Tom Cleverley (Manchester United FC)

Durante o longo reinado de Alex Ferguson no Manchester United, o plantel já foi alvo de uma profunda restruturação por várias ocasiões. Esta é a prova inequívoca da competência e da qualidade do trabalho desenvolvido pelo manager escocês e sua equipa técnica. Eric Cantona, David Beckham, Roy Keane, Laurent Blanc, Gary Neville, Paul Scholes e Van Der Sar foram peças fundamentais dos Red Devils: os quatro primeiros foram substituídos muito satisfatoriamente e a saga vitoriosa continuou. Para os restantes ainda não temos respostas, mas as garantias parecem existir.

Tom Cleverley assume-se como o homem do leme da nova vaga de jogadores chegados ao Manchester United. Phil Jones, Chris Smalling, Danny Welbeck, Fabio e Rafael são os restantes de um lote que tem mostrado vontade e talento. Cleverley foi aposta no jogo da Supertaça diante do Manchester City (3-2 para o Man Utd) e nas duas primeiras jornadas da Premier League, somando outras duas boas exibições e uma excelente assistência para Welbeck, que brindou Old Trafford com uma actuação de alto calibre.


Nome: Thomas William Cleverley
Nascimento: 12/08/1989 (22 anos)
Naturalidade: Basingstoke - Inglaterra
Altura: 175 cm
Peso: 70 kg
Posição: Médio-Centro
Clube: Manchester United FC - Inglaterra
Percurso: Bradford (2004-2005); Man Utd (desde 2005): empréstimos ao Leicester City (2008/2009); Watford (2009/2010); Wigan (2010/2011)
Nº Camisola: 23


O interesse de Alex Ferguson em Tom Cleverley foi precoce e imediato. Depois de fazer algumas partidas com a camisola do Bradford, seu primeiro clube, o Man Utd decidiu adquirir o passe do jogador, quando este tinha apenas 12 anos. Por isso, é justo dizer que o verdadeiro clube de formação desta jovem promessa acabou por ser o emblema de Manchester. Ferguson reclamou recentemente o mérito e a responsabilidade de ter moldado o carácter e o temperamento de Cleverley.

A afirmação nos Red Devils foi lenta, porém consistente. Passou por todos os escalões de formação, mas foi nas reservas que se notabilizou, sendo nomeado para melhor jogador das reservas do Man Utd e tendo ganho a braçadeira de capitão da equipa. Como prémio, Tom Cleverley foi chamado aos seniores e estreou-se frente ao Kaiser Chiefs, numa partida disputada na África do Sul. Logo aí, o jovem jogador marcou um golo.

Os anos seguintes, como manda a regra, foram marcados por empréstimos que possibilitaram a utilização regular do jogador. No Leicester, 15 presenças e 2 golos; no Watford, 33 jogos e 11 golos; no Wigan, 25 partidas e 4 golos.

No plano internacional, Tom Cleverley foi uma arma fundamental no plantel sub-20 e sub-21, tendo marcado dois golos no último escalão. Recentemente, o jovem jogador foi chamado ao plantel principal da selecção inglesa, mas devido aos confrontos sociais no país, a partida frente à Holanda acabou por ser cancelada e a sua estreia adiada. No entanto, Fabio Capello voltou a chamá-lo para os dois próximos jogos da Inglaterra frente à Bulgária e ao País de Gales, podendo o jovem somar os primeiros minutos com a camisola de Sua Majestade ao peito.


Vídeo:

Paul Scholes pendurou as botas no último defeso e lançou o alarme em Old Trafford. Muito se falou sobre quem seria o seu substituto, não se encontrando grandes alternativas viáveis no mercado, além de Samir Nasri e Wesley Sneijder. No entanto, como os primeiros jogos comprovam, a solução imediata e mais económica provou estar dentro das fileiras do clube. A questão que se impõe é: a longo prazo, poderá Thomas Cleverley fazer esquecer Paul Scholes?

Bruno Tomé
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Ola John (FC Twente)


Quem assistiu ao play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões entre o Benfica e o Twente, certamente teve o prazer de apreciar a qualidade de um jovem extremo que era praticamente desconhecido por muitos de nós. Ola John, a par de Bryan Ruiz, foi um dos jogadores da formação holandesa em maior evidência nos dois jogos da eliminatória e, não fossem as belas exibições dos encarnados e a persistência de Co Adriaanse em lançá-lo apenas nas segundas partes, provavelmente o jovem tivesse causado mais estragos a Maxi Pereira e, consequentemente, ao Benfica.

Ola é o elemento mais novo da família John que viu perder o seu chefe de família durante a Primeira Guerra Civil da Libéria. Devido a isto, Ola mudou-se muito cedo para a Holanda com a sua mãe e os seus dois irmãos Collins e Paddy – também eles jogadores do Fulham e Osnabruck, respectivamente – onde iniciaria a sua carreira de futebolista na academia do Twente.


Nome: Ola John
Nascimento: 19/05/1992 (19 anos)
Naturalidade: Zwedru - Libéria
Altura: 180 cm
Peso: 80 kg
Posição: Extremo
Clube: FC Twente - Holanda
Percurso: Twente
Nº Camisola: 24


Chegado à equipa principal na temporada passada com apenas 18 anos, Ola John rapidamente demonstrou ser um bom joker para Michel Preud'homme lançar nas segundas partes. Dono de uma grande velocidade, Ola aproveitava o desgaste dos adversários para acelerar o jogo ofensivo do Twente e criar rasgos nas defensivas contrárias. Terminaria a época com um total de 13 participações e um golo no campeonato holandês, participando também em três partidas para a Liga Europa.

No início da nova temporada, com a chegada de Co Adriaanse ao comando técnico do Twente, adivinhava-se que Ola John perdesse espaço no plantel principal. Contudo, mesmo com uma forte concorrência no ataque (Bryan Ruiz, Luuk de Jong, Marc Janko e Emir Bajrami), o jovem internacional pelos sub-19 da Holanda tem vindo a acumular créditos, sendo já uma arma secreta do novo técnico. Apesar de ainda não ter conquistado a titularidade, Ola tem actuado com regularidade nestes primeiros encontros do Twente.

Pelos dois jogos frente ao Benfica, deu para perceber que Ola John é um extremo com muito potencial e com capacidade para deixar a sua marca no futebol holandês. Tal como havia acontecido no primeiro jogo, a entrada do extremo na partida da Luz deu um novo ânimo ao futebol de ataque do Twente, voltando a ser um autêntico quebra-cabeças para a defensiva encarnada devido os seus slaloms. Apesar da vitória encarnada ter sido indiscutível, Jorge Jesus bem pode agradecer a Co Adriaanse por apenas o ter lançado no decorrer da segunda parte…

Pedro Nogueira
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Zé Luís (SC Braga)

Cinco anos após o conturbado caso Mateus que tanta polémica criou entre o Gil Vicente e o Belenenses e que ditou a descida da turma gilista ao segundo escalão, eis que a formação barcelense está de regresso à primeira liga. Esta tão ambicionada subida acabaria por ter uma participação fundamental do talentoso Zé Luís, o que atraiu a atenção do Sp. Braga que tratou logo de garantir o concurso de um avançado que irá dar certamente que falar no futuro.

Tendo nascido num país onde o futebol ainda está a dar os primeiros passos para se tornar um desporto mais profissional, tendo em conta que os recursos e a qualidade ainda são um bem algo escasso, Zé Luís deu nas vistas num torneio realizado em Lisboa quando representava a selecção jovem cabo-verdiana, com os responsáveis do Gil Vicente a mostrarem interesse no atleta do FC Batuque. Ainda com idade de júnior, o jovem chegaria ao nosso país com a esperança de conseguir evoluir e chegar a um patamar futebolístico que até há bem pouco tempo parecia quase utópico dadas as gritantes diferenças de condições oferecidas pelos dois países para a prática do desporto-rei.


Nome: José Luís Mendes Andrade
Nascimento: 24/01/1991 (20 anos)
Naturalidade: Nossa Senhora da Conceição - Cabo Verde
Altura: 183 cm
Peso: 81 kg
Posição: Avançado
Clube: SC Braga
Percurso: Académica de Fogo (2008), FC Batuque (2009), Gil Vicente (2009-2011), Sp. Braga (desde 2011)
Nº Camisola: 29


Este passo ascendente na sua carreira revelar-se-ia bastante acertado, com o jovem a mostrar as razões que levaram os galos a apostarem nele. Principal figura da equipa júnior gilista, onde apontou 27 golos, Zé Luís seria lançado pelo técnico Paulo Alves para a recta final da época 2009/2010, continuando a demonstrar na formação sénior a apetência para alvejar as balizas contrárias, apontando quatro golos em cinco partidas.

O início promissor na turma de Barcelos permitiu ao cabo-verdiano ganhar pontos junto do treinador, que resolveu incluí-lo no plantel para atacar a subida à primeira divisão. O atacante não defraudaria as expectativas concedidas por Paulo Alves e seria mesmo uma peça fundamental para que o Gil Vicente atingisse o seu grande objectivo, marcando doze golos, apesar de ter estado algum tempo fora de combate por limitações físicas.

Jogador com enorme margem de progressão, Zé Luís acabaria por aguçar o apetite de alguns clubes, com o Sp. Braga a antecipar-se à concorrência e a adquirir um atacante que se caracteriza pela sua velocidade, pela forte impulsão e pela facilidade de remate que apresenta.

Protegido por uma cláusula de rescisão de quinze milhões de euros, o jovem encontrou uma concorrência feroz no ataque arsenalista, devendo esta temporada servir de aprendizagem e de evolução, tendo companheiros como Nuno Gomes, Meyong ou o recém-contratado Carlão. Com uma lesão no pé esquerdo que o inviabilizará de fazer parte das escolhas de Leonardo Jardim durante os próximos meses, espera-se que Zé Luís regresse com o fulgor com que terminou a temporada passada e justifique a aposta da direcção braguista.

Filipe Jesus
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Joel Campbell (Arsenal FC)


Embora as últimas temporadas do Arsenal não se caracterizem por serem repletas de títulos, tudo continua igual na formação londrina. Se Arsène Wenger se mantém de pedra e cal no comando dos Gunners, a política de contratações também não dá sinais de se poder alterar. Jogadores jovens e com elevado grau de progressão continuam a ser o principal alvo do manager francês. Os mais críticos dizem que, por este caminho, o Arsenal não vencerá novamente a Premier League e não entendem o motivo de Wenger não aplicar mais dinheiro no mercado e em contratações sonantes, dado que o Arsenal está muito estabilizado financeiramente e não possui compromissos salariais milionários.

O novo diamante (à espera de ser limado) do Arsenal chama-se Joel Campbell e deu muito que falar na última Copa América, marcando dois golos diante da Bolívia. Velocidade, técnica e imprevisibilidade parecem ter sido factores preponderantes para a aposta na sua contratação. Adivinham-se alguns meses dedicados à adaptação do costa-riquenho a um campeonato e a uma realidade completamente distintas do que já experienciou, mas Arsène Wenger já foi capaz de provar várias vezes que sabe dar conta do recado.


Nome: Joel Nathaniel Campbell Samuels
Nascimento: 26/06/1992 (19 anos)
Naturalidade: San José - Costa Rica
Altura: 178 cm
Peso: 72 kg
Posição: Avançado
Clube: Arsenal FC - Inglaterra
Percurso: Saprissa (2009-2011): empréstimo ao Puntarenas (2011); Arsenal (desde 2011)
Nº Camisola: -


No mundo do futebol, Joel Campbell ainda é um recém-nascido. A sua carreira acaba de entrar no terceiro ano e quem chega ao gigante Arsenal logo nas primeiras temporadas como jogador profissional, terá que possuir algumas virtudes no que toca ao desporto-rei. A jovem promessa iniciou a carreira no Deportivo Saprissa, clube do seu país natal. No primeiro ano foi emprestado ao Puntarenas. Em ambas as formações teve poucas oportunidades e não há registo de qualquer golo ao serviço destes dois clubes.

Visto isto, o que explica o interessa do Arsenal? Nada mais do que as incríveis prestações de Joel Campbell ao serviço da sua selecção. Com oito golos em nove jogos nos sub-17, dez golos em treze partidas nos sub-20 e dois golos em seis jogos nos AA, este jovem jogador parece ganhar outra vida quando representa o seu país.


Vídeo:

Nas palavras de Arsène Wenger, "Joel Campbell já mostrou ser um jogador de muita habilidade, além de ter jogado bem pela selecção mesmo sendo jovem". Pois bem, cinco anos de contrato com os Gunners e a rejeição das propostas da Fiorentina e do Sevilha deverá indicar que o valor da transferência (apesar de não revelado) foi significativo. Mais um risco de Wenger. Será que dará certo?

Bruno Tomé
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Thiago Alcântara (FC Barcelona)

Não há dúvidas de que a cantera do Barcelona é uma das melhores escolas de futebol do mundo. Prova disso são os últimos sucessos da equipa principal – considerada por muitos como a melhor equipa de todos os tempos – que tem como base jogadores formados no próprio clube e que, para além de sustentarem a formação catalã, são também pilares importantes na Espanha de Vicente del Bosque. Nomes como Valdés, Puyol, Busquets, Pedro, Xavi ou Iniesta, são já do conhecimento de todos, como tal apresentar-vos-ei um outro jogador que tem tudo para brilhar ao mais alto nível nos próximos tempos. Falo-vos de Thiago Alcântara, um jovem que fez uma pré-época sensacional e que lhe valeu a estreia pela selecção A espanhola.

Filho de Mazinho, campeão do Mundo em 1994 pelo Brasil de Romário e Bebeto, Thiago nasceu em Itália, perto de Bari, quando o seu pai ainda jogava no futebol transalpino. Iniciou a carreira ainda muito cedo nos brasileiros do Flamengo e aos cinco anos voltava a mudar de país, desta vez para Espanha. Enquanto Mazinho ia brilhando no Celta de Vigo, o seu filho mais velho, Thiago Alcântara, treinava-se num outro clube galego: o Ureca. Terminada a carreira de Mazinho, a família regressou ao Brasil em 2001 e o jovem voltaria ao Flamengo. Quatro anos volvidos e nova mudança para Espanha, desta vez para Thiago assinar pelo Barcelona.


Nome: Thiago Alcántara do Nascimiento
Nascimento: 11/04/1991 (20 anos)
Naturalidade: San Prieto Vernotico, Bari - Itália
Altura: 172 cm
Peso: 71 kg
Posição: Meio-Campo
Clube: FC Barcelona - Espanha
Percurso: Flamengo (1995-1996 e 2001-2005), Ureca (1996-2001), Barcelona (desde 2005)
Nº Camisola: -


Esta vida nómada e o facto de se ter que adaptar constantemente a diferentes culturas, seguramente que não foram nada benéficos para o crescimento do jovem. A chegada à Catalunha viria a estabilizar em definitivo a sua vida e com isso o verdadeiro talento de Thiago Alcântara veio ao de cima. La Masia (centro de treinos do Barcelona) foi o palco onde o jovem começou a incutir a cultura de jogo blaugrana, sendo que em 2007 começou a ser presença assídua na equipa B, na altura comandada por Pep Guardiola.

A 17 de Maio de 2009 estreou-se na La Liga frente ao Maiorca, mas só na época 2010/2011 é que se impôs em definitivo no plantel principal. Ao longo da época participou em 17 partidas com a camisola dos catalães (entre as quais uma para a Liga dos Campeões), contribuindo com três golos e outras tantas assistências.

Mas foi ao serviço da selecção espanhola, no Europeu sub-21 realizado este ano na Dinamarca, que o jovem fez correr tinta por toda a imprensa internacional. Thiago, que já havia sido eleito melhor jogador do Europeu sub-17 em 2008, voltou a destacar-se no torneio em solo escandinavo, marcando inclusive um golaço que permitiu à Espanha derrotar na final a Suíça por 2-0 e sagrar-se campeã. Esta excelente prestação do jovem foi condecorada com o prémio de melhor jogador do torneio e com a renovação do contrato com o Barcelona até 2015, aumentando a cláusula de rescisão para 90 milhões de euros.

Thiago Alcântara joga como médio ofensivo onde tira proveito de toda a sua genialidade para fazer com a bola coisas quase impossíveis. Com o futebol brasileiro e espanhol a correr-lhe nas veias, o jovem destaca-se pela sua técnica, controlo de bola e visão de jogo, revelando-se um autêntico mágico com o esférico nos pés. Apesar de dotado tecnicamente, não é um jogador que abuse da finta, tendo a capacidade de decidir muito bem quando deve partir para lances individuais ou quando deve endossar a bola aos colegas de equipa. A sua meia distância também é muito forte, tendo apontado já vários golos de levantar o estádio.


Vídeo:

Com um meio-campo do Barcelona composto por Busquets, Xavi e Iniesta (podendo ainda chegar Fàbregas), é quase uma certeza que não será este o ano em que o jovem Thiago Alcântara agarrará a titularidade, a menos que algo de imprevisível acontece a um destes três elementos. Contudo, e face à excelente pré-temporada que Thiago tem realizado, é de esperar que Pep Guardiola aposte no pequeno prodígio nas partidas em que pretenda dar descanso aos habituais titulares, no sentido de lhe dar mais experiência e competitividade para que no futuro se torne no maestro do meio-campo dos blaugrana e da La Furia espanhola.

Pedro Nogueira
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Ideye Brown (FC Dinamo Kiev)

Após vários anos de autêntico domínio do futebol ucraniano, para além de boas campanhas nas provas europeias, o Dinamo Kiev tem sido superado nos últimos tempos pelo Shakhtar Donetsk a nível interno. Para inverter este cenário, a equipa da capital garantiu Ideye Brown, um avançado que tentará contribuir com golos para que esta potência ucraniana volte aos seus anos aúreos.

Revelado pelo Bayelsa United e pelo Ocean Boys, duas formações do seu país, Brown entraria no futebol europeu através dos suíços do Neuchâtel Xamax, que entenderam estar perante um atleta com atributos bastante interessantes, que poderiam ser aperfeiçoados numa conjuntura futebolística bem mais rica a nível qualitativo.


Nome: Ideye Aide Brown
Nascimento: 10/10/1988 (22 anos)
Naturalidade: Lagos - Nigéria
Altura: 180 cm
Peso: 70 kg
Posição: Avançado
Clube: FC Dinamo Kiev - Ucrânia
Percurso: Bayelsa United (2003-2006); Ocean Boys (2006-2007); Neuchâtel Xamax (2007-2009); Sochaux (2009-2011); Dinamo Kiev (desde 2011)
Nº Camisola: 11


Em território helvético, o avançado desatou a marcar golos e a tornar-se um dos destaques do campeonato, especulando-se que o jovem não tardaria a mudar-se para uma liga com outra projecção. Assim, e após um percurso espectacular na equipa suíça, onde deixou um registo invejável de tentos, Brown assinaria em Janeiro de 2010 pelo Sochaux, significando esta transferência mais um passo rumo à sua afirmação no Velho Continente.

Nesta sua nova etapa, o nigeriano comprovou todas as expectativas criadas em seu redor, deixando de imediato a sua marca no campeonato francês. A temporada transacta seria mesmo coroada de êxito tanto a nível colectivo como a nível individual, dado que os seus impressionantes quinze golos foram fundamentais para o regresso do seu clube às competições europeias.

Constituindo uma temível frente de ataque com o maliano Modibo Maiga (juntos marcaram 50% dos golos da equipa), o jovem demonstrou de forma inequívoca o seu faro apurado pelo golo, revelando-se ainda um atacante bastante móvel e com um admirável jogo de cabeça.

Esta amostra de inegável talento que patenteou nos relvados gauleses valeu-lhe a transferência para o Leste da Europa, com o Dinamo Kiev a desembolsar oito milhões para garantir esta pérola africana. Na capital ucraniana, Brown não demoraria a mostrar o seu venenoso "killer instinct", marcando dois golos na estreia e deixando, desde logo, água na boca dos seus novos adeptos.


Vídeo:

Ocupando o segundo lugar da lista de melhores marcadores da prova, o avançado acalenta que o sucesso que atingiu no Sochaux e a boa impressão que tem deixado neste novo desafio na Ucrânia lhe permita ser uma aposta mais consistente do seleccionador nigeriano, após ter estado presente no Mundial 2010 mas onde acabaria por não ter qualquer minuto de utilização.

Filipe Jesus
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Ji Dong-Won (Sunderland AFC)

O futebol asiático tem crescido a grande velocidade nos últimos anos. As selecções deste continente começam a efectuar boas classificações nas provas internacionais, com destaque para o brilhante 4º lugar alcançado pela Coreia do Sul no Mundial de 2002. E é a Coreia do Sul, a par do Japão, que tem fornecido mais talentos ao mundo do futebol. Park Ji-Sung é talvez o expoente maior do futebol coreano, actuando há alguns anos no Manchester United e servindo de inspiração para milhares de jovens asiáticos.

Ji Dong-Won não esconde que pretende seguir as pisadas de Park Ji-Sung, que abandonou recentemente a selecção coreana para se concentrar em pleno nas competições em que estarão envolvidos os Red Devils. O primeiro passo está dado: o jovem avançado convenceu Steve Bruce e alinhará na Premier League na temporada de 2011/2012. Alto, forte e rápido, este jovem coreano poderá ser a médio prazo uma das pérolas dos Black Cats e da Coreia do Sul.


Nome: Ji Dong-Won
Nascimento: 28-05-1991 (20 anos)
Naturalidade: Jeju City - Coreia do Sul
Altura: 187 cm
Peso: 78 kg
Posição: Avançado
Clube: Sunderland AFC - Inglaterra
Percurso: Gwangyang Jecheol High School (2007-2009): empréstimo ao Reading FC (2007/2008); Chunnam Dragons (2010/2011)
Nº Camisola: -


A chegada ao Sunderland não é a primeira experiência de Ji Dong-Won no futebol inglês. Na temporada de 2007/2008, o Reading decidiu garanti-lo por empréstimo, mas a prestação do jovem jogador não convenceu. Nem uma única presença e regresso imediato ao clube de origem.

No entanto, esta tentativa frustada não intimidou Ji Dong-Won. Os Chunnam Dragons, formação da K-League (1ª divisão sul-coreana), adquiriram o seu passe e não se devem ter arrependido. Logo na primeira temporada, a jovem promessa facturou 13 golos em 29 jogos, tornando-se no melhor marcador da Korean FA Cup. Nesta temporada, somando um punhado de boas exibições, Ji Dong-Won apenas teve tempo de realizar 15 jogos, pois o regresso a Inglaterra era uma realidade. Destino: Sunderland.

Steve Bruce, antigo adjunto de Alex Ferguson, não escondeu a admiração pelas capacidades do atleta, depois da sua brilhante prestação na recente Asian Cup. Estreando-se na selecção principal do país, o jovem jogador marcou 4 golos e fez duas assistências em apenas 6 jogos. Os seus primeiros 6 jogos como internacional!

No clube inglês, Ji Dong-Won tem realizado uma boa pré-temporada, fazendo a sua estreia diante do Arminia Bielefeld, numa competição amigável realizada na Alemanha. O primeiro golo, também num jogo não oficial, surgiu frente à formação do Darlington.


Vídeo:

A saída de Darren Bent para o Aston Villa abriu um fosso no ataque do Sunderland, que ficou exclusivamente entregue a Asamoah Gyan. Fraizer Campbell, apesar do seu reconhecido valor, tem defrontado alguns problemas com lesões. Connor Wickham, outra promessa do futebol britânico, encontra-se também na luta por uma vaga, mas Ji Dong-Won parece estar a ganhar vantagem. Sorte? De nada valerá se Ji Dong-Won não provar o seu valor desde já!

Bruno Tomé
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Salomón Rondón (Málaga CF)

Abdullah bin Nasser Al-Thani. É este o nome do sheik árabe que comprou o Málaga e que neste defeso tem investido forte no mercado. Com as contratações de Toulalan, Ruud van Nistelrooy, Joaquín ou Santi Cazorla, a formação liderada por Manuel Pellegrini deixou de ser um crónico candidato aos lugares de despromoção, procurando agora conquistar o estatuto de terceira maior potência do futebol espanhol.

Não obstante as grandes expectativas depositadas nestes sonantes reforços, também o jovem Salomón Rondón merecerá especial apreço por parte dos adeptos do clube depois dos 14 golos apontados na temporada transacta que ajudaram a formação da Andaluzia a assegurar a manutenção. Este impressionante registo na sua época de estreia num dos melhores campeonatos do mundo não passou despercebido aos mais conceituados órgãos de comunicação social, sendo inclusivamente considerado pelo site da Sky Sports como o segundo melhor finalizador a actuar fora da Premier League, numa lista liderada pelo portista Radamel Falcao.


Nome: José Salomón Rondón Giménez
Nascimento: 16/09/1989 (21 anos)
Naturalidade: Caracas - Venezuela
Altura: 186 cm
Peso: 86 kg
Posição: Avançado
Clube: Málaga CF - Espanha
Percurso: San José de Calasanz (1996-2004), Deportivo Gulima (2004-2005), Aragua (2005-2008), Las Palmas (2008-2010), Málaga (desde 2010)
Nº Camisola: 23


Nascido em Caracas, capital da Venezuela, Rondón iniciou a sua carreira no San José de Calasanz rumando depois ao Deportivo Gulima. Em 2005 chegou ao Aragua, clube do primeiro escalão venezuelano, onde viria a estrear-se no futebol sénior com apenas 16 anos. Nas duas temporadas com a camisola do Aragua, o jovem avançado viria a apontar 15 golos, marca que lhe valeu a transferência para o Las Palmas da segunda divisão espanhola. Ainda antes desta mudança de clube, Rondón teve a oportunidade de se estrear na selecção principal num amigável frente ao Haiti a 3 de Fevereiro de 2008.

A sua primeira experiência em solo europeu não correu da melhor forma, uma vez que não conseguiu apontar qualquer golo nas dez partidas em que participou com a camisola do Las Palmas. Contudo, na segunda época o venezuelano impôs-se em definitivo na equipa, contribuindo com um total de 12 golos distribuídos entre o campeonato e a Taça do Rei. Perante esta eficácia, o Málaga adquiriu os seus serviços em Julho de 2010 por uma verba a rondar os 3,5 milhões de euros.

Com Jesualdo Ferreira ao leme da equipa, Rondón conquistou desde logo a confiança do técnico português assegurando o seu lugar na equipa titular. Em Outubro, o jovem sofreu uma lesão que o afastou dos relvados durante pouco mais de um mês. Uma vez recuperado, e já com Manuel Pellegrini como técnico principal, o jovem venezuelano continuou a comprovar a sua grande veia goleadora, resolvendo vários jogos a favor do Málaga. No final da temporada, Rondón contabilizou 14 golos para o campeonato aos quais se somaram os dois apontados ao Sevilha na Taça do Rei.

Rondón é o típico avançado de área que não precisa de muitas oportunidades para fazer golo. Alto e pujante, é sempre uma referência na área adversária onde tira proveito do seu forte jogo aéreo e da excelente capacidade de antecipação para finalizar os ataques da sua equipa. Apesar de um pouco lento e limitado tecnicamente, Rondón é um jogador de remate fácil, tanto com o pé direito (o mais forte) como com o esquerdo, que rompe bem as defensivas adversárias e que está sempre com os olhos apontados à baliza.


Vídeo:

Apesar dos seus 22 anos, Salomón Rondón é já visto como uma das grandes figuras do futebol venezuelano que nos últimos tempos tem tido um grande crescimento, como comprova o brilhante quarto lugar conquistado na última Copa América. Com um Málaga 2011/2012 extremamente forte, espera-se que o jovem avançado tenha um rendimento ainda melhor que o da temporada passada, tendo claro potencial para ultrapassar perfeitamente a barreira dos 20 golos.

Pedro Nogueira
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Júlio Alves (Club Atlético de Madrid)


No mundo do futebol acontecem, por vezes, fenómenos surpreendentes a vários níveis, que permitem tornar este desporto uma autêntica paixão para os seus seguidores. Observando a curta carreira de Júlio Alves, podemos constatar que a transferência para o Atlético Madrid resulta num meteórico salto no seu percurso, sendo pertinente recordar que no início da época passada o jovem estava na II Divisão Nacional.

Irmão dos também futebolistas Geraldo e Bruno Alves, o elemento mais jovem da família deu os primeiros pontapés na bola no Varzim, actuando, contudo, em posições mais avançadas no terreno e revelando ser mais habilidoso mas bem menos potente nos duelos físicos.


Nome: Júlio Regufe Alves
Nascimento: 29/06/1991 (20 anos)
Naturalidade: Póvoa de Varzim
Altura: 178 cm
Peso: 70 kg
Posição: Médio Centro
Clube: Club Atlético de Madrid - Espanha
Percurso: Varzim (2000-2008); FC Porto (2008-2009); Rio Ave (2009-2011): empréstimo ao Ribeirão (2010-2011); Atlético de Madrid (desde 2011)
Nº Camisola: -


A sua formação acabaria por prosseguir na cidade Invicta, rumando ao FC Porto no seu primeiro ano no escalão júnior. Ainda assim, a sua estadia durou apenas uma época, culminando o seu percurso nas camadas jovens ao serviço do Rio Ave, principal rival do seu clube de origem. No emblema vilacondense, Júlio Alves mostrou algumas credenciais que mereceram a atenção dos responsáveis do clube, que não tinham pretensões de perder um atleta com características muito interessantes e que, porventura, pudesse integrar o plantel principal num futuro próximo.

Deste modo, o Rio Ave entendeu que o Ribeirão seria o clube ideal para o jovem se iniciar no futebol sénior e ganhar traquejo exígivel para este escalão. Na turma ribeirense, o médio mostrou predicados, revelando-se um exímio marcador de bolas paradas, fazendo igualmente uso do seu forte remate de longa distância para almejar a baliza adversária.

O bom início de época na II Divisão aliado à lesão de Bruno China abriu as portas para o regresso de Júlio a Vila do Conde, sendo um desejo do técnico Carlos Brito para suprir a vaga deixada em aberto no meio-campo. O processo evolutivo por que passou no Ribeirão foi bem patente, ao ponto do jovem passar a integrar os trabalhos da selecção nacional de sub-20.

A sua primeira aparição no principal campeonato português aconteceria no Estádio do Dragão, um palco que, curiosamente, foi a casa do seu irmão Bruno durante vários anos e onde se tornou uma referência para os adeptos. Este encontro poderia mesmo ter-se tornado um autêntico conto de fadas, caso o livre superiormente executado pelo jovem tivesse entrado na baliza de Helton, causando enormes calafrios aos portistas e apresentando, desde logo, um dos seus principais argumentos.

Numa altura em que se prepara para o Mundial de sub-20, o médio tenta descolar-se do rótulo de ser irmão de Bruno Alves e demonstrar que possui talento suficiente para triunfar e justificar a transferência para os colchoneros. No clube da capital espanhola, o jovem encontrará os compatriotas Tiago e Sílvio, o que facilitará a sua adaptação e o poderá ajudar a cimentar todo o seu potencial.

Filipe Jesus
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Scott Sinclair (Swansea City)

Mês de Julho. O final das férias aproxima-se e os clubes de futebol iniciam a preparação da próxima época. Julho e Agosto são também meses de enorme actividade no mercado de transferências. Os treinadores não perdem a oportunidade para contratar os jogadores que o seu orçamento lhes permitir. Em tempos de crise, Manchester City, Real Madrid, Barcelona e Chelsea possuem margem de manobra para certas extravagâncias, mas a maior parte das formações não. Por isso, a solução estará em comprar barato e bom, recorrendo para isso aos escalões secundários.

Scott Sinclair está habituado a actuar nesses escalões. Embora tivesse sido contratado pelo Chelsea em 2005, o jovem avançado não teve grandes oportunidades no tubarão inglês. A temporada de 2010/2011 foi de afirmação, sendo uma das peças fundamentais na subida dos galeses do Swansea City à Premier League, contribuindo com 22 golos e várias grandes exibições.


Nome: Scott Andrew Sinclair
Nascimento: 25/03/1989 (22 anos)
Naturalidade: Bath - Inglaterra
Altura: 175 cm
Peso: 64 kg
Posição: Avançado
Clube: Swansea City - Inglaterra
Percurso: Bristol Rovers (1998-2005); Chelsea (2005-2010): empréstimos ao Plymouth Argyle e QPR (2007), Charlton e Crystal Palace (2008), Birmingham City (2009) e Wigan Athletic (2009/2010); Swansea City (desde 2010)
Nº Camisola: 11


Nascido na cidade de Bath, Scott Sinclair começou a dar que falar aos nove anos de idade, quando o Bristol Rovers, clube maior de uma cidade vizinha, decidiu comprar o seu passe. Aos 15 anos de idade, tornou-se no segundo jogador mais novo de sempre a alinhar pelos The Pirates na League Two.

Em 2005, os londrinos do Chelsea compraram Scott Sinclair, numa transferência que deu alguns problemas devido aos direitos de formação do jogador. Nos Blues, Scott não teve muitas oportunidades, jogando apenas em algumas partidas da League Cup e da Carling Cup. A sua estreia na Premier League só aconteceu em 2007, frente ao Arsenal. Seja como for, Scott Sinclair ficou para a História ao ser o autor da assistência para o 100º golo de Frank Lampard ao serviço dos londrinos.

A partir de 2007, a carreira desta jovem promessa foi marcada pela passagem por inúmeros clubes e muita instabilidade. No Plymouth Argyle realizou 15 partidas e marcou dois golos, em apenas um mês. No QPR, nove jogos e um golo. Nos londrinos do Charlton raramente saiu do banco, somando apenas três participações. Ao serviço do Crystal Palace apenas dois golos e pouco mais do que isso.

Em 2008, o brasileiro Scolari apostou em Sinclair para jogador da equipa principal do Chesea. Contudo, apesar da confiança depositada nele, o jovem jogador não soube aproveitar as oportunidades que lhe foram dadas. Por isso, novo empréstimo. Desta feita o destino foi o Birmingham City, clube onde Scott Sinclair nem sequer teve hipótese de fazer o gosto ao pé. Novo regresso a Londres e novo empréstimo ao Wigan Athletic na temporada de 2009/2010. Nos The Latics as oportunidades foram surgindo, mas o jogador não se conseguiu impôr.

Farto de esperar pela afirmação do jogador, o Chelsea decidiu vender Scott Sinclair a preço de saldo. Ian Holloway, treinador do recém-promovido Blackpool tentou desviá-lo, mas os galeses do Swansea City foram mais eficazes e assinaram um contrato de três anos com a jovem promessa. E parece que valeu a pena, pois Scott Sinclair foi uma peça fundamental na excelente época da formação orientada por Brendan Rodgers. Exímio marcador de grandes penalidades, Sinclair marcou duas no último jogo do play-off de acesso à Premier League, diante do Reading, tendo assinado um hat-trick e sido considerado man of the match. Na selecção inglesa, Scott Sinclair é chamado assiduamente ao escalão de sub-21.


Vídeo:

Rápido, ágil e imprevisível, Scott Sinclair é utilizado como extremo-esquerdo na maior parte das vezes, sendo uma verdadeira dor de cabeça para os defesas adversários. A temporada de 2011/2012 vai-se aproximando e o Swansea City parece ter segurado até agora uma das jóias da coroa. Tal como Andy Carroll se afirmou o ano passado no Newcastle United, depois de uma brilhante época na Championship, culminando com uma transferência milionária para o Liverpool, será esta a vez de Scott Sinclair? Estaremos cá para ver...

Bruno Tomé
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Innocent Emeghara (Grasshoppers CZ)


Encarados como competições privilegiadas para encontrar potenciais talentos, os campeonatos destinados às selecções jovens são acompanhados com especial atenção pelos olheiros dos principais clubes europeus. No recente Europeu de sub-21, uma das principais revelações foi o suíço Innocent Emeghara, que saiu assim do anonimato devido às interessantes exibições protagonizadas, tendo sido seguramente um dos nomes registados pelos vários observadores presentes.

Apesar de ter nascido no continente africano, nomeadamente na Nigéria, Emeghara formou-se em equipas modestas do futebol suíço, culminando esta fase de aprendizagem nas reservas do Zurique, onde acabaria por não conseguir chegar à primeira equipa.


Nome: Innocent Emeghara
Nascimento: 27/05/1989 (22 anos)
Naturalidade: Lagos - Nigéria
Altura: 170 cm
Peso: 68 kg
Posição: Médio Ala
Clube: Grasshoppers - Suíça
Percurso: Toss (2002-2003); FC Winterthur (2003-2006 e 2009-2010); Zurique B (2006-2009); Grasshoppers (desde 2010)
Nº Camisola: 7


Após esta passagem algo inglória por um dos clubes mais antigos do futebol helvético, o jovem rumou à segunda divisão para envergar a camisola do FC Winterthur, onde conheceria uma nova vida, conseguindo atingir a admirável marca de dezassete golos, registo que lhe valeu a assinatura de contrato com o primodivisionário Grasshoppers.

Na época de estreia no campeonato principal, Emeghara foi ganhando preponderância na equipa de forma gradual, ostentando, inicialmente, o estatuto de suplente. Contudo, o médio ala impressionaria o seu técnico pelas acelerações perigosas que efectuava, actuando sempre em alta rotação e colocando frequentemente em sentido as defensivas contrárias.

Com contributo fundamental para a manutenção do seu clube na primeira liga, o extremo chamou a atenção do seleccionador Ottmar Hitzfeld, que tratou imediatamente de propôr ao jovem a obtenção de dupla nacionalidade. Ultrapassadas todas as formalidades, Emeghara estrear-se-ia pela principal selecção helvética em pleno Estádio de Wembley, entrando já na recta final do encontro de qualificação para o Euro 2012 frente à poderosa Inglaterra.


Vídeo:

No último mês, o extremo esteve presente no Europeu de sub-21, revelando-se um elemento fulcral na manobra do conjunto suíço, constituindo com Shaqiri uma dupla terrível para os adversários. Com uma resistência invulgar e apoiando constantemente o seu lateral em momentos defensivos, o jovem deu-se a conhecer aos principais clubes europeus, aguardando-se que esta prova possa ter servido de trampolim para dar o salto para outro campeonato num futuro próximo.

Filipe Jesus
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Josué (FC Paços de Ferreira)

A passar por uma fase de renovação, a Selecção de sub-21 conseguiu recentemente bons resultados em dois particulares realizados, tendo em vista a preparação para o apuramento para o próximo Europeu da categoria. Na formação de Rui Jorge, um dos principais rostos desta nova vaga de talentos é Josué, um médio promissor que aparenta ter características para se afirmar num futuro próximo.

Tendo nascido nos arredores da cidade do Porto, seria no clube azul e branco que o médio se formaria, com os responsáveis técnicos a depositarem-lhe grandes esperanças numa carreira interessante ao nível do futebol sénior. Com dois anos de interregno para actuar nos satélites Padroense e Candal, Josué enfrentaria uma experiência única ainda com idade de júnior, ao ser utilizado em dois encontros da Taça da Liga frente ao Vit. Setúbal e ao Sporting, oportunidade onde pôde conhecer uma nova exigência competitiva.


Nome: Josué Filipe Soares Pesqueira
Nascimento: 17/09/1990 (20 anos)
Naturalidade: Ermesinde
Altura: 174 cm
Peso: 70 kg
Posição: Médio-Ofensivo
Clube: FC Paços de Ferreira
Percurso: FC Porto (1997-2011): empréstimos ao Padroense (2005/2006); Candal (2007/2008), Sp. Covilhã e Penafiel (2009/2010); VVV-Venlo (2010/2011)
Nº Camisola: -


O Sp. Covilhã foi o clube que o acolheu na sua primeira etapa em termos profissionais, que, ainda assim, não correria da melhor forma devido a algumas divergências com a direcção da turma serrana. Deste modo, o jovem decidiu mudar de ares, passando, a partir de Janeiro, a representar o Penafiel e a figurar desde logo nas primeiras opções do técnico Lázaro Oliveira, que conduziria o clube duriense à permanência no segundo escalão.

Após um ano de rodagem no segundo escalão, o FC Porto entendeu que para esta época seria mais proveitoso para Josué jogar num campeonato mais competitivo, acabando por ser cedido ao VVV-Venlo, juntamente com Diogo Viana e Jorge Chula, outros atletas com vínculo à equipa nortenha. Nesta primeira aventura no estrangeiro, o médio foi uma das escolhas na fase inicial da temporada, perdendo, ainda assim, algum protagonismo na segunda metade da estação.

Apesar de não ter actuado com regularidade ao longo de todo o ano, Josué mostrou o seu valor em terras holandesas, ficando conhecido pelo seu fantástico pé esquerdo e pela sua admirável visão de jogo, características que são perfeitamente visíveis quando actua como organizador de jogo. Sabendo que o contrato que o ligava aos dragões estava prestes a terminar, o Paços de Ferreira, tal como tem sido habitual, voltou a garantir mais uma promessa do futebol português, dando a oportunidade ao jovem Josué de vir a singrar no principal escalão.


Vídeo:

Internacional pelas selecções jovens nacionais, o playmaker deverá aproveitar os inegáveis conhecimentos tácticos do seu técnico Rui Vitória, de forma a suprir a sua principal lacuna ao nível do posicionamento em transição ataque-defesa, um momento de jogo onde terá que ter maior intervenção e evidenciar maior atitude defensiva, completando assim os seus interessantes atributos futebolísticos.

Filipe Jesus
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Revista da temporada 2010/2011

Numa fase em que os clubes fazem um rescaldo da época que conhece agora o seu epílogo, avaliando os plantéis de forma a preparar a próxima temporada, o Rumo ao Estrelato faz igualmente uma apreciação de algumas das suas estrelas, concretamente aquelas que mais se evidenciaram ao longo do ano. Desde revelações a confirmações, estas são as estrelas que merecem uma referência especial da nossa parte pela excelente campanha que efectuaram nesta temporada que findou.



  • Panorama nacional

  • Começando pela nossa liga, merece relevância as rápidas adaptações do colombiano James Rodríguez e do argentino Nicolás Gaitán, que mostraram ser apostas para o presente, em especial o jogador do FC Porto, que se apresentou como uma opção muito válida para render os titulares Hulk e Silvestre Varela, culminando da melhor maneira o ano com o hat-trick alcançado na final da Taça frente ao Vit. Guimarães.

    Mudando para os lados de Alvalade, sublinhe-se a época de consolidação do guardião Rui Patrício, que demonstrou ao longo do ano ter corrigido erros anteriores, notando-se ser um atleta bem mais confiante e seguro, atributos que lhe valeram a insistente ligação ao Man. United, tendo em vista a sucessão de Van der Sar. O jovem André Santos seria igualmente uma das relevações do campeonato, tendo aproveitado as lesões de Maniche e de Pedro Mendes para ganhar um lugar no onze e rubricar actuações de grande nível, que lhe permitiram a chamada à Selecção Nacional, cumprindo, deste modo, mais um passo na sua ainda curta carreira.

    Já a boa época do Sp. Braga contou com o contributo decisivo do polivalente Sílvio, que viveu uma temporada de sonho, depois de ter chegado à final da Liga Europa e de se ter tornado internacional AA, mudando-se na próxima época para o Atlético de Madrid a troco de uns impressionantes oito milhões. Os cofres arsenalistas poderão encher-se ainda mais dada a enorme temporada do extremo Pizzi no Paços de Ferreira, havendo a possibilidade do jovem transmontano se transferir sem ter sequer representado o seu clube de coração, falando-se no interesse de um clube russo e do Atl. Madrid no seu concurso.

    Este ano permitiu também a jovens como David Simão, Miguel Rosa e João Gonçalves provar que são jogadores bem mais maduros e que têm uma palavra a dizer na próxima época nos seus clubes de origem, após um perído de empréstimo muito positivo. Já na Liga Orangina, Siaka Bamba e Hugo Vieira foram figuras principais das suas equipas, contribuindo decisivamente para o regresso do Feirense e do Gil Vicente ao primeiro escalão.



  • Panorama internacional

  • Passando agora em revista os principais atletas que se destacaram no panorama internacional, iniciamos o nosso balanço por terras de Sua Majestade. Na sempre excitante Premier League, o extremo Gareth Bale, apesar de ter estado algum tempo lesionado, foi considerado o melhor jogador da competição, ao passo que Jack Wilshere seria eleito como o melhor atleta jovem do campeonato. Por estas bandas, o mercado de Janeiro foi particularmente agitado, salientando-se a transferência milionária de Andy Carroll para o Liverpool depois de um início de época brilhante no Newcastle e da proveitosa cedência do avançado Daniel Sturridge ao Bolton, com o jovem a marcar oito golos em doze partidas na equipa de Owen Coyle. No Championship, a figura central seria o marroquino Adel Taarabt, que com dezanove tentos ajudaria o Q.P.R. a regressar à primeira divisão após largos anos de ausência.

    Centrando agora atenções na Serie A, será difícil encontrar adjectivos para qualificar a temporada do argentino Javier Pastore e do chileno Alexis Sanchéz que prometem fazer manchetes de jornais neste defeso dado o forte assédio de grandes clubes europeus. Em França, a dupla composta por Gervinho e Eden Hazard foi um autêntico terror para as defensivas contrárias, tendo um contributo fundamental para a conquista do título por parte do Lille e para o seu colega Moussa Sow ser o melhor marcador do campeonato, tendo em conta as várias assistências que ambos efectuaram. Apesar de não conseguirem levar o Marselha à conquista do campeonato, Loic Rémy e André Ayew também fizeram uma boa temporada marcando, em conjunto, 26 golos para o conjunto de Didier Deschamps.

    Já em território alemão, o turco Nuri Sahin foi pedra basilar no conjunto de Jürgen Klopp, sendo mesmo eleito o melhor jogador da Bundesliga, facto que não passou despercebido a José Mourinho, que tratou logo de exigir a sua contratação a Florentino Pérez. Nas contas da manutenção, o extremo Marco Reus foi importantíssimo para a permanência do B. Gladbach na prova principal do futebol germânico, somando onze golos, muitos deles vitais para as contas finais.

    Por último, Felipe Caicedo rubricou uma época de muito bom nível no Levante, conseguindo obter treze tentos e apagar, de certa forma, a má imagem deixada no Sporting. Em matéria de golos, convém igualmente realçar o interessante registo do croata Ivan Perisic ao serviço do Club Brugge, que com 22 golos se sagrou o goleador maior da liga belga, marca que chamou a atenção do B. Dortmund, tendo o campeão alemão avançado rapidamente para a sua contratação.



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    Markus Henriksen (Rosenborg BK)

    Os campeonatos da Europa escandinava sempre foram associados a um tipo de futebol onde prevalece a força e o poderio físico. Não obstante este facto, ainda continua a haver raras excepções que fogem à regra, e de vez em quando vão surgindo jovens promessas que se revelam uns tremendos artistas com a bola nos pés. É o caso de Markus Henriksen, um médio a singrar nos noruegueses do Rosenborg, e que detém uma qualidade impressionante que lhe fazem ser rotulado como a maior promessa do futebol do seu país.

    Nascido na cidade de Trondheim, Henriksen deu os seus primeiros passos com a bola nos pés no clube local Trond, mudando-se pouco depois para o Rosenborg, onde viria a revelar todo o seu potencial. Com um percurso sempre promissor nas escolas deste crónico clube norueguês, Henriksen viria a estrear-se como sénior com apenas 17 anos de idade, a tempo de receber as faixas de campeão em 2009.


    Nome: Markus Henriksen
    Nascimento: 25/07/1992 (18 anos)
    Naturalidade: Trondheim - Noruega
    Altura: 187 cm
    Peso: 78 kg
    Posição: Médio
    Clube: Rosenborg BK - Noruega
    Percurso: Trond, Rosenborg (desde 2007)
    Nº Camisola: 19


    Aos poucos, o jovem foi-se impondo no plantel principal e, depois de uma pré-temporada 2010/2011 em destaque, conseguiu agarrar em definitivo um lugar no onze logo nas jornadas iniciais do campeonato. De jogo para jogo, Henriksen foi-se consolidando como um dos organizadores do jogo da sua equipa, destacando-se pela sua grande criatividade e óptima visão de jogo. As suas exibições ao longo de toda a época fizeram-no ser reconhecido como um dos alicerces da equipa do Rosenborg, que conquistaria o bi-campeonato, vindo a terminar o campeonato com um bonito registo de sete golos.

    Markus Henriksen é um médio box-to-box e bastante versátil que pode ocupar várias posições do meio-campo. O seu futebol destaca-se sobretudo pela inteligência que demonstra em campo – muito imprópria para um jogador da sua idade –, revelando-se um atleta muito disciplinado tacticamente, com um excelente sentido posicional, e que define muito bem os tempos de jogo. Não sendo um jogador propriamente muito rápido, o jovem consegue imprimir velocidade ao jogo através da sua passada larga e da facilidade nos passes de ruptura. Na hora de visar a baliza, Henriksen não costuma ter misericórdia, disparando ao alvo adversário sempre que encontra espaços que lhe permitam fazer uso do seu excelente remate.

    Apesar de contar com poucas presenças nas selecções jovens da Noruega, o jovem craque é já internacional A, tendo-se estreado a 12 de Outubro de 2010 frente à Croácia. Dada a falta de qualidade no meio-campo desta selecção, é apenas uma questão de tempo até que o seleccionador norueguês conceda a titularidade a Markus Henriksen e este comece a brilhar ao serviço dos nórdicos.


    Vídeo:

    Mesmo não sendo um mercado muito apreciado pelos grandes clubes europeus, tudo indica que o talento de Markus Henriksen atrairá a atenção de vários olheiros nos próximos tempos. Se estamos na eminência de um dos melhores jogadores de sempre do futebol norueguês? Só o tempo nos trará a resposta. Mas o facto de se poder adquirir um jogador desta categoria a um preço bastante acessível, sem dúvida alguma que será uma aliciante para que o jovem abandone o Rosenborg e passe a brilhar noutros palcos.

    Pedro Nogueira
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    Miralem Sulejmani (AFC Ajax)


    Elogiada pela inegável qualidade ao nível da formação de jovens jogadores, o Ajax tem realizado admiráveis encaixes financeiros nos últimos anos, transferindo craques como Zlatan Ibrahimovic, Wesley Sneijder ou Luís Suárez. O sérvio Miralem Sulejmani poderá ser o próximo a mudar-se para um dos principais campeonatos europeus, desejando atingir o êxito dos atletas referidos e, simultaneamente, a encher os cofres do clube holandês.

    Repartindo a formação futebolística entre o modesto BSK Batajnica e o Partizan, o prodígio chegaria ao patamar profissional ao serviço do actual campeão sérvio, revelando-se um jogador bastante interessante e com capacidade para actuar em palcos mais exigentes. O seu valor seria apreciado pelos holandeses do Heerenveen, que resgatariam o jovem em Janeiro de 2006, tendo a sua mudança eclodido, contudo, num estranho imbróglio que o impediu de actuar na segunda fase da temporada.


    Nome: Miralem Sulejmani
    Nascimento: 05/12/1988 (22 anos)
    Naturalidade: Belgrado - Sérvia
    Altura: 178 cm
    Peso: 68 kg
    Posição: Médio Ala
    Clube: AFC Ajax - Holanda
    Percurso: BSK Batajnica; Partizan (2000-2006); Heerenveen (2006-2008); Ajax (desde 2008)
    Nº Camisola: 7


    Indiferente a esta enorme contrariedade, Sulejmani realizaria uma época 2007/2008 de grande nível, conseguindo um impressionante registo de quinze golos e dez assistências, números que lhe valeram a eleição de Talento do Ano e o interesse dos maiores clubes da Holanda, com a formação de Amesterdão a vencer a corrida.

    Contratado por uns espantosos 16,25 milhões de euros, o sérvio protagonizaria a transferência mais cara de sempre entre equipas holandesas, batendo a anterior marca estabelecida pelo negócio do atacante Huntelaar, que envolveu curiosamente estes mesmos clubes. No clube da capital, o jovem não acusaria o avultado valor despendido na compra do seu passe, demonstrando toda a sua classe e caindo desde logo no goto dos adeptos.

    Com um estupendo pé esquerdo e uma irrepreensível precisão ao nível do cruzamento, o médio ala não efectuou uma temporada "de encher o olho" no ano passado, sendo utilizado maioritariamente como suplente. Ainda assim, o West Ham seguiu-o atentamente, mostrando-se desejoso de contar com os seus serviços para a actual época desportiva, esbarrando o interesse, contudo, na falta do necessário visto de trabalho para alinhar na Premier League, desfazendo-se assim a possibilidade de mudança.

    Este fracasso nas negociações foi certamente uma óptima notícia para o técnico do Ajax, com o extremo a reentrar desde logo nas suas opções e a assumir-se como peça essencial na formação holandesa, formando com Van der Wiel uma faixa direita muito temida pelos conjuntos adversários.

    No seu país de origem, Sulejmani sempre foi igualmente bastante elogiado, sendo regularmente chamado às selecções jovens. A sua transferência para o território holandês abriu-lhe as portas da selecção principal, contando até ao momento com sete internacionalizações, numa fase em que a própria Sérvia se vai reerguendo no plano europeu.


    Vídeo:



    Muito querido entre os adeptos do Ajax, o jovem alinha preferencialmente no corredor direito, embora seja canhoto, procurando por isso de forma recorrente movimentos interiores com a bola colada junto ao pé, com o intuito de alvejar a baliza contrária. Com um estilo algo semelhante a Arjen Robben, o extremo da Sérvia foi um dos principais responsáveis pela recente conquista do campeonato holandês, uma situação que obviamente lhe valeu uma valorização no mercado e que lhe poderá precipitar a saída para uma equipa de outra dimensão.

    Filipe Jesus
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    Jay Spearing (Liverpool FC)

    O Arsenal é reconhecido como um dos expoentes máximos do futebol inglês e mundial no que toca à formação e ao lançamento de jovens promessas. No entanto, o Liverpool, que atravessa um longo deserto de ausência de títulos na Premier League, também não se pode queixar. Os seus escalões mais jovens estão recheados de talento e algum desse potencial já começa a ser aplicado no plantel principal. Danny Wilson, John Flanagan, Jonjo Shelvey e Jay Spearing são exemplo disso.

    Jay Spearing tem aproveitado a ausência de Steven Gerrard para mostrar o seu valor e, até ao momento, já efectuou 16 partidas de grande valor. Quem se mostrou recentemente impressionado com a qualidade e o profissionalismo de Spearing foi Raul Meireles: "O Jay é um jogador fantástico e um excelente colega. Tem trabalhado muito nos treinos e merece uma oportunidade na equipa. Fora do terreno também é um bom rapaz e estou satisfeito com ele."


    Nome: Jay Francis Spearing
    Nascimento: 25/11/1988 (22 anos)
    Naturalidade: Wallasey - Inglaterra
    Altura: 168 cm
    Peso: 70 kg
    Posição: Médio-Centro
    Clube: Liverpool FC - Inglaterra
    Percurso: Wallasey, Liverpool (desde 1997): empréstimo ao Leicester City (2009/2010)
    Nº Camisola: 26


    Jay Spearing iniciou a sua carreira no modesto Wallasey, clube amador da sua terra natal. Desde cedo que despertou a curiosidade do Liverpool, que no ano de 1997 decidiu adicioná-lo às suas fileiras. Sempre se revelou um verdadeiro líder de equipa até que, em 2007, foi nomeado capitão do escalão de sub-18. Como se não bastasse, nesse mesmo ano venceram a FA Youth Cup, competição na qual competem os escalões jovens de todos os grandes ingleses. O jogador inglês foi também nomeado como o melhor jogador do Torneo di Renate, competição sub-20, onde participaram também Parma e AC Milan.

    O primeiro jogo de Jay Spearing com a camisola do Liverpool aconteceu numa partida da Liga Europa, diante do PSV Eindhoven. A jovem promessa inglesa também alinhou numa imponente vitória do seu clube (4-0), frente ao Real Madrid, na segunda ronda da Champions League.

    Na temporada de 2009/2010, Jay Spearing fez a sua estreia a titular pelos Reds, num jogo da Taça da Liga, frente ao Leeds United. Nesse mesmo ano, o inglês alinhou os primeiros minutos na Premier League. O Sunderland foi o adversário. Em Março de 2010, Spearing foi cedido ao Leicester, que se encontrava a lutar pela subida ao escalão máximo de Inglaterra. Não teve momentos de grande brilho, mas revelou-se uma arma de grande utilidade. Ao serviço dos The Foxes, contou nove partidas e apenas um golo.

    A temporada actual parece ser o momento em que Jay Spearing tem marcado o seu lugar no plantel principal do Liverpool. Desde o início da época, nos jogos de qualificação para a Liga Europa, passando pela Carling Cup e pela Taça de Inglaterra, que Spearing tem sido um elemento muito valioso. Kenny Dalglish, no final de uma partida em que Jay Spearing efectuou uma boa exibição, chegou a ameaçar Steven Gerrard, em tom de brincadeira, que nunca mais jogaria a titular no resto da época.


    Vídeo:

    Em Março deste ano, o Liverpool achou por bem melhorar e extender o contrato de Spearing. Parece começar a afirmar-se, dentro das próprias fileiras dos Reds, um substituto a longo prazo para Gerrard. A tarefa não será fácil, dado que Steven já é um histórico do futebol inglês e mundial, mas o jovem jogador inglês ainda terá alguns anos para aprender com os mais experientes. Um atleta que seguirei com grande expectativa!

    Bruno Tomé
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    2º Aniversário



    Faz hoje dois anos que o projecto do Rumo ao Estrelato foi iniciado. Apesar de nem sempre nos podermos dedicar a este espaço como tanto desejaríamos, é bastante gratificante da nossa parte saber que ainda continuamos a ter um bom número de visitas e que o nosso trabalho (por vezes bastante moroso, mas compensatório) tem o devido reconhecimento junto dos nossos leitores. De facto, só assim é que conseguiríamos chegar a este ponto, pois o vosso feedback tem sido fundamental para que nos mantenhamos motivados e aptos a partilhar convosco novas promessas do futebol.
    As vossas sugestões e críticas também foram bastante úteis para que pudéssemos tornar este blog cada vez mais dinâmico e mais interessante. Aproveitamos também para vos incentivar a dar a vossa opinião, sugestão, ou até mesmo uma crítica sempre que possível...

    Obrigado a todos!

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    Cenk Tosun (Gaziantepspor)

    Como não há futebol sem golos, apresento-vos um dos mais recentes goalscorers da Europa, que tem vindo a brilhar na Turquia. Falo-vos de Cenk Tosun, uma promessa ainda em ascensão, mas que demonstra já um enorme faro para fazer aquilo que embeleza o futebol: o golo.

    De descendência turca, foi na Alemanha que iniciou a sua carreira, tendo passado por equipas como o Praunheim e o Raunheim antes de se juntar às escolas do Eintracht Frankfurt com seis anos. Durante a sua formação foi recrutado várias vezes para a equipa de reservas, onde viria a demonstrar todo o seu potencial que lhe valeu uma chamada à equipa principal em Maio de 2010.


    Nome: Cenk Tosun
    Nascimento: 07/06/1991 (19 anos)
    Naturalidade: Wetzlar - Alemanha
    Altura: 183 cm
    Peso: 78 kg
    Posição: Avançado
    Clube: Gaziantepspor - Turquia
    Percurso: Praunheim, Raunheim, Eintracht Frankfurt (1997-2011), Gaziantepspor (desde 2011)
    Nº Camisola: 23


    Depois de um início de época 2010/2011 bastante produtivo nas reservas do Eintracht, onde apontou 11 golos em 13 jogos, o Gaziantepspor da Turquia contratou-o no mercado de Janeiro. Desde a sua chegada, o jovem demonstrou uma enorme apetência para fazer golos, levando já na sua conta 10 tentos para o campeonato e um impressionante registo de um golo a cada 105 minutos. Quer isto dizer que, caso o Gaziantepspor consiga o tão desejado quarto lugar que dá acesso à Liga Europa, Cenk Tosun é um dos principais obreiros desse feito.

    Devido à sua grande forma, o seleccionador turco Guus Hiddink não demorou a tentar persuadir o jovem a optar pela selecção da Turquia em detrimento da da Alemanha. Mesmo tendo representado a Alemanha em quase todos os escalões jovens, Cenk Tosun não teve dificuldades em decidir e escolheu mesmo as cores turcas.

    Cenk é um jogador veloz, forte fisicamente e com enorme destreza técnica. Tem facilidade em jogar com ambos os pés, mas é no seu pé direito que tem uma outra grande arma: o remate. É atacante, mas não tem uma posição certa, vagabundeando por toda a frente de ataque à procura de espaços que possam criar desequilíbrios às defesas. A sua mobilidade traz também outra dinâmica ao estilo de jogo da sua equipa, uma vez que permite aos seus colegas virem de trás e aproveitarem os espaços que abre.


    Vídeo:

    Cenk Tosun é um atleta que ainda tem muito para evoluir, mas que demonstra já uma grande maturidade para a sua idade. Tem tudo para ambicionar por voos mais altos e tornar-se num jogador de distinção mundial. A este ritmo não demorará muito tempo até que algum colosso lhe pegue e esprema todo o seu potencial.

    Pedro Nogueira
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    André Carrillo (Club Alianza Lima / Sporting CP)

    Depois de uma era menos boa por parte do Sporting, os novos dirigentes leoninos estão decididos a reformular todo o plantel, estando para isso disponíveis a abrir os cordões à bolsa. Diariamente vão surgindo nomes na imprensa nacional e internacional nos quais se especula pelo interesse dos leões, mas foi com um negócio relâmpago que o clube assegurou uma das maiores promessas da América do Sul. André Carrillo é um talento peruano e mudar-se-á para Alvalade a troco de 1,5 milhões de euros, sendo seguramente uma mais-valia para a próxima época.

    Carrillo nasceu em Lima, capital do Peru, iniciando a sua carreira no Esther Grande de Bentín, uma conceituada escola de futebol do país. Em 2007 mudou-se então para os escalões de formação do Alianza Lima, onde viria a revelar todas as suas virtudes como jogador. Estreou-se oficialmente como sénior na última jornada do Torneio Descentralizado 2009, a 5 de Dezembro de 2009, entrando nos últimos minutos do jogo com o Universidad César Vallejo.


    Nome: André Martín Carrillo Díaz
    Nascimento: 14/06/1991 (19 anos)
    Naturalidade: Lima - Peru
    Altura: 180 cm
    Peso: 69 kg
    Posição: Avançado
    Clube: Club Alianza Lima - Peru (transfere-se para o Sporting em Junho)
    Percurso: Esther Grande de Bentín (2004-2007), Alianza Lima (desde 2007)
    Nº Camisola: 23


    Em 2010, André Carrillo ganhou definitivamente o seu espaço no plantel principal e foi aposta regular ao longo da época. Apesar de jogar quase sempre como suplente utilizado, o jovem contabilizou cerca de 400 minutos distribuídos por dez partidas. Contudo, é na presente temporada que Carrillo se tem destacado. Ainda o campeonato vai nas primeiras jornadas e o jovem leva já três golos na sua conta pessoal.

    Nas selecções jovens, André Carrillo sempre foi uma das jóias da coroa das suas equipas, a par de Cristian Cuevas, uma outra promessa do país. O seu nome é tão badalado no futebol peruano que já mereceu, inclusive, elogios por parte do lendário Teófilo Cubillas.

    Carrillo é um atleta que se adapta a qualquer uma das zonas mais avançadas do campo, mas é como segundo avançado que tira maior proveito das suas potencialidades. Com uma excelente técnica e uma velocidade incrível, o jovem aparece com facilidade na zona de finalização, onde demonstra uma enorme frieza e onde não costuma vacilar.


    Vídeo:

    Depois de muito se ter criticado a eleição de Godinho Lopes para a presidência do Sporting, a verdade é que o novo presidente leonino tem procurado dar uma nova imagem ao clube, na tentativa de fazer frente a Porto e Benfica na próxima temporada. Quando se sabe que estes dois grande rivais dos leões estiveram também eles ligados ao nome de André Carrillo, mas que foram surpreendidos por uma operação surpresa por parte dos dirigentes leoninos, parece que o clube está a seguir no bom caminho, o que leva os seus adeptos a acreditar num renascimento do histórico clube da capital.

    Pedro Nogueira
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    David Simão (SL Benfica / FC Paços de Ferreira)

    Tomando como ponto de observação os plantéis do Benfica das últimas épocas, constata-se que o clube lisboeta não tem apostado de forma efectiva nos recursos humanos produzidos pela sua formação. As únicas excepções acabam por ser o internacional Manuel Fernandes, que renderia alguns milhões de euros, e os centrais Miguel Vítor e Roderick Miranda, embora ambos com escassos minutos de utilização.

    Contudo, o Benfica acalenta bastantes esperanças no jovem David Simão, que tem aproveitado sobremaneira a sua cedência ao Paços de Ferreira para mostrar que poderá ser futuramente uma das opções do técnico Jorge Jesus e contrariar, desse modo, a escassa aposta que os responsáveis benfiquistas têm feito nos atletas oriundos das suas escolas.


    Nome: David Martins Simão
    Nascimento: 15/05/1990 (20 anos)
    Naturalidade: Versailles - França
    Altura: 183 cm
    Peso: 81 kg
    Posição: Médio Ofensivo
    Clube: FC Paços de Ferreira (emprestado pelo SL Benfica)
    Percurso: Abóboda (1996-1998); SL Benfica (desde 1999): emprestado ao Fátima (2009-2010) e ao P. Ferreira (2010- 2011)
    Nº Camisola: 10


    Nascido em França, onde permaneceu até ao primeiro ano de idade, o jovem aprenderia os princípios básicos do futebol no Abóboda, formação da AF Lisboa, despertando posteriormente o interesse de Sporting e Benfica. Benfiquista ferrenho, David Simão seguiu o coração e aceitou o convite feito pelos encarnados, mudando-se para o clube da Luz com apenas nove anos.

    Conhecendo já um pouco os cantos à casa, dado que o seu irmão também jogava nas camadas jovens do clube, o médio evoluiu de forma satisfatória ao longo das épocas, tornando-se mesmo internacional pelas selecções jovens nacionais e treinando algumas vezes com o plantel principal quando cumpria o último ano de júnior.

    Acreditando que o médio poderia ter êxito a nível profissional, os responsáveis encarnados resolveram propor o seu empréstimo ao Fátima de forma a poder integrar-se da melhor forma no escalão sénior. Mesmo cumprindo a sua primeira época nesta categoria, David Simão mostrou desde logo toda a sua qualidade, revelando-se um atleta com um tremendo pé esquerdo e com uma visão de jogo invejável.

    Após ter contribuído para a manutenção do conjunto fatimense, o P. Ferreira seria o próximo capítulo da sua carreira, acompanhando deste modo o técnico Rui Vitória. Na formação da Capital do Móvel, o treinador tem sabido tirar proveito das capacidades do jovem, utilizando-o num meio-campo muito completo e equilibrado, onde a força e experiência de André Leão e Leonel Olímpio se alia à magia e imprevisibilidade de David Simão.


    Vídeo:



    Fazendo actualmente parte da selecção de sub-21, o médio deverá apenas melhorar o seu jogo defensivo e imprimir, em alguns momentos, uma maior intensidade ao seu futebol, para assim poder regressar à equipa lisboeta e poder cumprir o seu sonho de criança. Com o desejo de mostrar no Estádio da Luz a sua excelência ao nível do passe e do remate de meia distância, David Simão é ainda um jovem com grande margem de progressão e que tem tudo para fazer cumprir as expectativas criadas pelo seu ídolo e actual director-desportivo Rui Costa.



    Filipe Jesus
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    Erick Torres (CD Chivas Guadalajara)

    Ainda nem uma época passou desde que Chicharito trocou o campeonato mexicano pela Premier League e já o Chivas Guadalajara encontrou um substituto à altura. O novo craque chama-se Erick Torres e, bem à imagem da nova jóia do Manchester United, é um jogador com um talento e um faro para golo nato, tendo já feito esta época as delícias de todos os adeptos do futebol mexicano.

    Atleta do Chivas Guadalajara desde os seus oito anos, “El Cubo” apenas se estreou na equipa principal em Novembro de 2010 frente ao Monterrey. Apesar de esta ser ainda a sua primeira época como sénior, o jovem leva já cinco golos em dez partidas disputadas no Clausura, merecendo, só por isso, inúmeras comparações com Chicharito que também se havia revelado na sua época de estreia.


    Nome: Erick Estéfano "Cubo" Torres Padilla
    Nascimento: 19/01/1993 (18 anos)
    Naturalidade: Guadalajara - México
    Altura: 180 cm
    Peso: 68 kg
    Posição: Avançado
    Clube: CD Chivas Guadalajara - México
    Percurso: Chivas Guadalajara (desde 2001)
    Nº Camisola: 67


    Erick Torres foi capitão da formação sub-17 do Chivas que participou na Copa Bicentenario do ano passado, e assumiu-se como a principal estrela do conjunto rojiblanco, sendo preponderante para o impressionante segundo lugar na competição. A formação mexicana saiu vergada na final perante os brasileiros do São Paulo, mas nem por isso Erick Torres deixou de brilhar, apontando os dois golos na derrota por 4-2.

    Erick Torres é um jogador irrequieto e que aparece muito facilmente em zona de finalização. Confiante nas suas acções, o jovem avançado tem por hábito vir buscar jogo atrás, progredindo depois no terreno com a bola controlada. Contudo, é na área e com os golos que “El Cubo” diz dar-se melhor, adquirindo muitas das qualidades que caracterizam os grandes avançados mundiais, tais como, o cabeceamento, a frieza, a antecipação e o remate.

    Apesar dos seus 18 anos, o jovem é já visto como uma das principais promessas do futebol mexicano e muitos defendem que é uma questão de tempo até que “El Cubo” forme com Chicharito uma dupla temível na frente de ataque da selecção azteca.


    Vídeo:

    Correm rumores de que o Manchester United está atento à sua evolução e que há já um pré-acordo entre o Chivas e os dirigentes dos red devils para que o jovem siga o mesmo caminho do seu compatriota. Depois de Chicharito ter já encantado os apaixonados pela Premier League, resta saber se Alex Ferguson conseguirá ter mão em mais um talentoso mexicano, ou se Javier Hernandez foi apenas uma excepção.

    Pedro Nogueira
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