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Entrevista a Serginho
















O Beira-Mar luta desesperadamente pela manutenção e Serginho (ver artigo) é uma das esperanças dos responsáveis aveirenses para tirar o clube da linha de água. Em entrevista exclusiva ao Rumo ao Estrelato, o médio ofensivo fala do seu percurso no clube auri-negro e da sua passagem pouco feliz pela formação do FC Porto. O camisola 10 mostra ainda um orgulho enorme quando se evoca o Mundial de sub-20, em 2011, que contou com uma excelente prestação da "Geração Coragem". O jovem não se esqueceu do seu primeiro clube e da importância do técnico Porfírio Amorim e do médio Tiago para a sua carreira.



RE – O CD Trofense foi o seu primeiro clube. Como apareceu o futebol na sua vida?

S - O futebol apareceu na minha vida através de um amigo que jogava no CD Trofense que, juntamente com o seu pai, que era director do clube, me convidaram para ir treinar. Eu fui, eles gostaram de mim e acabei por ficar lá e começar a levar o futebol de uma forma mais séria.


RE - Aos 14 anos, mudou-se para o FC Porto. Como surgiu a hipótese de representar a equipa portista?

S - A oportunidade de jogar no FC Porto surgiu ao fim de dois/três anos de insistência dos responsáveis para me mudar para lá. Nas primeiras vezes, o meu pai não me deixou porque era muito novo, mas aos 14 anos acabou por mudar de ideias.


RE - Regressou ao CD Trofense em 2008 já com idade de júnior. Quais as razões para não ter vingado no FC Porto?

S - Regressei ao Trofense, por empréstimo do Porto, nos juniores. Nesta altura, o FC Porto pretendia que fosse para o Leixões, mas eu não queria nem tinha possibilidades para ir para lá. Após chegar a um entendimento, o FC Porto deixou-me ir para o Trofense. Na segunda época de júnior, o meu contrato com o FC Porto tinha acabado e o Trofense propôs-me um contrato e eu preferi ficar.


RE - Fez duas temporadas de bom nível nos juniores e, por isso, foi premiado com a inclusão no plantel sénior. Como reagiu quando soube da notícia?

S - Sim, fiz 2 épocas boas nos juniores e isso, sem dúvida, foi uma ajuda muito importante para chegar aos seniores. Quando soube da notícia fiquei muito contente, pois estava a realizar um sonho.















RE - Apesar de constituir surpresa para alguns adeptos, foi quase sempre primeira opção do técnico Porfírio Amorim. Sentia que já estava preparado para se afirmar no futebol nacional?

S - Desde o primeiro dia que tive nos seniores que trabalhei para jogar. Felizmente, o treinador reconheceu o meu trabalho e pôs-me a jogar e as coisas acabaram por correr bem e fui muitas vezes titular.


RE - Afirmou que o seu colega Tiago (antigo jogador do FC Porto e U. Leiria) era o seu pai no futebol. Foi uma pessoa especial para o seu crescimento enquanto jogador?

S - Sim, sem dúvida. O Tiago foi como um pai, ajudou-me muito em tudo. Ainda hoje mantemos o contacto e ele aconselha-me.


RE – O CD Trofense ficou a um ponto do regresso à Liga ZON Sagres. O que faltou para subir de divisão?

S - Acho que acabou por nos faltar sorte.


RE – A magnífica época levou o seleccionador Ilídio Vale a convocá-lo para o inesquecível Mundial de sub-20. Qual foi o segredo para a excelente campanha da “Geração Coragem”?

S - O principal segredo foi a união. Desde o primeiro dia de estágio mostrámos grande entreajuda.


RE – O Beira-Mar acabou por o contratar no início da época passada. Como avalia o seu ano de estreia no escalão principal?

S - Foi um ano positivo, pois consegui estrear-me na Primeira Liga. Joguei com regularidade, marquei e conseguimos a manutenção.
















RE – Ainda com Ulisses Morais como técnico, atingiu o estatuto de indiscutível apenas a meio desta temporada e as vitórias começaram a surgir. Sente que foi importante para a recuperação do clube na tabela classificativa nesse período?


S - Todos os jogadores são importantes e todos trabalhamos para jogar. Comecei a época a titular e, depois, saí da equipa por opção. Acabei por regressar e fico feliz por ajudar a equipa.


RE – O Beira-Mar tem sido elogiado pela aposta que tem feito em jogadores portugueses. Julga ser um exemplo a seguir pelos restantes clubes nacionais?

S - Sim, o Beira-Mar é um exemplo em termos de aposta em jogadores portugueses. É pena nem todos os clubes optarem por esta política.


RE – Considera Costinha um técnico com possibilidades de singrar à imagem do que aconteceu como jogador?

S - Sim, sem dúvida. Tem uma ambição muito grande e uma vontade de vencer muito forte. Depois tem o conhecimento do futebol como jogador de alto nível e isso faz com que tenha tudo para singrar.


RE – Descreva-nos o Serginho enquanto jogador.

S – Sou sobretudo uma pessoa apaixonada pelo que faz.


RE – Na sua opinião, quais as principais promessas que poderão despontar futuramente?

S – Destaco Abel Camará, André Almeida e Salvador Agra.


RE – Uma opinião sobre o Rumo ao Estrelato.

S - Muito bom. É de louvar iniciativas como estas, que ajudam a entender melhor o futebol nacional.


RE – Partilhe um episódio da sua carreira que jamais esquecerá.

S – Tenho muitos momentos que jamais esquecerei. Mas o dia anterior ao meu primeiro jogo pelo Trofense foi, talvez, o mais marcante. Estava em casa a descansar e de repente o telefone tocou. Era o mister Porfírio Amorim, e a primeira coisa que ele me disse foi: Estás preparado para jogar? Eu fiquei com uma sensação muito boa dentro de mim.





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Serginho (SC Beira-Mar)



Num período em que se critica a escassa aposta dos clubes em jovens portugueses, o Beira-Mar parece querer seguir o caminho inverso. Assim, o clube aveirense tem adquirido algumas promessas nacionais que se vão revelando nos escalões secundários, seguindo uma política que deveria servir de exemplo para mais equipas em Portugal.

A contratação de Serginho surgiu nesta nova linha de mercado da formação de Aveiro, que pretende valorizar o produto nacional. Tal como outros atletas do emblema auri-negro, o avançado foi recrutado a um clube da II Liga, confirmando, uma vez mais, que existe qualidade para além do primeiro escalão.


Nome: Sérgio Manuel Costa Carneiro
Nascimento: 21/02/1991 (21 anos)
Naturalidade: Vila Nova de Famalicão
Altura: 176 cm
Peso: 72 kg
Posição: Médio Ofensivo
Clube: SC Beira-Mar
Percurso: CD Trofense (2000-2005 e 2008-2011); FC Porto (2005-2008): empréstimo ao Padroense FC (2006-2007); SC Beira-Mar (desde 2011)
Nº Camisola: 30


O jovem iniciou o seu trajecto futebolístico no CD Trofense, onde se manteve até 2005. Já nesta altura, Serginho mostrava enorme apetência para jogar futebol, o que levou o FC Porto a recrutá-lo quando tinha 14 anos. Na equipa da Cidade Invicta, o avançado não conseguiu explanar todas as suas qualidades, sendo cedido por uma época ao satélite Padroense, uma prática comum na formação dos portistas.

Após três temporadas a disputar os campeonatos nacionais de iniciados e juvenis, o jovem regressou ao CD Trofense. Nos juniores do clube da Trofa, protagonizou duas épocas de grande nível, contribuindo decisivamente para a subida ao campeonato nacional do escalão. Serginho veria o seu esforço recompensado com a notícia da sua incorporação no plantel sénior para a temporada 2010/2011, confirmando que a desvinculação ao FC porto em nada o afectou.

No seu ano de estreia a nível profissional, o jovem foi claramente uma aposta do técnico Porfírio Amorim, actuando como segundo avançado. Seria mesmo uma das revelações da Liga Orangina, sendo eleito pelos treinadores como o melhor jogador jovem da competição numa votação efectuada pelo jornal O Jogo. A sua velocidade aliada à sua boa capacidade técnica ajudou o CD Trofense a lutar pela subida até ao último jogo, um objectivo que fracassou por apenas um ponto.

A temporada acabaria, contudo, por ser muito proveitosa a nível individual pois foi convocado para o Mundial sub-20 e contratado pelo Beira-Mar. Na turma aveirense, Serginho voltou a mostrar grande qualidade, mesmo após ter sido utilizado numa das faixas do ataque. Opção regular quer de Rui Bento quer de Ulisses Morais, o jovem destacou-se pelo seu poder de explosão e pela capacidade de actuar com igual eficácia nas costas do avançado ou como médio ala. A próxima temporada servirá assim para o atacante continuar o seu processo de evolução, que deverá passar igualmente pela chamada à selecção sub-21.

Filipe Jesus
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