André Martins (Sporting CP)



André Martins é, talvez, o jogador mais promissor entre os muitos jovens que o Sporting tem no plantel. Comparando-o com nomes como Adrien Silva, Cédric Soares, Diego Rubio ou Carrillo, André Martins é aquele em que os sportinguistas depositam mais esperanças (pelo menos é o que reúne maior consenso entre as opiniões), não deixando os adeptos rivais indiferentes ao seu talento.

Martins, como o próprio se descreve, já nasceu com vontade de jogar futebol, tendo sido o próprio jogador a inscrever-se no clube da sua terra natal, no modesto Argoncilhe, onde começou a dar os seus primeiros passos. Mais tarde, em 2000, veio o Feirense. Na altura, o jovem mudou-se para o emblema de Santa Maria da Feira, no qual permaneceria durante dois anos até surgir o interesse do Sporting. O médio luso convenceu os dirigentes leoninos, que o observaram atentamente nos jogos do Feirense, e mudou-se para a capital com apenas 12 anos de idade.


Nome: André Renato Soares Martins
Nascimento: 21/01/1990 (22 anos)
Naturalidade: Argoncilhe, Santa Maria da Feira
Altura: 169 cm
Peso: 64 kg
Posição: Médio / Extremo
Clube: Sporting CP
Percurso: Argoncilhe (1999-2000), Feirense (2000-2002), Sporting (desde 2002): empréstimos ao Real Massamá (2009-2010), Belenenses (2010), Pinhalnovense (2011)
Nº Camisola: 28


Em Lisboa, seguiram-se oito anos de formação de leão ao peito, onde esteve envolvido em algumas conquistas importantes, sendo campeão nacional de juvenis e juniores. De assinalar que, após a passagem do escalão juvenil para júnior, André Martins assinou um contrato profissional com o emblema de Alvalade, juntamente com Wilson Eduardo, Diogo Rosado e Diogo Amado.

Após completar a sua formação no Sporting, veio a sua primeira experiência no futebol sénior. O médio português seria cedido primeiramente ao Real Massamá, da segunda divisão, onde conseguiu pegar de estaca, sendo titular em praticamente todos os encontros. Depois de um período de adaptação ao escalão sénior, onde a aprendizagem no Real Massamá foi de extrema importância, na temporada seguinte viria a ser novamente emprestado.

A sua nova aventura continuaria a ser feita em Lisboa, mas, desta vez, ao serviço do Belenenses. A época não correu de feição, quer para o clube lisboeta, quer para Martins, que pouco jogou com a Cruz de Cristo ao peito. No entanto, em Janeiro, no mercado de Inverno, o Sporting resolveu emprestá-lo ao Pinhalnovense, dada a escassa utilização no Restelo. Em Pinhal Novo jogou a maior parte dos jogos da segunda metade da época e, após o final da cedência, André Martins apresentou-se no Sporting.

Surpreendentemente, ou não, Martins viria a permanecer nessa época - 2011/2012 - no plantel principal dos leões, às ordens de Domingos Paciência. Contudo, e apesar de Paciência apostar algumas vezes no jovem médio, seria após a mudança de treinador em Alvalade - com a entrada de Sá Pinto - que André Martins seria mais vezes titular e renderia os adeptos portugueses ao seu tamanho talento.

Classe, maturidade e raça foram algumas das características reveladas pelo atleta leonino que, apesar de muitas vezes comparado a João Moutinho (do qual herdou inclusivamente o número da camisola), faz lembrar jogadores à margem como Pablo Aimar, devido à sua inteligência, visão de jogo, boa qualidade de passe e capacidade de progredir com a bola de forma elegante. Arrisco-me a dizer que não faltará muito até uma chamada à selecção AA portuguesa, já que nos sub-21 tem sido um dos grandes destaques na formação liderada por Rui Jorge.

Gonçalo Nuno Oliveira
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Ricardo Pereira (Vitória SC)



Desde que assumiu a presidência do Vitória SC, Júlio Mendes tem efectuado uma notável reestruturação financeira no clube. Face ao surpreendente valor do passivo, o presidente optou por prescindir de alguns atletas com inegável valor mas que representavam grandes encargos no final do mês.

Desse modo, nomes como Nilson, João Alves e Nuno Assis, grandes referências do emblema vimaranense nas últimas épocas, abandonaram a Cidade Berço, de forma a reduzir a folha salarial e ajudar a reequilibrar as contas do clube. Esta nova política de austeridade imposta por Júlio Mendes fez com que a aposta nos jovens provenientes das camadas jovens passasse então a ser uma realidade mais efectiva. Um dos miúdos que tem aproveitado esta oportunidade é o extremo Ricardo, que promete ser uma das revelações da nova época.


Nome: Ricardo Domingos Barbosa Pereira
Nascimento: 06/10/1993 (18 anos)
Naturalidade: Lisboa
Altura: 175 cm
Peso: 70 kg
Posição: Extremo
Clube: Vitória SC
Percurso: Sporting (2004-2010), Naval (2010-2011), Vitória SC (desde 2011)
Nº Camisola: 21


O jovem integrou-se nos escalões de formação do Sporting em 2004 e permaneceu no emblema leonino durante seis temporadas. A saída deveu-se a opções meramente técnicas, visto que Ricardo não seria, previsivelmente, muito utilizado ao longo da época.

Assim, mudou-se para a Naval no seu primeiro ano como júnior e tornou-se de imediato um dos jogadores mais influentes da equipa. A sua estada na Figueira da Foz durou apenas um ano, pois o Vitória de Guimarães demonstrou interesse e acabou por contratá-lo. Na Cidade Berço, Ricardo encantou a equipa técnica pela sua impressionante rapidez e pelo seu virtuosismo técnico, destacando-se dos seus colegas de equipa.

A sua invejável qualidade não passou igualmente despercebida ao técnico Rui Vitória, que passou a integrá-lo nos treinos da equipa principal. O extremo não se intimidou e mereceu, dessa forma, a confiança do treinador, que o lançaria em três partidas na recta final da última Liga ZON Sagres. A sua espantosa capacidade de explosão e o seu drible curto são alguns dos atributos que maravilharam os adeptos vitorianos, que nutrem já um especial carinho pelo jovem.

Internacional sub-19 português, Ricardo tem estado em evidência nesta pré-temporada, sendo visto como uma das previsíveis surpresas do próximo campeonato. Orientado por um treinador habituado a projectar jovens talentos, o extremo é mais um diamante que Rui Vitória poderá lançar para a alta-roda do futebol.

Filipe Jesus
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George Tucudean (FC Dinamo Bucareste)



Agora que Marius Niculae e Adrian Mutu caminham para o fim das respectivas carreiras, há um jovem avançado romeno que começa a sobressair no campeonato local. George Tucudean, jogador de 21 anos do Dinamo Bucareste, está a ter um início de época de sonho. Foi eleito melhor em campo na vitória por penáltis da sua equipa na Supertaça Romena ao apontar dois golos e agora, na passagem da 2ª jornada da Liga, marcou um poker na goleada imposta pelo Dinamo ao CSMS Iasi.

Filho de famílias abastadas, George Tucudean nasceu no ano de 1991, em Arad, no oeste da Roménia. Antes de ingressar nas camadas jovens do Atletico Arad, Tucudean dividia o seu tempo entre os treinos de ténis e o karting, regalias de um menino que vinha de boas famílias. Contudo, a paixão pelo futebol revelou-se mais forte. De tal forma que aos 16 anos de idade Tucudean era já uma das principais promessas do seu país.


Nome: Marius George Tucudean
Nascimento: 30/04/1991 (21 anos)
Naturalidade: Arad - Roménia
Altura: 187 cm
Peso: 80 kg
Posição: Ponta-de-Lança / Extremo
Clube: FC Dinamo Bucareste - Roménia
Percurso: Atletico Arad (2005-2008), UTA Arad (2008-2011), Dinamo Bucareste (desde 2011)
Nº Camisola: 29


Na época de 2008/2009 George Tucudean transferiu-se para o UTA Arad. A jogar na 2ª divisão da Roménia, este jovem internacional pelas selecções jovens do seu país evidenciou desde logo uma boa capacidade finalizadora, que viria a ser confirmada na época seguinte. As suas boas prestações chamaram a atenção do Dinamo Bucareste e logo o colosso da capital romena tratou de garantir os serviços deste matador puro. A primeira metade da temporada de 2010/2011 foi passada ainda no UTA Arad, por empréstimo, mas em Janeiro de 2011 Tucudean ingressou definitivamente no Dinamo Bucareste.

A sua estreia oficial ocorreu apenas a 1 de Abril do referido ano mas ainda a tempo de causar impacto no seu novo clube. Os 4 golos que apontou nos 13 jogos em que participou ajudaram o Dinamo a classificar-se em 6º lugar e a chegar à final da Taça da Roménia. Na temporada 2011/2012 marcou o seu primeiro golo na Liga Europa, em partida da 3ª pré-eliminatória, mas daí até Maio ficou em branco nos vários jogos que disputou, ainda que sempre saído do banco. Mas à 31ª jornada tudo mudou, quando o seu técnico decidiu colocá-lo pela primeira vez a jogar de início no campeonato. Daí até ao final da prova contabilizou 3 golos nas derradeiras quatro partidas.

Muito forte no jogo aéreo e com um remate muito colocado, Tucudean destaca-se pelos processos simples na hora de atacar a baliza. Por vezes dá a ideia de ser limitado em termos técnicos, mas é um jogador eficaz quando tem a bola, sobretudo no capítulo da finalização. Manteve a capacidade de goleador que o notabilizou no final da última época, surgindo agora com números prometedores – 6 golos em 3 jogos que disputou. Rápido e forte fisicamente, impõe respeito nas defesas contrárias e consegue decidir jogos individualmente, desde que tenha uma boa equipa a trabalhar para si.

Vídeo:


O seu início de temporada tem sido altamente concretizador. George Tucudean parece finalmente confirmar as credenciais que o levaram a Glasgow, ainda muito jovem, mas onde acabou por não convencer os responsáveis do campeão escocês. Hoje em dia está mais maduro e parece pronto para dar o salto, o que poderá ocorrer muito brevemente. Trata-se ainda de um jogador acessível para a maioria dos clubes dos principais campeonatos europeus, podendo inclusive deixar Bucareste ainda neste mercado de transferências...

Ricardo Abreu
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Mohamed Salah (FC Basel 1893)



Existem jogadores que nos deixam algumas dúvidas sobre a possibilidade de se tornarem figuras de referência no futuro e, muitas vezes, não é possível prever o desenvolvimento de um jovem futebolista. A linha que separa uma promessa de um craque é muito grande e as escolhas que um atleta toma ao longo da sua carreira influenciam, inevitavelmente, a sua tentativa de chegar ao topo. Como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Zidane, Pirlo, Luís Figo, Ryan Giggs, Paul Scholes, Xavi e Iniesta há poucos. É preciso disciplina, trabalho, trabalho e trabalho. O talento também conta, mas sozinho pouco ou nada vale.

Mohamed Salah tem talento, falta provar que possui o resto. Aos 20 anos, o jovem egípcio que assinou em Abril pelos suíços do Basileia transpira futebol. Conduz a bola rapidamente e com os dois pés, remata fácil, tem visão de jogo, desmarca-se exemplarmente sem bola, apesar de denotar ainda algum individualismo natural para a sua idade. Até ao momento, na minha opinião, trata-se da grande revelação dos Jogos Olímpicos de Londres. Dois golos em dois jogos, acompanhados por momentos de puro génio. Só não será uma referência do Egipto e do futebol mundial se não quiser.


Nome: Mohamed Salah Ghaly
Nascimento: 15/06/1992 (20 anos)
Naturalidade: Basyoun - Egipto
Altura: 175 cm
Peso: 69 kg
Posição: Extremo
Clube: FC Basel 1893 - Suíça
Percurso: Arab Contractors (2007-2012); FC Basel 1893 (desde 2012)
Nº Camisola: 22


O ditado é antigo e diz o seguinte: «Há males que surgem por bem». Mohamed Salah que o diga. Se não fosse o desastre do Estádio de Port Said, em Fevereiro de 2012, o jovem jogador provavelmente não assinaria por um clube europeu tão rapidamente, no caso o Basileia. Tudo aconteceu desta forma, porque a primeira liga egípcia foi cancelada e os atletas desse campeonato ficaram sem jogar. Salah treinou durante alguns meses com a seleção sub-23 do Egipto, até que a sua actual equipa, na iminência de perder Xherdan Shaqiri para o Bayern Munique (o que veio a acontecer), decidiu investir no talento do país dos faraós para seu sucessor. E parece que acertou em cheio!

As primeiras indicações de Mohamed Salah neste Jogos Olímpicos têm sido demolidoras. Joga ao lado da lenda Mohamed Aboutrika e, além do primeiro nome, parece ter muito mais em comum com o experiente médio ofensivo egípcio, para muitos o melhor de todos os tempos. O primeiro golo na prova aconteceu frente ao poderoso Brasil de Neymar, que depois de estar a vencer por 3-0 ainda se assustou quando os norte-africanos chegaram ao 3-2. Domingo, diante da Nova Zelândia, Salah atacou de novo, com mais um golo que empatou o encontro com a formação da Oceânia (1-1).

Ao serviço do Basileia, a jovem promessa também já fez o gosto ao pé num encontro de carácter particular, mais precisamente na derrota frente aos romenos do Steaua de Bucareste (4-2). A nível internacional, com apenas duas décadas de existência, Mohamed Salah já é um habitual convocado da selecção sénior, apresentando até ao momento o impressionante score de oito golos em treze partidas.

Vídeo:


Caso o Egipto avance para os quartos-de-final, e para isso só servirá uma vitória frente à Bielorrússia no próximo compromisso, Mohamed Salah será certamente uma peça-chave da equipa. Com Aboutrika, alia-se a juventude à experiência, a irreverência à responsabilidade, e quem beneficia é apenas o conjunto egípcio. No Basileia e numa liga como a da Suíça, o jovem atleta poderá aproveitar para convencer os grandes europeus a abrir os cordões à bolsa para adquirir o seu passe. O potencial está lá, resta saber canalizá-lo da melhor forma.

Bruno Tomé
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Ander Herrera (Athletic Club Bilbau)



A selecção espanhola está, invariavelmente, nas bocas do Mundo devido ao excelente estilo de jogo praticado por nuestros hermanos. Esta qualidade não é apenas reconhecida na equipa principal, pois as selecções jovens apresentam os mesmos princípios e ideias de jogo. Assim, o magnífico futebol praticado pela estrelas da selecção A parece ter o futuro assegurado, pois vários jovens reúnem características adequadas à matriz de jogo de La Roja. Um dos atletas mais promissores da nova geração é Ander Herrera, um médio que parece actuar com pés de veludo. O playmaker apresenta argumentos para ser um dos jogadores de futuro da selecção, de forma a que o conjunto orientado por Vicente del Bosque continue a somar títulos.

Ander Herrera nasceu no País Basco e iniciou a sua formação no modesto Amistad, mudando-se em 2001 para as camadas jovens do Saragoça. Na turma de Aragão, o médio foi sempre um dos destaques nas equipas jovens, perspetivando-se-lhe, desde logo, um futuro risonho. Assim, a promoção à equipa B na época 2008/2009 foi encarada com naturalidade, dado o enorme valor futebolístico do jovem.


Nome: Ander Herrera Aguera
Nascimento: 14/08/1989 (22 anos)
Naturalidade: Bilbau - Espanha
Altura: 182 cm
Peso: 70 kg
Posição: Médio Ofensivo
Clube: Athletic Club Bilbau - Espanha
Percurso: Amistad, Saragoça (2001-2011), Athletic Bilbau (desde 2011)
Nº Camisola: 21


Nessa mesma temporada, e fruto das boas actuações na equipa secundária, Herrera foi chamado para integrar o plantel principal do Saragoça. O jovem revelou uma notável qualidade de jogo, mostrando capacidade de passe e visão de jogo admiráveis para um jogador com a sua idade. O médio participaria no regresso da formação aragonesa à Liga Espanhola, contabilizando 18 presenças e tendo obtido 2 golos.

O seu papel na equipa ganhou relevo na La Liga, pois o jovem conseguiu fixar-se no onze e cotar-se como um dos melhores jogadores da equipa. Nas duas temporadas em que representou o Saragoça no principal escalão, Herrera foi decisivo para a manutenção do clube nesta prova e demonstrou potencial para actuar numa equipa com outros objectivos.

As boas impressões que deixou chamaram a atenção do Athletic, que não hesitou em desembolsar oito milhões de euros para assegurar a sua contratação no Verão de 2011. A transferência de Herrera seria mesmo a segunda mais cara de sempre do clube de Bilbau, confirmando as enormes esperanças depositadas pelos responsáveis bilbaínos no jovem. A sua qualidade de jogo assentou como uma luva no modelo de jogo preconizado por Marcelo Bielsa, que privilegia a circulação de bola e um futebol apoiado, tendo o jovem um contributo fundamental na estratégia do técnico argentino.

Vídeo:


Reconhecido pela classe que emprega em cada lance e por assumir a organização ofensiva da equipa, Herrera foi preponderante para a presença do Athletic nas finais da Taça do Rei e da Liga Europa. Após esta boa temporada de estreia na equipa basca, o médio foi convocado para representar o seu país nos Jogos Olímpicos, comprovando que é visto como um dos atletas que poderá seguir as pisadas de Xavi, Iniesta ou David Silva.

Filipe Jesus
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Enzo Andía (CD Universidad Católica)



Mesmo sendo uma selecção que costuma fazer boas campanhas nas provas internacionais, o Chile apresenta uma defesa algo deficitária, sacrificando muitas vezes alguns dos seus melhores médios, como Arturo Vidal e Gary Medel, de forma a equilibrar o sector mais recuado. Perante este facto, as selecções jovens começaram a adoptar uma política de renovação da defensiva, tendo já promovido à equipa principal um dos melhores centrais da cantera. Trata-se de Enzo Andía, um dos defesas mais promissores do futebol mundial e que será, ao que tudo indica, o sucessor de Pablo Contreras como patrão da defensiva chilena.

Andía sempre foi uma pessoa de estatura elevada, o que sugeria que pudesse vir a singrar num outro desporto como o basquetebol. Contudo, a sua paixão pelo futebol moveram-no para uma modalidade onde sempre demonstrou potencial, chegando à Universidad Católica (UC) com 16 anos, depois de ter impressionado os dirigentes do clube num torneio juvenil.


Nome: Enzo Pablo Andía Roco
Nascimento: 16/08/1992 (19 anos)
Naturalidade: Ovalle - Chile
Altura: 190 cm
Peso: 82 kg
Posição: Defesa-Central
Clube: CD Universidad Católica - Chile
Percurso: Universidad Católica (desde 2008)
Nº Camisola: 3


Capitão dos sub-17 do Chile no Campeonato Sul-Americano em 2009 e campeão pelos sub-18 da UC em 2010, Andía viria a ser recompensado com a integração no plantel principal do clube. A sua estreia no futebol profissional deu-se em Maio de 2011, num jogo frente à Unión Española, e ficou manchada por uma expulsão um tanto ou quanto injusta.

Apesar da estreia desastrosa, Andía continuou a merecer a confiança do técnico Juan Antonio Pizzi, correspondendo com boas exibições na Copa Libertadores de 2011, onde a UC foi eliminada nos quartos-de-final frente ao Peñarol. O seu primeiro golo a nível profissional foi apontado na segunda mão das meias-finais do Apertura 2011 (vitória por 1-0 frente à Unión La Calera) e carimbou a passagem da equipa à final, onde o jovem viria a realizar uma exibição monumental.

Andía é um defesa forte fisicamente (190 cm; 82 kg), insuperável no jogo aéreo e imperial nas dobras aos companheiros de equipa. Com um estilo de jogo muito parecido ao do alemão Mats Hummels, o jovem apresenta uma técnica invulgar para um defesa-central, sabendo sair a jogar como poucos no futebol mundial. Tem um sentido posicional muito bom e, apesar da sua robustez física, consegue desarmar os adversários com rapidez e agilidade na antecipação.

Vídeo:


As qualidades de Enzo Andía são por demais evidentes tanto a nível técnico como táctico. Ultimamente tem merecido a confiança do seleccionador Claudio Borghi que o tem integrado nas convocatórias para os amigáveis da selecção chilena. Apesar de ainda não ter sido associado a nenhum clube europeu, Enzo Andía é certamente um dos nomes em maior destaque nos rascunhos dos olheiros mais atentos, sendo apenas uma questão de tempo até dar o salto para o Velho Continente.

Pedro Nogueira
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Roberto Firmino (TSG 1899 Hoffenheim)



De um jogo de futebol esperam-se belas jogadas, fintas maravilhosas e muitos golos. No campeonato alemão, há um talento brasileiro que exibe todas estas facetas do jogo com regularidade e tem tudo para tornar-se um dos grandes craques do futebol mundial nos próximos anos. Com apenas 20 anos, Roberto Firmino, médio ofensivo do Hoffenheim, é uma das coqueluches do emblema germânico e uma das principais promessas canarinhas tendo em vista o Mundial 2014.

Natural de Maceió, capital do Estado de Alagoa e terra reconhecida pelas suas praias, Roberto Firmino fez a sua formação no Clube de Regatas Brasil. Ingressou mais tarde no Figueirense por direito próprio, após ter realizado com sucesso os testes na sua nova equipa. Mais tarde, mostrou-se aos principais olheiros do país na edição de 2009 da Copa São Paulo de Futebol Júnior onde foi o melhor marcador do Figueirense e um dos destaques da competição.


Nome: Roberto Firmino Barbosa de Oliveira
Nascimento: 02/10/1991 (20 anos)
Naturalidade: Macéio (Alagoas) - Brasil
Altura: 180 cm
Peso: 76 kg
Posição: Médio-Ofensivo / Extremo
Clube: TSG 1899 Hoffenheim - Alemanha
Percurso: Clube de Regatas Brasil; Figueirense (2008-2011): empréstimo ao Tombense (2009); Hoffenheim (desde 2011)
Nº Camisola: 22


Os seus bons desempenhos levaram Firmino a ser promovido à equipa principal do Figueirense, que militava na Série B. A sua estreia entre os profissionais ocorreu precisamente em 2009, em partida frente ao Ponte Preta, onde Firmino entrou ao intervalo e deixou desde logo boa impressão. Acabou a época emprestada ao Tombense, modesta equipa da 2ª divisão do Campeonato Mineiro, de forma a ganhar rodagem para a nova temporada, em 2010, que seria de afirmação para o atleta.

E assim foi. O virtuosismo e a verticalidade que impõe no seu jogo, juntamente com uma excelente capacidade de finalização, ajudaram o Figueirense a subir de divisão nesse mesmo ano. Com 8 golos em 36 presenças, sendo muitos deles decisivos, Firmino foi considerado pelo Canal Brasileiro Sportv como a revelação da Série B. No fim da época, os seus bons desempenhos valeram-lhe a transferência para o Hoffenheim, da Alemanha, onde teve a oportunidade de jogar pela primeira vez na divisão principal de um campeonato profissional.

A estreia demorou quase dois meses e ocorreu a 26 de Fevereiro de 2011 frente ao Mainz. Ao início jogava apenas na qualidade de suplente utilizado, mas terminou o campeonato na condição de titular, fruto do seu talento inegável. Mas o início da época de 2011/12 foi o verdadeiro momento de explosão deste jogador, que apontou 4 golos entre a 4ª e a 6ª jornada da Bundesliga. Afirmou-se como um dos principais destaques do Hoffenheim ao apontar 7 golos em 30 jogos que totalizou no campeonato, contribuindo deste modo para o 11º lugar da sua formação.

Vídeo:


Médio ofensivo de invulgar qualidade técnica e internacional pelas seleções jovens brasileiras, Firmino destaca-se pela sua habilidade e excelente técnica individual. Ganhou maior consistência táctica no futebol alemão e consegue estar em constante movimento ao longo dos 90 minutos. Roberto Firmino é hoje um jogador mais maduro em comparação com o momento em que saiu do Brasil rumo ao velho continente. Actua como número 10 em virtude da sua criatividade mas é capaz de iniciar várias jogadas pelo flanco direito do campo. Entre esta e a próxima época é provável que dê o salto para um clube de maior dimensão, o que lhe poderá abrir as portas da selecção do Brasil, onde ainda não se estreou.

Ricardo Abreu
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Kerim Frei (Fulham FC)



Quem nunca ouviu dizer que um determinado jogador será o novo Lionel Messi? Boa técnica, bola sempre colada ao pé, finta curta e estatura baixa. Da minha parte, poderia apontar mais do que uma dezena que, obviamente, representaria uma totalidade de casos falhados. A verdade é que Messi só há um. Não vale, nem valerá a pena tentar encontrar o próximo. No futuro, haverão certamente melhores mas... igual a ele não!

De qualquer forma, tenho que admitir que existem jogadores no bom caminho para se tornarem referências do futebol mundial e que partilham uma série de semelhanças com o astro argentino. O turco Kerim Frei é um bom exemplo. Com apenas 18 anos já trata a bola como um senhor e não tenho dúvidas que se for devidamente trabalhado, aliando mais alguma massa muscular e consistência a um corpo ainda muito franzino, se poderá tornar, em meia dúzia de anos, num caso muito sério do futebol mundial.


Nome: Kerim Frei
Nascimento: 19/11/1993 (18 anos)
Naturalidade: Feldkirch - Áustria
Altura: 172 cm
Peso: 67 kg
Posição: Extremo
Clube: Fulham FC - Inglaterra
Percurso: Grasshoppers (2006-2010); Fulham FC (desde 2010)
Nº Camisola: 21


Apesar de ter nascido na Áustria, Kerim Frei viveu grande parte da sua infância na Suíça. Filho de pai turco e mãe marroquina, o jovem jogador optou pela nacionalidade do seu progenitor, embora tenha frequentado os escalões jovens da selecção suíça, desde os sub-18 aos sub-21. Apesar de ainda não ter realizado qualquer jogo com a camisola principal, Frei anunciou a sua vontade de defender as cores turcas, constituindo-se como um dos valores futuros mais importantes para o treinador Abdullah Avci.

A sua passagem pelo Grasshoppers foi essencialmente de formação, tendo despertado o interesse de vários clubes europeus desde muito cedo. Em 2010/2011 assinou pelos londrinos do Fulham e, depois de um período de adaptação de uma temporada, teve oportunidade de se estrear na equipa principal. O primeiro jogo aconteceu a 7 de Julho de 2011, na primeira fase de qualificação da Liga Europa, diante do NSÍ Runavik, começando a titular na ronda seguinte, frente aos norte-irlandeses do Crusaders.

Nas competições internas, o primeiro compromisso de Kerim Frei foi frente ao Chelsea, na terceira eliminatória da Taça da Liga, tendo marcado o primeiro golo também na Liga Europa, num empate caseiro diante do Odense BK (2-2), que ditou a eliminação dos Cottagers da competição. A adaptação à Premier League e à equipa de Craven Cottage tem sido feita aos poucos, ficando boas indicações, pormenores e uma exibição de encher o olho, em 9 de Abril deste ano, num empate a uma bola com o Chelsea, em que o jovem foi considerado pela Sky Sports como o homem do jogo.

Vídeo:


Kerim Frei é um talento com imensa margem de progressão e está no campeonato certo para se mostrar ao mundo. Desfruta de condições de treino de topo, tem a seu lado os melhores preparadores físicos do planeta e muito pouca pressão para se mostrar. Recentemente, estendeu o seu contrato com o Fulham até 2015 e, durante estes três anos, dará certamente o salto. Poderá ser já esta época, na segunda ou na terceira, mas ele acontecerá de certeza. Para já, fica a indicação do Rumo ao Estrelato. Estejam atentos!

Bruno Tomé
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André André (Vitória SC)



O aproveitamento dos jovens oriundos das camadas jovens é já uma prática muito comum no Varzim. O clube nortenho recorre constantemente "à prata da casa" para compor o seu plantel, não havendo qualquer receio em apostar nos miúdos formados nos escalões de base. Por tudo isto, o Varzim é visto como um novo viveiro de jovens talentos do futebol português, uma política que poderia ter maiores seguidores no nosso país.

Jogadores como Yazalde, Neto e Salvador Agra foram dados a conhecer pelo emblema poveiro, que serviu assim de trampolim para os jovens se afirmarem no panorama nacional. A boa época realizada pela turma da Póvoa de Varzim, que culminou com a subida à Liga Orangina, permitiu que André André ficasse no radar de alguns clubes do primeiro escalão. Esta é assim mais uma demonstração da qualidade que o Varzim apresenta no futebol jovem e que tantos jogadores tem projetado para as provas profissionais.


Nome: André Filipe Brás André
Nascimento: 26-08-1989 (22 anos)
Naturalidade: Vila do Conde
Altura: 177 cm
Peso: 65 kg
Posição: Médio Centro
Clube: Varzim SC
Percurso: Varzim (2005-2007, 2008-2012), FC Porto (2007-2008), Deportivo B (2010), Vitória SC (desde 2012)
Nº Camisola: -


Filho de André, antiga glória do FC Porto, o jovem fez praticamente todo o seu percurso de formação na equipa poveira. Praticamente, pois o médio cumpriu o seu último ano de júnior no FC Porto, completando a sua formação num clube com outro nível competitivo. O regresso à casa mãe consumou-se na temporada seguinte, com o jovem a iniciar a sua actividade profissional em 2008/2009 no seu Varzim. Na Liga Orangina, André André realizou duas épocas muito boas, sendo utilizado com regularidade e mostrando-se um médio capaz de efectuar o vaivém constante entre a defesa e o ataque.

Os seus atributos, especialmente em termos de leitura de jogo, chamaram a atenção dos espanhóis do Deportivo, que o recrutaram para a equipa B na temporada 2010/2011. Contudo, a sua experiência na Corunha não correu como desejava e, por isso, regressou ao Varzim em Janeiro, não evitando a descida do clube à 2ª Divisão.

A passagem pelas competições não profissionais foi curta, pois os alvi-negros asseguraram a subida à Orangina, com o capitão André André a desempenhar um papel fulcral. Assumindo-se como o patrão do meio-campo, o jovem destacou-se pela fantástica qualidade de passe e pela sua admirável entrega ao jogo, que lhe permite recuperar inúmeras bolas ao longo dos 90 minutos. Para além disso, o médio foi autor de 12 golos, alguns deles obtidos de grande penalidade, comprovando o contributo decisivo que teve para a subida de divisão.

Os excelentes desempenhos despertaram a curiosidade de vários clubes do primeiro escalão, tendo o Vitória de Guimarães assegurado o seu concurso para os próximos três anos, depois de o jovem, ao que se consta, ter rejeitado uma proposta oriunda do Benfica. Na Cidade Berço, André André fará parte do plantel principal, o que lhe dará a hipótese de crescer com o técnico Rui Vitória, responsável pelo lançamento de vários jovens no futebol nacional.

Filipe Jesus
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Andriy Yarmolenko (FC Dínamo de Kiev)



Com a iminente retirada de Andriy Shevchenko, maior ídolo do povo ucraniano, surgem novos nomes que poderão estar na calha para assegurar o futuro da selecção. Yarmolenko é assim encarado como uma das estrelas emergentes do futebol na Ucrânia e um dos jovens a quem se augura uma carreira recheada de êxitos, à semelhança do antigo jogador do AC Milan e do Chelsea.

O extremo nasceu na Rússia, em São Petersburgo, mas a sua mudança para a Ucrânia deu-se quando tinha apenas três anos. Já depois de ter sido rejeitado pelo Dínamo de Kiev devido à sua constituição física, o jovem ingressou nas camadas jovens do desconhecido Desna Chernihiv. Contudo, Yarmolenko viria a regressar à formação da capital ucraniana, sendo recrutado para a equipa de reservas em 2007.


Nome: Andriy Yarmolenko
Nascimento: 23-10-1989 (22 anos)
Naturalidade: São Petersburgo - Rússia
Altura: 187 cm
Peso: 76 kg
Posição: Extremo
Clube: FC Dínamo de Kiev - Ucrânia
Percurso: Desna Chernihiv (2004-2007), Dínamo de Kiev (desde 2007)
Nº Camisola: 9


Após uma temporada de bom nível na formação secundária, o jovem foi promovido à equipa principal na época 2008/2009, onde foi maioritariamente segunda opção. O extremo conquistou o seu espaço nas temporadas seguintes, fruto da enorme qualidade de jogo que evidenciou, o que lhe valeu a forte admiração dos adeptos do seu clube e do seu ídolo Shevchenko.

Yarmolenko actua em ambas as faixas do ataque, sendo dono de um pé esquerdo magnífico. Com uma notável capacidade de cruzamento e um reportório assinalável de pormenores individuais, o jovem faz parte da nova geração de talentos do futebol ucraniano e é visto como uma das principais esperanças da Europa de Leste.

Apesar de não actuar na zona central do ataque, Yarmolenko apresenta um registo interessante de golos por época, tendo obtido 13 golos na última temporada. Os desequilíbrios que cria nas defensivas contrárias através da sua qualidade técnica e da sua rapidez de execução são outras das principais características do seu estilo de jogo, tão elogiado por toda a Europa.

Vídeo:


O Euro 2012 foi uma importante montra para Yarmolenko revelar todos os seus atributos. O extremo rubricou um Europeu de alto nível, ficando na retina o excelente cruzamento para o golo de Shevchenko, na partida frente à Suécia. As suas performances ao serviço da selecção e do Dínamo de Kiev aguçaram o apetite de alguns clubes e, muito provavelmente, já não partilhará o balneário com o recém-contratado Miguel Veloso na próxima época.

Filipe Jesus
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Gylfi Sigurdsson (Tottenham Hotspur FC)



Chegou ao fim a novela em torno de Gylfi Sigurdsson. O jovem foi oficialmente confirmado pelo Tottenham, pondo fim às dúvidas que o colocavam na rota do Swansea e, mais recentemente, do Liverpool. O jovem é assim o primeiro reforço de André Villas-Boas nos Spurs e será seguramente uma mais-valia para o técnico português na próxima temporada.

Sigurdsson foi uma das grandes revelações da última temporada em Inglaterra, depois de chegar em Janeiro ao Swansea por empréstimo do Hoffenheim. O jogador islandês chegou ao seu novo clube, pegou de estaca e conseguiu uns impressionantes sete golos e cinco assistências em dezoito partidas oficiais na Premier League. Golos de longa distância, boa capacidade de finalização e livres directos. Estas são qualidades que Sigurdsson trata por tu.


Nome: Gylfi Sigurdsson
Nascimento: 08/09/1989 (22 anos)
Naturalidade: Hafnarfjordur - Islândia
Altura: 186 cm
Peso: 77 kg
Posição: Médio-Ofensivo
Clube: Tottenham Hotspur FC - Inglaterra
Percurso: FH (2002); Breidablik (2003/2005); Reading (2005/2010) - empréstimos ao Shrewsbury Town (2008) e Crewe Alexandra (2009); 1899 Hoffenheim (2010-2012): empréstimo ao Swansea City (2012); Tottenham (desde 2012)
Nº Camisola: -


Nascido na Islândia, uma pequena nação localizada no extremo norte da Europa e com pouco mais de 300.000 habitantes, Gylfi Sigurdsson despertou bastante cedo o interesse de clubes ingleses. Em 2005, tentou a sua sorte nas escolas do Arsenal mas não convenceu, acabando por ser integrado nos escalões de formação do Reading. Aí permaneceria nos cinco anos seguintes, sendo emprestado pelo meio a clubes de escalões inferiores, com o objetivo de ganhar experiência.

Tanto no Shrewsbury Town como no Crewe Alexandra, deixou boas indicações e os dirigentes do Reading decidiram dar-lhe uma oportunidade para jogar no plantel principal em 2009/2010. Marcou o primeiro golo oficial logo em Setembro, diante do Peterborough United e foi preponderante na excelente campanha do seu emblema na Taça de Inglaterra, marcando golos decisivos nas eliminações do Liverpool, Burnley e WBA, vencendo também a distinção de jogador do mês do Championship, em Abril de 2010. No final da temporada, foi nomeado o jogador do ano do clube, com a excelente marca de 21 golos em 44 partidas.

Os novos ricos alemães do Hoffenheim estiveram atentos e compraram-no por uma verba a rondar os 5 milhões de euros, naquela que foi uma das transferências mais caras do Reading. A primeira época na Bundesliga foi um sucesso, com dez golos e duas assistências, num ano em que foi nomeado pelos adeptos como o melhor jogador da temporada.

Mas em 2011/2012 não teve tantas oportunidades e, em Janeiro, foi cedido ao Swansea. Não podia ter tomado melhor decisão: primeiro islandês a vencer o prémio de jogador do mês na Premier League (Março de 2012), golos de belo efeito e, melhor do que tudo, Gylfi Sigurdsson deixou toda a crítica britânica rendida ao seu talento. Tanto foi que protagonizou uma das disputas mais escaldantes neste mercado...

Vídeo:


Sendo quase certo que Rafael Van der Vaart e Luka Modric abandonarão o Tottenham, os dirigentes do clube trataram de garantir já este jovem médio com forte vocação ofensiva. Internacional A pela Islândia, Sigurdsson tem uma enorme apetência para o golo e normalmente fá-lo de forma espectacular, conquistando os adeptos com a sua entrega e exibições do outro mundo. No White Hart Lane podem contar com golos de longa distância e remates poderosos. Este jovem sabe fazê-lo como ninguém!

Bruno Tomé
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Oscar (SC Internacional)




Em Agosto do ano passado, na final do Campeonato do Mundo de sub-20, Portugal viu cair por terra o sonho do tri na competição. Mas para Oscar, médio habilidoso do Internacional de Porto Alegre, este foi um jogo para mais tarde recordar. Autor dos 3 golos do escrete na partida, o jogador de 20 anos saltou para a ribalta e tem sido uma das promessas que mais tem dado que falar no Brasil, tanto pela sua forte vocação futebolística como pela polémica que envolveu uma disputa dos seus direitos entre São Paulo e Internacional.

Oscar fez toda a sua formação no São Paulo. Foi aí que cresceu como atleta e ainda muito novo, em 2007, tornou-se campeão mundial de sub-17. No ano seguinte, voltaria a repetir o feito e venceu o Mundial do mesmo escalão com a selecção do Brasil. As conquistas com a canarinha e a ascensão à equipa principal do São Paulo em 2008 tornaram Oscar um sério caso de popularidade no Morumbi. Quando Muricy Ramalho chamou-o a treinar com os seniores, logo os adeptos trataram de apelidá-lo como o novo Kaká.


Nome: Oscar dos Santos Emboaba Júnior
Nascimento: 09/09/1991 (20 anos)
Naturalidade: São Paulo - Brasil
Altura: 179 cm
Peso: 66 kg
Posição: Médio
Clube: SC Internacional - Brasil
Percurso: São Paulo (2004-2009), Internacional (desde 2009)
Nº Camisola: 10


Ainda assim, a sua estreia na formação principal só ocorreu no ano seguinte. No campeonato Paulista de 2009, em partida frente ao Mirassol, o jovem médio, na altura com 17 anos, entrou a 8 minutos do fim e contribuiu para a vitória do São Paulo por 5-0. Ao longo da época na Série A, Oscar não chegou a ser titular em nenhum jogo mas actuou como suplente utilizado em onze partidas. Em Dezembro de 2009, Oscar descobriu ilegalidades no seu contrato e recorreu aos tribunais para rescindir com o São Paulo, assinando livremente com o Internacional de Porto Alegre.

Com Jorge Fossati no leme do clube do Rio Grande do Sul até Maio de 2010, o jogador viu-se relegado para a equipa de sub-23. Mas a partir da entrada em cena de Celso Roth, adjunto do seu antecessor e que pegou na equipa a meio do ano, Oscar passou a ter mais oportunidades e estreou-se como titular em partidas do Brasileirão frente ao Botafogo, a 21 de Novembro de 2010. Um mês depois, Oscar foi convocado para o Mundial de Clubes, uma vez que o Inter de Porto Alegre tinha sido o vencedor da Libertadores, mas apenas actuou 15 minutos nos dois jogos que a sua equipa realizou nesse torneio.

Após duas épocas em que completou a sua formação e deu os primeiros passos como futebolista profissional, primeiro no São Paulo e depois no Internacional, Oscar viveu em 2011 o seu ano de afirmação. Com 10 golos e 5 assistências em 26 jogos no Brasileirão, foi uma das grandes revelações da temporada e a boa prestação que teve no Mundial de sub-20, em que assumiu o papel de herói na final, tornou-o num dos alvos mais apetecíveis dos clubes europeus. O certo é que Oscar mantem-se ainda hoje no Brasil, apesar do assédio do Inter de Milão que parece disposto a pagar 15 milhões de euros pelo passe deste criativo médio ofensivo.

Vídeo:


Oscar Júnior define-se como um número 10 inteligente, capaz de actuar a bom nível também nas alas. Médio de grande versatilidade, foi assim que completou o seu hat-trick na final do Mundial de sub-20, frente a Portugal. Tem um instinto goleador apurado, o que se comprova pelos quatro golos que marcou no último campeonato estadual, ao serviço do Internacional. Recentemente, o clube de Porto Alegre viu-se obrigado a pagar 15 milhões de reais ao São Paulo, tornando esta a transferência mais cara de sempre entre clubes brasileiros. Oscar atravessa um excelente momento de forma e é uma promessa já quase consolidada, sendo uma das principais armas do Brasil para os Jogos Olímpicos de Londres.

Ricardo Abreu
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Serginho (SC Beira-Mar)



Num período em que se critica a escassa aposta dos clubes em jovens portugueses, o Beira-Mar parece querer seguir o caminho inverso. Assim, o clube aveirense tem adquirido algumas promessas nacionais que se vão revelando nos escalões secundários, seguindo uma política que deveria servir de exemplo para mais equipas em Portugal.

A contratação de Serginho surgiu nesta nova linha de mercado da formação de Aveiro, que pretende valorizar o produto nacional. Tal como outros atletas do emblema auri-negro, o avançado foi recrutado a um clube da II Liga, confirmando, uma vez mais, que existe qualidade para além do primeiro escalão.


Nome: Sérgio Manuel Costa Carneiro
Nascimento: 21/02/1991 (21 anos)
Naturalidade: Vila Nova de Famalicão
Altura: 176 cm
Peso: 72 kg
Posição: Médio Ofensivo
Clube: SC Beira-Mar
Percurso: CD Trofense (2000-2005 e 2008-2011); FC Porto (2005-2008): empréstimo ao Padroense FC (2006-2007); SC Beira-Mar (desde 2011)
Nº Camisola: 30


O jovem iniciou o seu trajecto futebolístico no CD Trofense, onde se manteve até 2005. Já nesta altura, Serginho mostrava enorme apetência para jogar futebol, o que levou o FC Porto a recrutá-lo quando tinha 14 anos. Na equipa da Cidade Invicta, o avançado não conseguiu explanar todas as suas qualidades, sendo cedido por uma época ao satélite Padroense, uma prática comum na formação dos portistas.

Após três temporadas a disputar os campeonatos nacionais de iniciados e juvenis, o jovem regressou ao CD Trofense. Nos juniores do clube da Trofa, protagonizou duas épocas de grande nível, contribuindo decisivamente para a subida ao campeonato nacional do escalão. Serginho veria o seu esforço recompensado com a notícia da sua incorporação no plantel sénior para a temporada 2010/2011, confirmando que a desvinculação ao FC porto em nada o afectou.

No seu ano de estreia a nível profissional, o jovem foi claramente uma aposta do técnico Porfírio Amorim, actuando como segundo avançado. Seria mesmo uma das revelações da Liga Orangina, sendo eleito pelos treinadores como o melhor jogador jovem da competição numa votação efectuada pelo jornal O Jogo. A sua velocidade aliada à sua boa capacidade técnica ajudou o CD Trofense a lutar pela subida até ao último jogo, um objectivo que fracassou por apenas um ponto.

A temporada acabaria, contudo, por ser muito proveitosa a nível individual pois foi convocado para o Mundial sub-20 e contratado pelo Beira-Mar. Na turma aveirense, Serginho voltou a mostrar grande qualidade, mesmo após ter sido utilizado numa das faixas do ataque. Opção regular quer de Rui Bento quer de Ulisses Morais, o jovem destacou-se pelo seu poder de explosão e pela capacidade de actuar com igual eficácia nas costas do avançado ou como médio ala. A próxima temporada servirá assim para o atacante continuar o seu processo de evolução, que deverá passar igualmente pela chamada à selecção sub-21.

Filipe Jesus
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Kevin Strootman (PSV Eindhoven)



A eliminação precoce da Holanda no Euro 2012 foi a grande desilusão da prova. Apesar das reconhecidas debilidades da defesa, Bert van Marwijk tinha a obrigação de fazer bem melhor e o facto de utilizar dois médios-defensivos (Nigel de Jong e Van Bommel) acabou por ser um autêntico tiro no escuro. Van der Vaart ainda foi solução no último desafio frente a Portugal, contudo é incompreensível que um jogador como Kevin Strootman tenha terminado a prova sem um único minuto de jogo.

Strootman iniciou a sua carreira no desconhecido VV Rijsoord e o seu treinador rapidamente soube reconhecer o seu enorme talento e potencial, recomendando-o ao Sparta Rotterdam, onde chegou com apenas 16 anos. Rapidamente promovido ao escalão principal (em 2007/2008), Strootman realizou uma primeira época algo decepcionante, sem qualquer golo ou assistência e com exibições fracas. Felizmente, o seu treinador não desistiu e continuou a aposta no jogador, que realizou uma segunda e terceira temporada interessantes, tendo assumido um papel essencial na estrutura da equipa, que entretanto foi despromovida.


Nome: Kevin Strootman
Nascimento: 13/02/1990 (22 anos)
Naturalidade: Roterdão - Holanda
Altura: 186 cm
Peso: 80 kg
Posição: Médio
Clube: PSV Eindhoven - Holanda
Percurso: Rijsoord, Sparta Rotterdam (2007-2011), Utrecht (2011), PSV Eindhoven (desde 2011)
Nº Camisola: -


Realizou a primeira metade da temporada 2010/2011 na Eerste Divisie, marcando por sete vezes e fazendo outras tantas assistências. Por isso, foi com alguma naturalidade que surgiu o interesse de clubes com maior expressão, tendo-se transferido para o FC Utrecht a meio da época. Aí, deu-se finalmente a sua afirmação, depois de um resto de temporada de ouro, com dois golos, várias assistências, e um futebol que chamou a atenção dos principais emblemas da Eredivisie.

No início da última época, pensava-se que iria assinar pelo Twente, mas optou pelo PSV Eindhoven, onde veio a revelar toda a sua qualidade e técnica. Titularíssimo desde a primeira jornada, Strootman falhou apenas quatro partidas ao longo de todo o campeonato, impondo-se como uma das pedras basilares da equipa. Mostrou ter na visão de jogo talvez a sua principal arma (fez 10 assistências no campeonato), encontrando sempre uma solução para servir da melhor forma os seus companheiros de equipa.

Para os amantes do desporto-rei, e para quem acompanha com atenção a Eredivisie, a qualidade de Strootman não surpreende. Dono de um pé esquerdo potente, o médio é muito forte no choque corpo-a-corpo e surge com relativa facilidade em zonas de finalização. Internacional A desde os 20 anos, teve um papel importante durante a fase de apuramento para o Euro 2012, o que torna surpreendentemente o facto de não ter sido utilizado em nenhuma das partidas da grande prova. Isto quando era dado pela maioria da imprensa internacional como um dos jogadores do onze-base da Laranja Mecânica…

Vídeo:


Kevin Strootman sonha jogar ao mais alto nível, tendo o campeonato inglês como destino de eleição. Manchester United e Arsenal parecem disputar o jogador, mas em Espanha, Real Madrid e Valência também já mostraram desejo na aquisição de “Strootguy”, como é conhecido pela imprensa holandesa. Independentemente do destino do jogador, uma coisa parece certa: estamos perante um caso de sucesso de formação, um jogador que começou por clubes completamente desconhecidos e que, por mérito pessoal, faz hoje parte de um dos maiores emblemas holandeses. Desperta o interesse de colossos mundiais e é internacional A de uma das melhores e mais interessantes selecções do planeta!

João Pereira
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Kostas Fortounis (1. FC Kaiserslautern)



Com uma equipa envelhecida, a selecção grega procura alternativas credíveis à geração de Karagounis, Katsouranis, Charisteas e companhia. Kostas Fortounis, um médio de ataque com características diferentes do jogador-tipo da Grécia, é uma das maiores promessas do futebol helénico para atacar a qualificação para o Mundial 2014. Com o talento de jovens como Fortounis, Ninis, Fetfatzidis e Papadopoulos, a Grécia só pode aspirar a boas prestações nas próximas grandes competições internacionais...

Nascido a 19 de Outubro de 1992, em Trikala, Fortounis fez grande parte da sua formação no Olympiakos. Ainda assim, a sua estreia como profissional ocorreu no clube da sua cidade natal, o Trikala FC, clube ao qual chegou em 2008 e começou a evidenciar qualidades acima da média. Mas foi na seleção de sub-17 da Grécia que adquiriu maior visibilidade e viu a sua qualidade reconhecida ao ser convidado por Vangelos Vlachis, treinador do Asteras Tripolis, a juntar-se ao clube em Junho de 2010.


Nome: Konstantinos "Kostas" Fortounis
Nascimento: 16/10/1992 (19 anos)
Naturalidade: Trikala - Grécia
Altura: 183 cm
Peso: 70 kg
Posição: Médio Ofensivo
Clube: 1. FC Kaiserslautern
Percurso: Olympiakos (2003-2008), Trikala (2008-2010), Asteras Tripolis (2010-2011), Kaiserslautern (desde 2011)
Nº Camisola: 28


Na sua primeira época ao mais alto nível do futebol profissional, o jovem médio promissor correspondeu às expectativas. Estreou-se a marcar logo em Setembro de 2010, em partida referente ao campeonato grego frente ao AEK Atenas, no empate a dois com a formação da capital. Ao longo de 24 partidas em que foi opção para o seu técnico, muitas das quais apenas como suplente utilizado, foi sempre um elemento muito regular e suscitou o interesse de alguns dos principais clubes europeus.

De tal forma que no mercado de Inverno a Juventus avançou com uma proposta para a aquisição de Fortounis, mas o Asteras Tripolis rejeitou perder umas das suas peças mais valiosas a meio da temporada. A equipa grega pedia 1 milhão de euros para concretizar o negócio, mas a formação de Turim apenas estava disposta a adquirir o jogador por empréstimo, com opção de compra no final da época.

O Asteras Tripolis desceu de divisão e o Europeu de sub-19, realizado em Junho na Roménia, permitiu a Kostas Fortounis valorizar-se ainda mais no panorama europeu. O médio grego, na altura com 18 anos, foi um dos melhores elementos da sua selecção na competição e fez por merecer o contrato por quatro épocas que assinou com o Kaiserslauten. A sua primeira experiência no estrangeiro, aliada à sua tenra idade, fazia antever muitas dificuldades para Fortounis, mas o jovem jogador adaptou-se bem e aos poucos ganhou a titularidade no clube germânico, terminando a temporada com um total de 28 partidas.

Médio ofensivo, com um forte remate de meia distância, destaca-se sobretudo pela sua capacidade de passe e imprevisibilidade na hora de definir os lances. Foi uma das principais figuras do Kaiserslautern no campeonato, principalmente no capítulo das assistências, onde foi o jogador com mais passes para golo na equipa (5 assistências). Ainda assim, as suas boas prestações não evitaram, à semelhança do que sucedera na época transacta no Asteras Tripolis, a descida de divisão do emblema alemão.

Uma das principais surpresas de Fernando Santos na convocatória para o Euro 2012, esta foi uma oportunidade de ganhar rodagem ao mais alto nível internacional, de forma a preparar Fortounis para a qualificação rumo ao Mundial 2014, no Brasil. O jogador tem mais três anos de contrato com o Kaiserslauten mas, depois do clube ter sido despromovido, é bem possível que Kostas Fortounis seja um dos nomes mais falados durante este defeso.

Ricardo Abreu
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Entrevista a Salvador Agra
















Salvador Agra (ver artigo) é um dos exemplos paradigmáticos de que existem muitos jovens portugueses com grande talento. Em declarações exclusivas ao Rumo ao Estrelato, o jovem poveiro faz uma retrospectiva da sua ainda curta carreira e fala da sua excelente época ao serviço da Olhanense, onde foi considerado uma das grandes revelações da última Liga ZON Sagres. Aos 20 anos, Salvador parte agora para uma nova aventura com a camisola do Bétis de Sevilha, revelando, no entanto, alguma mágoa por não ter merecido uma maior atenção por parte dos principais clubes nacionais.


RE – Começou a carreira no Varzim, um clube do norte de Portugal que já passou algumas temporadas na maior divisão portuguesa. Que recordações guarda da formação nesse histórico?

SA - Joguei 11 anos na formação do Varzim e as recordações que tenho são as melhores. Foi onde cresci como jogador e como homem e houve, sem dúvida, muitas situações e pessoas que me marcaram como o mister Cacheira, que foi meu treinador nas escolinhas e nos infantis do clube, entre outros.


RE - No início da última temporada foi contratado pelo Olhanense. Como foi a mudança para um clube e uma cidade tão distantes da sua terra natal?

SA - Foi uma experiência muito positiva e enriquecedora, pois nunca tinha saído da minha terra e da casa dos meus pais e tive de me habituar depressa à nova vida longe das minhas raízes. Fui muito bem recebido pelas gentes de Olhão e estou muito agradecido a tudo o que fizeram por mim. Fazendo um balanço da época, acho que seria difícil ter corrido melhor.


RE - Foi um dos grandes destaques da Olhanense naquela que foi a melhor época de sempre da história do clube. Como descreve esta sua primeira experiência no principal escalão do futebol português?

SA - Jogar pela primeira vez na Liga ZON Sagres deu-me um gozo tremendo. Poder disputar os jogos com os melhores jogadores a actuarem em Portugal foi sem dúvida muito bom.
















RE - Sérgio Conceição é considerado um dos mais promissores treinadores da nova leva de técnicos portugueses. Como foi trabalhar estes últimos meses com ele?

SA - Fantástico, é um grande homem e um grande treinador. Não tenho dúvidas que a curto prazo vai entrar na elite dos treinadores portugueses.


RE - Com apenas vinte anos despertou o interesse do Bétis de Sevilha, um dos emblemas com passado mais sólido em Espanha. Acha que deu esse passo na altura certa da carreira?

SA - Sim, acho que sim. Se pensasse o contrário não teria assinado contrato com o Bétis.


RE - Sem colocar em causa o valor do Bétis, acha que deveria ter merecido uma maior atenção por parte dos principais clubes portugueses?

SA - Claro que gostaria que tivessem estado atentos ao meu desempenho, mas assinei com o Bétis e a minha cabeça já só está em Sevilha.


RE - As equipas portuguesas tendem a apostar cada vez menos nos jogadores nacionais. Estará isso a comprometer o futuro da selecção?

SA - Não acredito que algum dia o futuro da selecção esteja comprometido, mas é obvio que gostava de ver mais jogadores jovens portugueses a actuarem nas equipas nacionais.
















RE - Considera as equipas B uma mais-valia para os jovens portugueses poderem evoluir?

SA - Penso que sim. Geralmente perdem-se grandes talentos na transição de júnior para sénior e com as equipas B torna-se muito mais fácil essa transição.


RE - Qual a sensação de jogar com a camisola da selecção nacional?

SA - É a melhor sensação do mundo. Representar o meu país é para mim um grande motivo de orgulho.


RE – Faça-nos agora uma descrição do Salvador Agra enquanto jogador.

SA - Sou um extremo puro, que gosta de jogar muito no um contra um. Sou veloz e cumpro tacticamente o que os treinadores me pedem. Golos e assistências também são características que possuo.


RE – Na sua opinião, quais as principais promessas nacionais e internacionais que poderão despontar futuramente?

SA - Não quero individualizar pois acho que Portugal é um viveiro de bons talentos.


RE – Uma opinião sobre o Rumo ao Estrelato.

SA - Penso que devem continuar com o bom trabalho a divulgar o valor de jovens talentos.





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Zazá (CF Os Belenenses)




Depois de ter estado grande parte da época perto dos lugares de despromoção, o Belenenses conseguiu transcender-se no último terço do campeonato e terminou a Liga Orangina num brilhante 5º lugar. A formação lisboeta, que há 19ª jornada trocou no comando técnico José Mota por Marco Paulo, não perdeu qualquer jogo nas últimas nove jornadas, roubando inclusive pontos a formações que estavam na luta pela subida. Um dos principais destaques desta maravilhosa recta final da equipa do Restelo foi um jovem formado no clube, de seu nome Insa Sagna.

Mais conhecido no futebol por Zazá, o atleta senegalês chegou muito cedo a Portugal e fez a maior parte da sua formação no Restelo, tendo ainda uma breve passagem pelo Sporting Clube de Linda-a-velha. Até à idade de júnior, actuou como defesa-central, 6 e 10, porém foi como trinco que se foi destacando.


Nome: Insa Sagna - "Zazá"
Nascimento: 09/01/1990 (22 anos)
Naturalidade: Dakar - Senegal
Altura: 175 cm
Peso: 71 kg
Posição: Defesa / Médio Direito
Clube: CF Os Belenenses
Percurso: Belenenses (desde 2004): empréstidos a Linda-a-Velha (2005/2006), Estrela da Amadora (2009/2010) e Tourizense (2011)
Nº Camisola: 20


Na sua primeira temporada enquanto sénior, o jovem médio foi emprestado ao Estrela da Amadora. Pegou de estaca no clube amadorense onde acabaria por fazer 15 jogos. Na temporada seguinte viria a integrar o plantel principal do Belenenses, mas seria novamente emprestado, em Janeiro, ao Tourizense.

Contudo, seria nesta temporada - 2011/2012 - que ganharia um lugar em definitivo no plantel principal do emblema da cruz de Cristo. Na altura em que Mota ainda era o timoneiro da equipa, Zazá foi sendo testado como defesa-direito onde se destacava pela sua grande apetência ofensiva e por esticar bastante o jogo no seu corredor. Todavia, seria após a troca de treinadores em Belém que o jogador se viria a destacar… como extremo. Marco Paulo optou por usar o atleta de 22 anos numa das alas atacantes, tirando assim um maior proveito da sua velocidade.

Para além de muito veloz, o futebolista senegalês apoia o defesa do seu corredor q.b., tem uma impulsão bastante boa para um jogador do seu tamanho e parte para cima dos adversários de forma destemida. Uma das suas grandes performances desta temporada foi frente ao Arouca, onde marcou dois golos. Ao princípio, Zazá parecia um jogador que tirava partido unicamente da sua velocidade, contudo, com a entrada de Marco Paulo, o jogador conseguiu progredir imenso, tal como todo o conjunto lisboeta.

Zazá é um jogador algo inexperiente e o facto de ainda não se ter fixado numa posição também não abona nada a seu favor. Apesar de estar a deixar boas indicações no corredor direito do ataque, a verdade é que o jovem tem ainda muito que evoluir nesta posição (sobretudo no capítulo do cruzamento), pois fez quase toda a sua formação como médio-defensivo. Mesmo assim, e independentemente de ainda ter que aperfeiçoar alguns pontos menos fortes, Zazá deve ser encarado como um bom jogador que, evoluindo progressivamente, pode almejar mais que uma segunda divisão. 

Gonçalo Nuno Oliveira
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Ciro Immobile (Genoa FC)



Depois de se tornar campeão da Serie B, com uns impressionantes 90 golos marcados em 42 jogos, o Pescara voltou a subir ao mais alto escalão do futebol italiano, dez anos depois. Este festival ofensivo deve-se sobretudo aos três artilheiros da equipa: ao experiente Marco Sansovini, ao jovem Lorenzo Insigne e, especialmente, a Ciro Immobile que fez uma época soberba. Cedido pela Juventus, Immobile tornou-se o melhor marcador da Serie B com 28 golos e, depois de algumas épocas sem se conseguir impor, encontrou no Pescara a hipótese de revelar todo o seu potencial, sendo entretanto contratado pelo Génova para a nova temporada.

O avançado italiano fez a sua formação no Sorrento, clube dos escalões secundários de Itália, até que em 2008 a Juventus o contratou para actuar na equipa sub-20. Em 2009, começou por mostrar os seus dotes, marcando 5 golos no prestigiado Torneo di Viareggio onde se revelaram, por exemplo, Giovanni Trapattoni (enquanto jogador), Giancarlo Antognoni, Francesco Totti, entre tantos outros. Um ano depois, viria a ser premiado como o melhor jogador do mesmo torneio que é considerado um dos mais importantes do futebol mundial no escalão júnior.


Nome: Ciro Immobile
Nascimento: 20/02/1990 (22 anos)
Naturalidade: Torre Annunziata - Itália
Altura: 185 cm
Peso: 78 kg
Posição: Avançado
Clube: Genoa FC - Itália
Percurso: Sorrento (2002-2008); Juventus (2008-2012): empréstimos a Siena (2010), Grosseto (2011) e Pescara (2011-2012); Genoa (desde 2012)
Nº Camisola: -


A 14 de Março de 2009, Immobile estreou-se na liga italiana frente ao Bolonha, substituindo o lendário Del Piero aos 89 minutos. Em Novembro do mesmo ano, estreou-se na Liga dos Campeões perante o Bordéus, ocupando novamente o lugar de Il Pinturicchio na frente de ataque. Tapado por jogadores como Trezeguet, Iaquinta, Del Piero, Amauri ou Giovinco, o jovem teve poucas oportunidades de se mostrar e nunca se conseguiu impor na equipa, efectuando apenas 40 minutos em jogos oficiais ao longo de duas temporadas com a camisola principal da Vecchia Signora.

Na temporada 2010/2011 foi cedido ao Siena e ao Grosseto, ambos do segundo escalão italiano, mas em nenhum deles conseguiu afirmar-se, ficando muito aquém das expectativas. Porém, um novo empréstimo em 2011/2012, desta vez ao Pescara, viria a revelar todos os seus dotes enquanto matador. Com quatro golos nas três jornadas inaugurais, Immobile ganhou a confiança que tanto lhe havia faltado nos anteriores clubes e nunca mais ninguém o parou. Terminou o campeonato com um impressionante registo de 28 golos e 7 assistências, sendo o principal responsável pela promoção do Pescara à Serie A.

Immobile é um avançado inteligente que se destaca pelo seu oportunismo e pela obsessão pela baliza adversária. Ao contrário do que o seu nome indica, é um jogador irrequieto, nada imóvel, daqueles que está constantemente à procura de espaços para, na hora de finalizar, revelar qualidade e objectividade de execução. Sabe acompanhar muito bem as jogadas e antecipar os movimentos dos seus colegas, demonstrando perspicácia na hora de atacar a bola dentro de área. Não é um jogador de grandes veleidades nem de segurar muito a bola, dando preferência ao remate (normalmente ao primeiro toque e colocado) sempre que encontra uma nesga para chutar.

Vídeo:


Alguns adeptos da Juve queriam o internacional sub-21 italiano no plantel em 2012/2013, contudo os dirigentes do clube de Turim atenderam a um pedido do Génova, em Janeiro, e venderam 50% do passe por 4 milhões de euros. No Estádio Luigi Ferraris, o jovem terá a sua verdadeira oportunidade de se mostrar ao mais alto nível. A concorrência na frente de ataque é forte, mas caso o jovem consiga atingir os níveis de confiança da última temporada, certamente será uma das boas surpresas da próxima Serie A.
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Luuk de Jong (FC Twente)




Um dos principais aspectos que faz com que a Holanda seja constantemente apontada como uma das favoritas à conquista de um torneio de selecções é a sua força ofensiva. A Laranja Mecânica apresenta, indiscutivelmente, notáveis soluções ofensivas, contando com avançados de grande valia e potencial. Luuk de Jong é uma das esperanças para manter este poder de fogo revelado pela seleção holandesa nos últimos anos. No país das tulipas, o atacante é apontado como um dos rostos da nova geração de atletas, mostrando-se capaz de igualar o sucesso alcançado pelos magníficos Robben, Huntelaar ou Van Persie, as principais figuras do ataque holandês.

Filho de dois antigos jogadores de voleibol, de Jong nasceu na Suíça, numa altura em que os seus pais praticavam a modalidade neste país. No entanto, aos 4 anos mudou-se para a Holanda e começou a dar os primeiros pontapés na bola no DZC'68, uma equipa amadora dos Países Baixos. Juntamente com o seu irmão mais velho, Siem de Jong (actualmente no Ajax), ingressou no De Graafschap em 2001, mostrando dotes para alimentar o sonho de se tornar jogador de futebol.


Nome: Luuk de Jong
Nascimento: 27/08/1990 (21 anos)
Naturalidade: Aigle - Suíça
Altura: 188 cm
Peso: 80 kg
Posição: Avançado
Clube: FC Twente - Holanda
Percurso: DZC'68, De Graafschap (2001-2009), Twente (desde 2009)
Nº Camisola: 9


No entanto, a dupla iria ser desfeita depois de ambos terem recebido um convite do Ajax, ao qual Luuk deu uma resposta negativa. Desse modo, prosseguiu a sua carreira no De Graafschap, onde se estrearia na Eredivisie na temporada 2008/2009. Apesar de ter apenas 18 anos, o avançado contabilizou 19 partidas e 3 golos, um registo que foi insuficiente para evitar a despromoção.

Esta situação não foi, ainda assim, impeditiva de chamar a atenção de algumas equipas. O Twente não hesitou em garantir os serviços deste promissor atacante, que se sagrou campeão logo na sua primeira época na equipa de Enschede. Esta nova fase foi fundamental para o jovem se projectar a nível europeu, pois cimentou um lugar no onze e mostrou um magnífico faro pelo golo. Se na temporada 2009/2010 havia apontado 7 golos em todas as competições, em 2010/2011 aumentou o registo para um total de 20 tentos.

A temporada que terminou recentemente serviu para de Jong confirmar em pleno todo o seu potencial. O jovem foi o segundo melhor marcador do campeonato com 25 golos e revelou-se um fantástico matador, apesar de não ser um homem de área. Fazendo uso do seu bom cabeceamento e da óptima facilidade de remate, o holandês foi a referência do Twente, assumindo as despesas do ataque.

Vídeo:


O rendimento elevado que apresentou levou Bert van Marwijk a seleccioná-lo para o Euro 2012. A sua cotação tem crescido ultimamente, sendo, por esta altura, um jogador muito assediado por vários emblemas, com destaque para o Benfica, Liverpool, Tottenham e Borussia Dortmund. A sua veia goleadora é impressionante e, por isso, o jovem deverá sair do Twente neste defeso, tendo como destino um clube com uma dimensão mais condizente com a sua elevada qualidade.
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Rúben Ferreira (CS Marítimo)



Depois do muito criticado Evaldo, e das prestações aquém do esperado de Alonso e de Miguelito, o Marítimo encontrou no projecto da equipa B um defesa esquerdo à altura das suas ambições. Nos últimos anos, a equipa insular revelou-se deficitária nas laterais. Mas por estes dias, parece ter encontrado um equilíbrio na posição com a entrada na equipa de Rúben Ferreira.

Formado quase na totalidade no União da Madeira, onde foi evoluindo até 2007, saiu para a equipa júnior do Marítimo de modo a realizar a última etapa do seu crescimento como jogador. Na época seguinte, alternou entre os juniores e a equipa secundária da formação maritimista, deixando antever que teria de ser levado em consideração a curto/médio prazo. Sempre muito discreto, estabilizou e amadureceu o seu jogo enquanto aguardava uma oportunidade.


Nome: Rúben Rafael Sousa Ferreira
Nascimento: 17/02/1990 (21 anos)
Naturalidade: Funchal
Altura: 183 cm
Peso: 71 kg
Posição: Defesa Esquerdo
Clube: CS Marítimo
Percurso: União da Madeira, Marítimo (desde 2007)
Nº Camisola: 41


Na temporada 2010/2011, começou a integrar os trabalhos da equipa principal, porém, tapado por Alonso e Luciano Amaral, não chegou a realizar qualquer partida. Apesar de tudo, viria a ser chamado aos sub-21, onde se estreou em Maio frente à Alemanha. Rodou na equipa B e no início da recém-terminada época teve uma grande prova de confiança do técnico Pedro Martins, assumindo a titularidade no lado esquerdo da defesa.

Considerado um dos laterais esquerdos mais promissores do futebol português, confirmou todo o seu potencial e apenas pode lamentar a grave lesão que o afastou dos relvados durante cerca de dois meses, entre Dezembro e Fevereiro. Regressou gradualmente à equipa e atingiu de novo o nível de jogo que havia revelado na primeira metade da temporada. Nas últimas jornadas, à semelhança do resto da equipa, baixou de rendimento mas manteve-se firme no onze inicial.

Lateral franzino e muito ágil, Rúben oferece velocidade ao corredor canhoto da equipa e sabe escolher o tempo certo para definir as jogadas pelas alas. Competente a nível defensivo e assertivo no apoio ao ataque, não se sobressai em termos técnicos embora tenha evoluído no decorrer da época que agora findou. É um dos marcadores das bolas paradas, especialmente de média distância, em virtude da potência que consegue aplicar nos seus remates.

Muitos clubes em Portugal optam por adaptar jogadores a esta posição, devido à falta de opções credíveis para o lugar. Outros optam por contratar estrangeiros de qualidade duvidosa, deixando a formação de parte. O Marítimo adquiriu Rúben Ferreira na altura certa e já começou a tirar os primeiros dividendos desta aposta. Ao que tudo indica, o lateral continuará no plantel na próxima temporada mas será, caso continue a progredir, um dos próximos jogadores verde-rubros a dar o salto na carreira.
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Nicklas Helenius (Aalborg BK)



A Danish SAS Ligaen está longe de se afirmar como uma das ligas mais fortes no panorama europeu ocupando, neste momento, a 13ª posição no ranking UEFA. O campeonato pauta-se essencialmente pela robustez física e pelo rigor táctico dos jogadores, sendo, portanto, natural a pouca capacidade das escolas dinamarquesas em produzir jovens talentos. Há, no entanto, um jogador que parece fugir à regra e que demonstra uma capacidade técnica fora do vulgar. Nicklas Helenius, de seu nome, é uma das promessas que tem vindo a despontar na Dinamarca, tendo sido a figura de destaque do Aalborg na última temporada.

Helenius começou a sua carreira futebolística no desconhecido Svenstrup-Godthab IF, tendo depois ingressado na formação do Aalborg em 2005 com 14 anos. Sendo ele uma grande esperança na formação dinamarquesa, viria a estrear-se no plantel principal em Maio de 2010, depois de uma fantástica campanha na equipa de juniores com 22 golos. Desde então tem-se vindo a revelar como a maior pérola nos quadros do clube.


Nome: Nicklas Helenius Jensen
Nascimento: 08/05/1991 (21 anos)
Naturalidade: Svenstrup - Dinamarca
Altura: 195 cm
Peso: 83 kg
Posição: Avançado
Clube: Aalborg BK - Dinamarca
Percurso: Svenstrup-Godthab IF, Aalborg (desde 2005)
Nº Camisola: 11


A época 2010/2011 não correu de feição à equipa que apenas se salvou da descida no último minuto do campeonato. O mau clima que pairou entre os jogadores e os adeptos tornava o ambiente demasiado tenso para que os mais jovens pudessem evoluir da melhor forma, mas mesmo assim Helenius viria a contribuir com cinco golos e quatro assistências, num total de 29 jogos.

Na época que agora findou, Helenius conseguiu a sua verdadeira afirmação, provando ser um dos melhores atacantes do campeonato. O seu enorme poder de fogo permitiu-lhe que fuzilasse as redes adversárias por 14 vezes, sendo superado na lista de goleadores apenas pelo inevitável Dame N’Doye do Copenhaga. De características raras para uma liga como a dinamarquesa, o jovem ganhou papel de destaque na formação do Aalborg e é já o jogador do clube com mais mercado.

Helenius faz muito bem uso da sua envergadura (1,95m e 83kg) para fazer a diferença nos duelos com os adversários. Tendo em conta a sua altura, pode-se pensar que se trata de um avançado pouco móvel e com pouca técnica, mas, pelo contrário, consegue ter rapidez de execução e até alguma agilidade que o permite arriscar o drible em determinadas situações. Remata muito bem de meia distância, revelando instinto e qualidade na hora de visar a baliza. Em constantes movimentações tenta procurar espaços vazios, tendo grande aptidão para jogar de costas e servir os seus colegas de equipa de forma exemplar.

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Presença assídua nas selecções jovens da Dinamarca, Helenius tem feito o gosto ao pé em praticamente todos os jogos ao serviço dos sub-21. De há cerca de um ano para cá tem demonstrado uma progressão assinalável no seu jogo, comprovando ser um jogador com grande faro para golo e que pode ambicionar a outros destinos mais competitivos. Neste momento, o jovem dinamarquês é ainda um alvo realista e barato. Mas, atendendo ao seu potencial, dentro em breve tornar-se-á num jogador inacessível para o cofre de muitas equipas.
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