Ciro Immobile (Genoa FC)



Depois de se tornar campeão da Serie B, com uns impressionantes 90 golos marcados em 42 jogos, o Pescara voltou a subir ao mais alto escalão do futebol italiano, dez anos depois. Este festival ofensivo deve-se sobretudo aos três artilheiros da equipa: ao experiente Marco Sansovini, ao jovem Lorenzo Insigne e, especialmente, a Ciro Immobile que fez uma época soberba. Cedido pela Juventus, Immobile tornou-se o melhor marcador da Serie B com 28 golos e, depois de algumas épocas sem se conseguir impor, encontrou no Pescara a hipótese de revelar todo o seu potencial, sendo entretanto contratado pelo Génova para a nova temporada.

O avançado italiano fez a sua formação no Sorrento, clube dos escalões secundários de Itália, até que em 2008 a Juventus o contratou para actuar na equipa sub-20. Em 2009, começou por mostrar os seus dotes, marcando 5 golos no prestigiado Torneo di Viareggio onde se revelaram, por exemplo, Giovanni Trapattoni (enquanto jogador), Giancarlo Antognoni, Francesco Totti, entre tantos outros. Um ano depois, viria a ser premiado como o melhor jogador do mesmo torneio que é considerado um dos mais importantes do futebol mundial no escalão júnior.


Nome: Ciro Immobile
Nascimento: 20/02/1990 (22 anos)
Naturalidade: Torre Annunziata - Itália
Altura: 185 cm
Peso: 78 kg
Posição: Avançado
Clube: Genoa FC - Itália
Percurso: Sorrento (2002-2008); Juventus (2008-2012): empréstimos a Siena (2010), Grosseto (2011) e Pescara (2011-2012); Genoa (desde 2012)
Nº Camisola: -


A 14 de Março de 2009, Immobile estreou-se na liga italiana frente ao Bolonha, substituindo o lendário Del Piero aos 89 minutos. Em Novembro do mesmo ano, estreou-se na Liga dos Campeões perante o Bordéus, ocupando novamente o lugar de Il Pinturicchio na frente de ataque. Tapado por jogadores como Trezeguet, Iaquinta, Del Piero, Amauri ou Giovinco, o jovem teve poucas oportunidades de se mostrar e nunca se conseguiu impor na equipa, efectuando apenas 40 minutos em jogos oficiais ao longo de duas temporadas com a camisola principal da Vecchia Signora.

Na temporada 2010/2011 foi cedido ao Siena e ao Grosseto, ambos do segundo escalão italiano, mas em nenhum deles conseguiu afirmar-se, ficando muito aquém das expectativas. Porém, um novo empréstimo em 2011/2012, desta vez ao Pescara, viria a revelar todos os seus dotes enquanto matador. Com quatro golos nas três jornadas inaugurais, Immobile ganhou a confiança que tanto lhe havia faltado nos anteriores clubes e nunca mais ninguém o parou. Terminou o campeonato com um impressionante registo de 28 golos e 7 assistências, sendo o principal responsável pela promoção do Pescara à Serie A.

Immobile é um avançado inteligente que se destaca pelo seu oportunismo e pela obsessão pela baliza adversária. Ao contrário do que o seu nome indica, é um jogador irrequieto, nada imóvel, daqueles que está constantemente à procura de espaços para, na hora de finalizar, revelar qualidade e objectividade de execução. Sabe acompanhar muito bem as jogadas e antecipar os movimentos dos seus colegas, demonstrando perspicácia na hora de atacar a bola dentro de área. Não é um jogador de grandes veleidades nem de segurar muito a bola, dando preferência ao remate (normalmente ao primeiro toque e colocado) sempre que encontra uma nesga para chutar.

Vídeo:


Alguns adeptos da Juve queriam o internacional sub-21 italiano no plantel em 2012/2013, contudo os dirigentes do clube de Turim atenderam a um pedido do Génova, em Janeiro, e venderam 50% do passe por 4 milhões de euros. No Estádio Luigi Ferraris, o jovem terá a sua verdadeira oportunidade de se mostrar ao mais alto nível. A concorrência na frente de ataque é forte, mas caso o jovem consiga atingir os níveis de confiança da última temporada, certamente será uma das boas surpresas da próxima Serie A.
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Luuk de Jong (FC Twente)




Um dos principais aspectos que faz com que a Holanda seja constantemente apontada como uma das favoritas à conquista de um torneio de selecções é a sua força ofensiva. A Laranja Mecânica apresenta, indiscutivelmente, notáveis soluções ofensivas, contando com avançados de grande valia e potencial. Luuk de Jong é uma das esperanças para manter este poder de fogo revelado pela seleção holandesa nos últimos anos. No país das tulipas, o atacante é apontado como um dos rostos da nova geração de atletas, mostrando-se capaz de igualar o sucesso alcançado pelos magníficos Robben, Huntelaar ou Van Persie, as principais figuras do ataque holandês.

Filho de dois antigos jogadores de voleibol, de Jong nasceu na Suíça, numa altura em que os seus pais praticavam a modalidade neste país. No entanto, aos 4 anos mudou-se para a Holanda e começou a dar os primeiros pontapés na bola no DZC'68, uma equipa amadora dos Países Baixos. Juntamente com o seu irmão mais velho, Siem de Jong (actualmente no Ajax), ingressou no De Graafschap em 2001, mostrando dotes para alimentar o sonho de se tornar jogador de futebol.


Nome: Luuk de Jong
Nascimento: 27/08/1990 (21 anos)
Naturalidade: Aigle - Suíça
Altura: 188 cm
Peso: 80 kg
Posição: Avançado
Clube: FC Twente - Holanda
Percurso: DZC'68, De Graafschap (2001-2009), Twente (desde 2009)
Nº Camisola: 9


No entanto, a dupla iria ser desfeita depois de ambos terem recebido um convite do Ajax, ao qual Luuk deu uma resposta negativa. Desse modo, prosseguiu a sua carreira no De Graafschap, onde se estrearia na Eredivisie na temporada 2008/2009. Apesar de ter apenas 18 anos, o avançado contabilizou 19 partidas e 3 golos, um registo que foi insuficiente para evitar a despromoção.

Esta situação não foi, ainda assim, impeditiva de chamar a atenção de algumas equipas. O Twente não hesitou em garantir os serviços deste promissor atacante, que se sagrou campeão logo na sua primeira época na equipa de Enschede. Esta nova fase foi fundamental para o jovem se projectar a nível europeu, pois cimentou um lugar no onze e mostrou um magnífico faro pelo golo. Se na temporada 2009/2010 havia apontado 7 golos em todas as competições, em 2010/2011 aumentou o registo para um total de 20 tentos.

A temporada que terminou recentemente serviu para de Jong confirmar em pleno todo o seu potencial. O jovem foi o segundo melhor marcador do campeonato com 25 golos e revelou-se um fantástico matador, apesar de não ser um homem de área. Fazendo uso do seu bom cabeceamento e da óptima facilidade de remate, o holandês foi a referência do Twente, assumindo as despesas do ataque.

Vídeo:


O rendimento elevado que apresentou levou Bert van Marwijk a seleccioná-lo para o Euro 2012. A sua cotação tem crescido ultimamente, sendo, por esta altura, um jogador muito assediado por vários emblemas, com destaque para o Benfica, Liverpool, Tottenham e Borussia Dortmund. A sua veia goleadora é impressionante e, por isso, o jovem deverá sair do Twente neste defeso, tendo como destino um clube com uma dimensão mais condizente com a sua elevada qualidade.
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Rúben Ferreira (CS Marítimo)



Depois do muito criticado Evaldo, e das prestações aquém do esperado de Alonso e de Miguelito, o Marítimo encontrou no projecto da equipa B um defesa esquerdo à altura das suas ambições. Nos últimos anos, a equipa insular revelou-se deficitária nas laterais. Mas por estes dias, parece ter encontrado um equilíbrio na posição com a entrada na equipa de Rúben Ferreira.

Formado quase na totalidade no União da Madeira, onde foi evoluindo até 2007, saiu para a equipa júnior do Marítimo de modo a realizar a última etapa do seu crescimento como jogador. Na época seguinte, alternou entre os juniores e a equipa secundária da formação maritimista, deixando antever que teria de ser levado em consideração a curto/médio prazo. Sempre muito discreto, estabilizou e amadureceu o seu jogo enquanto aguardava uma oportunidade.


Nome: Rúben Rafael Sousa Ferreira
Nascimento: 17/02/1990 (21 anos)
Naturalidade: Funchal
Altura: 183 cm
Peso: 71 kg
Posição: Defesa Esquerdo
Clube: CS Marítimo
Percurso: União da Madeira, Marítimo (desde 2007)
Nº Camisola: 41


Na temporada 2010/2011, começou a integrar os trabalhos da equipa principal, porém, tapado por Alonso e Luciano Amaral, não chegou a realizar qualquer partida. Apesar de tudo, viria a ser chamado aos sub-21, onde se estreou em Maio frente à Alemanha. Rodou na equipa B e no início da recém-terminada época teve uma grande prova de confiança do técnico Pedro Martins, assumindo a titularidade no lado esquerdo da defesa.

Considerado um dos laterais esquerdos mais promissores do futebol português, confirmou todo o seu potencial e apenas pode lamentar a grave lesão que o afastou dos relvados durante cerca de dois meses, entre Dezembro e Fevereiro. Regressou gradualmente à equipa e atingiu de novo o nível de jogo que havia revelado na primeira metade da temporada. Nas últimas jornadas, à semelhança do resto da equipa, baixou de rendimento mas manteve-se firme no onze inicial.

Lateral franzino e muito ágil, Rúben oferece velocidade ao corredor canhoto da equipa e sabe escolher o tempo certo para definir as jogadas pelas alas. Competente a nível defensivo e assertivo no apoio ao ataque, não se sobressai em termos técnicos embora tenha evoluído no decorrer da época que agora findou. É um dos marcadores das bolas paradas, especialmente de média distância, em virtude da potência que consegue aplicar nos seus remates.

Muitos clubes em Portugal optam por adaptar jogadores a esta posição, devido à falta de opções credíveis para o lugar. Outros optam por contratar estrangeiros de qualidade duvidosa, deixando a formação de parte. O Marítimo adquiriu Rúben Ferreira na altura certa e já começou a tirar os primeiros dividendos desta aposta. Ao que tudo indica, o lateral continuará no plantel na próxima temporada mas será, caso continue a progredir, um dos próximos jogadores verde-rubros a dar o salto na carreira.
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Nicklas Helenius (Aalborg BK)



A Danish SAS Ligaen está longe de se afirmar como uma das ligas mais fortes no panorama europeu ocupando, neste momento, a 13ª posição no ranking UEFA. O campeonato pauta-se essencialmente pela robustez física e pelo rigor táctico dos jogadores, sendo, portanto, natural a pouca capacidade das escolas dinamarquesas em produzir jovens talentos. Há, no entanto, um jogador que parece fugir à regra e que demonstra uma capacidade técnica fora do vulgar. Nicklas Helenius, de seu nome, é uma das promessas que tem vindo a despontar na Dinamarca, tendo sido a figura de destaque do Aalborg na última temporada.

Helenius começou a sua carreira futebolística no desconhecido Svenstrup-Godthab IF, tendo depois ingressado na formação do Aalborg em 2005 com 14 anos. Sendo ele uma grande esperança na formação dinamarquesa, viria a estrear-se no plantel principal em Maio de 2010, depois de uma fantástica campanha na equipa de juniores com 22 golos. Desde então tem-se vindo a revelar como a maior pérola nos quadros do clube.


Nome: Nicklas Helenius Jensen
Nascimento: 08/05/1991 (21 anos)
Naturalidade: Svenstrup - Dinamarca
Altura: 195 cm
Peso: 83 kg
Posição: Avançado
Clube: Aalborg BK - Dinamarca
Percurso: Svenstrup-Godthab IF, Aalborg (desde 2005)
Nº Camisola: 11


A época 2010/2011 não correu de feição à equipa que apenas se salvou da descida no último minuto do campeonato. O mau clima que pairou entre os jogadores e os adeptos tornava o ambiente demasiado tenso para que os mais jovens pudessem evoluir da melhor forma, mas mesmo assim Helenius viria a contribuir com cinco golos e quatro assistências, num total de 29 jogos.

Na época que agora findou, Helenius conseguiu a sua verdadeira afirmação, provando ser um dos melhores atacantes do campeonato. O seu enorme poder de fogo permitiu-lhe que fuzilasse as redes adversárias por 14 vezes, sendo superado na lista de goleadores apenas pelo inevitável Dame N’Doye do Copenhaga. De características raras para uma liga como a dinamarquesa, o jovem ganhou papel de destaque na formação do Aalborg e é já o jogador do clube com mais mercado.

Helenius faz muito bem uso da sua envergadura (1,95m e 83kg) para fazer a diferença nos duelos com os adversários. Tendo em conta a sua altura, pode-se pensar que se trata de um avançado pouco móvel e com pouca técnica, mas, pelo contrário, consegue ter rapidez de execução e até alguma agilidade que o permite arriscar o drible em determinadas situações. Remata muito bem de meia distância, revelando instinto e qualidade na hora de visar a baliza. Em constantes movimentações tenta procurar espaços vazios, tendo grande aptidão para jogar de costas e servir os seus colegas de equipa de forma exemplar.

Vídeo:


Presença assídua nas selecções jovens da Dinamarca, Helenius tem feito o gosto ao pé em praticamente todos os jogos ao serviço dos sub-21. De há cerca de um ano para cá tem demonstrado uma progressão assinalável no seu jogo, comprovando ser um jogador com grande faro para golo e que pode ambicionar a outros destinos mais competitivos. Neste momento, o jovem dinamarquês é ainda um alvo realista e barato. Mas, atendendo ao seu potencial, dentro em breve tornar-se-á num jogador inacessível para o cofre de muitas equipas.
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Rafal Wolski (Légia Varsóvia)



Faz parte da selecção polaca um dos jogadores mais novos deste Euro 2012. Rafal Wolski tem apenas 19 anos e foi a grande surpresa na lista de convocados de Franciszek Smuda, sendo o único jogador a ser chamado sem ter qualquer internacionalização A. Apesar da sua tenra idade, a verdade é que este pequeno craque do Légia Varsóvia apresenta já uma variedade de dotes técnicos de requinte, augurando-se-lhe um grande futuro pela frente.

Wolski iniciou a sua carreira aos 9 anos de idade e foi evoluindo ao longo de sete temporadas no desconhecido Jastrzab Glowaczów. Chegado ao Légia em 2008, o jovem estrear-se-ia na equipa principal em Março de 2011, num jogo a contar para a taça da Polónia que a sua equipa acabaria por conquistar.


Nome: Rafal Wolski
Nascimento: 10/11/1992 (19 anos)
Naturalidade: Kozienice - Polónia
Altura: 172 cm
Peso: 66 kg
Posição: Médio Ofensivo
Clube: Légia Varsóvia - Polónia
Percurso: Jastrzab Glowaczów (2001-2008), Légia Varsóvia (desde 2008)
Nº Camisola: 27


No início da temporada 2011/2012 os responsáveis do clube da capital decidiram promover vários jovens à equipa principal dando continuidade ao bom trabalho levado a cabo pela formação. Desse lote, Rafal Wolski e Michal Zyro conseguiram impor-se na equipa, assumindo-se como figuras importantes ao longo de toda a temporada. O Légia, que esteve grande parte do campeonato na liderança, acabaria por cair para o terceiro lugar a duas jornadas do fim, mas carimbava aqui a produção com sucesso de duas promessas.

Se Zyro participou em mais partidas ao longo de toda a época, Wolski foi o que apresentou um melhor registo estatístico no final. Com poucas possibilidades de conquistar o seu espaço na primeira metade da época, Wolski viria a tirar proveito da venda, em Dezembro, de Maciej Rybus para os russos do Terek Grozny. Titular em praticamente todas as partidas a partir daí, o jovem terminaria a temporada como o terceiro melhor marcador da equipa com seis golos para o campeonato e dois para a taça. Por tudo isto, foi eleito o jogador revelação do campeonato, o que lhe mereceu a confiança do seleccionador Smuda para o Europeu.

Wolski joga como médio ofensivo, podendo também assumir funções de extremo ou de segundo avançado. Dotado de grande destreza técnica, é capaz de se desembaraçar de espaços curtos e de sair com a bola controlada de zonas sobrepovoadas pelos adversários. É um jogador que gosta de abrilhantar as suas jogadas, tendo um vasto repertório de fintas e toques de génio que deixam os adeptos em gáudio. A facilidade com que faz uso de ambos os pés faz dele um jogador ainda mais imprevisível, podendo a qualquer momento isolar um companheiro de equipa com um passe de ruptura ou desferir um remate sem preparação.

Vídeo:


Existem já várias equipas de renome a tentarem contratar o jovem polaco e, ao que parece, este número tende a aumentar durante os próximos dias. Com um valor de mercado instalado nos 4 milhões de euros, Wolski é de facto um jogador bastante apetecível atendendo à grande margem de progressão que ainda tem. Na verdade, trabalhando um pouco mais a sua estrutura física (aspecto essencial nalgumas ligas), Wolski tem tudo para dentro de poucos anos estar a competir ao mais alto nível.
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Cédric Soares (Sporting CP)



O próximo defeso não irá proporcionar grandes contratações por parte do Sporting dada a contenção financeira preconizada pela SAD leonina. Com o objectivo de reduzir o investimento, a direção sportinguista optará por fazer regressar a Alvalade alguns jogadores que estiveram emprestados esta temporada e que mostraram valor para integrar o plantel principal.

Um dos jovens premiados será, ao que tudo indica, Cédric Soares, que aproveitou a cedência à Académica para reclamar um lugar na equipa de Sá Pinto. Face à saída de João Pereira para o Valência, o regresso à casa-mãe parece assim um dado consumado e uma recompensa pela boa temporada realizada na turma estudantil.


Nome: Cédric Ricardo Alves Soares
Nascimento: 31/08/1991 (20 anos)
Naturalidade: Gelsenkirchen - Alemanha
Altura: 171 cm
Peso: 66 kg
Posição: Defesa Direito
Clube: Sporting CP
Percurso: Sporting CP (desde 1998): empréstimo à Académica (2011-2012)
Nº Camisola: -


Cédric nasceu em Gelsenkirchen, na Alemanha, mas cedo viajou para Portugal, chegando ao Sporting com apenas sete anos. Numa fase inicial, o jovem era utilizado como médio ofensivo, actuando ao lado de atletas mais velhos, o que foi determinante para a sua evolução. Capitão em quase todos os escalões, Cédric era visto como uma das maiores promessas da Academia, mesmo depois de se ter estabelecido como lateral-direito.

Este estatuto valeu-lhe um lugar no plantel principal na temporada 2010/2011, na sua primeira época no escalão sénior. Contudo, o lateral foi apenas utilizado em cinco ocasiões, tendo sido titular nas duas últimas partidas do campeonato, nas quais o Sporting conseguiu assegurar o terceiro lugar.

Com o objectivo de ganhar maior maturidade competitiva e ter mais minutos de jogo, o lateral foi cedido esta época à Académica. Na turma conimbricense, Cédric agarrou imediatamente o lugar e foi uma das figuras da formação orientada por Pedro Emanuel. O jovem mostrou um excelente sentido posicional e uma notável capacidade de desarme, revelando-se ainda um jogador capaz de apoiar constantemente o ataque dada a sua invejável condição física.

Após ter participado na fantástica prestação da seleção sub-20 no último Mundial, Cédric parece ter aproveitado o empréstimo à Briosa para somar pontos junto dos responsáveis do Sporting. A sua incorporação no plantel, na próxima época, parece cada vez mais uma certeza, prevendo-se uma luta interessante com Santiago Arias pela conquista do lado direito da defesa.
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Entrevista a Tiago Mesquita
















Produto das escolas de formação do CD Trofense e GD Ribeirão, Tiago Mesquita (ver artigo) fala em exclusivo ao Rumo ao Estrelato da sua carreira, com especial destaque para a sua passagem pelo futebol espanhol, ao serviço do histórico Alavés. Internacional sub-19 e sub-20, o jovem regressou esta época ao nosso país para representar a Naval 1º Maio e estrear-se assim numa competição profissional em Portugal. Para além disso, avalia o momento actual do futebol português e deixa ainda alguns dados curiosos relativos ao seu percurso futebolístico.


RE - O Tiago começou muito cedo a jogar futebol no CD Trofense. Nesta altura, imaginava tornar-se profissional de futebol?

TM - Como qualquer miúdo que começa a dar os primeiros passos no futebol, sonhava um dia ser jogador de futebol. Mas, desde pequeno, tive os pés bem assentes na terra e sempre dei prioridade aos estudos pois sabia que era um sonho difícil de concretizar. Felizmente tive essa sorte e sinto-me um afortunado por estar a realizá-lo.


RE - Após vários anos na formação da cidade da Trofa, rumou ao GD Ribeirão. Na turma famalicense, foi sempre encarado como um dos jovens mais promissores da formação e conseguiu chegar à equipa principal ainda com idade de júnior por indicação de Lito Vidigal. Que recordações guarda desse tempo?

TM - São recordações que jamais irei esquecer. Foi bom sentir a confiança de um treinador com tanto prestígio e que acreditou no meu potencial como o Mister Lito Vidigal. Nunca mais me esqueço de uma frase que ele me disse: “Se acreditares e trabalhares muito, tens capacidade para um dia ser jogador profissional de futebol”. Essa confiança permitiu-me ter a sorte de fazer parte de uma das páginas mais bonitas da história do GD Ribeirão, que quase culminou com a subida à Liga de Honra. São momentos que jamais esquecerei e que guardarei com carinho no meu coração.


RE - As performances positivas levaram-no à seleção de sub-19. Qual a sensação de representar o seu país?

TM - É difícil arranjar palavras para descrever um momento tão especial para mim. Ouvir e cantar o hino nacional foi, até agora, o momento mais alto da minha carreira. Trabalho com o objetivo de um dia voltar a ter essa sorte.
















RE - A carreira foi evoluindo e em 2009 surgiu uma grande mudança na sua carreira com a transferência para o Alavés. Que avaliação faz dos dois anos que passou em Espanha?

TM - Foram dois anos de muito crescimento como jogador e como pessoa. Cheguei muito novo ao clube e todos os dias serviram-me de aprendizagem. Foi a primeira vez que me afastei da minha família e, apesar de nos primeiros tempos ter sido difícil, hoje estou convencido que esse passo permitiu-me crescer como pessoa e tornar-me mais maduro. O facto de também poder jogar num clube com condições e estrutura de topo e apoiado por adeptos fanáticos foi fantástico. Representar o Deportivo Alavés foi um passo importantíssimo na minha ainda curta carreira.


RE - Quais as principais diferenças que encontrou entre o futebol português e o espanhol?

TM - A principal diferença é a afluência aos estádios. Por exemplo, quando jogávamos em casa tínhamos, em média, sete mil pessoas no estádio, enquanto que nos encontros fora haviam, em média, três mil pessoas. São números que em Portugal não se aplicam na grande parte dos estádios da 1ª Liga.


RE - Já esta temporada, regressou a Portugal para representar a Naval. No entanto, apenas foi opção nas últimas partidas do campeonato. A que se deveu esta escassa utilização?

TM - A minha experiência em Espanha permitiu-me voltar a Portugal mais forte e tive a sorte da Naval ter-me dado essa oportunidade. Porém, a chegada numa fase tardia da época - final de Agosto - condicionou-me, para além de outros factores que contribuíram para a pouca utilização.


RE - Tem contrato por mais duas épocas. Quais as suas expectativas para a próxima temporada?

TM - Estou muito entusiasmado com a próxima época. O meu desejo é afirmar-me no futebol português e, para isso, espero poder jogar regularmente e ser membro importante no clube. As expectativas são altas quer a nível individual quer em termos colectivos, desejando que a Naval acabe a época com a desejada subida à 1ª Liga.
















RE - Pedimos-lhe agora que faça uma auto-avaliação e que se descreva enquanto jogador.

TM - Sou um defesa direito que procura, primeiramente, defender bem e depois ajudar o ataque, de forma a criar desequilíbrios. Penso ser um bom jogador de equipa, disposto a aprender e que procura continuar a crescer como jogador, trabalhando todos os dias no limite para poder subir na carreira.


RE - Na sua opinião, quais as principais promessas nacionais e internacionais que poderão despontar futuramente?

TM - Felizmente, temos no futebol português vários jogadores capazes de chegar ao mais alto nível e poderem ser referências na Selecção A. Destaco dois jovens portugueses de grande qualidade, com quem tive o privilégio de trabalhar, por várias vezes, na selecção, nomeadamente o André Martins do Sporting e o internacional A Nélson Oliveira, de quem todos nós esperamos muito. A nível de promessas internacionais, estou desejoso por ver o Eden Hazard na sua nova etapa no Chelsea.


RE – Como avalia toda esta situação que envolve salários em atraso?

TM - É uma situação extremamente preocupante. Portugal encontra-se num nível de crise profundo e o futebol português não foge à regra. Penso que a solução passa pela boa planificação directiva de uma época, fazendo contas das receitas que irão ter durante o ano e o dinheiro que terão disponível de orçamento e, dessa forma, não gastar mais do que aquilo planeado.


RE – Na próxima época, as equipas B estão de regresso. Está de acordo? Acha proveitoso para os jovens portugueses?

TM - Numa altura em que se fala da falta de aposta nos jovens portugueses, as equipas B são uma lufada de ar fresco. Vão permitir o surgimento de jogadores que, em condições normais, seriam relegados para escalões inferiores e, provavelmente, esquecidos. É a melhor forma de poder existir uma boa transição para o escalão sénior, uma fase onde costumam “morrer” muitos talentos portugueses.


RE – Uma opinião sobre o Rumo ao Estrelato.

TM - Gostaria de agradecer esta oportunidade e o facto de reconhecerem o meu trabalho. Aproveito igualmente para elogiar o blog, que tenho vindo a acompanhar desde a sua criação, e desejar a continuação de um excelente trabalho.





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Eric Dier (Sporting CP)



O Euro 2012 confirma, para já, todo o poderio da Academia Sporting Puma no panorama futebolístico jovem. Depois do brilharete que a então equipa treinada por Ricardo Sá Pinto fez no Next Generation, uma espécie de Liga dos Campeões para jogadores jovens, o Sporting Clube de Portugal é a equipa que na Polónia e Ucrânia apresenta mais jogadores formados na sua academia.

No total, serão 10 ex-leõezinhos a subirem ao palco da maior competição de selecções organizada no Velho Continente, à frente dos 9 provenientes da La Masia, a fábrica de talentos do Barcelona. Em comum, para além de terem feito a sua formação vestidos de verde e branco, todos representam a selecção portuguesa. No entanto, a internacionalização da marca Alcochete pode estar prestes a acontecer com Eric Dier.


Nome: Eric Jeremy Edgar Dier
Nascimento: 15/01/1994 (18 anos)
Naturalidade: Cheltenham - Inglaterra
Altura: 188 cm
Peso: 63 kg
Posição: Defesa Central
Clube: Sporting CP
Percurso: Sporting (desde 2003): empréstimo ao Everton (2011-2012)
Nº Camisola: -


O jovem nascido em Cheltenham, Inglaterra, que completou 18 anos no passado mês de Janeiro, mudou-se, juntamente com os pais, com apenas seis anos para o Algarve, onde actuou em pequenos clubes regionais. Mais tarde, e acompanhando mais uma trajectória da família, desta vez para Lisboa, bateu às portas da Academia do Sporting, onde completou a sua formação.

Depois da passagem por empréstimo pela equipa de reservas do Everton desde Janeiro de 2011, com o objectivo de continuar a sua evolução num ambiente mais competitivo e exigente, o jovem inglês, em declarações ao site da Federação Inglesa de Futebol, foi claro sobre o seu futuro: “Vou regressar para fazer a pré-época e depois vemos o que acontece”.

Apesar da distância entre Lisboa e Londres, a verdade é que o seu valor nunca passou despercebido aos responsáveis pelas selecções jovens inglesas. Com 1,88m de altura e uma capacidade de choque impressionante, Eric Dier conta já com várias internacionalizações nas camadas jovens inglesas, actuando quase sempre num escalão acima daquele que a sua idade permite. Ainda recentemente, apareceu ao lado de nomes como Wayne Rooney, Joe Heart e Theo Walcott, envergando o jersey da selecção inglesa, numa campanha da Umbro.

Com a saída confirmada de Anderson Polga e a possível dispensa de Alberto Rodriguez, Dier pode aproveitar a lacuna existente no sector central da defensiva verde e branca. No entanto, a equipa B poderá ser a última etapa na fase de evolução de um jogador, que com as oportunidades certas, será um valor seguro no futebol europeu.
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Thibaut Courtois (Club Atlético de Madrid / Chelsea FC)



A Bélgica viveu a última década a suspirar por Michel Preud’homme. Nem os grandes campeões são eternos e a idade também passa por eles. Após a sua retirada do futebol internacional, a seleção belga ficou com um vazio por preencher na posição de guarda-redes, até surgir agora Thibaut Courtois. Contratado pelo Chelsea ao Genk há precisamente um ano e tapado pelos dotes de Petr Cech, o jovem optou por rodar no Atlético de Madrid esta temporada, onde encontrou um sítio perfeito para se mostrar ao mundo.

Contratado pelo Genk ainda como lateral-esquerdo, Courtois acabou convertido em guarda-redes e desde logo começou a mostrar argumentos válidos. Cresceu a ver os derradeiros jogos de Preud’homme no Benfica e viu a ascensão de Iker Casillas no Real Madrid, fazendo do guardião espanhol uma referência.


Nome: Thibaut Nicolas Marc Courtois
Nascimento: 11/05/1992 (20 anos)
Naturalidade: Bree - Bélgica
Altura: 198 cm
Peso: 80 kg
Posição: Guarda-Redes
Clube: Atlético de Madrid (emprestado pelo Chelsea) - Espanha
Percurso: Bilzen (1997-1999), Genk (1999-2011), Chelsea (desde 2011): empréstimo ao Atlético de Madrid (2011/2012)
Nº Camisola: 13


Chegou à equipa principal em Abril de 2009, ainda com 16 anos, mas só conquistaria a titularidade na temporada de 2010/2011. Mas uma época foi o suficiente para o jovem saltar para a ribalta e iniciar uma escalada rumo ao estrelato. Campeão belga e eleito melhor guarda-redes do campeonato, Courtois esteve ainda 14 jogos sem sofrer qualquer golo, estabelecendo um novo recorde na Jupiler League. Dificilmente teria melhor currículo para apresentar em início de carreira...

Os grandes tubarões logo começaram a cobiçá-lo, mas foi Roman Abramovich, com uma proposta no valor de 6 milhões de euros, que ganhou o concurso deste ágil guardião. Os seus grandes reflexos, aos quais junta uma imponente envergadura física, fizeram dele uma promessa adquirida a um preço razoável, sendo que a sua tenra idade faz dele um activo a longo prazo, como se veio a confirmar pela recém-terminada temporada.

A cedência ao Atlético de Madrid revelou-se uma escolha acertada tanto para Courtois como para o próprio Chelsea. Titular desde a primeira jornada, o jovem belga tinha a difícil tarefa de preencher a vaga deixada por David de Gea, mas em momento algum mostrou-se abalado por essa pressão. Uma época bastante profícua, de um jogador que valorizou o seu passe e deixou a Europa rendida aos seus pés. Se no campeonato a equipa falhou por dois pontos a ida às pré-eliminatórias da Champions, na Liga Europa a carreira foi muito bem sucedida com Courtois a assumir lugar de destaque no sucesso do Atlético de Diego Simeone.

Vídeo:


Sem grandes hipóteses de lutar a titularidade com Petr Cech, Courtois deverá ser novamente cedido na próxima temporada, restando saber se de novo ao Atlético de Madrid ou se, desta vez, a um clube da Premier League para facilitar a sua adaptação ao futebol inglês. A nível internacional, o jovem guardião faz parte da nova geração de ouro da Bélgica, onde figuram nomes tão sonantes como Eden Hazard, Axel Witsel, Romelu Lukaku ou Verthonghen, que, apesar de não estar presente no Euro 2012, será uma selecção a ter em conta nos próximos anos.
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Especial: Jovens Promessas no Euro 2012


O Europeu da Polónia e da Ucrânia está aí à porta e não há maior aferidor de qualidade de um jovem promissor do que ser convocado para uma competição deste calibre, onde actua a elite do futebol do Velho Continente. O Rumo ao Estrelato fará o trabalho de casa e, como prova da sua competência, analisará as promessas indicadas anteriormente no blogue que marcarão presença no Euro 2012. 


Grupo A


O Rumo ao Estrelato encontrou esta pérola em Fevereiro de 2010. Na altura, com 19 anos, Ninis dava os primeiros passos no Panathinaikos. Agora, o médio é uma das grandes estrelas do clube treinado por Jesualdo Ferreira e uma possível aposta de Fernando Santos durante o Euro 2012, numa Grécia que surpreendeu a Europa, ao vencer o Euro 2004 em Portugal. 



O jogador do Olympiakos é considerado o Lionel Messi grego e foi descoberto pela nossa equipa já este ano, em Janeiro. Ao serviço do emblema bicampeão da Grécia, a jovem promessa foi um elemento importante durante toda a temporada, tendo apontado quatro golos e assistido de forma exemplar em diversas ocasiões. Um quebra-cabeças, que poderá explodir no Europeu.



O jovem guarda-redes polaco provou, nesta temporada, que se tratará de uma das grandes referências da sua posição nos próximos anos. A baliza do Arsenal foi sua durante esta época e continuará a ser na próxima. No Euro 2012, em que a Polónia é anfitriã, Szczesny tentará defender com unhas e dentes as redes do seu país. O lugar é dele, as suas luvas poderão valer ouro! 



O avançado dos russos do CSKA de Moscovo figura no blogue desde Julho de 2009 e já teve temporadas melhores do que a que terminou recentemente. Com três golos na liga russa, Necid foi alternando entre o banco de suplentes e a titularidade mas, mesmo assim, mereceu a confiança do timoneiro da selecção checa. Uma incógnita. 




O médio ofensivo de 21 anos foi uma pedra fundamental de um CSKA de Moscovo que caiu perante o Real Madrid de José Mourinho nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Rápido, com uma excelente visão de jogo, um excelente valor para os russos. Poderá ser uma das inesperadas figuras do Euro 2012. 






Grupo B

O defesa central do Bayern Munique foi descoberto pelo Rumo ao Estrelato em Dezembro de 2009, ainda com 20 anos. Se há promessa confirmada é esta, pois Badstuber foi titular do Bayern durante toda a temporada, chegando à final da Liga dos Campeões, onde foi derrotado em casa pelo Chelsea, no desempate por grandes penalidades. Durante o Euro 2012, já avisou o seleccionador bávaro, Badstuber também será titular. Brevemente, um dos melhores centrais do mundo que pode também alinhar na lateral esquerda da defesa.


Aos 19 anos, o médio do Borussia de Dortmund figura já na lista das maiores promessas do futebol mundial. Com uma qualidade técnica pouco comum para um futebolista alemão, Gotze tem um baixo centro de gravidade e consegue driblar em pouco espaço, tendo o dom de causar o perigo do nada. Um dos bons valores que poderá impressionar durante a prova.  



Com 23 anos, Reus foi a figura de proa da surpreendente temporada do Borrusia Monchengladbach, que terminou a Bundesliga na quarta posição, ou seja, com a possibilidade de figurar da fase de grupos da Liga dos Campeões. O Dortmund esteve atento e reservou um grande fatia financeira  (17,5 milhões de euros) para contar com o talento deste jogador na temporada que se segue. É bom e, infelizmente para Portugal, é alemão.


Quando foi descoberto pelos nossos olheiros, em Julho de 2009, Kroos estava emprestado pelo Bayern Munique ao Bayer Leverkusen. Hoje é já uma peça fundamental do xadrez do treinador do emblema bávaro, tendo figurado como titular por frequentes ocasiões durante a temporada. No Euro 2012, será certamente um valor a ter em conta, podendo mesmo ser titular em várias partidas da Mannschaft.




Este jogador dispensa apresentações. Foi o melhor marcador e melhor jogador jovem do Mundial 2010, quando ainda tinha 20 anos. Um talento precoce, um jogador muito oportuno na área e com um remate forte. Marcou o golo do Bayern Munique na final da Liga dos Campeões, mas teve o azar de o Chelsea ter Drogba em campo. Será titular e um perigo à solta! 



Emprestado à Roma pelo Wolfsburgo, Kjaer foi uma presença importante na defesa da equipa orientada por Luís Enrique. Figura no Rumo ao Estrelato desde Maio de 2009 e deverá ser, com certeza, um dos esteios defensivos dinamarqueses durante a prova. 




Com apenas 20 anos, o médio dinamarquês é já uma das unidades mais perigosas do Ajax, equipa que renovou o título de campeão holandês. Na Dinamarca, Eriksen também já conquistou o seu espaço e é dos seus pés que se espera que surjam os principais desequilíbrios ofensivos. Um talento precoce, já perseguido pelos grandes da Europa. Cuidado Portugal! 



Depois de ter conseguido algumas oportunidades no Arsenal, devido às lesões de Van Persie, o portento dinamarquês não foi capaz de se aguentar nos gunners esta temporada, sendo emprestado ao Sunderland. Aí ganhou o lugar e marcou alguns tentos. Na Dinamarca é ele a referência e pode causar muito perigo pelo ar e a jogar de costas para a baliza. É um carrasco de Portugal.



O defesa direito do Ajax é uma das maiores promessas mundiais na sua posição. Foi presença assídua no plantel bicampeão holandês do Ajax e assumirá a responsabilidade desse corredor defensivo da Laranja Mecânica. É garantia de qualidade ofensiva, bons cruzamentos e competência defensiva quanto baste. 





Trata-se da maior surpresa da convocatória do seleccionador holandês. Narsingh deu nas vistas esta temporada ao serviço do Heerenveen que realizou um bom campeonato e justificou a chamada ao Euro 2012. Foi o primeiro texto do Rumo ao Estrelato no ano 2012. É rápido, possui um remate forte e costuma servir os seus companheiros de equipa de bandeja. Poderá ser um trunfo lançado do banco em algumas partidas. 


Rui Patrício mostrou esta temporada que se trata de um dos melhores guarda-redes jovens da actualidade. Será o dono da baliza da selecção das quinas e terá a responsabilidade de parar os remates de algumas das maiores estrelas do planeta. Por vezes deixa a desejar nas saídas, mas melhorou a olhos vistos nesse aspecto recentemente. Ainda é fraco a jogar com os pés, mas excelente entre os postes, gostando de fazer paradas impossíveis. O Rumo ao Estrelato confia no guardião do Sporting! 



Grupo C

A selecção croata é uma verdadeira incógnita neste Euro 2012. Numa mescla entre jovens talentos e jogadores com alguma experiência internacional, esta equipa poderá bater o pé aos favoritos. Badelj terá uma concorrência forte no meio-campo e, à partida, será utilizado mais como um trunfo a partir do banco do que propriamente a titular. Depois de ter sido associado por diversas vezes ao Manchester United, o jovem talento poderá aproveitar a prova para mostrar que está na altura de abraçar novos voos.


Depois de ter impressionado ao serviço dos belgas do Club Brugge, Perisic foi contratado pelos bicampeões alemães do Borussia de Dortmund. No primeiro ano equipado de amarelo, Perisic agarrou um importante papel na equipa, que ficou órfã de Nuri Sahin, entretanto transferido para o Real Madrid. O seu ímpeto atacante e capacidade de finalização poderá ser importante na caminhada croata no Euro 2012.



O jovem médio do Atlético de Bilbau deu bastante nas vistas esta temporada. Não é que já não fosse tido como um excelente valor em Espanha, mas com a caminhada espectacular da equipa basca na Liga Europa, Martínez provou que poderá ser uma aposta segura de selecção nos próximos anos. Confere uma grande solidez à zona média da sua equipa, sabe chegar à área, distribui com precisão e, nos casos de maior aperto, assume a posição de defesa-central com muito rigor. Uma mais valia na equipa de Del Bosque.


Aos 23 anos, o jogador que faz todo o corredor esquerdo, foi uma das confirmações da Liga BBVA. Esteve tão bem que, na imprensa mundial, se tem rotulado frequentemente este jogador como o próximo dono do lado canhoto da defesa do Barcelona. Sem Capdevila, titular nas duas últimas competições internacionais que a Espanha venceu, Alba terá a responsabilidade de lidar com alguns dos melhores extremos do mundo.



Grupo D

O médio-defensivo do Rennes é, sem sombra para dúvidas, uma das grandes promessas de uma selecção francesa devastada pela fraca prestação no Mundial 2010 da África do Sul, assombrada desde um apuramento algo polémico, com o famoso golo de Thierry Henry com a mão, frente à República da Irlanda. O Real Madrid já foi associado muitas vezes ao jogador descoberto pelo Rumo ao Estrelato em Setembro de 2010.


O jovem extremo é um dos maiores valores emergentes da seleção inglesa e da Premier League. Resgatado pelo Arsenal ao Southampton no início da temporada de 2011/12, Chamberlain pegou de imediato no xadrez de Arsène Wenger, tendo feito parceria, por diversas ocasiões, com Theo Walcott. Resultado? Duas auto-estradas ambulantes nos corredores dos gunners. Rápido, imprevisível, bom a cruzar, este jovem pode ser uma preciosa ajuda para os ingleses no Euro 2012.



O portentoso avançado deu-se a conhecer ao mundo do futebol no Newcastle, a época passada, tendo-se transferido para o Liverpool no mercado de Inverno, por valores que muito foram discutidos pela imprensa inglesa. Nos primeiros tempos em Anfield Road, Carroll parece ter acusado o preço que custou aos reds, mas apareceu mais confiante e concretizador neste final de época. Numa Inglaterra sem Peter Crouch, este jovem avançado poderá ser muito útil no jogo aéreo.


Foi preterido da lista de 23 convocados por Roy Hodgson, mas viria a ser chamado para substituir o lesionado Frank Lampard. Henderson foi um dos indiscutíveis do Liverpool ao longo de toda a temporada e, face à ausência de Jack Wilshere, poderá vir a ser o criativo do meio-campo da selecção inglesa em algumas partidas.




Shevchenko ainda está aí para as curvas, mas poucos anos de carreira lhe restarão. Descoberto pelo Rumo ao Estrelato em Novembro de 2010, Konoplyanka é a garantia de futuro do ataque da seleção ucraniana, podendo dar já uma preciosa ajuda neste Europeu. Ao serviço do Dnipro foi uma unidade importante durante a temporada que recentemente terminou, com oito tentos e outras tantas assistência. Outro dos que poderá aproveitar a competição para convencer os clubes dos grandes campeonatos do Velho Continente a abrir os cordões à bolsa. Certamente que será muito bem observado.

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