascimento: 03/10/1989 (19 anos)
Naturalidade: Brasil
Altura: 190 cm
Peso: 89 kg
Posição: Guarda-redes
Clube: SC Braga (Emprestado ao SC Covilhã)
Nº Camisola: 99


Terminado o processo de formação e dada a forte concorrência no plantel do Sp. Braga, o jovem luso-brasileiro seria cedido ao G. D. Ribeirão, incluído num "pacote" de oito ex-juniores bracarenses que o clube decidiu emprestar à formação ribeirense num protocolo assinado entre os dois clubes. Com esta mudança, Diego pretendia adquirir uma maior experiência bem como solidificar as suas qualidades num patamar superior. No entanto, a disputa pela baliza seria bastante intensa com Litos, antigo atleta do Varzim e Beira-Mar, e que se evidenciava pela sua veterania e liderança no grupo de trabalho. Inicialmente, a escolha recaiu no segundo, em detrimento do jovem bracarense, que, apesar disso, continuou a trabalhar com grande afinco, acabando por conseguir a sua oportunidade, após expulsão de Litos. Ao longo dos jogos foi evidenciando uma enorme presença e uma boa eficácia ao nível das saídas. Contudo e de uma forma quase inexplicável, o jovem acabaria por ser relegado para o banco de suplentes e ver o seu espaço reduzido com a entrada de Lemos para o comando técnico.


Ainda assim, os adeptos ficaram agradados com as suas prestações, tal como o seleccionador Rui Caçador que o incluiu no lote de jogadores que foram para estágio da selecção de sub-21, tendo em vista a participação nos Jogos da Lusofonia, acabando, no entanto, por não jogar na competição.

No final da época, os directores do Sp. Braga premiariam o atleta com uma proposta de prorrogação do seu vínculo até 2012, mostrando estar com expectativas positivas em relação a si. Para a nova época e de forma a ganhar ainda maiores rotinas e consistência, Diego foi cedido ao Sp. Covilhã, apesar do interesse do Gil Vicente. E que melhor estreia o jovem poderia desejar! Como já referi, o guardião acabaria por brilhar no seu primeiro jogo ao defender uma grande penalidade, permitindo assim à sua equipa conquistar um triunfo importante para a passagem à próxima fase da competição. Diego certamente quererá que esta sua actuação seja uma imagem fiel daquilo que pretende efectuar durante o ano, desejando realizar óptimas exibições na Serra de modo a poder afirmar-se definitivamente no seu clube de origem.

Filipe Jesus

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Ukra (FC Porto / SC Olhanense)


Ukra foi o eleito pelos nossos votantes como o melhor avançado jovem da Liga Vitalis, temporada 2008/2009 (confira aqui). Com 23 votos, quase o quádruplo dos votos que obteve o segundo classificado (Sami - 6 votos), a jovem promessa devastou por completo toda a concorrência. De salientar também que, entre os quatro jogadores eleitos, três deles pertencem ao FC Porto e todos eles cresceram como jogadores no Norte de Portugal. Facto que vem contrariar a (falsa) ideia de que o bom futebol e a boa formação se pratica apenas nas terras mais a Sul...

Natural de Vila Nova de Famalicão, André Monteiro (Ukra) começou o seu percurso como jogador em 1998, no escalão de júniores C do histórico SC Farense. Na temporada seguinte regressou à sua cidade e ingressou no clube local. Até 2001, Ukra manteve-se no Famalicão, onde deu importantes passos na sua formação como jogador. Nessa época, o FC Porto decidiu agarrar o jovem atleta, inserindo-o nos júniores B, sub - 17. Até 2007/2008, altura em que foi emprestado ao Varzim, Ukra passou por todos os escalões de formação do FCP, exceptuando a temporada de 2003/2004, ano em que foi cedido ao satélite Padroense.



Nome: André Filipe Alves Monteiro
Nascimento: 16/03/1988 (21 anos)
Naturalidade: Vila Nova de Famalicão
Altura: 175 cm
Peso: 68 kg
Posição: Avançado
Clube: FC Porto (Emprestado à SC Olhanense)
Nº Camisola: 17


Na sua primeira época como jogador profissional, o jovem minhoto realizou uma temporada bastante regular, participando em 21 jogos referentes à Liga e dois da Carlsberg Cup. Fazendo dupla com Yazalde, Ukra revelou-se bastante importante ao longo da temporada, apesar de apenas ter apontado dois tentos. Os primeiros passos no futebol "a sério" haviam sido dados com segurança e um bom futuro escancarava-lhe as portas.

Assim, na temporada seguinte, Ukra foi novamente cedido pelos Dragões, mas desta feita à Olhanense, clube orientado por Jorge Costa e com objectivos bem claros: a subida à Liga Sagres. Ao ser opção em todos os jogos realizados pela equipa de Olhão, o jovem jogador foi uma aposta ganha do antigo central do FCP. A cumplicidade entre Djalmir e Ukra contribuiu para um ataque que deu muitas dores de cabeça às defesas adversárias (os dois jogadores juntos marcaram 26 golos).

Sendo presença assídua nos sub-21, Ukra assume-se cada vez mais como uma certeza para a posição de avançado, lugar onde as opções não abundam na selecção principal. Com a subida da Olhanense à Liga Sagres e com a renovação do empréstimo pelos Dragões, o jovem jogador terá à sua frente um novo desafio: provar o seu valor numa Liga mais exigente, mais competitiva, mas também, mais vistosa e recompensadora...

Bruno Tomé
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Castro (FC Porto / SC Olhanense)


Depois de André Pinto, outro jogador formado no F.C. Porto foi eleito pelos nossos visitantes, sendo desta feita Castro "premiado" como o melhor jovem médio do segundo maior escalão do futebol português (confira aqui). Este acabaria por "bater" a concorrência, liderando a votação com enorme diferença, sendo seguido de uma forma ténue por Rúben Lima e André Santos, justificando-se esta eleição com a excelente época realizada ao serviço da Olhanense, vindo a sagrar-se campeão da Liga Vitalis.

O jovem "nasceu" para o futebol no Gondomar, jogando na equipa da sua terra até aos doze anos, acabando por se transferir para os infantis do F.C. Porto após ter chamado a atenção dos responsáveis do clube portista. Já no seu novo clube, Castro acabaria por se evidenciar dos restantes, contribuindo de uma forma decisiva para a conquista do título nacional de Iniciados. As boas exibições ao serviço dos azuis e brancos proporcionaram ao atleta a chamada à selecção nacional de sub-17, demonstrando uma cultura táctica e capacidade de passe invulgar para um jovem da sua idade. Sócio portista desde os três anos, o médio ia expondo todas as suas qualidades nos escalões de formação do F.C. Porto, acabando no último ano de júnior por ser premiado por Jesualdo Ferreira, que decidiu incluir Castro nos treinos da equipa principal. No entanto, este ia competindo ao fim-de-semana pela equipa do escalão inferior, que acabaria por se sagrar campeã do nacional de Juniores com o actual seleccionador sub-19 Ilídio Vale ao leme da formação da Cidade Invicta.



Nome: André Castro Pereira
Nascimento: 02/04/1988 (21 anos)
Naturalidade: Gondomar
Altura: 179 cm
Peso: 75 kg
Posição: Médio-Centro
Clube: FC Porto (Emprestado à SC Olhanense)
Nº Camisola: 10


Após cumprir a etapa de formação, o jovem acabaria por ser incluído no plantel principal dos dragões juntamente com Ventura e Rui Pedro, também eles formados no clube. Ainda assim, Castro não jogou com muita regularidade, sendo no entanto a sua pouca utilização encarada com bastante naturalidade dada a qualidade dos jogadores que ocupavam o mesmo sector de terreno do jovem luso, como os casos de Lucho, Paulo Assunção ou Raúl Meireles. Face a isto, o atleta actuaria em apenas dois jogos da Liga Sagres, sagrando-se ainda assim campeão nacional. No entanto, destacar-se-ia na Liga Intercalar, onde pode apresentar a sua boa capacidade técnica, bem como revelar-se um jogador bastante trabalhador e raçudo.

Para a época 2008/2009 e visando uma maior utilização, seria acordado um empréstimo do jovem à Olhanense por indicação do técnico da formação algarvia Jorge Costa, que receberia ainda outros jovens oriundos da cantera portista como Ukra, Stephane e Steven Vitória. Castro acabaria por ver com agrado esta "descida" à Liga Vitalis, dada a possibilidade de poder alinhar com maior frequência relativamente à temporada anterior. O jovem veria a "sua aposta ganha", pois participaria em 28 jogos, marcando 3 golos, sendo um dos grandes responsáveis pela notável subida do clube de Olhão ao escalão maior do futebol português. Com mais este título, Castro parece talhado para o sucesso, após ter ganho campeonatos nacionais ao nível das camadas jovens bem como no seu primeiro ano de sénior. No final da temporada, marcaria ainda presença no Torneio de Toulon ao serviço da selecção nacional de sub-21, sendo mesmo uma das principais figuras portuguesas, apesar da péssima prestação colectiva.

Vídeo:


Na nova temporada, será novamente ao serviço da Olhanense que o jovem evoluirá, antevendo-se que esta possa ser a sua época de afirmação no futebol português, para que futuramente possa integrar o plantel do F.C. Porto e se revelar uma das figuras do emblema azul e branco, de forma a que possa, eventualmente, merecer a confiança do seleccionador Carlos Queiroz em futuras convocatórias.

Filipe Jesus
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André Pinto (FC Porto / Vitória de Setúbal FC)


Ditou os resultados da votação, que o melhor jovem defesa da Liga Vitalis na época passada foi André Pinto, que suplantou a restante concorrência, nomeadamente João Gonçalves com quem foi travada uma disputa bem acesa até ao final (confira aqui). Este jovem é mais um dos excelentes defesas-centrais que têm vindo a ser formados nas escolas do FC Porto, dando continuidade a uma longa tradição, de onde foram frutos Fernando Couto, Jorge Costa e Ricardo Carvalho. Tal como aconteceu com Pedro Trigueira, o jovem defesa também deu o salto da Liga Vitalis para a Sagres durante este Verão.


André Pinto iniciou a sua carreira nas escolas do Sporting Clube de Arcozelo, equipa do concelho de Vila Nova de Gaia, e bem cedo, aos 10 anos, mudou-se para o FC Porto. Com a capacidade de desempenhar também a função de médio-defensivo, o jogador encontrou sempre espaço para jogar nas suas equipas, revelando-se, desde logo, como uma das grandes promessas capazes de ingressarem no plantel principal dos dragões.



Nome: André Almeida Pinto
Nascimento: 05/10/1989 (19 anos)
Naturalidade: Vila Nova de Gaia
Altura: 192 cm
Peso: 85 kg
Posição: Defesa-Central / Médio-Defensivo
Clube: FC Porto (Emprestado ao Vitória de Setúbal FC)
Nº Camisola: 22


André Pinto era visto como um atleta com uma excelente capacidade de liderança, para além de uma boa entrega, postura e qualidade técnico-táctica. No seu último ano como júnior, foi convocado por duas ocasiões por Jesualdo Ferreira para encontros da equipa principal, porém não chegou a sair do banco em nenhuma das partidas. Nessa mesma época, o defesa foi ainda coroado com o Dragão de Ouro para atleta jovem do ano, referente à temporada de 2006/2007.

Na sua primeira temporada como sénior, e seguindo a sua política duradoura de rodagem de jogadores, o FC Porto decidiu emprestá-lo ao Santa Clara. Ao serviço dos insulares, o jovem alinhou em 27 partidas da Liga Vitalis (sempre a titular), tendo apontado três golos. André Pinto acabou por ser uma das peças mais preponderantes para a grande época realizada pelos açorianos, que só na última jornada deixaram escapar o 2º lugar e a consequente subida ao primeiro escalão nacional. Nessa mesma jornada, perante o Feirense, o atleta, tal como toda a equipa, acusou o nervosismo de participar numa partida tão importante e, quando a equipa mais precisava dele (o Santa Clara perdia 1-0), acabou por cometer um acto pouco profissional, ao reclamar uma decisão do árbitro, recebendo ordem de expulsão por parte deste e dificultando a tarefa da equipa em inverter o marcador. Foi um gesto do qual André Pinto, certamente, se arrependeu, mas que foi incapaz de apagar a boa imagem deixada pelo atleta ao longo de toda a época, onde se tornou internacional sub-21.

Novamente cedido pelos dragões, o jovem alinhará na próxima temporada pelo Vitória de Setúbal. Este seu ingresso numa equipa do principal escalão é, tal como o mesmo referiu, “um desafio aliciante” e uma forma de “continuar o processo evolutivo” para que no futuro possa ingressar na equipa principal do FC Porto. Neste momento, André Pinto é o único jogador do eixo defensivo no plantel sadino, que tem neste sector a sua grande prioridade nas contratações. A título de curiosidade, note-se que, ainda antes de se tornar um atleta com grande prestígio internacional, Ricardo Carvalho também havia sido emprestado pelos dragões ao clube do Bonfim. É esperar para ver se André Pinto seguirá as pisadas do actual defesa do Chelsea.

Pedro Nogueira

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Pedro Trigueira (Rio Ave FC)


Terminada a segunda votação lançada pelo nosso blog, não poderia deixar de exprimir a minha satisfação pela colaboração dos nossos poucos (mas bons) leitores. Fico agradado quando me desloco às estatísticas e posso observar que já tivemos pelo menos um visitante de cada continente. Alguém do outro lado do mundo já teve acesso a esta pequena base de dados. Um projecto criado por três jovens, que tal como os jogadores de que vos falamos, apenas se divertem a fazer o que gostam. Nós apenas a falar claro! O espectáculo e a ribalta está reservado a estas futuras grandes estrelas...

Numa disputa renhida com Marafona (outra jovem promessa que merecerá a nossa atenção noutra altura), Pedro Trigueira foi eleito pelos nossos votantes como o melhor guarda-redes jovem da Liga Vitalis (confira aqui). Eleição surpreendente, uma vez que o Boavista não se revelou uma equipa muito consistente em termos defensivos ao longo da época, chegando mesmo a descer de escalão.

Natural da freguesia de Baltar (concelho de Paredes), Pedro Trigueira fez toda a sua formação nos escalões jovens do Boavista FC. A sua evolução ia dando nas vistas aos técnicos boavisteiros, que decidiram dar rodagem ao jogador, emprestando-o ao G.D. Ribeirão na época de 2007/2008, clube da II Divisão, que vem servindo de porto de abrigo e rampa de lançamento a muitas jovens promessas, que, caso contrário, poderiam ver o seu futuro comprometido.



Nome: Pedro José da Silva Trigueira
Nascimento: 04/01/1988 (21 anos)
Naturalidade: Baltar
Altura: 192 cm
Peso: 91 kg
Posição: Guarda-Redes
Clube: Rio Ave FC
Nº Camisola: 1


Na época seguinte, já com o histórico Boavista relegado para a Liga Vitalis, Pedro Trigueira assumiu as redes das panteras durante a segunda volta da prova, revelando maturidade e responsabilidade suficiente para assumir tal função. A permeabilidade defensiva dos axadrezados não ajudou, mas mesmo assim o jovem jogador realizou boas exibições e mostrou alguns atributos interessantes.

Em Fevereiro, Trigueira foi chamado pela primeira vez à selecção sub-21. Rui Caçador decidiu incluí-lo no estágio efectuado em Fátima durante essa altura e deu-lhe a oportunidade de fazer a primeira internacionalização neste escalão frente à Suiça. Foi dada continuidade ao percurso do jovem jogador que já vinha somando internacionalizações desde os escalões anteriores. Actualmente a competir nos Jogos da Lusofonia, Trigueira tem realizado um campeonato regular.

Recentemente adquirido pelo Rio Ave (assinou por 2 épocas), a jovem promessa irá ter a oportunidade de se estrear no principal escalão português pela primeira vez na sua carreira. A pressão é maior, a missão é mais complicada, mas chegou o momento de se ver de que fibra é feita este atleta.

A sua boa presença entre os postes, aliada à sua excelente estrutura física poderão ser uma mais valia para Trigueira. No entanto, Carlos Brito e os seus adjuntos certamente que terão bastante trabalho para corrigir as suas deficiências no que toca às saídas e ao jogo de pés. A Liga Sagres irá exigir mais deste jovem, estou curioso para ver a sua resposta.

Bruno Tomé
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