David De Gea (Club Atlético de Madrid)


As mudanças que acontecem, esporadicamente, no comando técnico de uma equipa durante a temporada "custam", por vezes, a titularidade a alguns jogadores, acabando, em contrapartida, por catapultar outros atletas menos utilizados, que ganham uma nova alma e mais esperança em poder actuar com maior regularidade.

Assim, a entrada de Quique Flores seria deveras importante para a espantosa ascensão da carreira do jovem David De Gea que, sendo um autêntico desconhecido no início da época, seria considerado um dos principais alicerces para a recente conquista da Liga Europa pelos colchoneros e para a boa campanha realizada na Taça do Rei, onde acabariam por sair derrotados na final.



Nome: David De Gea Quintana
Nascimento: 07/11/1990 (19 anos)
Naturalidade: Toledo - Espanha
Altura: 190 cm
Peso: 71 kg
Posição: Guarda-Redes
Clube: Club Atlético de Madrid - Espanha
Nº Camisola: 13

Contudo, seria ainda Abel Resino a proporcionar a estreia do jovem guardião numa partida referente à fase de grupos da Liga dos Campeões, em pleno Estádio do Dragão frente ao FC Porto, aproveitando as lesões de Sergio Asenjo e Roberto. Oriundo da equipa B do Atlético, o keeper estaria em bom plano nas partidas que efectuou, tendo, ainda assim, voltado para o banco de suplentes após a recuperação de Asenjo, que havia sido uma das contratações mais sonantes da equipa madrilena.

No entanto, a entrada do antigo timoneiro do SL Benfica para a chefia da equipa da capital serviu de rampa de lançamento para a subida fantástica da carreira de De Gea. Assim, e numa altura em que a defesa do Atl. Madrid era bastante criticada dadas as gritantes veleidades concedidas aos adversários, inclusive algumas do rival Asenjo, levaram Quique Flores a apostar de forma definitiva no jovem espanhol. "Lançado às feras" com apenas 19 anos, De Gea não defraudou as expectativas e assumiu-se como o número um da baliza colchonera, distinguindo-se pela sua espantosa calma e tranquilidade na defesa das redes do Atl. Madrid, tendo em conta a sua tenra idade, revelando-se ser já um jogador bastante maduro.

Bastante promissor, De Gea é um autêntico "seguro de vida" para a sua equipa dada a sua notável estatura e elasticidade, para além de jogar bem com os pés, qualidade que nem sempre podemos vislumbrar em jogadores que ocupam esta posição. As suas actuações na Liga Espanhola aliadas ao fantástico percurso dos madrilenos na Liga Europa levaram o Manchester United e o Chelsea a manter o jovem debaixo de olho. Precavendo o assédio de alguns clubes com boa capacidade financeira, o Atlético resolveu prolongar o contrato do guardião até 2013, estando apenas aberto a propostas que rondem os 30 milhões de euros.

Internacional espanhol pelas selecções jovens, o guarda-redes sagrou-se campeão europeu de sub-17 e vice-campeão mundial na mesma categoria, logrando mostrar, desde logo, todo o seu valor. Com um considerável lote de notáveis guarda-redes de outras gerações provenientes do nosso país vizinho, como Andoni Zubizarreta ou Iker Casillas, David seria uma das surpresas no conjunto de 30 pré-convocados por Vicente del Bosque tendo em vista o Mundial, apesar de nunca ter representado La Roja.

Vídeo:

Rotulado de "Van de Gea" dadas as semelhanças com o guardião holandês do Manchester United, David seria preterido das escolhas do seleccionador, perdendo a corrida "apenas" para os consagrados Casillas, Reina e Victor Valdés. No entanto, esta presença na pré-convocatória espanhola terá sido certamente um grande estímulo para o jovem, que tentará repetir a boa temporada realizada, de forma a poder tornar-se internacional A e, porventura, transferir-se para uma formação ainda mais poderosa, dado tratar-se já de um activo bastante apreciado no mundo futebolístico.

Filipe Jesus
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Milan Badelj (NK Dinamo Zagreb)

Antes de mais, há que pedir desculpas por esta longa paragem. Infelizmente não é possível dedicar tanto tempo quanto gostaria ao blog, no entanto fiquei bastante feliz por ver que recebemos imensas visitas durante este período menos bom. Obrigado a todos que nos têm acompanhado diariamente, pois são vocês que nos dão a força necessária para dar seguimento a este projecto.

O jogador que vos trago hoje é uma das maiores promessas da Croácia e do Dinamo Zagreb. Milan Badelj é um jovem de apenas 21 anos que teve a difícil tarefa de substituir Luka Modrić na equipa da capital, depois deste se mudar para o Tottenham em 2008. Apesar de muito novo, a verdade é que Badelj cumpriu essa função na perfeição, sendo considerado actualmente uma das grandes figuras do mítico clube croata. Fruto das excelentes épocas que tem realizado, o nome deste jovem craque tem sido já ligado a vários emblemas de topo, o que faz prever uma enorme agitação pela sua aquisição no próximo mercado.

Nascido a 25 de Fevereiro de 1989, Badelj deu os seus primeiros passos no modesto NK Ponikve. O seu talento prematuro foi bem reconhecido em toda a cidade de Zagreb e num curto espaço de tempo mudou-se para as fileiras do NK Zagreb. Em 2007, Badelj completava um sonho de qualquer miúdo daquele país e ingressava no rival da capital, o Dinamo Zagreb.



Nome: Milan Badelj
Nascimento: 25/02/1989 (21 anos)
Naturalidade: Zagreb - Croácia
Altura: 186 cm
Peso: 80 kg
Posição: Médio-Centro
Clube: NK Dinamo Zagreb - Croácia
Nº Camisola: 16

Na sua época de estreia como sénior, o Dinamo decidiu cedê-lo ao NK Lokomotiva (clube satélite que militava na terceira divisão) sob forma de dar rotatividade e experiência ao jovem atleta. Badelj acabaria por fazer uma época sensacional, contribuindo para a subida de divisão da equipa com sete golos em 28 partidas disputadas. Números impressionantes para um centro campista de 18 anos, que lhe valeram o retorno ao Dinamo Zagreb.

Em 2008/2009, o Dinamo via-se privado de Luka Modrić, esperando encontrar em Badelj uma aposta válida para fazer esquecer uma das maiores estrelas do clube nos últimos anos. Logo no seu primeiro jogo do campeonato, Badelj fez o gosto ao pé o que lhe deu a confiança necessária para o resto da temporada. A partir daí, o jovem tornou-se não apenas uma aposta regular do técnico, mas o organizador de jogo da equipa. Progressivamente, Badelj foi melhorando as suas prestações, terminando a época com um saldo de 43 jogos, cinco golos e quatro assistências.

Na actual temporada, Badelj limitou-se a dar seguimento à boa campanha da época anterior, comprovando todo o seu potencial ao apontar 13 golos num total de 35 partidas em todas as provas. Para além da fantástica época que está a fazer no campeonato, as suas boas exibições nos jogos da Liga Europa serviram também para comprovar que está apto para dar o salto para um dos melhores campeonatos do continente.

Apesar da sua tenra idade, Badelj é um centro campista quase completo. Forte fisicamente (1,86 m e 80 kg), tem na técnica um dos seus principais trunfos, mais propriamente no controlo de bola e no drible. A sua boa visão de jogo e o seu forte remate são outras das virtudes que Badelj possuiu, contribuindo para o sucesso dos ataques da sua equipa, ora com passes a rasgar, ora com remates perigosos. A sua versatilidade e a sua agressividade permitem-lhe jogar também em posições mais recuadas no terreno, nomeadamente a médio-defensivo, funcionando não só como um tampão no meio-campo, como também num primeiro organizador de jogo. A sua grande cultura táctica é também bastante útil à equipa, na medida em que tem bastante facilidade na ocupação espaços no miolo do terreno.

A nível internacional, Badelj conta com presenças nas selecções sub-17, sub-19 e, mais recentemente, nos sub-21. Face às excelentes prestações que o jovem tem realizado, a chamada à selecção principal não demorará muito mais tempo, sendo muitas as pessoas que defendem que é só uma questão de dias até que Slaven Bilić o convoque pela primeira vez.

Vídeo:

Comparado por muitos à lenda do futebol croata Zvonimir Boban, Milan Badelj parece estar perto de deixar o seu país natal e de rumar para um campeonato de topo. Nomes sonantes como os do Inter de Milão ou do Manchester United já estão atentos há algum tempo ao desenvolvimento do atleta. Porém, parece ser dos ingleses o maior interesse, na tentativa de encontrar um sucessor a Paul Scholes, que termina o contrato em Junho de 2011.

Pedro Nogueira
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Juan Cuadrado (Udinese Calcio)

A atravessar um momento controverso, a Udinese luta actualmente pela manutenção na Serie A italiana. Apesar da formação transalpina estar a viver uma das piores fases da sua história, apresenta-se com uma boa estrutura a nível ofensivo. Contudo, irei debruçar-me sobre o sector defensivo desta equipa, mais propriamente sobre o lado direito. O jogador que desta vez vos trago chama-se Juan Cuadrado, e é um atleta que tanto cativa como confunde.

Cuadrado começou a dar os seus primeiros passos como futebolista nas escolas do Atlético Urabá e, em 2007, foi resgatado pelo Independiente Medellín, um dos clubes mais carismáticos da Colômbia. Em Janeiro de 2008 foi promovido à equipa principal do emblema sul-americano e impôs-se como titular indiscutível no onze do conjunto colombiano. No final da temporada decorrida o jovem defesa contabilizou dois golos em 21 jogos, tornando-se numa das revelações do campeonato colombiano.



Nome: Juan Guillermo Cuadrado Bello
Nascimento: 26/05/1988 (21 anos)
Naturalidade: Necoclí – Colômbia
Altura: 176 cm
Peso: 66 kg
Posição: Defesa-Direito
Clube: Udinese Calcio – Itália
Nº Camisola: 4

Em Maio de 2009, o jovem atleta recebeu a sua primeira chamada à Selecção principal da Colômbia, para os embates ante a Argentina e o Perú, referentes à qualificação para o Mundial 2010, porém acabaria por não saltar do banco de suplentes em nenhum dos jogos.

No início da presente temporada, alguns emblemas europeus não ficaram indiferentes às prestações da jovem promessa ao serviço do clube sul-americano, tendo a Udinese garantido a sua aquisição por cinco temporadas.

Em princípios de Novembro, o jogador de 21 anos fez a sua estreia oficial pela Udinese, num encontro frente ao Chievo Verona que acabou empatado a uma bola. Actualmente, o jovem colombiano contabiliza oito jogos ao serviço dos Bianconeri, quatro deles como titular.

Vídeo:

Apesar do jovem actuar em zonas mais recuadas do terreno, possui uma boa qualidade técnica e um poderoso remate de média/longa distância. Com grande fome de bola, Cuadrado faz todo o corredor direito, procurando estar sempre em cima da jogada, porém, muitas vezes, perde o timing certo das coisas… outras acerta e faz a diferença. Sem dúvida um talento puro, mas que necessita de ser aprimorado.

Gonçalo Nuno Oliveira
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Siaka Bamba (GD Chaves)


Com uma época marcada por altos e baixos e indo já no terceiro técnico esta época, o Desp. Chaves poderá dizer-se ser uma equipa capaz de conseguir "o oito e o oitenta", como atesta o facto de ainda lutar desesperadamente pela manutenção e, em simultâneo, estar nas meias-finais da Taça de Portugal. Apesar desta invulgar irregularidade a nível de resultados, a turma transmontana tem proporcionado a Siaka Bamba sair do anonimato e de ser um dos atletas com mais mercado na Liga Vitalis dado o seu enorme valor e a sua tenra idade.

Criado num ambiente de grandes dificuldades, sobretudo em termos económicos, o costa-marfinense partiu ainda bastante novo para França com o objectivo de usufruir de melhores condições de vida. Seria em território gaulês que o jovem conseguiria dar um novo rumo à sua vida, após o antigo presidente da equipa do Desp. Chaves Baltazar Ferreira, emigrante português em França, ter sugerido a vinda de Bamba para a formação transmontana, depois do bom Mundial sub-17 realizado ao serviço da selecção costa-marfinense, apesar de actuar numa equipa amadora do futebol francês.



Nome: Siaka Bamba
Nascimento: 24/08/1989 (20 anos)
Naturalidade: Abidjan - Costa do Marfim
Altura: 178 cm
Peso: 72 kg
Posição: Médio-Defensivo
Clube: GD Chaves
Nº Camisola: 26

Assim, o médio acabaria por se mudar para terras da Serra do Marão em Dezembro de 2006, actuando, numa fase inicial, nos juniores do clube. Robusto a nível físico e com uma segurança defensiva invejável, Bamba seria promovido ao escalão sénior, sendo um dos pilares das excelentes campanhas do Desp. Chaves nas duas últimas temporadas na II Divisão, sendo os flavienses coroados com a subida à Liga Vitalis na época passada.

Sendo, frequentemente, um dos trunfos utilizado pelos vários técnicos da equipa transmontana nos últimos tempos, o costa-marfinense é o elemento que funciona como tampão no meio-campo às investidas adversárias. Bamba é ainda fundamental para o equilíbrio da equipa, pois é visto como o "guarda-costas" dos tecnicistas Carlos Pinto e Castanheira que têm grande liberdade criativa, ficando o jovem com a tarefa de recuperação de bolas.

Esta época, o costa-marfinense tem imposto todo o seu futebol, sendo um dos indiscutíveis da turma flaviense e uma das esperanças dos adeptos do Desp. Chaves para a obtenção da permanência no segundo escalão e para uma histórica presença na final da Taça no Jamor.

As suas interessantes actuações têm alargado o rol de emblemas interessados no seu passe, estando na linha da frente da corrida clubes como Benfica, Vit. Guimarães ou Deportivo da Corunha, que terão de desembolsar um valor próximo do estipulado na claúsula de rescisão, cifrada em um milhão de euros. Se esta iminente mudança se concretizar, o jovem poderá ver uma hipotética chamada à poderosa selecção da Costa do Marfim tornar-se uma realidade e, assim, a sua história de vida, marcada por grandes contrariedades, acabará por servir de exemplo a outros miúdos, que devem continuar a lutar por aquilo que gostam de fazer e esperar que o seu esforço seja recompensado. Esta é uma das surpresas que o futebol proporciona e está bem patente na ainda curta, mas auspiciosa, carreira de Siaka Bamba.

Filipe Jesus
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Adam Johnson (Manchester City FC)

O nome do Manchester City aparece normalmente referenciado no momento em que se fala de uma grande tranferência. A aquisição do clube pelo multimilionário árabe Zayed al Nahyan, trouxe um novo poder económico aos citizens, que desde então têm concretizado tranferências de valores exorbitantes, apenas acessíveis a um grupo muito restrito de emblemas do futebol mundial. Robinho, Gareth Barry, Emmanuel Adebayor e Kolo Touré, são exemplos claros da força financeira que o City adquiriu nos últimos anos.

No entanto, e apesar de não ser manager nem olheiro de nenhum clube, tenho argumentos que cheguem para afirmar que não são os valores astronómicos que se gastam para construir um plantel que garantem o seu sucesso. O Real Madrid está fora da Champions League e o Manchester City que assumiu como primordial objectivo um lugar entre o top four da Premier League e o consequente apuramento para a Liga dos Campeões, tem o Tottenham e o Liverpool bem lançados para lhe dificultarem a tarefa.

Em Dezembro, o clube de Manchester adquiriu o passe de Adam Johnson ao Middlesbrough por quatro anos e meio. Os seis milhões de libras que gastaram com a sua compra são trocos comparado com o que foi dado por outros jogadores no início da época. E o que é certo, é que Adam Johnson tem mostrado aos responsáveis dos citizens que a compra de jovens valores e a aposta na formação poder-lhes-á poupar muitos milhões. Talvez no dia em que o petróleo começar realmente a escassear, o senhor Zayed al Nahyan me dê ouvidos...



Nome: Adam Johnson
Nascimento: 14/07/1987 (22 anos)
Naturalidade: Sunderland - Inglaterra
Altura: 175 cm
Peso: 62 kg
Posição: Extremo-Esquerdo
Clube: Manchester City FC - Inglaterra
Nº Camisola: 11

Apesar de ter nascido em Sunderland, Adam Johnson foi inserido ainda muito jovem nas escolas do Middlesbrough. Ele e os ex-colegas de equipa no boro - David Wheater, Tony McMahon e Andrew Taylor -, brilharam na época de 2003/2004 ao ganharem a FA Youth Cup. Em 17 de Março de 2005, ainda com 17 anos, Johnson estreou-se pela equipa sénior, logo num jogo da Taça Uefa frente ao Sporting. Cerca de seis meses depois, o jovem jogador fez o seu primeiro jogo na Premier League, ao substituir Stewart Downing numa vitória caseira frente ao Arsenal.

O primeiro golo oficial pelo Middlesbrough surgiu na temporada de 2005/2006, numa partida frente ao Bolton. Na época de 2006/2007, Adam Johnson foi emprestado ao Leeds United, mas a crise financeira do clube não lhe deu tempo para dar nas vistas. Em Setembro de 2007 foi emprestado durante três meses ao Watford e em 12 jogos marcou por 5 vezes, efectuando exibições brilhantes. Por coincidência ou não, o emblema da Championship sentiu grandes dificuldades depois da sua saída, no mercado de Inverno.

Esta temporada, com a relegação do boro ao segundo escalão inglês e com a saída de Stewart Downing para o Aston Villa, Adam Johnson ganhou um papel de extrema importância na equipa, assumindo-se claramente como um dos criativos ao serviço de Gordon Strachan. Nas primeiras 3 jornadas do Middlesbrough na Championship, Johnson foi autor de 3 dos 5 golos da sua equipa. Até ser vendido ao Manchester City na abertura do mercado de Inverno, a jovem promessa facturou 8 golos.

No dia 1 de Fevereiro deste ano, e depois de muitos rumores na imprensa, os citizens concretizaram finalmente a sua transferência. Uma semana depois Adam Johnson fez a sua estreia, substituindo Stephen Ireland frente ao Hull City. Três dias depois, contra o Bolton, o jovem jogador fez a sua estreia no 11 inicial e foi eleito o homem do jogo. O seu primeiro golo surgiu contra o Sunderland.

Na selecção inglesa desde o escalão de sub-19, Adam Johnson foi chamado aos sub-21 para o campeonato europeu da categoria, que teve lugar em 2009 na Suécia. Na competição marcou por duas vezes e fez um punhado de boas exibições, sendo considerado o homem do jogo frente à poderosa Alemanha. Já este ano, o jovem jogador foi convocado pela primeira vez por Fabio Capello à selecção principal de Sua Majestade, estando entre os 30 eleitos para um amigável frente ao Egipto. Apesar de não ter ficado nos 23 finais, este foi um sinal de que Capello tem observado Johnson de perto e que conta com ele para o futuro da selecção inglesa. Quiçá, não o chame já para o Mundial...

Ao aproveitar da melhor maneira a lesão do colega de equipa Shaun Wright-Phillips, Adam Johnson tem-se afirmado de jogo para jogo na formação de Roberto Mancini. No jogo passado, frente ao Sunderland, a jovem promessa entrou para substituir o internacional inglês que recuperou a tempo de jogar na equipa inicial, e marcou o golo do empate (1-1), sendo considerado também o melhor em campo. Espera-se um futuro promissor para este jogador, que poderá brilhar no futebol inglês tal como estrelas do gabarito de Ashley Young, Aaron Lennon, David Beckham, James Milner e Wright-Phillips.

Bruno Tomé
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Daniel Opare (Real Madrid FC)


Nas últimas décadas, o futebol africano tem tido um acréscimo significativo e, cada vez mais, vamo-nos deparando com o surgimento de excelentes atletas provindos deste nobre continente, que atravessa uma das suas mais auspiciosas fases no desporto rei devido a jogadores como Didier Drogba, Samuel Eto’o ou Michael Essien. Com este crescimento, as selecções africanas começaram a bater o pé às grandes potências mundiais e, essencialmente nas categorias jovens, têm vindo a terminar os Campeonatos do Mundo nos lugares cimeiros, habitualmente ocupados pelas selecções europeias e sul-americanas.

Quarto classificado no Campeonato do Mundo de sub-17 em 2007 e actual campeão mundial de sub-20, o Gana é, hoje em dia, uma das maiores potências africanas e um dos países predilectos para a captação de jovens promessas, como foi o caso de Daniel Opare. Considerado como uma das maiores promessas do Real Madrid, o jovem lateral-direito foi uma das muitas esperanças da nação ganesa que conseguiu atingir o estrelato após o grande sucesso conseguido nas selecções jovens e, não tarda, veremos a sua qualidade posta à prova sob os olhares de todo o mundo.

Com apenas 11 anos, Opare iniciou a sua carreira no Volta Academy, que pouco depois o viu partir para uma das academias satélites do Ajax, localizada a sul do Gana, em Oubasi. Foi então que, em 2004, o jovem ganês rumou para o Ashanti Gold Sporting Club, clube da primeira divisão do seu país, onde permaneceu até 2007.



Nome: Daniel Tawiah Opare
Nascimento: 18/10/1990 (19 anos)
Naturalidade: Accra – Gana
Altura: 173 cm
Peso: 63 kg
Posição: Defesa-Direito
Clube: Real Madrid FC (B) - Espanha
Nº Camisola: 14

Nesse mesmo ano, aquando da realização do mundial de sub-17 na Coreia, o Gana terminaria a prova no 4º posto, ao ser derrotado pela Alemanha (1-2) no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares, e a prestação de Opare faria as delícias da imprensa internacional, que o referenciavam como um dos principais alvos de vários clubes europeus: Real Madrid, Liverpool, AC Milan, Arsenal e Schalke 04.

Com o passar do tempo, apenas o interesse dos dois primeiros se revelou sério, e após uma primeira fase em que tudo indicava que seriam os ingleses a ganhar a corrida – Opare chegou mesmo a anunciar publicamente a sua preferência pelo futebol inglês –, acabou por ser o Real Madrid a assegurar o jovem prodígio por quatro temporadas, num anúncio feito em Janeiro, mas que apenas foi consumado no Verão. A sua ascensão foi tal, que meses após o final do Mundial, onde arrecadou o galardão de melhor defesa da competição, Daniel Opare foi considerado um dos 50 jovens futebolistas mais promissores pela conceituada revista britânica World Soccer Magazine.

Nos merengues, Opare estava tapado por Sérgio Ramos e foi integrado no Real Madrid Castilla, equipa B dos madrilenos, onde pouco haveria de jogar. Apesar da pouca utilização, o futebolista de 19 anos viria a constar nos planos do seleccionador principal, Claude LeRoy, para figurar na Taça das Nações Africanas de 2008, no entanto, o jogador viria a ser dispensado devido a lesão.

No ano transacto, mesmo não jogando com grande regularidade no emblema madrileno, o jovem prodígio deixaria a Europa rendida ao seu talento, com as excelentes exibições no Mundial de sub-20, no Egipto. Para além disso, a consagração da selecção ganesa como campeã do mundo seria a cereja no topo do bolo, sendo que, desde logo, começaram a chover novas propostas de todos os recantos europeus.

Portsmouth, Everton e West Ham eram, nomeadamente, os principais interessados no jovem defesa, que o pretendiam resgatar a título de empréstimo. O Real, contudo, acabaria por não o ceder e no início da presente temporada o jovem jogador começou a treinar sob as ordens de Manuel Pellegrini. Porém, não seria desta que o jovem conseguiria assegurar um lugar no plantel principal madrileno, uma vez que a contratação do internacional espanhol Álvaro Arbeloa viria a relegá-lo novamente da equipa.

Vídeo:

Opare é um futebolista que faz lembrar o mítico brasileiro Cafu, pelas suas cavalgadas imparáveis pelo flanco fora, sem medo de partir para cima dos adversários e que, normalmente, só param na linha de fundo com cruzamentos milimétricos para a área. Sendo a velocidade e a técnica dois dos muitos trunfos que o jovem ganês detém, é de esperar que os merengues comecem a ter em consideração o seu talento, sob pena de esta promessa ficar esquecida e nunca mais se afirmar.

Gonçalo Nuno Oliveira
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James Rodríguez (CA Banfield)


Directamente da América do Sul, apresento-vos um jovem talentoso a brilhar no campeonato argentino e, sobretudo, na Copa Libertadores ao serviço do Banfield. Marcador de dois golos na última jornada da maior competição de clubes sul-americana, James Rodríguez é um jogador que tem sido cobiçado por emblemas de renome a nível mundial, nomeadamente Udinese e Juventus, podendo mesmo rumar ao Velho Continente já na próxima temporada.

“Jesse James” Rodríguez nasceu em Cúcuta a 12 de Julho de 1991, mas acabaria por se mudar para Ibagué com apenas três meses de vida. Dedicou-se à prática do futebol muito cedo e desde logo mostrou grande afinidade com a bola, ao conquistar a Copa Pony Malta, em 2004, na qual apontou 13 golos.

Com apenas 15 anos, o jovem estreou-se na segunda divisão colombiana, ao serviço do Envigado FC, e as suas boas actuações fizeram com fosse convocado para defender as cores da selecção da Colômbia, em 2007, no Campeonato Sul-Americano Sub-17. Com a camisola número 10 nas costas, Rodríguez foi uma das estrelas dos los cafeteros, ao apontar três golos, contribuindo para que se sagrassem campeões e se apurassem para o Mundial da categoria, realizado no mesmo ano na Coreia do Sul.



Nome: James David Rodríguez Rubio
Nascimento: 12/07/1991 (18 anos)
Naturalidade: Cúcuta - Colômbia
Altura: 178 cm
Peso: 78 kg
Posição: Extremo / Médio-Ofensivo
Clube: CA Banfield - Argentina
Nº Camisola: 13

Em 2008, depois de observarem alguns vídeos do jovem, os dirigentes do Banfield acertaram um empréstimo de duas épocas com o Envigado. Após alguns jogos a brilhar pelas camadas jovens dos argentinos, Rodríguez estreou-se na equipa principal a 7 de Fevereiro de 2009 e no jogo seguinte marcou o seu primeiro golo, convertendo-se no jogador estrangeiro mais jovem a participar e a facturar na liga.

Em Março, o clube comprou 50% do passe por 400 mil dólares e, com apenas 17 anos, o jovem terminava a sua primeira época na Argentina com um saldo bastante positivo, actuando perto de 300 minutos e marcando um tento.

No Apertura 2009, o jogador colombiano ganhou a confiança do técnico Julio César Falcioni e começou a aparecer com mais regularidade nos jogos dos Taladros. Brilhando ao lado de nomes como Walter Erviti e Santiago Silva, o jovem foi uma das figuras de proa do Banfield, que viria a conquistar o seu primeiro título local em 113 anos de existência. Titular em quase todos os jogos, Rodríguez terminaria o torneio com três golos, o melhor frente ao Vélez Sarsfield, e três assistências.

Dono de uma técnica bastante apurada e de um excelente pé esquerdo que lhe permite fazer grandes passes e apontar livres na perfeição, Rodríguez tanto pode actuar sobre os flancos como na típica posição 10. É daqueles jogadores que gosta de recuar para receber a bola e depois partir para cima dos adversários sempre com o esférico colado ao pé. Ágil e rapidíssimo, sobretudo a arrancar, o pequeno craque terá no físico o seu grande handicap, necessitando de ganhar mais corpo para poder ir ao choque com mais regularidade, mas também de melhorar a sua resistência, que por vezes o inviabiliza de completar algumas partidas.

Relativamente ao Clausura 2010, que vai ainda na 9ª jornada, o jovem colombiano conta já com um golo e uma assistência, porém é na Copa Libertadores que tem dado verdadeiramente que falar. Em três jornadas já disputadas, James Rodríguez apontou quatro dos oito golos do Banfield e partilha a liderança dos top scorers da prova com Kléber (Cruzeiro), Washington (São Paulo) e José Fernández (Alianza Lima).

Vídeo:

Segundo a imprensa italiana, a Juventus anda já a preparar a próxima temporada e terá ao seu dispôr, no próximo defeso, uma verba que oscilará entre os 25 e os 80 milhões de euros. No meio de possíveis alvos do clube de Turim, como Franck Ribéry ou David Villa, surge o nome de James Rodríguez, um jovem desconhecido por muitos, mas que para os que o acompanham faz relembrar Cristiano Ronaldo.

Pedro Nogueira
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Eren Derdiyok (TSV Bayer 04 Leverkusen)


Temível e conquistador noutros tempos, ávido e com falta de títulos nos últimos anos, o Bayer Leverkusen tem mostrado esta época um grande colectivo que promete lutar até às últimas jornadas pelo ceptro alemão, prevendo-se uma disputa emocionante com o poderoso Bayern de Munique. Para esta notável prestação da equipa de Leverkusen tem contríbuido decisivamente os golos do suíço Derdiyok, que se tem revelado uma boa surpresa da Bundesliga, tendo causado inúmeros estragos nas defesas contrárias.

Ainda no seu país, o jovem aproveitou um jogo da Taça da Suíça entre o seu modesto clube - BSC Old Boys, onde, aliás, se formou - e o gigante Basileia para mostrar todos os seus credenciais, cativando desde logo os responsáveis da equipa da primeira divisão a avançar para a sua contratação, quando este tinha apenas "contadas" 17 primaveras. No conjunto grenã, o atacante, descendente de família turca, iniciou o seu percurso na equipa de reservas, sendo, por vezes, utilizado na formação principal, demonstrando possuir um talento inegável e com um futuro bastante promissor.

Na época 2007/2008, Derdiyok "cimentou-se" no onze titular, tornando-se uma peça fundamental no esquema do técnico Christian Gross, colaborando com dez golos para a conquista da Liga e da Taça da Suíça, acabando por ser considerado o melhor jogador jovem do campeonato helvético. Esta seria mesmo a sua temporada de afirmação, vendo os seus bons desempenhos serem reconhecidos pelo seleccionador suíço, que entendeu levar o atacante ao EURO 2008, fazendo com que Derdiyok fosse um dos atletas mais jovens a actuar no certame europeu.



Nome: Eren Derdiyok
Nascimento: 12/06/1988 (21 anos)
Naturalidade: Basileia - Suíça
Altura: 190 cm
Peso: 83 kg
Posição: Avançado
Clube: TSV Bayer 04 Leverkusen - Alemanha
Nº Camisola: 19



Apesar do eventual interesse dos ingleses do Newcastle na sua contratação, o internacional suíço continuaria a ser companheiro de equipa do extremo português Carlitos, sendo inclusivamente o carrasco do Vit. Guimarães na pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões após ter marcado um golo que permitiu à sua equipa passar - de forma polémica é certo - à fase de grupos da competição.

O protagonismo do suíço no Basileia "ia subindo em flecha", evidenciando-se pelo seu notável porte atlético que lhe permite ganhar vantagem nos duelos aéreos, pelo seu instinto finalizador e pela sua considerável velocidade, tendo em conta a sua elevada constituição física. O seu incessante faro pelo golo ficaria provado no tento que obteria em pleno Camp Nou frente ao Barcelona, que permitiria à sua equipa conquistar o único ponto nessa edição da Champions League.

Todas estas virtudes futebolísticas permitiram ao jovem mudar-se para um campeonato mais mediático e para uma equipa que está esperançada em voltar aos anos de glória já vividos anteriormente, quando despontavam nomes como Ulf Kirsten, Lúcio ou Michael Ballack. Assim, a aquisição de Derdiyok custou aos cofres do Bayer Leverkusen cerca de 3,8 milhões de euros, tendo o jovem feito por merecer a quantia paga pela formação alemã. A prova disso foi o golo que marcou no seu jogo de estreia e que possibilitou aos fármacos qualificar-se para a próxima fase da Taça da Alemanha.

Já na Bundesliga, a excelente campanha que tem sido protagonizada pela turma de Leverkusen deve-se, em parte, à excelente parceria entre o atacante suíço e o seu companheiro de ataque Stefan Kießling, que juntos contabilizam até ao momento 24 golos, sendo responsáveis, desta forma, por 46% dos 52 tentos obtidos pela sua equipa. O talento do suíço tem também proporcionado apreciações a nível internacional, constando o seu nome numa lista de 50 jovens promessas do futebol mundial, sendo esta encabeçada pelo ex-portista e actual jogador do M. United Anderson.

As boas prestações do jovem estenderam-se igualmente à selecção helvética, onde já totaliza 18 internacionalizações e obteve dois golos, sendo uma presença assídua nas convocatórias de Ottmar Hitzfeld, após ter representado com distinção as selecções jovens suíças.

Vídeo:

Tendo caído no goto dos adeptos do B. Leverkusen e com o Campeonato do Mundo à porta, o helvético terá como objectivo realizar uma fantástica ponta final de temporada, passando isso pela conquista da Bundesliga, de forma a poder estar presente na África do Sul e comprovar todo o seu valor neste grande palco e confirmar que poderá ser o substituto natural dos prestigiados atacantes suíços Alexander Frei e N'Kufo, que já se encontram em fase descendente das suas carreiras.

Filipe Jesus
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Georginio Wijnaldum (Feyenoord de Roterdão)


Apreciador de campeonatos com papéis mais secundários na Europa, tenho seguido atentamente o campeonato holandês – diga-se de passagem, uma liga bastante interessante –, no qual tem havido alguns jogadores que me têm despertado alguma atenção. Neste post irei falar-vos de Georginio Wijnaldum, actualmente no Feyenoord, mas com todas as condições para poder dar o salto muito em breve.

Nascido e criado em Roterdão pela sua avó, Gini iniciou-se no clube local, no Sparta. Aos seis anos, ganhou dois títulos de campeão nacional do seu escalão, e, rapidamente, Ajax, PSV e Feyenoord demonstraram vontade de resgatá-lo ao modesto clube de Roterdão. Apesar do aperto dos colossos holandeses, o jovem atleta manteve-se no Sparta, onde viria a crescer e a amadurecer durante largos anos de formação.



Nome: Georginio Gregion Emile Wijnaldum
Nascimento: 11/11/1990 (19 anos)
Naturalidade: Roterdão – Holanda
Altura: 172 cm
Peso: 68 kg
Posição: Médio-Ofensivo
Clube: Feyenoord de Roterdão– Holanda
Nº Camisola: 25


Sete épocas volvidas, Wijnaldum decidiu então mudar-se para o patamar maior do futebol dos Países Baixos, transferindo-se para o todo-poderoso da sua cidade natal, o Feyenoord.

Em Janeiro de 2007, semanas depois de completar 16 anos de vida, o jovem holandês foi convidado a treinar com a equipa principal. Em Abril do mesmo ano, estreou-se na Eredivisie, no triunfo do Feyenoord frente ao Groningen por 4-0, tornando-se no jogador mais jovem – 16 anos e 148 dias – a vestir a camisola da formação de Roterdão.

Com as cores das selecções holandesas, Wijnaldum esteve no campeonato europeu de sub-17, realizado na Bélgica, onde viria a espalhar magia pelos gramados belgas e contribuir para o terceiro lugar da sua selecção. Rapidamente, o seleccionador de sub-19 não hesitou, e decidiu convocá-lo para integrar o lote de jogadores da laranja mecânica, que, apesar dos bons desempenhos individuais da jovem promessa, acabou por falhar o apuramento para os Europeus da categoria em 2008 e 2009. Entretanto, com as suas boas exibições e com os colossos europeus a piscarem-lhe o olho, o clube holandês renovou o seu contrato até 2012.

Vídeo:

Portador de uma excelente qualidade técnica e velocidade, o seu porte físico é um dos aspectos a aprumar. Augurando-se um futuro bastante promissor, o jovem médio tem sido atentamente seguido pelos olheiros do Real Madrid, do Liverpool, do Chelsea e do AC Milan. Daqui a alguns anos, poderá estar, certamente, inserido no magnífico meio-campo da laranja mecânica, recheado de estrelas como Sneijder, Van der Vaart ou Robben.

Gonçalo Nuno Oliveira
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Dan Gosling (Everton FC)


Depois de ter alcançado um excelente 6º lugar na época de 2008/2009, o Everton começou esta temporada da pior forma. O primeiro jogo dos toffees na Premier League, frente ao Arsenal, terminou com uma pesada goleada (1-6), o que tornou a tarefa de David Moyes bastante complicada. No entanto, com o decorrer das jornadas, a turma de Liverpool vem regressando à normalidade e já se encontra próxima dos lugares que dão acesso à Europa.

Um dos motivos que dificultou a tarefa do treinador do Everton na parte inicial da temporada foi o elevado número de lesões com que teve de lidar. Estrelas como Arteta, Osman, Piennar e Jagielka estiveram afastados dos relvados na primeira metade da época. Mas houve quem aproveitasse essa oportunidade para se mostrar e jogar com mais regularidade do que o faria em condições normais. Além de Jack Rodwell, de que já vos falei anteriormente, Dan Gosling também assumiu um papel de maior relevo nessa fase, mostrando que se poderá tratar de um excelente valor futuro para o clube.



Nome: Daniel Gosling
Nascimento: 02/02/1990 (20 anos)
Naturalidade: Brixham - Inglaterra
Altura: 178 cm
Peso: 71 kg
Posição: Médio-Direito
Clube: Everton FC - Inglaterra
Nº Camisola: 19


Gosling começou por dar nas vistas no modesto clube da sua terra natal, o Brixham United. No entanto, quando actuava nos sub-12 desse emblema, o Plymouth Argyle decidiu recrutá-lo. Apenas com 16 anos e 310 dias, o jovem jogador fez a sua estreia profissional frente ao Hull City. Ao serviço do Plymouth, Dan Gosling era uma regular presença na equipa de reservas e as suas chamadas ao plantel sénior eram regulares. Em Março de 2007, o jogador treinou durante uma semana pelo plantel do Chelsea e foi dintinguido nesse ano com o The Herald's Young Sport Personality of the Year.

Em Janeiro de 2007, o Everton decidiu assegurar a contratação de Dan Gosling. Durante o resto da temporada a jovem promessa não se estreou pela equipa principal, tendo efectuado boas exibições pelas reservas dos toffees. A sua estreia pela equipa da cidade dos Beatles deu-se numa deslocação ao terreno do Middlesbrough, jogo que o Everton veuceu por 0-1. Três dias mais tarde, frente ao Sunderland, Gosling marcou o seu primeiro golo pelo clube da Premier League, tendo recebido bastantes elogios dos colegas de equipa.

Em 4 de Fevereiro de 2009, Dan Gosling marcou o único golo da vitória do Everton frente ao Liverpool, num jogo da Taça da Liga. Devido à rivalidade conhecida entre estes dois emblemas, o seu tento recebeu a distinção de golo do ano, fruto de uma votação dos adeptos do clube. Esta temporada, o jovem médio tem aproveitado da melhor forma as oportunidades que lhe têm sido dadas na primeira equipa. Estreou-se na Liga Europa frente ao AEK de Atenas e realizou uma boa exibição. No último dia 20 de Fevereiro saiu do banco e ainda foi a tempo de marcar um golo frente ao poderoso Manchester United, na vitória do Everton por 3-1.

Em termos internacionais, Gosling tem feito uma boa ascenção nos escalões da selecção inglesa. Em 2009, no Europeu de sub-19, a jovem promessa foi titular em todas as partidas, marcando um golo frente à Ucrânia, na fase de grupos. Entretanto, o jogador inglês já teve oportunidade de se estrear pelos sub-21 num jogo contra Portugal, ao substituir Fabian Delph nos descontos.

Vídeo:

Uma vez que possui uma grande versatilidade - pode jogar a médio, defesa-direito ou defesa-central -, Dan Gosling poderá ser a médio-prazo uma das mais consistentes apostas de David Moyes para a equipa principal do Everton. Para já a concorrência é enorme, com Fellani, Arteta e Osman a assumirem as despesas do meio-campo, no entanto, caso algum destes jogadores abandonem o clube, o jovem jogador poderá ver as portas da titularidade escancaradas. Quem sabe se poderá formar uma grande dupla com Jack Rodwell...

Bruno Tomé
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Karim Aït-Fana (Montpellier HSC)

Numa altura em que os diversos campeonatos europeus se aproximam da recta final, os clubes que ocupam os lugares cimeiros começam a consolidar-se como candidatos ao título, sendo que no meio de vários emblemas que anualmente têm como objectivo a conquista do troféu estão intrometidas algumas equipas surpresa. É assim em Portugal com o Braga; é assim na Alemanha com o Bayer Leverkusen; e é assim em França com o Montpellier.

Com salários e objectivos bem mais modestos que os demais “rivais”, estas equipas têm feito uma temporada verdadeiramente invejável, muito por força da grande forma de alguns jogadores vulgarmente rotulados de inexperientes, como é o caso de Karim Aït-Fana. O jovem que alinha no Montpellier tem feito uma época bastante boa e regular, sendo merecedor de inúmeros elogios por parte da imprensa mundial, entre os quais a comparação do seu estilo de jogo com o do seu compatriota Franck Ribéry.

Filho de emigrantes marroquinos, Aït-Fana nasceu na modesta cidade de Limoges, em França, e iniciou a sua carreira futebolística aos seis anos no local AS Saint-Louis Val. Aos 13 anos, o franco-marroquino mudou-se para o prestigiado centro de formação de Châteauroux, comparado por muitos à celebre academia de Clairefontaine, no qual aperfeiçoou o seu futebol durante duas temporadas. Durante esse período, o jovem ia actuando aos fins-de-semana pelo Limoges FC, sob forma de pôr em prática o que apreendia ao longo da semana.



Nome: Karim Aït-Fana
Nascimento: 25/02/1989 (21 anos)
Naturalidade: Limoges - França
Altura: 175 cm
Peso: 65 kg
Posição: Extremo
Clube: Montpellier HSC - França
Nº Camisola: 18



Os dois anos na academia de Châteauroux tornaram-se bastante produtivos e como tal o Montpellier decidiu resgatá-lo em 2004 para as suas escolas. Em duas épocas, Aït-Fana comprovou o seu estatuto de craque, e a 12 de Maio de 2006 (com 17 anos) já se estreava com a camisola sénior do clube - na altura da Ligue 2.

Nas temporadas que se seguiram, a importância do jovem na equipa principal foi-se tornando cada vez mais evidente. Apesar de ser alvo de algumas críticas por parte do técnico Rolland Courbis, que lhe pedia mais empenho e mais regularidade, Aït-Fana espalhou magia pelo campo, principalmente na época 2008/2009, na qual foi determinante para a promoção da equipa à Ligue 1, ao apontar seis golos, e que lhe valeu a prorrogação do contrato até 2012.

Na sua primeira temporada com o Montpellier no escalão principal, Aït-Fana tornou-se numa das grandes revelações da liga, aproveitando a confiança que lhe foi dada pelo novo técnico René Girard, um treinador conhecido pelo lançamento de jovens talentos, e que já havia trabalhado com o franco-marroquino nas selecções francesas. No decorrer das jornadas, o Montpellier foi subindo a passos largos na tabela classificativa, tirando proveito da excelente forma de vários dos seus jogadores, principalmente da tripla de ataque composta por Souleymane Camara, Victor Hugo Montaño e, claro, Karim Aït-Fana, produtores de mais de metade dos golos da equipa.

Assumindo-se como um jogador veloz e ágil, Karim tem também a facilidade de tirar cruzamentos venenosos e de flectir constantemente para o centro do terreno para rematar. Dos quatro golos que já leva na sua conta pessoal esta temporada, os que apontou frente ao Le Mans e ao Marselha foram, como se diz na gíria, “de se lhe tirar o chapéu”. Um dado curioso é o facto de Karim ser também uma espécie de talismã das vitórias, uma vez que sempre que marca o Montpellier conquista os três pontos.

A nível internacional, o jovem preteriu as selecções marroquinas e integrou os escalões gauleses por várias ocasiões, o que não impede, no entanto, de vir a representar a selecção principal africana no futuro. Dado o talento de Karim e a excelente concorrência que tem na selecção da França, adivinha-se que a selecção de Marrocos inicie um pressing ao atleta, no sentido de o convencer a defender as suas cores.

Vídeo:

Faltando cerca de um terço de campeonato, o Montepellier ocupa um surpreendente segundo lugar, não desarmando na perseguição ao campeão Bordéus. Daqui em diante só o futuro saberá o destino desta equipa e, particularmente, de Karim Aït-Fana, no entanto, e aconteça o que acontecer, já ninguém lhes tirará o mérito nem o rótulo de "revelações".
Pedro Nogueira
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João Aurélio (CD Nacional)

A polivalência de um atleta é, geralmente, uma grande vantagem quer para o treinador de uma equipa quer para o próprio jogador. Se por um lado faz com que o atleta seja uma opção regular nas opções iniciais, dada a sua versatilidade posicional, por outro permite ao treinador alterar no decorrer dos jogos o sistema táctico sem que tenha que efectuar qualquer substituição, fazendo assim uso da polivalência do jogador.

Esta conjuntura é deveras aproveitada pelo Prof. Manuel Machado, que moldou João Aurélio num autêntico "todo-o-terreno", pois se na altura da sua chegada era visto como um bom médio ala direito, o alentejano tem-se revelado um jogador multifunções, tendo em conta as várias posições que já ocupou no terreno.

Natural de Beja, João Aurélio cumpriu grande parte da sua formação em duas equipas da sua cidade natal, tendo actuado, primeiramente, no Desportivo e, posteriormente, no Despertar. No entanto, uma incursão realizada pelo Vitória de Guimarães por terras alentejanas possibilitou-lhe a mudança para a Cidade Berço, tal como já havia acontecido com o seu conterrâneo Tiago Targino, realizando os dois anos de júnior com as cores vitorianas. Terminada a formação em 2007, o conjunto de Guimarães entendeu não celebrar um contrato profissional com o atleta, dado não estar muito interessado em pagar os direitos de formação aos dois clubes alentejanos.



Nome: João Miguel Coimbra Aurélio
Nascimento: 17/08/1988 (21 anos)
Naturalidade: Beja
Altura: 185 cm
Peso: 75 kg
Posição: Lateral-Direito / Médio Ala Direito
Clube: CD Nacional
Nº Camisola: 23

Perante isto, o jovem preferiu seguir a velha máxima futebolística - dar um passo atrás na carreira de forma a poder dar dois em frente -, prosseguindo o seu trajecto ao serviço do Penalva do Castelo. Na turma que alinhava na II Divisão, João Aurélio ganhou uma notável dimensão por força das suas exibições, valendo-lhe a chamada à selecção nacional de sub-20 e a cobiça por parte de emblemas prestigiados como o Benfica ou o Sp. Braga.

Ainda assim, o alentejano declinaria os convites apresentados ambas as equipas, decidindo rumar ao Nacional da Madeira, na medida em que poderia jogar com maior regularidade e, desta forma, atingir maior projecção a nível nacional. Na formação madeirense, o jovem seria sujeito a uma verdadeira "revolução táctica", pois, sendo um originário médio ala direito, actuaria noutras zonas, demonstrando ainda assim uma grande eficácia em todas as suas situações.

Na sua primeira época na Liga Sagres, o português seria utilizado com alguma intermitência, não sendo uma aposta constante do seu técnico que o utilizaria com maior frequência no final da temporada. Já esta época, o jovem tem-se destacado na turma alvinegra, fazendo parte das escolhas iniciais do mister Manuel Machado e igualmente dos técnicos interinos José Augusto e Jokanovic aquando da doença do treinador principal. Esta afirmação consolidou-se logo no início da temporada com os tentos obtidos frente ao Sporting e ao Zenit, em encontros que acabariam com resultados moralizadores para os insulares.

Sendo bastante rápido e competente nas suas funções, o jovem alentejano mostra-se sempre disponível em se sacrificar em prol do colectivo, sendo muitas vezes utilizado num esquema de 3-5-2 como lateral esquerdo ou, face à ausência do capitão Patacas, como lateral direito, para além de ter já actuado, inclusivamente, como avançado.

Irmão de Luís Aurélio, jogador do Moreirense, o jovem luso mereceu igualmente a atenção do seleccionador das esperanças portuguesas, que o incluiu no lote de atletas que representaram Portugal no Torneio de Toulon em 2009. As suas prestações iam agradando aos responsáveis federativos, acabando por ser convocado para a selecção de sub-21, estreando-se da melhor maneira com a obtenção de um golo frente à Lituânia, em encontro relativo à fase de qualificação do Europeu da categoria.

Com a boa prestação do Nacional na Liga Europa, os atletas da turma insular ganharam mais valorização e maior reconhecimento internacional, tendo inclusive alguns deles dado o salto para equipas mais ambiciosas. Tomando como exemplo os seus antigos companheiros Nenê e Rúben Micael, também eles apostas pessoais de Manuel Machado, o jovem tem todas as possibilidades de deixar em breve a Madeira e de singrar numa equipa com outros pergaminhos europeus, como de resto tem acontecido com o actual jogador do FC Porto. Assim, João Aurélio tentará dar sequência à boa réplica que vem preconizando, com o intuito de poder cumprir um objectivo comum a todos os futebolistas.

Filipe Jesus
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Sotiris Ninis (Panathinaikos FC)


Na Grécia brilha um jogador de descendência albanesa, que encanta os gramados do país defendendo as cores do Panathinaikos, que dá pelo nome de Sotiris Ninis. Ao lado de grandes nomes como o de Djibril Cissé, Leto, Karagounis ou Katsouranis, o greco-albanês entrou recentemente na lista de Promessas para 2010, numa votação levada a cabo pela prestigiada revista France Football.

Nascido em Himare (Albânia), o jovem naturalizou-se grego após ter chegado às camadas jovens do Panathinaikos, no ano 2004, proveniente das escolas do Apollon Smyrnis. Em finais de 2006, os dirigentes do Pana ofereceram-lhe um contrato de cinco anos, e duas semanas volvidas, o técnico principal do emblema grego, Victor Muñoz, chamou-o para integrar a equipa sénior. Ninis viria a tornar-se no jogador mais novo - 16 anos - a vestir a camisola do clube, e entretanto, uns dias mais tarde, rejeitava uma chamada à selecção da Albânia.



Nome: Sotiris Ninis
Nascimento: 03/04/1990 (19 anos)
Naturalidade: Himare – Albânia
Altura: 173 cm
Peso: 68 kg
Posição: Médio-Centro / Médio-Direito
Clube: Panathinaikos FC - Grécia
Nº Camisola: 7



Em termos de representação de selecções, o jovem médio integrou o lote de futebolistas da selecção grega de sub-19, no Europeu de 2007, na Áustria, no qual saiu-se muitíssimo bem, sendo um dos escolhidos a integrar o melhor onze da prova, colocando-se na posição de médio-direito, apesar de, por norma, actuar na zona central do meio-campo. A sua estreia oficial pela Selecção A da Grécia foi no dia 16 de Maio de 2008, num amigável frente ao Chipre, tornando-se desde então uma presença regular nas contas de Otto Rehhagel.

Em Fevereiro de 2007, a jovem pérola ajudou o Panathinaikos a derrotar o AEK de Atenas (4-1), fazendo uma magnífica exibição. Marcador de um dos golos do triunfo, o jovem viria ainda a fazer duas assistências, tornando-se no grande destaque da partida. No final da temporada, decerto um dos picos mais altos da sua carreira: assinou contrato profissional com o emblema alviverde. Na época 2007/2008, foi um período de tempo para o jovem jogador nunca mais recordar, devido a graves lesões. Quando recuperou, José Peseiro - treinador do Panathinaikos na altura -, colocou-o de fora o resto da temporada, gerando muita contestação entre simpatizantes e adeptos do clube em torno de si.

Na temporada seguinte, com a chegada de Ten Cate ao comando da equipa técnica, adivinhou-se desde logo que Ninis seria uma aposta válida ao longo da época, tal era o número de jogos em que havia alinhado durante a pré-época. No Verão de 2008, Ten Cate ofereceu a braçadeira de capitão a Ninis, juntamente com Gilberto Silva e Dimitris Salpigidis, tornando-se no atleta mais jovem a erguer esse mesmo cargo. No mês seguinte, o futebolista assinava por mais quatro anos, vinculando-se assim aos Greens até 2012. A renovação com os dirigentes gregos não foi por menos, já que AC Milan, AS Roma, Schalke 04, Chelsea, Real Madrid, Arsenal e Manchester United estavam de olho no jovem médio de 19 anos.

Vídeo:

O seu bom toque de bola, a excelente capacidade de passe e a tremenda qualidade técnica foram os indicadores para que esta avalanche colossal tivesse disposta a contar com os seus serviços. Apesar de ser um simples médio, Ninis tem também o dom de finalizar muito bem.

Gonçalo Nuno Oliveira
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Nicklas Bendtner (Arsenal FC)

Neste post trago-vos uma jovem promessa que se tornou conhecida dos portugueses pelos piores motivos. Foi o talento de Nicklas Bendtner que obrigou a selecção portuguesa a correr atrás do prejuízo no apuramento para o Mundial de 2010. Os golos do jovem avançado dinamarquês no 2-3 caseiro que sofremos de forma inesperada e no precioso empate a um golo na Dinamarca, obrigaram Portugal a lutar até ao último segundo para garantir a obrigatória presença na África do Sul. No entanto, não é este o principal motivo pelo qual decidi falar-vos de Bendtner.

Com a frente de ataque completamente desfalcada - Arshavin, Eduardo, Carlos Vela e Van Persie estão lesionados -, Arsène Wenger irá entregar nos próximos encontros o lugar de ponta-de-lança a este jovem jogador. Na temporada transacta, Nicklas Bendtner já mostrou estar à altura de tamanha responsabilidade ao assegurar as despesas atacantes dos Gunners com sucesso durante várias partidas, no entanto esta época o cenário é outro. O Arsenal ainda se mostra interessado pelo título e poderá aproveitar um deslize do Manchester United no terreno do Everton, que regressou recentemente à sua melhor forma. Assim, as expectativas em torno de Bendtner são altas e não há espaço para falhar.



Nome: Nicklas Bendtner
Nascimento: 16-01-1988 (22 anos)
Naturalidade: Copenhaga - Dinamarca
Altura: 191 cm
Peso: 83 kg
Posição: Ponta-de-Lança
Clube: Arsenal FC - Inglaterra
Nº Camisola: 52



Nascido na desenvolvida cidade de Copenhaga, capital dinamarquesa, Nicklas Bendtner começou a dar nas vistas no B.93 e no Copenhaga, dois clubes importantes da região. No entanto, foram as exibições ao serviço dos últimos que despertaram a atenção do Arsenal, clube que raramente deixa escapar a oportunidade de incluir nas suas fileiras potenciais talentos do futebol mundial. Assim, antes de se tranferir para o clube de Londres no verão de 2004, Bendtner despediu-se da Dinamarca da melhor forma, ao apontar quatro golos em seis jogos pelas camadas jovens da selecção escandinava.

Nas reservas do Arsenal, o jovem jogador começou por dar nas vistas logo que chegou, ao fazer uma perigosa dupla atacante com Arturo Lupoli, jogador italiano que actualmente representa o modesto Ascoli. A sua estreia pelo plantel senior da formação londrina deu-se a 25 de Outubro de 2005, numa partida da Taça da Liga frente ao Sunderland.

Na temporada de 2006/2007, Arsène Wenger decidiu que a melhor forma de desenvolver as capacidades do jovem avançado seria emprestá-lo. O clube de destino foi o Birmingham City, equipa que apostou forte na subida à Premier League nessa época. Bendtner marcou o golo da vitória da sua equipa logo na sua estreia, frente ao Colchester United e revelou-se fundamental para concretizar em realidade a subida do Birmingham - marcou 11 golos em 42 jogos -, que na temporada seguinte competiu no principal escalão inglês.

De regresso ao Arsenal, Nicklas Bendtner foi finalmente incluído a tempo inteiro nos trabalhos do plantel senior. O seu primeiro golo na Premier League foi marcado frente ao Tottenham, um dos grandes rivais londrinos dos Gunners, correspondendo da melhor forma a um canto marcado por Cesc Fàbregas. Na Liga dos Campeões, o primeiro golo do jovem dinamarquês foi frente ao Slavia de Praga, numa goleada de 7-0 que o Arsenal impôs aos checos. Durante essa temporada, Bendtner revelou-se importante ao fazer dupla com Emmanuel Adebayor sempre que Van Persie descansava.

Em termos internacionais, o avançado dinamarquês é uma pedra fundamental na selecção escandinava, tendo um dos seus maiores momentos de sucesso nos dois golos apontados a Portugal em outros tantos jogos, no apuramento para o Mundial da África do Sul a realizar-se este ano. Em 16 de Agosto de 2006, apenas com 18 anos, Bendtner estreou-se pela selecção principal do seu país, numa partida amigável frente à Polónia. Nesse encontro, marcou também o seu primeiro golo oficial com a camisola da selecção AA dinamarquesa. Na temporada de 2008/2009, devido em grande parte às exibições na sua selecção, Nicklas Bendtner ganhou o prémio para melhor jogador dinamarquês do ano.

Vídeo:

A recente temporada não começou da melhor forma para a jovem promessa, ao parar durante algum tempo devido a uma lesão, no entanto estou convicto que o melhor ainda estará para vir. Ao realizar as últimas partidas frente ao Liverpool e ao FC Porto, Bendtner mostrou que a lesão já faz parte do passado e que está pronto para voltar a dar o seu contributo ao plantel do Arsenal. No jogo caseiro de amanhã frente ao Sunderland, o jovem dinamarquês terá uma oportunidade de ouro para voltar aos golos e afirmar-se como um jogador a ter em conta na equipa principal de Arsène Wenger, pois a capacidade física e o poderoso jogo de cabeça do avançado dinamarquês são únicas no plantel do Arsenal.

Bruno Tomé
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Bosson Romaric (SC Freamunde)


Embora se trate de uma divisão de segundo plano, a Liga Vitalis é um campeonato recheado de grandes jogadores, muitos deles ainda muito jovens e com um grande futuro à sua frente. Apesar das suas tenras idades e de alguma falta de experiência, muitos destes atletas assumiram-se já como peças basilares na estrutura das suas equipas, tendo feito até então uma época bastante interessante. Algumas dessas promessas já aqui mereceram destaque, e desta feita apresentar-vos-ei uma outra bastante talentosa a emergir no Freamunde. Refiro-me a Bosson Romaric, um jovem defesa-central que tem merecido muitos elogios, sobretudo pelos adeptos do clube, e com potencial de sobra para actuar no principal escalão nacional.

Nascido no sul da Costa do Marfim, em Abidjan, Romaric iniciou a sua carreira no OC Flamant, um clube local, passando depois pelo USC Bassam, até ingressar no Stella Club d’Adjamé em 2006. Neste histórico clube costa-marfinense, o jovem viria a revelar-se como um jogador promissor e um verdadeiro líder dentro de campo, capitaneando inclusive a selecção que representou o país no Campeonato Africano de Sub-20 em 2007.

O crescimento do jovem ia sendo acompanhado por vários clubes, e na época 2007/2008 a Europa chamou por ele, acabando por se movimentar para o norte de Portugal, para o Desportivo de Chaves, que na altura militava na 2ª Divisão Nacional.



Nome: Bosson Kablan Romaric
Nascimento: 12/04/1988 (21 anos)
Naturalidade: Abidjan - Costa do Marfim
Altura: 182 cm
Peso: -
Posição: Defesa-Central
Clube: SC Freamunde
Nº Camisola: 15


A sua primeira experiência europeia viria, no entanto, a tornar-se um pesadelo, uma vez que a fractura do perónio logo na sua primeira época ao serviço dos trasmontanos impediria o jovem de se afirmar no clube e de dar o salto para um campeonato mais vistoso. Nas duas épocas com o emblema flaviense ao peito, Romaric viria a ser alvo de duas intervenções cirúrgicas, o que apenas lhe permitiu participar em três partidas, impossibilitando-lhe de demonstrar o seu verdadeiro valor.

O jovem atravessava assim uma fase muito difícil da sua vida, parecendo que a sua carreira, deveras prometedora, se estava a desmoronar por completo. Foi então que no defeso da corrente época, o Freamunde decidiu apostar nos seus serviços. Apesar da pouca utilização no Chaves, os adeptos freamundenses estavam desejosos para ver o internacional costa-marfinense, e se dúvidas existiam quanto ao seu valor, logo se dissiparam aquando das suas primeiras prestações. Rápido, inteligente e com um bom toque de bola, o jovem defesa-central convenceu, desde logo, os adeptos, bem como o técnico Jorge Regadas que lhe concedeu a titularidade na equipa.

O seu grande handicap talvez seja mesmo o seu porte atlético, que o impede de ir ao choque com avançados mais possantes, mas que em contrapartida lhe concede uma maior agilidade da qual faz uso para recuperar imensas bolas com permanentes antecipações aos seus adversários. Apesar de ser um jogador baixo, o costa-marfinense tem também o hábito de ganhar várias bolas nas alturas a atletas consideravelmente mais altos, fruto da sua grande capacidade de elevação e do seu bom jogo de cabeça.

Em 19 jornadas já decorridas, o camisola 15 apenas falhou quatro partidas, ora por castigo, ora por lesão, o que demonstra a importância que o atleta tem na equipa da Terra dos Capões. A sua polivalência é outra característica que o favorece, sendo que até ao momento já desempenhou funções como lateral-direito e como médio-defensivo… e diga-se, em nenhuma delas baixou de rendimento.

Com apenas 21 anos e com uma grande margem de progressão, Romaric demonstra ter talento suficiente para singrar num clube com outras aspirações, podendo render bom dinheiro aos capões. Se tudo correr bem na carreira do jovem, e se as lesões não o perseguirem novamente, é bem provável que estejamos perante um jogador que ainda dará muito que falar…

Pedro Nogueira
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Van der Wiel (AFC Ajax)

Como já foi aqui referido em alguns posts, a formação de jovens atletas é cada vez mais um recurso utilizado pelos clubes com o intuito de reduzir despesas face aos tempos conturbados que vivemos em termos económicos.

No entanto, esta política de aproveitamento dos escalões de base é já um hábito recorrentemente usado pelo Ajax, que, tendo porventura as melhores escolas a nível internacional, já forneceu para o mundo do futebol nomes categóricos como Marco van Basten, Dennis Bergkamp, ou mais recentemente Rafael van der Vaart e Wesley Sneijder. Assim, e tendo em conta toda a qualidade produzida pela formação de Amesterdão, não é de admirar o facto de a aposta em Gregory van der Wiel esteja a dar cartas, tornando-o numa das principais esperanças do futebol holandês.

Lateral direito de estilo moderno, apoiando de forma constante o sector ofensivo, o jovem teve o primeiro contacto com o futebol nas camadas jovens do Ajax, alimentando o sonho de atingir a glória dos atletas já aqui mencionados provenientes das escolas do clube holandês. No entanto, a mudança dos pais para outra cidade quase traía o desejo de Gregory, que acabaria por continuar a jogar pelo Haarlem, uma equipa de nível incomparativamente inferior à formação da capital dos Países Baixos.



Nome: Gregory Van der Wiel
Nascimento: 03-02-1988 (22 anos)
Naturalidade: Amesterdão - Holanda
Altura: 172 cm
Peso: 69 kg
Posição: Defesa-Direito
Clube: AFC Ajax - Holanda
Nº Camisola: 2



Contudo, passados dois anos o seu talento poderia ser novamente exibido ao serviço do Ajax, num regresso muito saudado pelos responsáveis do clube dado o seu enorme valor. Assim, seria no colosso holandês que o jovem se estrearia nas lides profissionais numa vitória alcançada frente ao Twente em Março de 2007, acabando por ter aparições esporádicas que lhe permitiram consolidar-se no plantel principal.

Posto isto, Gregory explodiria na temporada transacta sob orientação de Van Basten, que decidiu adaptar o até então defesa central a lateral direito por entender que a sua baixa estatura física poderia ser um inconveniente para o eixo defensivo, por contraponto com a sua fantástica velocidade que seria útil para a sua nova posição. O jovem não se mostrou incomodado com esta mudança, sendo mesmo um dos elementos fundamentais no esquema do técnico pois a sua grande vocação ofensiva e as suas portentosas arrancadas explosivas pelo corredor direito concederam à equipa uma profundidade de jogo admirável, possibilitando assim criar grandes desequilíbrios nas defensivas adversárias.

Assim, no final da temporada o seu meritoso trabalho em prol do colectivo seria coroado com a atribuição do prémio "Talento do Ano" pelo clube e com uma comparação feita pela imprensa internacional a Maicon e Daniel Alves, dado o seu estilo de jogo se assemelhar bastante ao dos dois fantásticos laterais brasileiros.

A alteração no comando técnico registada esta época com a entrada de Martin Jol não afectou o rendimento do lateral, que se tem evidenciado também pelo aumento do seu score pessoal, tendo obtido três golos fruto do seu forte pendor ofensivo.

A nível de selecções, o holandês participou em 2007 no Torneio de Toulon, onde a "laranja mecânica" seria eliminada sem grande brilhantismo. Ainda assim, as suas prestações no emblema de Amesterdão encantaram o seleccionador principal holandês que haveria de possibilitar a estreia de Gregory no encontro amigável frente à Tunísia. A sua primeira partida de carácter competitivo ao serviço da selecção A aconteceria na vitória frente à Escócia, na fase de qualificação para o Mundial, na qual o lateral viria a conseguir uma boa exibição.

Vídeo:

Conceituado pelas admiráveis incursões pelo flanco destro, o jovem está na órbita de alguns clubes poderosos europeus que terão a intenção de ver de forma mais detalhada as qualidades do lateral na África do Sul, dado que este terá as portas "escancaradas" para participar na maior competição no mundo futebolístico, ambicionando assim tornar-se uma grande referência na lateral direita holandesa, algo de que a selecção nunca dispôs, contrariamente aquilo que se verificava noutras posições, onde abundavam enormes talentos futebolísticos.

Filipe Jesus
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Reimond Manco (PSV Eindhoven / Club Juan Aurich de Chiclayo)


Apesar de neste momento não estar a actuar na Europa, dedico este post a Reimond Manco, actualmente no Juan Aurich do Perú, por empréstimo do PSV. Este é mais um daqueles step-overs que usa (e abusa) da finta, e seguramente, um jovem que ainda tem muito talento para demonstrar.

Descendente de uma família bastante humilde, sem grande poder financeiro, Manco nasceu nos bairros pobres de Lima. Aos dois anos emigrou para a Venezuela com os seus pais devido a problemas económicos, e mais tarde, aos oito anos, regressou à sua terra natal.

Iniciou-se na Academia de Cantolao, onde se destacou no seu escalão. Em 2004, o Alianza Lima assegurou a sua aquisição, mas foi em 2007 que emergiu a sua imensa capacidade futebolística. Ao serviço da sua nação, o jovem peruano esteve em evidência no campeonato sul-americano de sub-17, onde no final da prova foi condecorado como o melhor jogador da competição, à frente de outros grandes nomes como o de Lulinha, garantindo também a passagem da sua selecção ao mundial da Coreia de sub-17. No mesmo ano, estreou-se pelo Alianza Lima, sendo eleito o jogador revelação do ano da Liga Peruana.



Nome: Reimond Orángel Manco Albarracín
Nascimento: 26/08/1990 (19 anos)
Naturalidade: Lima – Perú
Altura: 172 cm
Peso: 62 kg
Posição: Médio-Ofensivo / Avançado
Clube: Club Juan Aurich de Chiclayo (Emprestado pelo PSV Eindhoven) – Perú
Nº Camisola: 27



Depois das suas fantásticas exibições, “choveram” propostas dos mais mediáticos clubes europeus. Barcelona, Real Madrid, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Inter de Milão e Werder Bremen pretendiam assegurar a contratação do jovem prodígio, mas foi o PSV que venceu esta “guerrilha”. Em princípios de 2008 o emblema holandês anunciou a sua transferência para Eidhoven, que se veio apenas a consumar no início da época 2008/2009, tendo o jogador assinado um contrato válido por cinco temporadas. O jovem de 19 anos ficou com a camisola 17, que pertencia ao seu compatriota Jefferson Farfán, que entretanto foi vendido aos alemães do Schalke 04.

No entanto, apesar de o jovem médio marcar num amigável frente ao Newcastle United no início da temporada e ter sido um elemento fundamental no empate contra o Heereveen (2-2), quando a sua equipa perdia por 2-0, rumou para o Willem II – também da 1ª divisão holandesa – a título de empréstimo, de modo a adaptar-se ao futebol europeu.

No PSV apenas realizou três jogos, contabilizando uma assistência, acabando por ingressar no Willem, onde também acabou por jogar pouco, devido a uma grave lesão.

Já nesta temporada, no mercado de Inverno, Manco voltaria a ser cedido, regressando ao seu país de origem, para jogar com as cores do Juan Aurich. Ao momento, a pérola sul-americana tem sido decisiva nos embates para a Copa Libertadores – o equivalente à Liga dos Campeões –, deixando a “torcida” do emblema peruano bastante satisfeita com o seu rendimento.

Vídeo:

Muitas vezes comparado com Lionel Messi, devido às suas características físicas, Reimond Manco é um jogador bastante polivalente, podendo actuar em qualquer zona do meio-campo ofensivo – seja na esquerda, na direita ou no centro – e também como segundo avançado. Dotado de imensa capacidade técnica e portador de uma espantosa velocidade, caso se adapte ao futebol do velho continente, é capaz de se tornar num futebolista destinado a “brilhar” em grandes palcos do desporto rei.

Gonçalo Nuno Oliveira
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Gareth Bale (Tottenham Hotspur FC)

A data escolhida para a realização da Taça das Nações Africanas - mês de Janeiro - revela-se um problema para inúmeros clubes que se vêm forçados a refazer os seus desenhos tácticos. Mas para alguns jogadores, esta competição é uma grande oportunidade para tentarem ganhar ou recuperar o seu lugar nas respectivas equipas.

Gareth Bale, promissor lateral-esquerdo do Tottenham, viu-se forçado a ceder o seu lugar ao camaronês Benoît Assou-Ekotto por conta de uma grave lesão num dos seus joelhos, que o obrigou a parar durante largos meses, afastando-o da equipa principal dos Spurs por definitivo. A ausência do internacional camaronês, conjugada com a recuperação de Gareth, vieram dar ao defesa galês uma nova oportunidade de impressionar Harry Redknapp. Até agora, as indicações têm sido óptimas e o regresso de Assou-Ekotto não significou a sua titularidade na visita ao terreno do Birmingham na última jornada, onde Gareth Bale foi considerado o melhor jogador em campo.

Nascido na bela cidade de Cardiff, capital do País de Gales, Gareth Bale cedo deu nas vistas devido à sua velocidade e ao seu portentoso pé esquerdo, que conseguia impressionar até o mais casmurro dos observadores. Aos nove anos de idade, o Southampton esbarrou-se com o talento do jovem Gareth e não teve coragem para o ignorar. Pôs o jogador à prova na sua academia satélite em Bath e pouco depois assegurou a contratação do jovem prodígio.



Nome: Gareth Frank Bale
Nascimento: 16/07/1989 (20 anos)
Naturalidade: Cardiff - País de Gales
Altura: 183 cm
Peso: 74 kg
Posição: Defesa-Esquerdo
Clube: Tottenham Hotspur FC - Inglaterra
Nº Camisola: 3



Apenas com 16 anos e 275 dias, o lateral-esquerdo estreou-se pela formação dos The Saints, num jogo contra o Millwall, tornando-se no segundo jogador mais jovem de sempre a jogar pelo Southampton, feito apenas ultrapassado por Theo Walcott, atleta do Arsenal. Em 6 de Agosto de 2006, Bale marcou o seu primeiro golo na Premiership, pouco depois de fazer 17 anos de idade.

Em 25 de Maio de 2007, o prodígio galês foi assediado pelo Tottenham, um dos clubes com maior poderio financeiro do campeonato inglês. O modesto Southampton não poderia ignorar este precioso encaixe financeiro e largou-o por 5 milhões de libras, valor que tinha a possibilidade de subir até 10 milhões, conforme a performance do atleta no seu novo clube.

Já no gigante de Londres, Gareth Bale não se amedrontou e logo ao segundo jogo com a camisola branca do seu novo clube, facturou o seu primeiro golo, num empate a três golos com o Fulham. Pouco tempo depois, no derby do Norte de Londres frente ao Arsenal, Bale voltaria a marcar, num livre irrepreensivelmente executado à entrada da área. No entanto, o seu início quase perfeito ficou comprometido com uma grave lesão nos ligamentos do joelho, causada por Fabrice Muamba, num jogo frente ao Birmingham City, ficando afastado do que restava da temporada 2007/2008.

Na selecção do País de Gales, Gareth Bale tem um lugar cativo, ocupando imponentemente o corredor defensivo esquerdo da equipa. A sua estreia oficial deu-se em 27 de Maio de 2006, numa partida frente à Trinidade e Tobago, tornando-se no jgador mais jovem de sempre a alinhar com as cores do seu país, apenas com 16 anos e 315 dias.

Vídeo:

Com o seu regresso à competição, a jovem promessa do País de Gales tem aos 20 anos de idade uma segunda oportunidade para provar o seu mais que reconhecido valor na formação dos Spurs. Como observador e adepto do futebol inglês e dos novos valores que despontam na Premier League, posso afirmar com convicção que caso Gareth Bale não se volte a ressentir do seu joelho, Benoît Assou-Ekotto será um futuro regular frequentador dos bancos de suplentes dos estádios por onde o Tottenham jogar...

Bruno Tomé
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