Lacina Traoré (CFR 1907 Cluj)


A UEFA Champions League é uma das principais montras para os jovens futebolistas, que pretendem chegar às equipas de topo das maiores ligas, demonstrarem todo o seu valor. Nani foi do Sporting para o Manchester United e Benzema rumou de Lyon para o Santiago Barnabeu, graças às prestações que as suas equipas tiveram na prova rainha do futebol europeu por equipas.

A próxima personagem que poderá receber um bilhete para um grande clube tem 2,03m e actua pelo Cluj da Roménia. Apresento-vos Lacina Traoré. Com apenas 19 anos e nascido na Costa do Marfim este é uma das principais promessas do futebol mundial.

O número de candidatos a pretenderem os serviços deste jovem ponta-de-lança ameaça crescer com a reabertura do mercado em Janeiro. Depois de na última pré-época a imprensa o ter ligado ao FC Porto, agora surgem os colossos Liverpool e Bayern de Munique como os principais candidatos na corrida pelo jovem do Cluj.



Nome: Lacina Traoré
Nascimento: 20/05/1990 (20 anos)
Naturalidade: Abidjan - Costa do Marfim
Altura: 203 cm
Peso: 85 kg
Posição: Ponta-de-Lança
Clube: CFR 1907 Cluj - Roménia
Nº Camisola: 9


Companheiro de equipa dos portugueses Nuno Claro e Tony, o marfinense actuou em todos os encontros da liga milionária esta época, saltando para a ribalta no jogo em Itália frente à Roma onde, apesar de não ter marcado nenhum golo, enviou duas bolas aos postes rubricando uma excelente exibição. Nesta competição marcou um golo frente ao Basileia e, mesmo não tendo aspirações em continuar nas provas europeias, fruto da má prestação da sua equipa, já assinou a folha de presenças na lista dos jogadores revelação.

Na prova doméstica, o Cluj não tem estado melhor e, colocado na sétima posição com menos 12 pontos que o primeiro classificado, o Otelul Galati, tem a revalidação do título comprometida. No entanto, Traoré é um dos melhores artilheiros da competição contando para já com sete golos apontados.

A nova coqueluche do futebol africano começou a sua carreira sob o comando de Jean-Marc Guilou, antigo futebolista francês. Foi este o técnico responsável pela sua formação enquanto permaneceu na escola de futebol ASEC Mimosas, reconhecida pelo lançamento de atletas como Kolo Touré, Yaya Touré, Salomon Kalou, Seydou Doumbia e Didier Zokora. Depois do desenvolvimento adquirido como atleta, teve a sua primeira experiência como profissional ao serviço do Stade d'Abidjan, uma equipa do principal escalão do futebol marfinense.

Foi no Verão de 2007 que o Cluj contratou os serviços do gigante africano, que contribuiu para a conquista do título nessa temporada. A presente época tem sido a da sua verdadeira afirmação, já com oito golos no total das competições e com os olheiros das principais equipas europeias em cima dele. Estando ainda a zeros na equipa nacional, assume-se como uma das principais opções para a sucessão do capitão Didier Drogba na equipa liderada por François Zahou.

As suas qualidades vão muito mais além dos impressionais 2,03m. À alegria característica dos futebolistas nascidos no continente africano, junta uma disciplina táctica que impressiona num jogador de ainda tenra idade. Apesar de por vezes parecer desengonçado quando corre em campo é portador de uma técnica impar que o assemelha muitas vezes ao avançado togolês Emmanuel Adebayor. A juntar a tudo isto, tem o que é essencial a um ponta de lança, desenvolvendo esta época um enorme faro para o golo.

Vídeo:

O que podem esperar os adeptos do futebol deste jovem? Para já, julgo ser positivo uma mudança para um campeonato que o ajude no seu desenvolvimento enquanto atleta. Da mesma forma que aconteceu com o seu compatriota Didier Drogba, a mudança para Inglaterra é uma forte possibilidade e uma excelente oportunidade para o jovem craque aperfeiçoar as suas qualidades. No entanto, em Janeiro o mercado futebolístico entra em ebulição e uma mudança para uma outra liga de maior dimensão não é de todo uma hipótese infundada. Pessoalmente, gostaria de o ver numa tal equipa de Madrid que, de acordo com o que se lê na imprensa mundial, procura um avançado para suprimir a ausência de Higuain. Nas mãos de Mourinho e ao lado de Ronaldo, Ozil e Xabi Alonso, o marfinense teria um bom grupo de tutores.

Ivo Neto
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Xherdan Shaqiri (FC Basel 1893)

O mercado de Inverno aproxima-se e os interesses nos jogadores começam a surgir. Pura especulação ou não, a verdade é que, mesmo que as transferências não se venham a efectivar, vários jogadores ainda pouco conhecidos passam a fazer manchetes na imprensa desportiva mundial, dando seguimento a uma pesquisa massiva de informações e de vídeos na internet sobre esses mesmos atletas.

Para aqueles que desconhecem Xherdan Shaqiri, acredito que esta será uma realidade dentro de pouco tempo, quando o interesse no jovem do Basileia se intensificar e as notícias começarem a circular pelos jornais desportivos. Produto de uma das mais conceituadas escolas do país dos chocolates e dos relógios, o jovem será um dos nomes mais badalados do próximo mercado, podendo mesmo rumar já em Janeiro para uma das melhores ligas europeias.

Shaqiri é um jovem de apenas 19 anos e é já considerado um dos maiores talentos da actualidade do futebol suíço. Nascido a 10 de Outubro de 1991, no Kosovo, Shaqiri é de descendência albanesa e mudou-se ainda muito novo com os seus pais para a Suíça devido aos conflitos na Europa balcânica. Em 1999 ingressou nas camadas jovens do SV Augst e, dois anos depois, mudou-se para o Basileia, onde completaria toda a sua formação até dar o salto para o futebol profissional.



Nome: Xherdan Shaqiri
Nascimento: 10/10/1991 (19 anos)
Naturalidade: Gjilan - Kosovo
Altura: 170 cm
Peso: 69 kg
Posição: Extremo
Clube: FC Basel 1893 - Suíça
Nº Camisola: 17


Durante o seu percurso pelas camadas jovens do Basileia, Shaqiri foi sempre um jogador a ter em conta pelas suas qualidades e dotes futebolísticos. Era sempre uma das principais estrelas das equipas por onde passava, para além de conquistar inúmeros prémios individuais que condecoravam as suas excelentes prestações nos torneios em que participava.

Devido à marcante evolução nos escalões de formação, o jovem assinaria o seu primeiro contrato profissional com o Basileia em Janeiro de 2009, vinculando-se ao clube até 2011. Com a chegada do técnico Torsten Fink no início da época passada, o pequeno craque suíço passou a fazer parte das opções na equipa principal e estrear-se-ia logo à primeira jornada, frente ao St. Gallen, rendendo Vladimir Stocker a meio da segunda parte. Aos poucos, Shaqiri foi conquistando a confiança do técnico alemão e à passagem da 19ª jornada agarrou em definitivo a titularidade, depois de uma boa exibição frente ao Young Boys.

Na sua época de estreia, Shaqiri obteve um bom registo de sete golos e cinco assistências, ajudando a equipa a conseguir uma dobradinha, com a conquista do campeonato e da taça. Esta fantástica temporada culminaria com a convocatória para o Mundial na África do Sul. Mesmo não tendo actuado em nenhum jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo, o seleccionador Ottmar Hitzfeld mostrou-se rendido à excelente campanha do jovem prodígio e incluiu-o na convocatória. Jogaria apenas os últimos minutos no jogo frente às Honduras, mas nada de preocupante quando se tem como concorrentes directos Tranquillo Barnetta ou Valon Behrami.

Nesta temporada, Shaqiri voltou ainda mais forte e tem-se revelado uma das peças-chave dos campeões helvéticos, não tanto pelos golos, mas sobretudo pela capacidade em assistir os colegas (são já oito assistências em todas as competições). Ocupando a ala direita do típico 4-4-2 montado por Torsten Fink, o jovem forma um corredor fantástico com o, também prodígio, lateral-direito ganês Samuel Inkoom.

Shaqiri é um atleta que se destaca pela sua velocidade, agilidade e grande técnica. É um jogador que actua preferencialmente pelas alas, mas que flecte várias vezes para o meio, quer para criar desequilíbrios, quer para recuperar bolas. Apesar de ser um pouco débil fisicamente, protege muito bem a bola, o que leva os adversárias a cometerem muitas faltas. Tem também uma excelente visão de jogo e capacidade de improviso, conseguindo fazer passes de ruptura de génio, o que o torna um excelente aliado dos pontas-de-lança. A sua polivalência é outra das características que o tornam útil num plantel, podendo actuar também como lateral.

Depois da chamada ao Mundial, Ottmar Hitzfeld tem vindo a convocar regularmente o jovem extremo para os compromissos da selecção. O ponto mais alto com a camisola helvética foi na partida frente à Inglaterra, onde apontou um magnífico golo, mas que acabaria, no entanto, por ser insuficiente para evitar uma derrota por 3-1. O jovem parece assim ter garantido um lugar na principal selecção suíça, depois de uma passagem promissora pelas selecções jovens.


Vídeo:

Xherdan Shaqiri tem despertado a cobiça dos maiores clubes europeus, mas parece ser o Liverpool e o Inter de Milão quem partem em vantagem. Tanto a equipa de Roy Hodgson como a de Rafa Benítez tiveram um início de época tremendamente atribulado e estão na obrigação de procurar novas soluções no mercado. O facto do contrato de Shaqiri terminar no final da época poderá ser uma excelente oportunidade para o Basileia vendê-lo já e conseguir um bom encaixe financeiro. Quanto a nós, resta-nos aguardar que Shaqiri dê o salto para um campeonato mais competitivo para que possamos assistir à sua ascensão com mais detalhe...

Pedro Nogueira
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Ciaran Clark (Aston Villa FC)

Reconhecida como uma das melhores escolas de formação do Reino Unido, a academia do Aston Villa tem lançado valores seguros do futebol britânico durante os últimos anos. Gabriel Agbonlahor e as promessas emergentes Marc Albrighton, Nathan Delfouneso e Barry Bannan têm retribuído ao clube de formação o esforço que lhes foi dispensado no seu crescimento como jogadores.

O último jovem a provar a excelência dos escalões de formação dos The Villans foi Ciaran Clark. Ao marcar dois golos frente ao poderoso Arsenal, o jovem defesa-central, que actuou a médio-centro nessa partida, lançou-se para a ribalta da Premier League, estando nas suas mãos a afirmação no principal escalão inglês, pois Gerard Houllier já provou não ter qualquer tipo de receio em apostar em jovens promessas.

Embora tivesse passado grande parte da infância na cidade de Londres, Ciaran Clark juntou-se à academia do Aston Villa ainda com 11 anos. Desde muito cedo que a jovem promessa se assumiu como um valor a ter em conta dos escalões de formação da equipa de Birmingham. Em 2007/2008, capitaneando a formação de sub-18 do Aston Villa, Ciaran Clark foi campeão inglês do escalão. Liderou também a equipa de reservas do seu clube, que perdeu apenas na final da competição contra o Sunderland.



Nome: Ciaran Clark
Nascimento: 26/09/1989 (21 anos)
Naturalidade: Londres - Inglaterra
Altura: 188 cm
Peso: 76 kg
Posição: Defesa-Central/Médio-Centro
Clube: Aston Villa FC - Inglaterra
Nº Camisola: 21

Na época de 2008/2009 foi inscrito por Martin O'Neil e esteve no banco dos The Villans numa deslocação da Taça Uefa ao terreno do CSKA de Moscovo. Embora não tivesse sido utilizado era um primeiro sinal de que os responsáveis do clube começavam, a partir daquele momento, a contar com o seu contributo no plantel sénior. A estreia na Premier League aconteceu em 30 de Agosto de 2009, numa partida frente aos londrinos do Fulham. Nesse jogo, com Cuellar no centro da defesa, foi conseguida uma cleen sheet e Garth Crooks, da BBC, incluiu Ciaran na equipa ideal da semana.

No entanto, as chegadas de Richard Dunne (Manchester City) e James Collins (West Ham) tiraram algum espaço ao jovem jogador, que via a possibilidade de voltar a alinhar pelo plantel principal, como uma hipótese muito ténue. Mesmo assim, de modo a garantir a sua continuidade, foi-lhe oferecido um contrato até 2012.

Com o início da temporada corrente e aproveitando a crise de lesões que se instalou no plantel, Ciaran Clark tem aproveitado as oportunidades que lhe têm sido dadas para se mostrar da melhor forma. Os dois golos frente aos Gunners na última jornada certamente lhe darão outro estatuto dentro da equipa, podendo a partir deste momento dar continuidade à sua crescente afirmação no seio do Aston Villa.

No plano internacional, Ciaran Clark foi por várias vezes capitão das selecções jovens da Inglaterra e desempenhou um importante papel na qualificação da equipa sub-19 para o Europeu da categoria. No entanto, influenciado pela sua boa relação com Richard Dunne e aproveitando o facto da sua mãe e avós maternos terem ascendência irlandesa, Clark optou por ser internacional desse país. No dia 12 de Novembro de 2010 foi convocado pela primeira vez por Trapattoni para o plantel principal da Irlanda, num particular frente à Noruega.

Vídeo:


Dois golos frente ao Arsenal não podem ser apenas sorte. A vontade, empenho e versatilidade de Ciaran Clark poderão ser, sem sombra para dúvidas, uma mais valia para a equipa do Aston Villa, recentemente fustigada por lesões e cada vez mais longe dos lugares que permitem a qualificação europeia. Se esta jovem promessa pegar de estaca no onze de Houllier, poder-se-á tornar num jogador a ter em conta nos próximos anos e mais um seguro valor para a surpreendente Irlanda de Giovanni Trapattoni.

Bruno Tomé
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Wilson Eduardo (Sporting CP / SC Beira-Mar)


De regresso à I Liga e apesar de estar mergulhado em grandes problemas financeiros, o Beira-Mar tem-se exibido a muito bom nível, encontrando-se na primeira metade da tabela classificativa, fruto dos bons resultados conseguidos, inclusivamente, frente a clubes grandes do futebol português, sendo disso exemplo o empate frente ao Sporting e a vitória surpreendente frente ao Sp. Braga em pleno Estádio AXA.

Para este sucesso da turma aveirense muito tem contribuído o extremo Wilson Eduardo, que, mesmo não sendo um titular absoluto, tem-se evidenciado pelo registo de remates efectuados às balizas contrárias, sendo apenas suplantado pelo fantástico portista Hulk.

Atleta de origens angolanas, Wilson Eduardo apaixonou-se pelo futebol desde tenra idade, bastante influenciado pelo seu tio que actuava na equipa sénior do Desportivo de Vilar, formação dos arredores de Vila do Conde, e que resolveu levar o jovem para as camadas jovens desta colectividade. Ciente do valor do miúdo e após uma época de iniciação e aprendizagem no modesto clube vilacondense, os familiares de Wilson decidiram levá-lo a treinos de captação no FC Porto, tendo os responsáveis técnicos dos escalões de formação dos portistas ficado agradados com os seus atributos técnicos.



Nome: Wilson Bruno Naval da Costa Eduardo
Nascimento: 08/07/1990 (20 anos)
Naturalidade: Pedras Rubras
Altura: 176 cm
Peso: 72 kg
Posição: Avançado
Clube: Sporting CP (Emprestado ao SC Beira-Mar)
Nº Camisola: 8


A estadia nos azuis e brancos estava a correr-lhe de feição, sendo já, por esta altura, apontado como um atleta a ter em conta a médio/longo prazo dado os inúmeros golos que apontava. No entanto, a sua vida acabaria por conhecer um novo capítulo devido à separação dos seus pais, mudando-se juntamente com a sua mãe para Lisboa, uma situação que o deixou bastante descontente dado que já se encontrava plenamente adaptado à equipa portista.

Apesar desta forçada mudança e sabedora do enorme gosto e talento do seu filho para o futebol, a progenitora de Wilson entendeu levá-lo para o Sporting, deixando os responsáveis leoninos extremamente satisfeitos dado já serem conhecedores do valor deste miúdo. Na formação sportinguista, o jovem deu seguimento aos bons apontamentos deixados na Cidade Invicta, sagrando-se inclusivamente campeão nacional do escalão de juvenis e juniores.

O sucesso e o protagonismo no conjunto verde e branco proporcionaria ao extremo a chamada às selecções jovens nacionais, tendo iniciado o seu percurso internacional na categoria de sub-16, constando o seu nome, ao longo dos últimos anos, em convocatórias de outros escalões. Perante tudo isto, o Sporting não hesitou em oferecer-lhe um contrato profissional extensível até 2012 e blindou o jovem com uma cláusula milionária de vinte milhões de euros, antes mesmo de terminar o seu percurso nas camadas jovens.

Assim, e a exemplo de outros jovens talentosos que actuavam na mesma equipa de juniores que se sagrou campeã nacional, o internacional luso foi cedido por empréstimo ao Real Massamá da II Divisão, numa medida que possibilitava à turma leonina acompanhar de perto a evolução destes atletas, dada a proximidade que une os dois clubes. No seu primeiro ano de sénior, Wilson seria um dos destaques da equipa da região de Lisboa, levando os responsáveis sportinguistas a indicar a sua mudança para o Algarve em Janeiro último, com o intuito de se mostrar noutro patamar competitivo ao serviço do Portimonense.

No conjunto algarvio, o extremo mostraria todas as suas potencialidades, explorando bem os corredores laterais através da sua admirável velocidade, ultrapassando, deste modo, o estilo mais físico e agressivo que caracteriza o segundo escalão do futebol português, que não lhe era muito favorável. O jovem vestiria mesmo a pele de herói do Portimonense dado ter sido o autor do tento decisivo na última jornada da II Liga frente à Oliveirense que carimbaria a subida e o consequente regresso dos algarvios ao campeonato principal após largos anos de ausência.

Apesar deste marco histórico no conjunto do Algarve, Wilson prosseguiria o seu percurso de crescimento futebolístico no Beira-Mar, tendo até ao momento realizado uma temporada bastante agradável na equipa liderada por Leonardo Jardim. Embora não seja actualmente uma das opções iniciais no conjunto aveirense, o jovem é visto como o "ás de trunfo" lançado pelo técnico madeirense em fases adiantadas das partidas, onde o desgaste das defensivas contrárias é notório, tentando, desta forma, aproveitar a rapidez e a profundidade que o extremo confere à equipa.

Vídeo:

Pese embora este estatuto de suplente, Wilson Eduardo tem sido uma das surpresas desta edição da Liga ZON Sagres, acabando as suas actuações por já fazerem eco além-fronteiras, tendo sido noticiado recentemente na imprensa inglesa um hipotético interesse do Manchester United. Ainda assim, o jovem avançado deverá amadurecer um pouco mais o seu futebol, passando essa melhoria por situações de finalização, onde ainda se denota uma falta de clarividência em algumas jogadas, apesar de já contar com dois golos na prova. Comparado a Liedson pela sua enorme entrega ao jogo e por "proporcionar" o erro adversário, o jogador dos aveirenses quererá certamente realizar uma boa época, de forma a poder pensar num regresso ao Sporting e fazer parte de futuras convocatórias da selecção nacional de sub-21.

Filipe Jesus
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Yevhen Konoplyanka (FC Dnipro Dnipropetrovsk)

Numa altura em que Andriy Shevchenko se prepara para pendurar as botas, é em Konoplyanka que os adeptos ucranianos irão certamente começar a depositar as suas esperanças, visto tratar-se de um jogador com enorme talento, que tem todas as condições para se tornar numa das grandes referências do futebol de leste. Conhecido como o Lionel Messi da Ucrânia, não só pelas semelhanças físicas mas também pela qualidade técnica, Yevhen Konoplyanka é, sem dúvida, um dos grandes valores a despontar no futebol mundial. O número 10 do Dnipro Dnipropetrovsk é a nova coqueluche do futebol ucraniano e é já uma presença assídua nas convocatórias da selecção principal.

O jovem começou a sua carreira nos escalões de formação do Olimpik Kirovograd, clube da sua terra. O seu enorme talento já aí era eminente e no Inverno de 2006, com 16 anos, mudou-se para as fileiras do Dnipro. Juntou-se à equipa de juniores, mas não seria preciso muito tempo para o técnico Oleh Protasov o chamar à equipa principal. A sua estreia oficial deu-se no início da época 2007/2008, a 27 de Agosto, numa partida frente ao Zakarpattya a contar para o Campeonato Ucraniano.

Durante duas épocas o jovem foi alternando entre os juniores e a equipa principal, o que lhe permitiu ir jogando com os mais novos ao mesmo tempo que aprendia com os mais velhos. Enquanto isso, na selecção o pequeno craque transitou dos sub-19 para os sub-21, onde viria a tornar-se uma das peças mais importantes dos escalões jovens.



Nome: Yevhen Olehovych Konoplyanka
Nascimento: 29/09/1989 (21 anos)
Naturalidade: Kirovograd - Ucrânia
Altura: 176 cm
Peso: 68 kg
Posição: Avançado
Clube: FC Dnipro Dnipropetrovsk - Ucrânia
Nº Camisola: 10


Foi então que em 2009/2010, fruto das suas excelentes exibições, tanto nas selecções jovens como na equipa júnior, Konoplyanka foi chamado para integrar definitivamente o plantel sénior. Sob o comando de Volodymyr Bezsonov, o jovem ucraniano foi ganhando espaço na equipa e em Novembro de 2009 viria mesmo a agarrar a titularidade após uma boa prestação frente ao Tavriya Simferopol.

A época acabaria por ser um enorme sucesso, tanto a nível individual (22 jogos, 4 golos) como colectivo (quarto lugar que garantiu o acesso à Liga Europa), o que lhe valeria a primeira internacionalização A pela selecção da Ucrânia em Maio último. Quanto ao jogo de estreia, esse foi de sonho para o jovem, jogando os 90 minutos no 4-0 à Lituânia, sofrendo ainda um penalty que seria convertido por Shevchenko. O seleccionador Myron Markevych mostrou-se rendido ao talento da pequena estrela e garantiu que o seu nome iria marcar presença nas convocatórias seguintes.

À semelhança do astro argentino Lionel Messi, Konoplyanka é um jogador rápido e dotado de uma excelente técnica individual, conduzindo a bola sempre muito colada ao pé – o ucraniano, porém, é destro. É também caracterizado pela sua grande versatilidade, podendo actuar em qualquer uma das posições da frente de ataque. Contudo, é nas alas que se dá melhor, uma vez que é bastante forte a flectir para o centro e a desequilibrar as defesas adversárias. Apesar de fraco fisicamente (1,76m e 68kg), o jovem é bastante lutador e raçudo, demonstrando um grande profissionalismo ao trabalhar em prol da equipa e ao colocar os seus objectivos em segundo plano.

O início da presente temporada tem sido ainda melhor que o da época passada e, até ao momento, Konoplyanka leva já quatro golos no campeonato, constituindo-se como uma pedra basilar na equipa montada pelo treinador espanhol Juande Ramos. A nível internacional, o jovem conta já com seis internacionalizações A e dois golos, o último dos quais digno de fazer levantar um estádio apontado no amigável de ontem frente à Suíça. O mais curioso é que apenas jogou em encontros particulares, mas em todos eles actuou como titular.

Vídeo:

Konoplyanka tem, de facto, qualidades inegáveis e dentro em breve será uma das grandes figuras da selecção ucraniana. De entre os adeptos do Dnipro há, inclusivamente, quem defenda que Konoplyanka tem tudo para superar os feitos de Messi. Fanatismo ou não, o que é certo é que os seus dias no Dnipro estão contados… resta apenas saber que treinador e que adeptos serão agora deliciados por esta pequena grande promessa.

Pedro Nogueira
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Seamus Coleman (Everton FC)

Em primeiro lugar, pedimos desculpa aos nossos leitores pelo interregno da nossa actividade no blog. Quem nos segue, certamente que espera uma actualização periódica e regular de posts, mas, dado que todos somos estudantes, gastamos também muito do nosso tempo com os afazeres universitários. Tentaremos, mesmo assim, voltar a um ritmo aceitável, procurando fazer, pelo menos, dois posts semanais.

Voltemos ao que nos interessa a todos. O jogador que marca o nosso regresso é Seamus Coleman, a nova aposta de David Moyes. O jovem irlandês do Everton é um lateral de origem, mas foi adaptado com sucesso à posição de médio-direito e parece ter assegurado o lugar na formação de Liverpool. O golo marcado no último fim-de-semana diante do Blackpool, seu ex-clube, foi o confirmar do óptimo início de época deste jovem e de uma nova promessa que começa a brilhar na Premier League.



Nome: Seamus Coleman
Nascimento: 11/10/1988 (22 anos)
Naturalidade: Donegal - Rep. Irlanda
Altura: 193 cm
Peso: 67 kg
Posição: Defesa/Médio-Direito
Clube: Everton FC - Inglaterra
Nº Camisola: 23

Seamus Coleman começou a sua carreira no St. Catherine's of Killybegs, clube da cidade-natal, como centro-campista. Em 2006 o jovem assinou contracto com o Sligo Rovers, acabando por se afirmar na equipa senior quando recuou para a lateral defensiva. Ao todo foram 26 partidas como titular no principal escalão irlandês, uma marca fantástica para um jovem de apenas 18 anos.

Em Janeiro de 2009, por recomendação de Willie McStay, treinador das reservas do Celtic Glasgow e amigo próximo de David Moyes, Coleman assinou pelos Toffees por uma verba simbólica de 60.000 libras. O seu jogo de estreia foi feito num jogo da Liga Europa contra o Benfica, que acabaria com um resultado de 5-0 a favor da formação lisboeta. Na Premier League, a sua estreia deu-se no terreno do Bolton e ao seu segundo encontro foi nomeado homem do jogo. O jovem irlandês substituiu nos minutos iniciais o lesionado Yobo e desempenhou um papel preponderante no empate a duas bolas alcançado diante do Tottenham.

Em Março de 2009, de modo a dar mais tempo de jogo ao jovem jogador, David Moyes decidiu emprestá-lo ao Blackpool, formação que viria a conseguir a promoção ao principal escalão inglês e que tem vindo a surpreender a crítica com as suas exibições. Até ao final da época, a jovem promessa desempenhou um papel importante na subida dos Tangerines, contribuindo com cinco assistências e ainda um golo apontado no terreno do Scunthorpe United.

Na selecção irlandesa, Seamus Coleman é internacional sub-21 e sub-23. Em Agosto de 2010, o atleta do Everton foi nomeado jogador sub-21 do ano pela Federação Irlandesa de Futebol. Em Outubro de 2010, Coleman foi chamado pela primeira vez à formação orientada por Giovanni Trapattoni, no entanto não foi usado durante qualquer minuto. A estreia pela selecção principal do seu país não deve tardar, pois a Velha Raposa não costuma ter pudor em apostar nos jovens valores.

O lugar na formação do Everton está assegurado. As boas exibições estão a suceder-se e a tornar-se um hábito. A vontade em mostrar serviço não tem camuflado o rendimento de Coleman e o subir de forma dos Toffees poderá contribuir para a sua afirmação completa. É alto e ágil. Certamente um excelente valor a ter em conta nas próximas jornadas. Vale a pena estar atento ao seu desenvolvimento.

Bruno Tomé
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Douglas Costa (FC Shakhtar Donetsk)

Apesar da Ucrânia ser um país marcado pelo rigoroso Inverno e pelas temperaturas bastante negativas, tem-se assistido nos últimos tempos à aposta do Shakhtar em jogadores brasileiros, que, embora encontrem um clima diferente ao do seu país, têm-se adaptado de uma forma bastante positiva. Assim, e depois do impacto bem sucedido das transferências de Willian, Fernandinho ou Jadson, o campeão ucraniano decidiu alargar o seu clã brasileiro em Janeiro último, adquirindo outros potenciais craques canarinhos, constando entre eles Douglas Costa.

Tido como uma das melhores escolas de futebol do Brasil, de onde saíram atletas como Ronaldinho e o ex-portista Anderson, o Grêmio deu a conhecer recentemente mais um diamante que poderá perfeitamente ter o mesmo sucesso dos internacionais brasileiros referidos, dado o seu enorme valor. Estreando-se pela equipa principal gaúcha em 2008 frente ao Botafogo, Douglas haveria de deixar de imediato a sua marca, facturando nesse encontro do Brasileirão. O seu estatuto na equipa de Porto Alegre ia crescendo gradualmente, ganhando, em simultâneo, maior dimensão ao nível do seu país, após ter sido campeão sul-americano sub-20 e de ter sido convocado para o Mundial da categoria.



Nome: Douglas Costa de Souza
Nascimento: 14/09/1990 (20 anos)
Naturalidade: Sapucaia do Sul - Brasil
Altura: 170 cm
Peso: 65 kg
Posição: Médio Ala
Clube: FC Shakhtar Donetsk - Ucrânia
Nº Camisola: 20


O enorme potencial que se reconhecia ao jovem ia chegando aos ouvidos dos principais clubes europeus, acabando o Manchester United por solicitar ao Grêmio uma cedência do médio ala para um período de testes em Old Trafford, o que foi prontamente rejeitado pelos brasileiros.

Porém, os tricolores não resistiriam aos milhões oriundos do Leste europeu apresentados pelo Shakhtar, confirmando-se a saída do talentoso jogador por cerca de 6,5 milhões de euros por 80% do passe. Apesar do elevado valor pago pelos ucranianos, Douglas Costa não acusaria a responsabilidade, sendo, desde logo, uma aposta firme no onze do técnico Mircea Lucescu, revelando ser um jogador bastante criativo e dono de um pé esquerdo espantoso.

Tendo chegado apenas em Janeiro deste ano a Donetsk, o canarinho teria ainda a oportunidade de se sagrar campeão ucraniano, obtendo um registo bastante interessante, fazendo dois golos em oito jogos. A temporada em curso tem corrido igualmente de feição ao extremo e por inerência à própria equipa, que se mantém no primeiro lugar destacadamente.

Para além disso, esta época o Shakhtar está envolvido na Liga dos Campeões, tendo, até ao momento, contabilizado por vitórias os dois jogos já realizados, um dos quais frente ao Sp. Braga, no qual se assistiu a uma exibição notável de Douglas Costa. Actuando no flanco direito, apesar de ser um canhoto nato, o brasileiro tirou partido de diagonais venenosas para servir o matador Luiz Adriano nos dois primeiros golos. A cereja no topo do bolo acabaria por acontecer já no final da partida, quando o jovem converteu de forma irrepreensível uma grande penalidade, deixando um excelente "cartão de visita" para o que resta da maior prova de clubes a nível europeu e provando assim serem verídicas as expectativas lançadas em relação à sua qualidade.

Vídeo:


Visto como um dos prodígios em ascensão no Brasil, Douglas Costa foi convocado recentemente para o estágio da selecção canarinha em Barcelona, numa altura em que Mano Menezes ensaia um rejuvenescimento do escrete, de modo a dar sangue novo à formação. Esta chamada acaba por ser um reconhecimento do bom trabalho que o jovem está a realizar na Ucrânia, o que lhe tem valido igualmente a cobiça de alguns colossos europeus que, porventura, não tendo os recursos finaceiros do Shakhtar, tentarão futuramente seduzir o brasileiro a mudar de ares com o facto de ter a possibilidade de actuar em campeonato mais competitivos.
Filipe Jesus
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Kevin Grosskreutz (BV Borussia Dortmund)

É um facto que a experiência é um factor bastante importante num plantel, mas a sua inexistência não implica necessariamente que a época de uma equipa se torne num fracasso. Um exemplo paradigmático disso é o caso do Borussia Dortmund. A formação alemã tem um dos plantéis mais jovens da Bundesliga – com uma média de idades inferior a 24 anos – mas apesar de tudo tem sido uma das agradáveis surpresas da prova, com seis vitórias em sete encontros. Entre uma panóplia de grandes talentos, destaca-se Kevin Grosskreutz, um jovem que só o ano passado chegou ao principal escalão, mas que já anda na alta-roda do futebol germânico.

Nascido na cidade de Dortmund, Grosskreutz iniciou os seus primeiros contactos com a bola em duas equipas da província: primeiro no Kemminghausen, depois no Merkur 07 Dortmund. Em 2002, mudou-se para a cantera do Borussia, porém a sua passagem seria fugaz, uma vez que um ano mais tarde rumaria ao Rot Weiss Ahlen. Na época 2006/2007, o jovem foi promovido à equipa principal, onde viria a tornar-se numa das estrelas da equipa, sobretudo pelo seu grande contributo que levou o clube a subir à segunda divisão na temporada seguinte.

À terceira época com as cores dos seniores do Rot Weiss Ahlen, Grosskreutz viria a potencializar todas as suas qualidades, o que levou o Borussia Dortmund a readquiri-lo a custo zero em Julho de 2009. O jovem partia assim para uma nova aventura na sua carreira, deixando para trás um clube onde carimbou uma belíssima marca de 95 partidas e 23 golos.



Nome: Kevin Großkreutz
Nascimento: 19/07/1988 (22 anos)
Naturalidade: Dortmund - Alemanha
Altura: 186 cm
Peso: 72 kg
Posição: Extremo Esquerdo
Clube: BV Borussia Dortmund - Alemanha
Nº Camisola: 19


Chegado ao Signal Iduna Park, o jovem alemão começou por ser uma das armas secretas do técnico Jürgen Kloop, entrando em praticamente todas as partidas. Grosskreutz ia convencendo o técnico aos poucos, até que à passagem da 14ª jornada agarrou definitivamente a titularidade. A jogar no terreno do Hoffenheim, o jovem extremo viria a fazer uma boa actuação, não mais largando o onze inicial até final da temporada. Seriam vinte jornadas consecutivas como titular, sempre com altos rendimentos (cinco golos e três assistências), ajudando o Dortmund a conquistar um dos lugares de acesso à Liga Europa.

Apesar de contar com poucas presenças nas selecções jovens da Alemanha, Grosskreutz foi um dos pré-convocados de Joachim Löw para o Mundial, tendo feito a sua estreia pela selecção A num jogo de preparação, frente à Malta. Mesmo não tendo feito parte da lista definitiva que seguiu para a África do Sul, este foi o mote para um futuro que se espera risonho para o jovem.

Avançado centro de origem, Grosskreutz, apesar de destro, tem vindo a impor-se como extremo esquerdo. O seu movimento característico é as diagonais para o miolo do terreno, onde costuma tirar proveito da sua boa capacidade de rematar cruzado. Apesar de ser um jogador relativamente alto, é ágil e rápido o que o torna numa grande ameaça nos contra-ataques. Forte na recepção em progressão, Grosskreutz tem também uma boa técnica e, dando-lhe espaço, pode criar enormes calafrios às defesas contrárias.

Já com a aficionada massa associativa do Borussia rendida ao seu talento, Grosskreutz tem sido um dos grandes obreiros do bom campeonato que o clube está a realizar. Em sete jogos, o jovem extremo leva já um registo de três golos e duas assistências, formando um terrível trio de ataque com Shinji Kagawa e Lucas Barrios. Recentemente, voltou a ser chamado pelo seleccionador alemão para defender as cores da Mannschaft nos próximos jogos de apuramento para o Euro 2012.

Vídeo:

Conhecida como uma das maiores escolas do mundo, a Alemanha continua a formar grandes pérolas que vão rejuvenescendo o futebol germânico sem nunca lhe retirar qualidade. Para além do talento já nascer com a maioria destes atletas, é preciso que os clubes confiem e apostem neles, e nisto os alemães são bons. Esta, que é uma política que costuma dar resultados nas competições de selecções, é vista por muitos clubes (sobretudo os portugueses) como de risco elevado e, embora não tenha consequências no rendimento das equipas, traz problemas naturais ao futuro das selecções.
Pedro Nogueira
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Yann M'Vila (Stade Rennais FC)



Emblema histórico do futebol francês, tendo sido um dos clubes pioneiros a ingressar na Ligue 1, o Rennes não parece agarrado ao passado, pelo menos pelo que se poderá aferir pelo seu plantel, que pela sua baixa média de idades traz à equipa boas perspectivas de futuro. No meio de toda essa juventude emergiu Yann M'Vila, uma forte esperança do futebol francês, que foi inclusivamente pré-convocado por Raymond Domenech para o Mundial 2010. Apesar de tudo, o atleta acabaria por não integrar a comitiva que viajou para a África do Sul, naquele que se tornou num descalabro total para os bleus.

Filho do ex-futebolista congolês Jean-Elvis M'Vila, Yann nasceu na bela cidade francesa de Amiens. Iniciou a sua carreira futebolística aos seis anos de idade, no Saint-Sains Fuscien e três anos volvidos ingressou no clube da sua localidade, no Amiens SC. Depois de uma experiência enriquecedora de cinco anos no emblema da sua terra natal, o atleta francês teve uma passagem fugaz pelo Mantois, e pouco mais tarde mudou-se para a prestigiada academia do Rennes.



Nome: Yann M’Vila
Nascimento: 29/06/1990 (20 anos)
Naturalidade: Amiens - França
Altura: 183 cm
Peso: 78 kg
Posição: Médio Defensivo
Clube: Stade Rennais FC - França
Nº Camisola: 17


Nas camadas jovens do Rennes, M'Vila emergiu a sua imensa capacidade futebolística, onde ao longo do tempo conquistou vários títulos: a edição de 2006 de sub-16 do Tournoi Carisport; o campeonato nacional de sub-18 na temporada 2006/2007; e o Gambardella Coupe em 2008, onde se tornaria num dos pilares da equipa.

No Verão de 2008, o jovem futebolista assinava o seu primeiro contrato profissional, porém a sua auspiciosa estreia pelo clube vermelho e negro só se daria na época 09/10. O convidado especial foi o OGC Nice, num jogo em que o franco-congolês acabaria por render o avançado Ismaël Bangoura já perto do final. Uma semana depois, a jovem promessa realizava o seu primeiro jogo como titular, diante do Marselha, obrigando a direcção a repensar o seu estatuto no clube. Aos poucos, o médio foi ganhando o seu espaço no plantel e actualmente, passado pouco mais de um ano, é já uma peça fulcral da equipa comandada por Frédéric Antonetti.

Em termos de representação de selecções, o médio promissor foi sempre destaque nas selecções base de França, nas quais ostentou por várias ocasiões a braçadeira de capitão. A sua estreia pela Selecção A francesa deu-se em Agosto de 2010, num amigável frente à Noruega, que terminou com a derrota (2-1) da formação gaulesa. Apesar do desaire colectivo, M’Vila acabou por fazer uma boa exibição, que lhe valeu rasgados elogios por parte da imprensa internacional. Agora, e apesar de não ter marcado presença no Campeonato do Mundo deste ano, o jogador de 20 anos tem sido uma das apostas habituais da "nova França" de Blanc.

Vídeo:
Visto por muitos como uma das grandes promessas do futebol francês, Yann M'Vila posiciona-se bem em campo, tem uma excelente leitura de jogo e marca muito bem os ritmos. Já foi associado a um hipotético interesse do Arsenal e tudo me leva a crer que no futuro propostas bastante aliciantes não faltarão ao prodígio gaulês.

Gonçalo Nuno Oliveira
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Jordan Henderson (Sunderland AFC)


A dar nas vistas na primeira equipa do Sunderland desde a segunda metade da época transacta, Jordan Henderson é um produto da formação dos Black Cats. A par de Andy Carroll, a jovem promessa tem sido um dos bons jovens jogadores a actuar nos relvados ingleses neste início de temporada, actuando todos os minutos das quatro primeiras jornadas e, tudo indica, assegurando um lugar cativo no onze principal de Steve Bruce.

Natural da bonita cidade de Sunderland, Henderson ingressou no principal clube da sua terra natal quando era ainda uma criança. Teve uma formação consistente e sem grandes ilusões, uma vez que nunca foi aliciado com um futuro promissor, facto que muitas vezes acaba com as carreiras de inúmeros jovens jogadores numa fase ainda prematura.



Nome: Jordan Brian Henderson
Nascimento: 17/06/1990 (20 anos)
Naturalidade: Sunderland - Inglaterra
Altura: 182 cm
Peso: 67 kg
Posição: Médio Direito / Médio Centro
Clube: Sunderland AFC - Inglaterra
Nº Camisola: 10

Henderson chegou à equipa principal do Sunderland no ano de 2008. A sua estreia não se revelou feliz, uma vez que foi chamado ao intervalo para ajudar a sua equipa num difícil jogo fora de portas frente ao Chelsea e que terminou com uma pesada goleada a favor dos londrinos (5-0). Em Janeiro de 2009 foi cedido ao Coventry City, formação da Coca Cola Championship. O empréstimo estava previsto para durar apenas um mês, mas o jovem jogador revelou vontade em permanecer no clube até ao fim da temporada, fazendo uma mão cheia de boas performances e marcando quatro golos em 15 partidas. Não fosse a infelicidade de uma lesão que afastou Henderson até ao fim dessa temporada, o jovem poderia ter terminado a época com mais golos e mais confiança para regressar ao clube do seu coração.

Apesar de tal contrariedade, a jovem promessa assumiu um papel importante na época transacta. Marcou o seu primeiro golo na Premier League diante do Manchester City, em Dezembro de 2009, e revelou-se uma boa alternativa no meio-campo dos Black Cats. A sua versatilidade, tanto pode jogar pela ala direita como pela zona central, valeu-lhe a assinatura de um contrato de cinco anos com o Sunderland e a nomeação para o prémio de melhor jogador jovem do ano da liga inglesa. A vontade e espírito de sacrifício que caracterizam Henderson valeram-lhe dois golos e seis assistências na sua primeira época ao mais alto nível, marca bastante aceitável para um jovem de 19 anos.

Na presente temporada e já com 20 anos de idade, Jordan Henderson começou a todo o gás, marcando dois golos na pré-temporada, frente ao Leicester City e ao Hoffenheim. Internamente é um dos totalistas da sua equipa, dando fulgor e ritmo atacante ao conjunto de Steve Bruce (o manager inglês parece rendido às suas qualidades, atribuindo-lhe o histórico número 10 de Kevin Phillips como sinal de confiança) e colmatando a ausência de Lee Cattermole que em quatro partidas já conta com dois cartões vermelhos.

A chamada à selecção principal inglesa não deve acontecer para já. Por enquanto, Jordan Henderson tem-se afirmado consistentemente no seu clube e no escalão de sub-21 orientado por Stuart Pearce.

Bruno Tomé
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Sílvio (SC Braga)


Fruto do belíssimo campeonato no ano passado e do excelente início desta temporada, o Sporting de Braga passou a ser considerado o quarto grande de Portugal e um dos sérios candidatos ao título nacional. Em comparação com os seus concorrentes directos, o clube minhoto foi o que gastou menos dinheiro durante o período de transferências, construindo, no entanto, um grupo compacto e de grande qualidade, capaz de dar garantias ao técnico Domingos Paciência em todas as provas em que estão envolvidos.

Enquanto Benfica, FC Porto e Sporting fartaram-se de gastar balúrdios em contratações, na sua maioria provindas do estrangeiro, os arsenalistas preferiram concentrar-se no mercado interno, tirando proveito dum menor investimento e de uma maior empatia dos jogadores com o campeonato nacional. Assim, nomes como Leandro Salino, Lima e Sílvio deixaram já convencidos os adeptos braguistas, demonstrando aos três grandes que de facto existe grande talento aquém-fronteiras.

Natural de Lisboa, Sílvio começou a sua carreira aos 6 anos de idade, quando realizou provas de captação no Benfica. O jovem acabaria por convencer os dirigentes encarnados, vindo a completar toda a sua formação de águia ao peito. Em 2006, no seu primeiro ano de sénior, o lateral português desvinculou-se do clube da Luz e ingressou no Atlético de Cacém. A passagem seria fugaz, uma vez que na temporada seguinte, Sílvio transferiu-se para o Odivelas, que militava na 2ª Divisão B.



Nome: Sílvio Manuel Azevedo Ferreira Sá Pereira
Nascimento: 28/09/1987 (22 anos)
Naturalidade: Lisboa
Altura: 178 cm
Peso: 72 kg
Posição: Lateral Direito / Lateral Esquerdo
Clube: SC Braga
Nº Camisola: 28

O seu potencial parecia destinado a perder-se pelos escalões inferiores, até que num encontro para a Taça de Portugal, diante do Rio Ave, o jovem português deixaria boas indicações a Carlos Brito, acabando por mudar-se, no final da temporada, para o emblema nortenho. Tapado por Miguel Lopes na lateral direita, o jovem pegou de estaca a oportunidade dada pelo técnico na esquerda, relegando para o banco a experiência de Rogério Matias. Sílvio assumir-se-ia como um dos pilares da defesa vilacondense, mas seria na segunda época que se afirmaria em definitivo e se tornaria peça fundamental do puzzle montado por Carlos Brito.

Tirando proveito da transferência de Miguel Lopes para o FC Porto, o lateral lisboeta voltou à sua posição de origem e logo despertou a atenção de outros clubes. Com o forte interesse do Sporting, o jovem esteve perto de regressar à sua terra natal, contudo os dois clubes não chegaram a acordo e este permaneceu até final da época em Vila do Conde.

No final da temporada, voltou-se a especular bastante sobre o futuro do futebolista português, vindo este a rumar ao Sporting de Braga. No clube do Minho, Sílvio voltou a deparar-se com uma forte concorrência – desta feita, Miguel Garcia –, tendo de aguardar por uma oportunidade. Essa chegaria na primeira mão do encontro com o Sevilha, no play-off da Liga dos Campeões. Sílvio substituiu Garcia ao intervalo e logo se viu outra dinâmica no corredor direito minhoto. O jovem conquistou a confiança de Domingos Paciência e daí em diante não mais largou a titularidade.

No Sánchez Pizjuán, ajudou a sua equipa a fazer história ao garantir uma presença na maior prova europeia a nível de clubes; em solo luso ia brilhando. Logo na sua estreia para o campeonato pelos arsenalistas, Sílvio apontou um excelente golo que lhe valeria a chamada à Selecção portuguesa para os encontros com Chipre e Noruega. Frente aos cipriotas, o jovem não chegou a entrar; na Noruega, alinhou como titular e, não se deixando abater pela fraca prestação portuguesa, foi um dos melhores da nossa Selecção.

Vídeo:

Sílvio é visto como um lateral de topo e com características surpreendentes para um atleta tão jovem. José Mourinho, aclamado por muitos como o melhor treinador do mundo, já teceu rasgados elogios ao jovem luso, afirmando que Sílvio é o jogador que mais lhe enche as medidas no campeonato português. As excelentes exibições do lateral não têm deixado ninguém indiferente e recentemente foi associado a um possível interesse do FC Porto. Vivendo, com certeza, o melhor momento da sua carreira, Sílvio tem tudo para prolongar esta excelente forma, podendo, eventualmente, começar a sonhar com outros voos.

Gonçalo Nuno Oliveira
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Caetano (FC Paços de Ferreira)


Conhecem Agostinho Caetano? Sim, esse que, em tempos, brilhou ao serviço de Penafiel e Tirsense. Pois bem, Agostinho largou o futebol muito precocemente e, desde então, dedicou-se de corpo e alma ao mundo empresarial. Cerca de uma década depois, um outro Caetano surgiu nos relvados portugueses e rapidamente se revelou como uma das boas surpresas do presente campeonato. De seu nome Rui, o jovem de apenas 19 anos parece ter herdado as qualidades do seu progenitor, superando, para já, a difícil tarefa que é afirmar-se no escalão máximo no seu primeiro ano como sénior.

Sendo igualmente um jogador de baixíssima estatura, o miúdo pretenderá igualar ou, porventura, superar o estatuto do seu pai no futebol português. Para isso, precisa de demonstrar todo o seu potencial nos relvados nacionais, tendo esta época uma boa oportunidade para explodir ao serviço do Paços de Ferreira, uma formação sem complexos em apostar em jovens jogadores.

Chegado ao FC Porto no escalão de iniciados, Caetano alternou entre a primeira e a segunda equipa, conquistando no mesmo ano o título nacional e distrital do escalão. Ao longo da formação, o jovem actuou também no Padroense, designado clube satélite dos dragões, através de um protocolo celebrado entre as duas instituições e que prevê que os atletas que estejam no primeiro ano de um determinado escalão rodem no clube matosinhense de forma a continuar a sua evolução.



Nome: Rui Miguel Teixeira Caetano
Nascimento: 20/04/1991 (19 anos)
Naturalidade: Paredes
Altura: 165 cm
Peso: 56 kg
Posição: Extremo
Clube: FC Paços de Ferreira
Nº Camisola: 11


Já no escalão de juniores, o extremo foi uma das figuras da sua equipa, tendo mesmo sido o melhor marcador no campeonato nacional da última época, contrastando com a fraca prestação do conjunto azul e branco. O nível exibido no FC Porto levaria o jovem a ser convocado para as selecções nacionais, sendo internacional pelos sub-17, sub-18 e sub-19. Apesar de ser presença assídua nas selecções jovens, Caetano acabaria por ser preterido das escolhas do técnico Ilídio Vale para o Europeu de sub-19, para surpresa de todos os que, até então, haviam-no acompanhado com a camisola das Quinas.

Depois de não ver o nome incluído na convocatória portuguesa, o extremo ficaria igualmente a saber que os portistas não estariam interessados em prolongar o seu vínculo, apesar das suas boas actuações nos escalões de formação. Nada abalado com a situação e apostado em consolidar uma carreira notável a nível profissional, Caetano decidiu rumar ao Paços de Ferreira. Assim sendo, a ausência do Europeu acabaria por trazer-lhe algumas vantagens, na medida em que lhe permitiu integrar-se mais cedo na pré-época da equipa da Capital do Móvel e entrosar-se mais rapidamente com os seus colegas.

Esguio, bastante veloz e com facilidade em jogar com os dois pés, o atleta luso teria desde logo uma estreia de fogo frente ao Sporting, tendo rubricado uma exibição de sonho, após ter causado enormes calafrios ao lateral João Pereira. Titular nas três primeiras jornadas da Liga ZON Sagres, o jovem mostra-se igualmente um jogador bastante útil ao técnico Rui Vitória, pois para além de actuar em ambas as alas, pode ainda funcionar como um falso ponta-de-lança.

Empenhado em concluir um curso superior ligado à vertente económica, o pequeno velocista tentará aproveitar este ano de aprendizagem na Mata Real da melhor forma, sendo mesmo encarado na imprensa como uma das grandes promessas a revelar-se esta época na Liga principal. Tendo por base as excelentes arrancadas e a assinalável velocidade de execução demonstradas neste início de temporada, Caetano parece ter um talento incontestável que lhe poderão abrir as portas para um eventual salto na carreira.
Filipe Jesus
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Ricky Van Wolfswinkel (FC Utrecht)


Está oficialmente encerrado o mercado de transferências. Depois de dois meses bastante agitados, chegou a altura das equipas fecharem os cordões às bolsas e começarem a pensar exclusivamente nas competições em que participam. Enquanto uns ainda se regozijam por terem conseguido adquirir bons valores a preços de saldo, nomeadamente o AC Milan, outros contentam-se por terem resistido às manobras do mercado, assegurando a continuidade de atletas importantíssimos no plantel. Um grande exemplo disso é o caso do Utrecht, mais precisamente do seu avançado Ricky Van Wolfswinkel, sobre o qual me irei debruçar ao longo deste post.

Este jovem que se tornou internacional A pela Holanda há cerca de um mês tem feito um arranque de temporada verdadeiramente espectacular, contando para já com um impressionante registo de 11 golos em 10 partidas. O ponto mais alto deu-se na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa frente ao Celtic, no qual Van Wolfswinkel apontou três dos quatro golos que permitiram à sua equipa anular uma desvantagem trazida da Escócia e assim assegurar a passagem à fase de grupos da competição. A um passo de se mudar para Inglaterra perto do fecho do mercado, o jovem acabaria por resistir às investidas de Newcastle e Liverpool, ficando a promessa de dar ainda muitas alegrias aos adeptos do Utrecht.

Nascido num município da província de Utrecht, Van Wolfswinkel integrou bem cedo a formação do clube local, o v.v. Woudenberg, mudando-se pouco depois para as escolas do Vitesse. Lá, permaneceu até 2002, altura em que voltou a trocar de clube. Durante cerca de seis anos, o jovem manteve-se na cantera do AGOVV, regressando em 2008 ao Vitesse, que lhe proporcionou a estreia oficial no dia 5 de Abril frente ao Sparta de Roterdão.



Nome: Ricky Van Wolfswinkel
Nascimento: 27/01/1989 (21 anos)
Naturalidade: Woudenberg - Holanda
Altura: 185 cm
Peso: 69 kg
Posição: Avançado
Clube: FC Utrecht - Holanda
Nº Camisola: 9

Iniciou a temporada 2008/2009 no banco de suplentes, mas viria a demonstrar todo o seu potencial logo à 2ª jornada, num jogo que se tornou preponderante para a sua ascensão no futebol holandês, na medida em que pegou de estaca a titularidade na equipa. Relegando para o banco Mads Junker, uma das estrelas do clube, Van Wolfswinkel viria a fazer furor entre os associados do Vitesse, terminando a temporada como o grande artilheiro da equipa com 8 golos.

Convocado para o Torneio de Toulon de 2009, o jovem avançado ostentou a braçadeira de capitão e revelar-se-ia como um dos grandes valores da formação holandesa que atingiu as meias-finais. Sempre muito desacompanhado na frente de ataque, Van Wolfswinkel viria a ser, contudo, um tremendo quebra-cabeças para as defesas adversárias, destacando-se pela sua agilidade e pelo bom controlo de bola.

Alto, mas delgado, o avançado holandês revela-se um jogador inteligente, com processos simples e uma óptima leitura de jogo. À sua grande capacidade de antecipação alia o seu instinto de matador, sendo o seu poder aéreo a sua grande arma dentro de área. Um pouco limitado tecnicamente, Van Wolfswinkel faz uso da sua velocidade para, constantemente, encontrar espaços nas costas dos defesas, não tendo por hábito vacilar na cara do guarda-redes.

Todas estas características foram evidenciadas no decorrer da época 2009/2010, altura em que se mudou para o Utrecht, depois de rejeitar propostas de Ajax e PSV. Apesar de muito jovem, o técnico Ton du Chatinier confiou-lhe a titularidade e não se desiludiu. Van Wolfswinkel viria a revelar-se uma peça importante no puzzle montado pelo técnico holandês, apontando 11 golos, muitos deles decisivos para garantir a presença do Utrecht nas pré-eliminatórias da Liga Europa. Também na mesma época, mas ao serviço dos sub-21, apontou um hat trick frente à Polónia, demonstrando que a selecção principal holandesa está bem servida no ataque para os próximos anos.


Vídeo:

Van Wolfswinkel tem-se afirmado como uma das grandes promessas do país das túlipas e poderá mesmo dar o salto para o estrangeiro sem passar por um dos ditos grandes do seu país de origem. Tem tudo para singrar ao mais alto nível e a presente edição da Liga Europa poderá ser a grande montra para o jovem se mostrar ao Velho Continente.

Pedro Nogueira
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André Ayew (Olympique Marseille)

Já diz o ditado que “quem sai aos seus não degenera” e a família Ayew é um grande exemplo disso. Depois de uma carreira de sucesso da lenda ganesa Abedi Ayew Pelé, eleito três vezes consecutivas jogador africano do ano, os seus filhos André, Jordan e Ibrahim parecem destinados a triunfar também eles no desporto rei. Mas o mais curioso no meio de toda esta história familiar é que, apesar dos três terem dupla nacionalidade (ganesa e francesa), todos eles optaram por representar a selecção africana.

Jordan, o mais novo dos futebolistas, representa as escolas de formação do Olympique de Marselha e, com apenas 18 anos, já se estreou pelos seniores. Ibrahim, o mais velho, defende as cores do Zamalek e esteve presente na África do Sul. Contudo, parece que André é o mais talentoso e o que mais capacidades tem para alcançar grandes feitos individuais. As suas recentes prestações ao serviço das selecções do Gana são uma grande prova disso mesmo e, ao que tudo indica, poderá ser este o ano de afirmação do jovem ganês na montra europeia.

André Ayew iniciou a sua carreira aos dez anos pelas mãos do pai, quando este orientava os escalões jovens do Nania Accra FC. Dono de um excelente pé esquerdo, o jovem cedo despertou o interesse de grandes clubes europeus, transferindo-se, em 2005, para o Marselha. Não seria preciso esperar muito tempo para ver Ayew potencializar toda a sua qualidade, já que na sua primeira época ascenderia à equipa secundária, onde facturaria 11 golos. Esta excelente campanha fez com que Ayew assinasse o seu primeiro contrato profissional em Maio de 2007, sendo promovido oficialmente a sénior do clube dois anos depois da sua chegada a solo gaulês.



Nome: André Morgan Rami Ayew
Nascimento: 17/12/1989 (20 anos)
Naturalidade: Seclin - França
Altura: 176 cm
Peso: 74 kg
Posição: Médio-Ofensivo
Clube: Olympique Marseille - França
Nº Camisola: 20

Depois de integrar a equipa durante toda a pré-época 2007/2008, Ayew estreou-se oficialmente à 3ª jornada da Ligue 1 frente ao Valenciennes. O FC Porto também ficou ligado à ascensão da jovem estrela, já que foi no Estádio do Dragão que Ayew se estreou como titular, e logo na grande montra da Liga dos Campeões. Não obstante a derrota sofrida pela sua equipa (2-1), Ayew deixou boas indicações em campo, travando um interessante duelo com o lateral portista José Bosingwa e fazendo correr muita tinta nos mais variados jornais desportivos europeus.

Longe do típico jogador africano que se pauta pelo forte porte atlético e pela debilidade técnica, “Dede” Ayew não conseguiu corresponder às expectativas do técnico Eric Gerets e acabaria por ser cedido no início da temporada seguinte ao Lorient. No novo clube, Ayew voltou a desapontar e a não conseguir expor todo o seu potencial, terminando a temporada com apenas 3 golos e muitos minutos queimados no banco de suplentes.

Com a chegada de Didier Deschamps ao comando técnico do Olympique de Marselha, no início da temporada 2009/2010, Ayew ainda alimentou algumas esperanças de permanecer definitivamente no plantel principal, contudo voltou a ser emprestado. Desta vez, o Arles-Avignon, da segunda divisão francesa, foi o seu destino, num protocolo que visava dar mais minutos e mais maturidade ao ganês. A época acabou por ser bastante positiva para o jovem, que terminaria a prova com um saldo de 4 golos, 3 assistências e 13 jogos completos.

Mas foi com as cores das selecções ganesas que André Ayew demonstrou toda a sua qualidade e espírito de liderança. Capitaneando a selecção que marcou presença no Campeonato Juvenil Africano e no Campeonato do Mundo Sub-20, ambos em 2009, Ayew afirmou-se como uma das grandes estrelas mundiais da sua idade, contribuindo (e muito) para que a sua equipa saísse vencedora nas duas competições.

Na selecção principal, estreou-se a 21 de Agosto de 2007, num amigável frente ao Senegal, e mais tarde seria convocado para a Taça das Nações Africanas (CAN) 2008. As excelentes conquistas da formação sub-20 fizeram com que o seleccionador Milovan Rajevac rejuvenescesse a selecção principal na CAN 2010 e convocasse vários jovens em detrimento de algumas estrelas como Sulley Muntari e Stephen Appiah. A convocatória gerou bastantes críticas, mas a verdade é que Ayew e companhia corresponderiam com um excelente 2º lugar.

Vídeo:

O Mundial 2010 serviu para que André Ayew e a selecção do Gana brilhassem nos palcos sul-africanos. Se a nível colectivo as Estrelas Negras caíram aos pés do Uruguai nos quartos-de-final, num dos mais épicos jogos de sempre e apenas decidido nos penaltys, a nível individual Ayew foi uma das grandes surpresas da prova, sendo presenteado como um dos três melhores jovens da prova, juntamente com Thomas Müller e Gio dos Santos. Sendo alvo de grande cobiça, o Marselha decidiu então brindar a jovem promessa com um contrato até Junho de 2014, salvaguardando a possibilidade de fazer um bom encaixe financeiro no futuro. A nova época de Ayew promete... e muito!

Pedro Nogueira
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Javier Pastore (USC Palermo)


Em plena fase de mercado de transferências, convém relembrar o nome de Javier Pastore, um dos principais activos que esteve em plano de evidência no defeso passado por ser alvo de cobiça de vários clubes. Os italianos do Palermo conseguiriam ganhar a corrida para contar com a magia do jovem argentino, que provou no Calcio ser um jogador com total capacidade para singrar no futebol mundial e ser um dos atletas mais adorados pela exigente massa adepta argentina.

Sendo a estrela maior do modestíssimo Talleres de Córdoba, onde haveria de actuar pela primeira vez no escalão sénior na 2ª divisão, Pastore seria cedido ao Atl. Huracán de forma a explanar todo o seu futebol nos principais palcos argentinos. Visto com potencial superior para jogar na divisão secundária, apesar de ter apenas 18 anos, o jovem explodiria no Torneio Clausura 2009, ajudando de forma decisiva para a fantástica prestação da sua equipa, que terminaria o campeonato na segunda posição, tendo contribuído com sete golos para este notável registo final, destacando-se os dois marcados frente ao histórico River Plate.



Nome: Javier Matías Pastore
Nascimento: 20-06-1989 (21 anos)
Naturalidade: Córdoba - Argentina
Altura: 187 cm
Peso: 71 kg
Posição: Médio-Ofensivo
Clube: USC Palermo - Itália
Nº Camisola: 6

Apelidado de "El Flaco" (Magro) devido à sua fisionomia atlética, o médio "encheu as medidas" aos olheiros de várias equipas europeias, que logo colocaram o seu nome na lista de possíveis aquisições a efectuar tendo em conta a sua brutal qualidade. Assim, potências como Man. United, Chelsea, Juventus e igualmente o FC Porto desejavam adquirir o médio ofensivo, que, contudo, se manteve sempre estável a nível emocional, acabando por tomar uma atitude bastante racional aquando da decisão de mudar de emblema. Entendendo que nestes clubes seria encarado sempre como segunda escolha para os respectivos treinadores, dada a elevada concorrência, Pastore decidiu vincular-se ao Palermo, numa operação avaliada em oito milhões de euros, chegando assim a um clube onde poderia ter mais chances de mostrar toda a sua elevada vertente técnica.

Visto no seu país como um sucessor de Juan Román Riquelme ou Pablo Aimar, o jovem estrear-se-ia na Serie A frente ao Nápoles, ficando, desde logo, na retina dos adeptos os desequilíbrios causados pela sua brilhante criatividade e por ser um jogador capaz de gerir com mestria os ritmos de jogo consoante as necessidades da sua equipa. Utilizado por Walter Zenga e, posteriormente, por Delio Rossi nas costas da dupla de ataque terrivelmente eficaz composta por Fabrizio Miccoli e por Edison Cavani, o médio revelou-se mortífero no capítulo das assistências, completando nove passes para golo, acabando ainda por marcar três golos na Liga.

Com passaporte italiano, Pastore ia-se impondo de uma forma surpreendente na sempre exigente Serie A, justificando, desta forma, a chamada à selecção alviceleste para o particular frente à selecção da Catalunha, num encontro que, contudo, não foi considerado como oficial. A sua rápida adaptação ao clube siciliano proporcionou-lhe representar a Argentina no Mundial 2010, apesar de não ter actuado em qualquer desafio da fase de qualificação, revelando-se uma aposta pessoal do categórico Diego Maradona.

Vídeo:

Apesar de toda a sua qualidade, o jovem jogaria apenas 36 minutos ao longo da competição, acabando a sua entrada em campo frente à Alemanha, nos quartos-de-final, por ser considerada tardia, levando a imprensa a criticar Maradona por não ter colocado o jovem mais cedo em campo. Esta escassa utilização não baixou, contudo, o seu valor no mercado, tendo circulado na comunicação social que o Palermo teria rejeitado uma proposta de 25 milhões de euros oferecida pelo Real Madrid, dado que, segundo o presidente Zamparini, o passe do jovem tem um valor que ronda os 50 milhões, afirmando mesmo que o destino de Javier Pastore poderá passar pelo Barcelona. Assim, os próximos dias poderão ser agitados para o clube da Sicília, que espera por propostas mais altas para se libertar deste promissor argentino.

Filipe Jesus
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Andrew Carroll (Newcastle United FC)



Depois de uma paragem de quase três meses, a Premier League está quase a recomeçar. As três equipas despromovidas irão lutar na Coca Cola Championship para voltar o mais rapidamente ao principal escalão inglês e os três promovidos tudo farão para se manterem entre a elite, uma tarefa deveras complicada. Acompanhado pelo West Brom e pelo surpreendente Blackpool, o histórico Newcastle está de regresso ao seu lugar. Depois de uma época decepcionante que culminou com a despromoção, os Magpies querem consolidar o seu lugar entre os grandes do futebol inglês, voltando a dar alegrias à sua fervorosa camada associativa.

A manutenção da maioria dos jogadores foi fundamental para o regresso tranquilo à Premier League que o Newcastle conseguiu. Com a saída de Michael Owen e Obafemi Martins, quem beneficiou foi o jovem ponta-de-lança inglês Andy Carroll. Considerado por muitos como o futuro avançado da selecção inglesa, o jogador do Newcastle foi determinante para a subida do seu clube, apontando 17 golos durante toda a temporada.



Nome: Andrew Thomas Carroll
Nascimento: 06-01-1989 (21 anos)
Naturalidade: Gateshead - Inglaterra
Altura: 191 cm
Peso: 75 kg
Posição: Avançado
Clube: Newcastle United FC - Inglaterra
Nº Camisola: 9


Desde muito cedo que Andy Carroll se evidenciou devido a algumas qualidades muito particulares. A sua altura, aliada ao seu bom posicionamento, jogo de cabeça e oportunismo levaram o Newcastle a apostar no jogador logo ao 17 anos. Com essa idade, o jogador foi lançado às feras na Taça Uefa, frente ao Palermo, tornando-se no jogador mais novo de sempre a actuar com a camisola dos Magpies numa competição europeia. No dia 29 de Julho de 2007, num amigável frente à Juventus, Andy Carroll marcou o primeiro golo como sénior, batendo Gianluigi Buffon, para muitos o melhor guarda-redes do mundo, que no fim do jogo lhe augurou um futuro promissor.

No entanto, com a concorrência de avançados de grande calibre, Andy Carroll teve que ser emprestado ao Preston North End para ter oportunidade de evoluir. Durante seis meses, Carroll não teve oportunidade de se mostrar, regressando em Janeiro ao seu clube de origem. O primeiro golo oficial como sénior surgiu no dia 10 de Janeiro de 2009, frente ao West Ham United. No resto da temporada, que culminou com a descida do Newcastle, o jovem jogador marcou três golos no total.

Com a descida do seu clube à Coca Cola Championship, finalmente Andy Carroll teve oportunidade de se afirmar. Viduka, Owen e Martins abandonaram a equipa e Carroll fez uma poderosa tripla ao lado de Shola Ameobi e Lovenkrands. Num jogo frente ao Cardiff City, Andy Carroll marcou dois golos e forçou um auto-golo do adversário, realizando uma exibição portentosa. Como recompensa, o treinador Chris Hughton atribuiu-lhe a legendária camisola nº 9, que pertenceu a símbolos do clube como Alan Shearer e Andy Cole.

Vídeo:

Fabio Capello tem observado atentamente Andy Carroll e com o regresso do seu clube aos grandes palcos, o jovem jogador terá certamente mais exposição, mas também menos espaço para erros. Este terá que ser obrigatoriamente o seu ano de afirmação e que o poderá levar para as grandes potências da Premier League ou do futebol europeu. Acredito profundamente que este jogador irá ser uma das estrelas do Newcastle de 2010/2011 e um dos grandes futuros pontas-de-lança do futebol inglês, europeu e mundial.

Bruno Tomé
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Nicolás Gaitán (SL Benfica)

Apesar de não estar em causa qualquer troféu ou título digno de grande referência, a pré-época e o período de transferências é sempre uma fase muito aguardada pelos adeptos de futebol. Esta etapa inicial não só ditará parte do sucesso das equipas na temporada que se avizinha, como também dá a oportunidade aos adeptos de verem e avaliarem as novas contratações.

Em Portugal, este defeso tem sido, sem dúvida, um dos mais prósperos no que ao investimento diz respeito e para isso muito contribuiu os 8,4 milhões de euros gastos pelo Benfica em Nicolás Gaitán. O argentino tem sido um dos atletas mais apadrinhados pelos adeptos encarnados nesta fase de preparação e é dele que se espera ver surgir grandes maravilhas ao longo da época, não fosse o facto de ter o “simples” papel de fazer esquecer o seu compatriota Ángel Di Maria, recentemente transferido para o Real Madrid.

Gaitán nasceu a 23 de Fevereiro de 1988 em San Martín, arredores de Buenos Aires. Com apenas nove anos foi descoberto por Ramón Maddoni, conceituado olheiro argentino reconhecido pela sua excelente prospecção de grandes estrelas, que o levou do Club Atletico El Provenir para o Boca Juniors. Desde então, a sua formação foi toda ela feita nas estruturas da Bombonera, sendo sempre destacado como uma das jovens pérolas da equipa.



Nome: Osvaldo Nicolás Fabián Gaitán
Nascimento: 23/02/1988 (22 anos)
Naturalidade: San Martín - Argentina
Altura: 173 cm
Peso: 67 kg
Posição: Médio-Ofensivo / Médio-Interior Esquerdo
Clube: SL Benfica
Nº Camisola: 20

Depois de todo um percurso promissor pelas escolas dos xeneizes, Gaitán fez a sua estreia na equipa principal a 6 de Janeiro de 2008. Apadrinhado pelo Arsenal de Sarandí, Gaitán acabaria por estar poucos minutos em campo, no entanto estava dado o mote para um futuro de sucesso, que se começou a desenhar logo na abertura do Torneio Apertura 2008, com um bis frente ao Huracán. Aos poucos, o jovem argentino foi conquistando o seu espaço na equipa e, pese embora a pouca utilização ao longo desse torneio – jogou apenas 100 minutos num total de 14 partidas –, “El Zurdo” contribuiria com quatro golos e duas assistências.

Ao serviço do Boca Juniors, Nicolás Gaitán deu sempre boas indicações que, aliás, lhe fizeram por merecer três chamadas à selecção principal argentina. A sua estreia com as cores da alviceleste deu-se a 30 de Agosto de 2009, pelas mãos de Diego Armando Maradona, num particular frente ao Gana. Quanto à última temporada, Gaitán voltaria a revelar-se com sete golos e seis assistências, que fizeram com que os dirigentes do Benfica abrissem os cordões à bolsa e despendessem uma boa quantia pela sua aquisição.

Nicolás Gaitán é um médio-ofensivo centro que pode também actuar em qualquer uma das restantes posições do ataque. Dotado de uma grande capacidade técnica e de um excelente pé esquerdo, o jovem argentino destaca-se pela boa condução de bola e pela magnífica visão de jogo. Adepto do futebol rápido, Gaitán é um jogador veloz e de finta curta, que gosta de pautar o ritmo de jogo e de visar a baliza sempre que possível.


Vídeo:

Ao que tudo indica, Gaitán será o substituto de Di Maria e actuará sobre o vértice esquerdo do losango montado por Jorge Jesus. Embora não seja uma posição muito familiar para o argentino, as suas prestações nos treinos têm sido bastante positivas e parece certo que será uma aposta regular do técnico encarnado. Se a sua adaptação ao futebol europeu se der na perfeição, é bem provável que vejamos Gaitán atingir um patamar semelhante ao que Di Maria ocupa neste momento, podendo dar mais valias não só desportivas como também financeiras ao clube da Luz.

Pedro Nogueira
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Kléber (Clube Atlético Mineiro / CS Marítimo)


Estando o Mundial na ordem do dia e concentrando, quase em exclusivo, a atenção dos amantes do futebol, é fundamental não descurar que se encontra em aberto o mercado de transferências. E é aqui que tem estado em destaque Kléber, que tem visto o seu nome conotado como futuro reforço do FC Porto.

Tendo feito toda a sua formação no histórico Atlético Mineiro, Kléber competiria pela primeira vez em termos profissionais pela mão do carismático técnico Emerson Leão. A sua experiência na formação principal do Galo não teve a continuidade desejada dado não ter actuado muitas vezes, acabando por aparecer a oportunidade de emigrar para a Europa.

O Marítimo foi assim o passo seguinte na carreira do jovem brasileiro, iniciando a sua aventura na ilha madeirense na equipa B, a exemplo de outros talentos que despontariam, posteriormente, na equipa principal após uma integração sustentada ao serviço da formação secundária. No entanto, a troca de treinadores na equipa maritimista "desencantada" pela saída de Carlos Carvalhal e a consequente entrada do holandês Mitchell Van der Gaag deu um novo impulso a Kléber, pois o holandês, vindo também ele da equipa B, era um perfeito conhecedor das suas qualidades.



Nome: Kléber Laube Pinheiro
Nascimento: 02/05/1990 (20 anos)
Naturalidade: Estância Velha - Brasil
Altura: 187 cm
Peso: 79 kg
Posição: Avançado
Clube: CS Marítimo (Emprestado pelo Clube Atlético Mineiro - Brasil)
Nº Camisola: 2

Tapado pelo goleador senegalês Baba, outra das figuras da boa temporada maritimista, o brasileiro teria a sua chance na partida frente ao Leixões à passagem da 17ª jornada, num momento em que a equipa insular passava por uma fase negativa em termos de resultados. Em Matosinhos, Kléber não esbanjaria a ocasião de se mostrar, apontando um dos golos da vitória do Marítimo, passando desta forma a ser visto com outros olhos pela crítica nacional.

Os momentos de glória do atacante sucediam-se na Pérola do Atlântico, mostrando ser um jogador com grande margem de progressão, bastante rápido e, acima de tudo, eficaz em lances de finalização. Um exemplo disso seria o encontro da última jornada frente ao Vit. Guimarães, onde o jovem se tornou o herói da equipa madeirense após obter os dois tentos do triunfo, que permitiram a qualificação para a Liga Europa, depois de uma notável recuperação classificativa da formação de Mitchell, sendo para isso decisivos os oito golos obtidos pela promessa brasileira.

Vídeo:

Ainda com vínculo assinado com o Atlético Mineiro, Kléber tem sido envolvido numa novela curiosa neste início de período de transferências, vendo o seu nome "estampado" nas manchetes dos jornais desportivos. Tendo o Marítimo renovado o acordo de empréstimo com o clube brasileiro, tem surgido na imprensa que o FC Porto pretende "roubar" o atacante aos insulares, na tentativa de encontrar um substituto ideal do goleador Radamel Falcao. Enquanto não vê o seu futuro definitivamente resolvido, Kléber vai fazendo a pré-época no conjunto da Madeira, aguardando por novidades que lhe possam abrir as portas de um clube grande.

Filipe Jesus
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